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02
jul
2015

Altezza: cervejaria artesanal em Pedra Azul

Eu sei que, do ponto de vista térmico, Pedra Azul combina mais com um vinhozinho do que com cerveja. Mas essa associação óbvia não impediu que, na falta de vinícolas, uma cervejaria ganhasse destaque no cenário turístico da região.

Cervejaria Altezza

Tô falando da Cervejaria Altezza, que abriu as portas de sua propriedade no ano passado, em São José do Alto Viçosa, área rural de Venda Nova do Imigrante. Num pequeno sítio com uma vista privilegiada da Pedra Azul, o capixaba Gino e sua família resolveram se dedicar à fabricação de cervejas artesanais, investindo na qualidade da matéria-prima e, principalmente, na pureza da água que brota na região.

Cervejaria Altezza

Foi o próprio Gino quem me atendeu no dia em que estive lá. Por um lapso, eu não liguei para agendar a visita guiada. Mesmo assim, embora estivesse de saída para um compromisso marcado em Cachoeiro de Itapemirim, ele fez questão de contar a história da cervejaria, de mostrar as instalações, de compartilhar sua experiência como cervejeiro e de apresentar em detalhes o processo de fabricação das cervejas que ele vende ali.

Cervejaria Altezza

Cervejaria Altezza

Atualmente são 10 rótulos de cervejas baseados em diferentes estilos de fabricação: da tradicional lager a um sem-número de ale, com destaque para a versão capixaba da famosa Tripel belga. A garrafa custa em média R$20,00.

Cervejaria Altezza

Todas podem ser degustadas no local, pagando-se uma pequena taxa (na época em que fui, paguei R$12,00 por 3 copos de cerveja).

Cervejaria Altezza

Não esqueça do brinde! Na falta de motivos, segue um:

Cervejaria Altezza

Dependendo do dia e da hora da sua visita, o momento do brinde pode ser ainda mais especial.

Cervejaria Altezza

Foto: Nathália Fregonassi

A sorte de ver essa lua cheia redondinha aí quem deu foram meus cunhados que estiveram por lá no início de maio deste ano.

O único problema na visita à Cervejaria Altezza é definir o motorista da rodada. 😀

Cervejaria Altezza

Chegar lá é relativamente fácil. Seguindo na BR 262 em direção à Venda Nova é só ficar atento ao pequeno trevo que dá acesso ao Alto Caxixe, um pouco antes da sede de VNI. Nele você já verá placas indicando o caminho até a Cervejaria.

Aliás, não fosse pela inteligente iniciativa dos donos de colocar placas ao longo de todo o trajeto, haveria um grande risco de você se perder pelo caminho. Ele é quase todo em estrada de chão, passando por propriedades rurais.

Cervejaria Altezza

Se bem que, com um visual desses, perder-se nas estradas das montanhas capixabas não seria assim uma má ideia.

A Cervejaria Altezza funciona de segunda a sábado, das 09:00 às 17:00. Mas não se esqueça. Se quiser uma visita guiada para conhecer os processos de fabricação das cervejas é necessário agendar pelo telefone: (28) 9 9989 3311.

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28
jun
2015

(Re)visitando Santa Teresa: entre clássicos e novidades

Em meados de maio desse ano a gente resolveu (re)visitar um lugarzinho que, vocês sabem bem, se tornou um dos meus recantos favoritos aqui no Espírito Santo: Santa Teresa. A gente aproveitou as festividades do mês de maio – que, aqui em casa, são três: dia das mães, aniversário da Renata e meu aniversário – para nos dar de presente isso: um final de semana na doce terra dos colibris.

Foi uma visita bem rápida. Fomos no sábado de manhã e voltamos no domingo na hora do almoço. Mas ainda assim deu para revisitar os clássicos e conhecer algumas novidades da terrinha (pelo menos pra mim).

Pousada Villa Theodora

Quanto às novidades eu destaco a Pousada Villa Theodora e o restaurante A Dona da Casa.

A primeira nem é tão novidade assim porque eu já falei sobre ela nesse post. Mas, ao contrário da visita anterior, dessa vez a gente se hospedou lá e teve a oportunidade de conhecê-la em funcionamento.

Villa Theodora

No geral, eu mantenho a recomendação dada no post que eu citei acima e continuo achando a Villa Theodora a melhor opção custo X benefício para famílias na cidade. Como ela fica afastada do centro, hospedar-se ali tem uma grande vantagem para quem procura sossego: o silêncio absoluto dos quartos à noite. Junte isso com o frio que faz por lá nessa época e pronto: você tem toda a desculpa do mundo para dormir o dia todo! 😉

Meu único porém nessa experiência foi o café da manhã: sem nenhum atrativo para encher nossos olhos. Talvez na alta temporada a situação seja diferente. Mas eu confesso que esperava uma mesa mais recheada de produtos do riquíssimo agroturismo capixaba.

IMG_1652

Restaurante A Dona da Casa

Já a segunda novidade foi mais uma indicação certeira que o Murilo Vago, Secretário de Turismo da cidade, me deu: A Dona da Casa, um restaurante de comida mineira que, se nega a origem dos imigrantes que fundaram a região, homenageia – e muito bem – o povo que faz da roça o seu lar afetivo.

A Dona da Casa

Pra começar, o restaurante é a própria “roça”. Ele está localizado numa fazenda à beira de um lago e de um curral com bois e cavalos. Aproveitando-se disso, eles disponibilizam passeios de pôneis e charrete gratuitamente para as crianças nos finais de semana.

A Dona da Casa

Maria foi à loucura, per supuesto.

A Dona da Casa

Além disso, a ambientação do salão remete às típicas casas de fazenda, com um big fogão à lenha aos fundos onde fumegam alguns dos pratos que eles preparam.

A Dona da Casa

No cardápio, as estrelas da cozinha mineira: costelinha de porco, tutu, frango caipira com angu e torresmo, todos em porções muito bem servidas e preços justos.

A Dona da Casa

Pra finalizar o dia de roça, doces caseiros, bolos e cafezinho de cortesia.

Mas, novidades à parte, o que nos levou de volta a Santa Teresa foram mesmo os clássicos. Mais exatamente, três clássicos: o Fabrício, o Museu Mello Leitão e os colibris.

Fabricio Bar e Restaurante

No Fabrício a gente foi para o nosso jantar-comemoração. Foi lá que eu, Renata e Maria cantamos parabéns para mim e para a Renata a três e à luz de velas. :-)

Fabricio Bar e Restaurante

De tabela, a gente pode ver a transformação da Rua do Lazer, a ruazinha histórica da cidade. De 1 ano pra cá, a rua está ainda mais movimentada e com novos empreendimentos e restaurantes.

O turismo definitivamente parece estar fazendo bem para Santa Teresa.

Já na manhã de domingo nosso destino era certo: o Museu Mello Leitão. Lá a gente tinha um encontro marcado com o maior dos clássicos de Santa Teresa: a varanda dos colibris de Augusto Ruschi.

Varanda dos Colibris

Taí um lugar que eu nunca vou cansar de visitar.

Varanda dos Colibris

E foi assim, entre clássicos e novidades, que a gente (re)visitou Santa Teresa. E se apaixonou ainda mais pela cidade.

P.S: Tudo o que você precisa saber para conhecer Santa Teresa está nesse post. Se faltar tempo para um final de semana (o ideal para conhecê-la por inteiro), vale um bate-volta a partir de Vitória, como eu recomendei nesse outro post.

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25
fev
2015

Inhotim com crianças: roteiro sugerido com dicas para aproveitar ao máximo o passeio

Galeria Marilá Dardot

Planejar a visita ao Inhotim não é tarefa fácil. A área do museu/parque é gigantesca (são 110 hectares abertos à visitação) e são mais de 100 obras de arte em exposição para você escolher qual visitar. Por isso que ninguém exagera quando diz que não dá para conhecer o Inhotim em um único dia. Não dá mesmo. Principalmente se você estiver com criança. Além da grande extensão, os caminhos entre uma galeria e outra são acidentados e cheios de sobe-desce, tornando o ritmo da visita lento.

Foi assim com a gente. Ao final do primeiro dia de passeio, não conseguimos cumprir nem metade do programado e isso só aumentou a vontade de voltar no dia seguinte. E olha que a minha seleção de obras era bem realista e contida. Eram apenas 5 obras/galerias de visita obrigatória, como vocês verão mais abaixo. Eu só não contava que, mesmo tendo estudado o parque anteriormente e estando com o mapa na mão, poderia me perder em alguns caminhos e rotas, gastando um tempo precioso.

Daí que eu reafirmo o que todo mundo diz por aí: 2 dias é o tempo mínimo para se dedicar ao Inhotim. Não que isso seja suficiente para conhecê-lo por inteiro. Não é. Mas, pelo menos, você vai se sentir um pouco mais familiarizado e à vontade para percorrer as rotas e selecionar melhor as obras e galerias que mais te interessam (e até voltar naquelas que você mais gostou).

Inhotim

Eu sei que uma das melhores formas de explorar o Inhotim é não ter um roteiro pré-definido para percorrê-lo (é o que o Riq Freire chama de estratégia aleatória nesse post). Deixar-se surpreender com o inesperado talvez seja o próprio objetivo do Inhotim. Mas, para quem viaja com crianças, pode ser mais proveitoso se você estudar um pouquinho as obras e o mapa para conhecer as rotas a serem percorridas. Caso contrário, você pode acabar deixando de lado aquelas que são mais indicadas para os menores e perder mais tempo do que o necessário em deslocamentos.

Por isso, eu resolvi compartilhar aqui o roteiro que nós seguimos aproveitando uma sugestão do próprio Instituto para quem pretende visitá-lo com crianças. Se seguido à risca e com o relógio sempre à vista, ele até poderá ser percorrido em 1 dia. Mas, com 2, o passeio será bem mais prazeroso e aberto ao inesperado. Você vai poder, inclusive, se dar ao luxo de fugir do script.

Troca-troca

As obras

Quando a gente definiu a ida para o Inhotim, eu procurei me informar sobre as obras que seriam mais indicadas para crianças na tentativa de agradar ao máximo a Maria. Mas é óbvio que o conceito de “obras mais indicadas para crianças” é altamente relativo e falível. Por ser um museu de arte contemporânea, e por serem as crianças tão imprevisíveis, qualquer uma das obras pode se revelar incrivelmente encantadora para elas, como eu disse nesse post.

Eis que o meu trabalho foi incrivelmente facilitado quando, uma semana antes da nossa viagem, o Inhotim publicou um post com uma sugestão de 5 obras para curtir com crianças (leia aqui). Eu não titubeei nem um pouco em seguir as indicações. E, com isso, as obras/galerias que se tornaram obrigatórias para nós foram:

1) Galeria Cildo Meireles;

2) Continente/Nuvem, de Rivane Neuenschwander;

3) Galeria Cosmococa, de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida;

4) Piscina, de Jorge Macchi;

5) A origem da obra de arte, de Marilá Dardot.

A única que a gente acabou não aproveitando foi a Piscina, de Jorge Macchi, por pura falta de animação minha e da Renata de entrar na água.

Jardim Botânico

O percurso

Meu único “porém” em relação ao roteiro sugerido pelo post do Inhotim é o percurso. Depois de tentar segui-lo no primeiro dia, eu estudei melhor a seleção de obras no mapa e conclui que é possível visitar as mesmas obras gastando menos tempo com deslocamento. Basta uma pequena alteração no sentido do roteiro para encaixar algumas das 5 rotas pré-estabelecidas feitas pelos carrinhos elétricos do parque. Pronto! Você vai otimizar seu tempo e diminuir drasticamente seu esforço nas caminhadas.

Inhotim

Para isso, você vai precisar pagar pelo ticket de transporte: custa R$20,00 por pessoa (crianças até 5 anos não pagam). Você pode embarcar e desembarcar quantas vezes quiser. Não há limite de utilização. E quando você perceber o quanto de chão e ladeira você percorreu de carro, você vai concluir que aqueles R$20,00 foram um ótimo investimento (principalmente se for um dia de muito sol e calor). 😉

Olho no mapa do parque que você pode baixar nesse link:

mapa inhotim

O percurso que eu sugiro é o seguinte:

1) a partir da recepção, siga o eixo laranja em direção ao ponto de embarque da Rota 1. Seguindo pelo caminho da esquerda, você já pode dar início ao seu deslumbramento com o lago e, principalmente, com o Vandário;

Vandário

2) Embarque no carrinho e desça no ponto final. Você estará na porta da Galeria Cardiff & Miller, também conhecido como galpão sonoro. Atravesse-o para saber o porquê da alcunha. Se tiver oportunidade, sente-se em uma cadeira para entender porque todo mundo que vai volta falando maravilhas dessa obra (para a Maria, isso seria exigir muito). Dependendo da hora que você chegar, pode aproveitar para comer na pizzaria que fica atrás do galpão;

Inhotim

3) Saia pelo lado oposto ao que você entrou e embarque no carrinho da Rota 3. Ao final da subida, ele vai te deixar bem ao lado de 2 obras selecionadas nesse roteiro: a Piscina, de Jorge Macchi, e a Origem da obra de arte, de Marilá Dardot. Conte em gastar um bom tempo nelas, principalmente se vocês toparem entrar na água. O Inhotim disponibiliza toalhas num vestiário que fica pertinho da piscina. Se a fome bater, há também uma lanchonete no local (que vende apenas industrializados);

Galeria Marilá Dardot

4) Suba em direção ao ponto de embarque da Rota 4. No caminho você ainda terá à disposição o Palm Pavilion, de Rirkrit Tiravanija, e as galerias de Carlos Garaicoa e Carroll Dunham;

5) Pegue o carrinho e peça para descer em frente à Galeria Cosmococa, de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida. As crianças vão adorar corresponder às interações que os artistas propõem. Depois disso, desça caminhando para encontrar, logo abaixo, um dos maiores ícones do Inhotim: a obra Troca-troca, de Jarbas Lopes (os famosos “fusquinhas coloridos”);

Troca-Troca

6) Continue a caminhada em direção à Galeria Fonte, no eixo amarelo, e não deixe de reparar no lindo paisagismo dos jardins dessa área do parque. Uma lanchonete fica anexa à galeria, caso vocês precisem recarregar as energias;

Fontes do Inhotim

7) Desça pela direita até chegar na Galeria Cildo Meirelles. As obras Através e Desvio para o Vermelho também propõem experiências que as crianças costumam curtir: a) na primeira, você caminha em um chão de cacos de vidro, contornando obstáculos; b) na segunda, brinca de identificar os objetos igualados pela cor;

8) Voltando à porta por onde você entrou, continue descendo até chegar a uma casinha branca, onde está situada a obra Continente/Nuvem, de Rivane Neuenschwander. Você só vai encontrar a obra se olhar pro teto. Nele, pequenas bolinhas de isopor ficam em constante movimento e mexem com a imaginação das crianças.

Rivane Neuenschwander

Pronto! Se você seguiu esse roteiro, você terá visitado todas as obras sugeridas pelo próprio Inhotim aproveitando ao máximo o conforto dos carrinhos elétricos.

No caminho até a recepção, você poderá ainda visitar a Galeria Praça e a obra Abre a porta, Rodoviária de Brumadinho, de Joh Ahearn e Rigoberto Torres. Com um pouquinho mais de tempo, eu recomendaria voltar pelo caminho da Cildo Meirelles e virar à direita na encruzilhada para conhecer o belíssimo paisagismo dessa parte do parque. É difícil não se encantar com esse tamboril centenário que ali está:

Tamboril

Se calhar, você pode aproveitar esta esticadinha para finalizar o passeio com um almoço tardio no Restaurante Tamboril, que funciona no esquema buffet (R$58,00 por pessoa; crianças até 5 anos não pagam).

Restaurante Tamboril

Observações finais

Analisando bem o mapa do parque, você vai perceber que o eixo rosa não entrou no roteiro. Por causa disso, almoçar no Restaurante Oiticica – que funciona no esquema self-service e sai bem mais em conta do que o Tamboril – se torna pouco conveniente. Ele implica em um desvio de rota à pé (não há rotas de carro disponíveis) que vai prejudicar o cumprimento do roteiro. Sem falar que, dependendo do movimento, você pode perder um bom tempo na fila para entrar, se servir, pesar e pagar. O melhor mesmo é deixá-lo para o segundo dia de passeio, que você pode dedicar para conhecer as atrações do eixo rosa.

Mas se o Tamboril não for uma opção viável (por ser caro), opte por fazer lanches na pizzaria do galpão sonoro, na lanchonete da Galeria Fonte (que vende hambúrgueres) ou naquela que fica bem perto da casinha da Rivane Neuenschwander (que vende um cachorro-quente bem vistoso).

Lanchonete Inhotim

O Inhotim não permite a entrada de comidas ou bebidas. Talvez, o maior propósito dessa proibição seja evitar piqueniques no parque. Mas é fato que ninguém revista seus pertences para conferir isso. Veja bem. Não tô querendo fazer nenhuma apologia à violação da regra estabelecida pelo parque e estimulá-lo a levar comida suficiente para fazer seu almoço por lá. Não mesmo. Essa observação é só para tranquilizar os pais de crianças pequenas (principalmente, as alérgicas), que preferem levar comida para seus filhos. Em quase todos os restaurantes/lanchonetes, eu vi gente pedindo para descongelar comida de bebê/criança.

Se você reparar bem, em todo o roteiro sugerido, você vai encontrar 1 único banheiro com fraldário (além da recepção): no vestiário da piscina. Essa é a maior crítica que eu faço ao Inhotim: a escassez de fraldários pelo parque. Não custava aumentar esse número para atender à demanda dos pais com bebês. Em alguns momentos, nós tivemos que improvisar nos bancos espalhados pelos jardins.

Inhotim

Não custa lembrar: o Inhotim é um museu/parque ao ar livre, o que quer dizer que você estará sujeito às variações climáticas. É bom se prevenir levando na mochila filtro solar e capas de chuva (se necessário, a lojinha que fica na recepção vende capa por R$8,00). Garrafinha de água também é item de primeira necessidade: você pode enchê-las nos bebedouros que ficam espalhados pelo parque. E atenção: use roupas leves e calçados confortáveis para caminhada. Não esqueça que você vai andar – e muito!

Por fim, se você quer aproveitar ao máximo o seu tempo no Inhotim, garanta o seu ingresso pela Internet e evite as filas na entrada (compre aqui). Você paga uma pequena taxa e retira o ingresso na hora, num balcão que fica dentro do estacionamento.

Tudo o mais que você precisa para planejar sua visita para o Inhotim (quando ir, como chegar, onde ficar) você pode conferir no Guia do Inhotim do Viaje na Viagem ou na série especial sobre o museu da Silvia Oliveira, do Matraqueando.

Informações úteis

Centro de Arte Contemporânea Inhotim

Endereço: Rua B, 20 – Brumadinho, MG

Telefone: (31) 3571 – 9700

Horário de funcionamento: Terça a sexta-feira: 9h30 às 16h30; Sábado, domingo e feriado: 9h30 às 17h30

Ingresso: Terça e quinta-feira: R$ 25,00; Quarta-feira (exceto feriado): entrada gratuita; Sexta, sábado, domingo e feriado: R$ 40,00; Fechado às segundas-feiras. Crianças até 5 anos não pagam.

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22
fev
2015

O fantástico mundo do Inhotim (Inhotim para crianças)

Inhotim

Um parque temático cabeça”, Ricardo Freire.

O parque mais inteligente e criativo do mundo”, Silvia Oliveira.

Essas definições do Inhotim que eu reproduzi acima me vieram à mente ao final dos dois dias que eu, Renata e Maria passamos por lá, durante o carnaval desse ano. Há tempos eu e a Renata queríamos conhecer o Inhotim depois do mar de elogios e exageros que a gente lia sobre lá desde a sua inauguração em 2006. Mas visitá-lo na nossa atual condição de pais me mostrou que a definição freire-matraqueana faz todo o sentido: com uma criança a tiracolo, esse espaço multiconceitual que é o Inhotim se torna preponderantemente um parque de diversões. Um parque de diversões onde o encantamento acontece pela realidade das coisas, e não pelas ilusões de um conto de fadas.

Já virou até clichê falar que é impossível não gostar do Inhotim. Mas não seria clichê se não fosse verdade. Por maiores que sejam as suas expectativas em relação ao Inhotim (as minhas, pelo menos, eram altíssimas), você vai acabar se surpreendendo com as suas reações. O Inhotim mexe com os seus sentidos e emoções. E nenhum relato ou imagem que você leu ou viu será capaz de antecipar o que você vai experimentar.

Eu, por exemplo, me vi às voltas com o deslumbramento em vários cantos do museu/parque. A imagem do Vandário, por exemplo, me paralisou.

Vandario

Vandário

O mesmo aconteceu quando eu me dei conta da presença desse tamboril centenário e gigante no nosso caminho ao sair do restaurante de mesmo nome.

Tamboril

Ou quando a gente brincou de formar palavras com as letras no jardim da Galeria Marilá Dardot.

Galeria Marilá Dardot

Mas não é bem sobre esse tipo de encantamento abobalhado de um adulto que eu quero falar nesse post. O que eu quero ressaltar aqui é que o encantamento que esse fantástico mundo do Inhotim provoca não passa batido aos olhos de uma criança.

O que eu chamo de fantástico mundo do Inhotim é a junção de três das suas múltiplas faces: o Inhotim-museu, o Inhotim-jardim e o Inhotim-floresta. Não é em qualquer lugar que você tem a oportunidade de mostrar ao seu filho arte e natureza numa simbiose tão harmônica, numa estética tão agradável aos olhos. Mais do que isso. Não é em qualquer lugar que você tem a oportunidade de fazê-lo experimentar arte e natureza de uma forma tão lúdica e sensorial.

Galeria Marilá Dardot

O Inhotim-museu traz consigo um conjunto de obras de arte contemporânea que favorecem os sentidos e a imaginação dos menores. Aliás, eu – que sou um energúmeno em matéria de arte e sempre torci o nariz para a arte contemporânea – nunca havia parado para pensar que sua abstração e non-sense fossem tão propícias para a interação das crianças.

Na Galeria Cildo Meirelles, por exemplo, eles pisam em um chão cheio de cacos de vidro contornando diversos obstáculos, entre os quais 2 aquários. Se isso lhe parece sem-eira-nem-beira (a mim, particularmente, pareceu), saiba que aquilo foi uma sensação pra Maria.

Foto: Daniela Paoliello (Divulgação Inhotim)

Foto: Daniela Paoliello (Divulgação Inhotim)

Na Cosmococa, o que não falta é experiência sensorial. Em uma sala, as crianças brincam com balões. Em outra, deitam em colchões. Em outra, balançam numa rede. E, na última, podem até entrar numa piscina.

Foto: Ricardo Mallaco (Divulgação Inhotim)

Foto: Ricardo Mallaco (Divulgação Inhotim)

Mas, talvez, a experiência preferida da Maria em nossa visita tenha sido aquela proporcionada pelas letrinhas em cerâmica da obra de Marilá Dardot. Não que ela tenha se dedicado ao processo de jardinagem ou de semeadura de idéias, que a artista propõe aos adultos incrédulos. O que ela gostou mesmo foi de ficar catando pedrinhas pelo jardim para colocar em cima das letras.

Galeria Marilá Dardot

O encantamento ganha diferentes contornos com o que eu chamo de Inhotim-jardim. Digamos que essa face do museu/parque faz aquela função de “pracinha da esquina de casa”. Só que ela faz isso numa proporção gigante e com o privilégio de um paisagismo a la Burle Marx.

Você nem precisa entrar no museu/parque para já se encantar com a exuberância da coleção botânica do Inhotim. Nesse corredor verde que liga o estacionamento à recepção, você tem uma pequena mostra daquela que é considerada uma das maiores coleções de palmeiras do mundo.

Palmeiras Inhotim

Lá dentro, porém, é que você tem a real dimensão de que está num museu/parque absolutamente incomum. Mais do que um museu, o Inhotim é um jardim botânico; um jardim botânico cuja coleção é a maior em número de espécies de plantas vivas do Brasil.

Jardim

A diversidade e beleza desse imenso jardim tornam incrivelmente agradável o passeio pela sua área externa. No caminho de uma galeria a outra, você pode fazer uma pausa e recarregar as energias em bancos, fontes, lagos, gramados e, claro, obras de arte ao ar livre que funcionam como uma espécie de playground para as crianças. Foi assim com as paredes coloridas da Magic Square, de Helio Oiticica:

Magic Square, de Helio Oiticica

Magic Square, de Helio Oiticica

E foi assim também com os “fusquinhas coloridos” da obra Troca-Troca, de Jarbas Lopes.

Troca-troca, de Jarbas Vasconcelos

Troca-troca, de Jarbas Lopes

O nível de interação que essas duas obras provocaram na Maria foi surpreendente para nós e renderam momentos inesquecíveis.

Por fim, o Inhotim-floresta fecha o triunvirato responsável pelo alto grau de encantamento das crianças. Em alguns pontos, o jardim vira bosque e o contato com a riqueza natural da mata atlântica – bioma preponderante no parque – se faz. Entram em cena as grandes árvores, as nascentes de rio e os “bichinhos” que povoam o imaginário infantil, como patos, cisnes, borboletas, pássaros e caxinguelês.

Inhotim-Floresta

O segundo dia da Maria no museu/parque foi praticamente voltado para a procura dos famosos “esquilos” do Inhotim (que não deram o ar da graça no primeiro). A cada galeria visitada, a cada jardim percorrido, vinha a pergunta: “aqui tem esquilo?”.

Jardim Botânico Inhotim

Aqui eu vou me valer de um ensinamento de Maria Montessori, educadora italiana, para tentar explicar tamanho encantamento: “não há descrição alguma, nenhuma imagem em qualquer livro que seja capaz de repor a visão de árvores reais, e tudo da vida que pode ser encontrado ao redor delas, numa floresta de verdade”. Não sei você, mas não é todo dia que eu tenho a oportunidade de apresentar à Maria uma “floresta de verdade”. Não é todo dia que eu tenho o privilégio de apreciar ao lado dela a visão de “árvores reais” (embora a gente cruze com árvores várias vezes ao dia).

Inhotim

Daí que essa face “floresta”, talvez, seja a cereja do bolo do fantástico mundo do Inhotim. Talvez ela seja o que faz do Inhotim “um parque temático cabeça” ou “o parque mais inteligente e criativo do mundo”. Pelo menos aos olhos de uma criança. Porque não há terreno mais fértil para a imaginação infantil do que a própria natureza.

Inhotim

Enfim, nesse fantástico mundo do Inhotim aquele princípio de “encantar-se com as coisas do mundo” é elevado à máxima potência.

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21
jan
2015

5 sugestões de bate-volta redondinhos a partir de Vitória

Pedra Azul

Pedra Azul

Do mar à montanha em 40 minutos”. Um dos motes da propaganda oficial do Governo do Estado do Espírito Santo faz realmente todo o sentido. Em um estado de distâncias tão curtas e cheio de diversidades geográficas e culturais, é muito fácil rechear a sua viagem com passeios super diferentes um do outro. Você pode tomar um banho de mar pela manhã e experimentar o melhor da culinária italiana nas montanhas capixabas à tarde, curtindo um clima bem mais agradável. Ou então, conhecer o legado da nossa colonização à beira-mar e, ainda, fazer um passeio de escuna pelas águas de um rio e visitar uma reserva indígena em Aracruz.

Para facilitar a sua vida, nesse post eu vou dar 5 sugestões de bate-volta redondinhos a partir de Vitória. Todos estão a 1 hora (no máximo!!!) de viagem da capital. Tem praia, tem montanha, tem passeio cultural e gastronômico. Basta que você escolha aquele que mais se identifica com o seu perfil de viajante.

Confira dicas de hospedagem em Vitória aqui

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