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24
abr
2013

Música para Viagem

Toda vez que eu remexo na minha coleção de CD’s playlist eu me dou conta de que, conscientemente ou não, quase toda viagem que eu e a Renata fizemos mais recentemente tem uma trilha sonora particular. Há sempre um disco, um artista ou uma música que, de tanto a gente ouvir durante a viagem, nos faz lembrar imediatamente daquele lugar ou de um momento especial.

Nossas viagens à Bahia, por exemplo, nas quais eu incluo a da Chapada Diamantina, sempre me fazem resgatar o disco Quando o Canto é Reza, da Roberta Sá & Trio Madeira. A associação, nesse caso, é óbvia. O disco é uma homenagem ao compositor baiano Roque Ferreira, considerado por muitos o novo Dorival Caymmi. Por aí você tira o toque de baianidade nagô do repertório. As músicas tocam fundo bem naquele canto do seu cérebro – ou coração – que desejaria ser baiano.

(link direto do video no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=VXwoca7IIFQ)

Pra Minas, não tem jeito (e aqui eu incluo a viagem que nós fizemos ao lado capixaba do Pico da Bandeira).

Eu sempre ressuscito da coleção os discos do Skank e do Pato Fu, obrigando a Renata a ouvir 1001 vezes músicas que ela já ouviu 1001 vezes. Mas ela me entende. Eu passei a infância e a adolescência em Minas ouvindo Skank e Pato Fu. E nas poucas vezes que a gente vai pra lá, é hora de eu rever cenários e lembranças.

Mas tem uma música em especial do Pato Fu que me acompanha em quase toda viagem de avião, seja qual for o destino. É essa aí:

(link direto do video no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=g16G7o31KKc)

Não preciso nem explicar o porquê, né?

Na viagem da Europa (ahhh Europa!!!), a trilha sonora oficial ficou por conta de duas músicas. Essa, de uma das minhas cantoras favoritas, a Ceumar (alô, Carmem! alô, Ana!):

(link direto do video no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=-tVmjil92YY)

E essa outra, meio música, meio declaração de amor (minha pra Renata…), do cantor e compositor gaúcho Vítor Ramil:

(link direto do video no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=exyLn92-2k8)

Não seria exagero dizer que a gente passou a viagem de ida e de volta ouvindo basicamente essas duas músicas. :-D

Mas vem cá? E as viagens “capixabas” dos blogueiros? Não merecem música, não?

Claro que merecem. Confesso que me penitencio por não me empenhar em garimpar outros artistas e músicas daqui da terrinha. Mas, toda vez que a capixabisse fala mais alto, são os rapazes do Casaca que tomam conta da nossa playlist:

(link direto do video no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=vGtvoaBNXOw)

E você? Quais são as músicas das suas viagens? Compartilha com a gente aí na caixa de comentários. 

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06
fev
2013

Hoje é dia de Maria!

Maria

Escrevo esse micro-post só para anunciar a vocês, amigos-leitores do Rotas, o nascimento da Maria, a nossa primeira filha!

A partir de agora, como vocês podem imaginar, o dia-a-dia do blogueiro (e da Renata, claro!) abre espaço para mamadas, arrotos, trocas de fralda, banhos e, claro, noites em claro. Assim como aconteceu no finalzinho da gravidez da Renata, quando o nosso tempo passou a ser um ativo escasso, é bem provável que o Rotas, nosso primogênito, fique para um suave escanteio, esperando pela definitiva adaptação da nossa rotina.

Digamos que eu saio em licença-paternidade bloguística sem previsão de volta! :-D

Apesar disso, a caixa de comentários e as redes sociais do Rotas (Facebook, Twitter e Instagram) continuam abertas à participação de vocês. Farei o possível para manter a interação nessas esferas num esforço para mostrar que o Rotas continua vivinho da silva e praticamente pronto para incorporar o seu lado “rotinhas” com o novo membro da família.

Assim que der eu retomo as postagens. Até lá, deixa a gente aproveitar intensamente os nossos dias de Maria!

05
fev
2013
24
jan
2013

Nosso hotel em Paris: Adagio Paris Opera

Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino.

Adagio Paris Opera

Eu não poderia terminar a série “Rotas na Europa” sem falar do hotel que a gente ficou em Paris: o Adagio Paris Opera. Eu preciso falar dele, não só para manter o padrão que eu observei para as outras 3 cidades, mas também porque, sem dúvida alguma, o Adagio foi a nossa melhor escolha em termos de hospedagem.

Em Paris, o meu receio na escolha do hotel era exatamente o mesmo de Roma: pagar caro por um hotel bem localizado, do ponto de vista turístico, e muito marromeno, do ponto de vista do conforto. Eu bem que tentei me ater à escolha de hotéis localizados nos 6 primeiros arrondissements da cidade, como sugere o Ricardo Freire nesse post, pela conveniência de estar na meiuca de tudo. Mas os preços nessa região sobem em proporção geométrica ao acréscimo mínimo do conforto. E eles ficam nada nada convidativos quando você se torna um pouquinho mais exigente.

Mas aí veio a luz para iluminar as minhas trevas. Por “luz” leia-se Rodrigo Purisch, autor do blog Aquela Passagem. Foi ele quem me alertou com esse post para a possibilidade de aproveitar os pontos do meu cartão de crédito em hospedagem nos hotéis da Rede Accor. Bastaria eu me cadastrar no programa de fidelidade da Accor, o Le Club, transferir os pontos do meu cartão para o Multiplus e, de lá, para o Le Club, assegurando a paridade de pontos anunciada em uma parceria dessas empresas que volta e meia vem à tona. Com isso, 2.000 pontos Multiplus se converteriam em 2.000 pontos Le Club e me garantiriam um voucher de 40 euros (ou 60 dólares) para usar em qualquer hotel da Rede no mundo. E sem qualquer limite no número de vouchers a serem utilizados por estada!

Do dia pra noite, os pontos acumulados no meu cartão de crédito se tornaram a azeitona preta da minha empada. Com a quantidade que eu tinha, dava pra garantir toda a nossa hospedagem em alguns hotéis da Rede Accor em Paris, sem que eu precisasse gastar um tostão sequer. E, cá pra nós, “gastar” pontos é bem menos doloroso que dinheiro, né?

Pois então. Com os pontos que eu conquistei com o suor do meu trabalho :-D , passei a analisar as opções de hospedagem que eles me permitiam bancar. Invariavelmente, as opções eram de hotéis Ibis, Ibis Style (antigo All Seasons) e Adagio, os apart-hotéis da rede. Que fique claro que minha “poupança” de milhagens não era essa Coca-Cola toda. Não dava pra a gente querer sonhar com um Mercure ou um Sofitel da vida em Paris.

De todas as possíveis opções, o que me pareceu mais bem recomendado no Trip Advisor foi o Adagio Paris Opera. E foi ele que a gente escolheu.

Bingo!

A escolha do Adagio Paris Opera foi certeira em todos os sentidos. Tanto em conforto, quanto em conveniência, em localização e naquela sensação de “estou praticamente em casa”, o Adagio valorizou incrivelmente nossa passagem por Paris.

Quando eu falo em “conforto”, eu falo especialmente do quarto. Dá uma olhada nas fotos do nosso quarto para você ver:

Adagio Paris Opera

Adagio Paris Opera

Agora, olha o banheiro:

Adagio Paris Opera

O banheiro nos hotéis da Europa era um dos maiores temores da Renata. Por incrível que pareça, esse “detalhe” era o que as pessoas mais realçavam na hora de criticar seus hotéis. Os banheiros pareciam sempre problemáticos.

O nosso, não. O nosso era espaçoso, limpinho e de aspecto bem moderno, adjetivos que a Renata costuma valorizar. E vocês não fazem ideia do quanto ela me agradeceu por essa escolha e, por tabela, do quanto eu agradeci ao Rodrigo Purisch pela dica! :-D

Quando eu falo em “conveniência”, eu quero frisar as comodidades que o Adagio oferece aos seus hóspedes: wi-fi gratuito, mini-cozinha no quarto e lavanderia self-service no subsolo. Ter um lugar para lavar suas roupas no próprio hotel sem precisar pagar mais caro por isso é algo que realmente faz diferença. Especialmente se você resolve experimentar, pela primeira vez, uma viagem de maior desapego em questão de vestuário. Bastou o dia da chegada para a gente revigorar boa parte das roupas que nós usamos durante a primeira parte da viagem. E sem precisar sair do hotel atrás de lavanderia.

Por sua vez, quando eu falo em “localização”, eu quero ressaltar duas coisas: a vizinhança nobre e a posição estratégica para quem se propõe a explorar o transporte público da cidade.

O Adagio Paris Opera fica no 9º arrondissement, bem pertinho da Opera Garnier e dos grandes magazines da Boulevard Haussman, como a Printemps e a Galerias Lafayette. A maior distância em relação ao eixo central do Rio Sena traz a nítida vantagem de diversificar o comércio e de desconcentrar a zona turística. Sabe aquela história de me sentir um “parisiense paraguaio”, dando bonjour com um biquinho meio atravessado ao atendente do caixa de um supermercado, que eu contei aqui? Pois então. Isso aconteceu várias vezes no caixa do supermercado que fica atrás do hotel e que eu visitei praticamente todos os dias da nossa estada na cidade para comprar os ingredientes para o nosso café da manhã ou jantar. Só assim eu poderia fazê-lo acreditar que eu não era o único “turista bobo-alegre em sua primeira viagem a Paris” do local.

Agora, se ele realmente acreditou na originalidade daquele bonjour, já são outros 500.

Por outro lado, com disposição é possível ir flanando do hotel até vários pontos da cidade, como a Igreja Madeleine, o Jardim das Tulheries, o Museu L’Orangerie, a Place dês Vogues, entre outros. Com um pouco mais de pressa, dá pra ir de bike, usando a estação de aluguel de bicicletas que fica bem na esquina da rua do hotel. Mas se a pressa for ainda maior, a grande pedida é pegar o metrô na Estação Havre Caumartin ou o trem na Estação RER Auber, que ficam um quarteirão à frente.

Mas o melhor de tudo é que a “localização” se une à “conveniência” na hora em que você mais precisa delas: na chegada e na saída para o aeroporto. O Adagio Paris Opera fica a dois quarteirões do ponto de parada do Roissy Bus, que vem e vai para o Aeroporto Charles de Gaulle. Todas as informações sobre essa alternativa de transfer do e para o Aeroporto Charles de Gaulle você pode obter nesse post da Silvia Oliveira, do Matraqueando, e nesse aqui da Patricia Camargo, do Turomaquia. Mais fácil, cômodo e barato para um marinheiro de primeira viagem em Paris, impossível. Você paga 10 euros pela passagem e nem precisa se preocupar em qual estação saltar ou qual baldeação fazer no fragmentadíssimo metrô de Paris. Você só precisa esperar pela única parada do ônibus (ao lado da Opera), saltar e andar por dois quarteirões até chegar ao Adagio. Simples assim.

Adagio Paris Opera

Por fim, quando eu falo naquela sensação de “estou praticamente em casa”, é por tudo isso que eu já falei e mais um pouco: estando num apart-hotel, você não tem todas as regalias de um hotel, como café da manhã e faxineira todos os dias (o que, para alguns, pode ser uma desvantagem insuperável); em compensação, você ganha uma incrível liberdade para conhecer Paris com outros olhos. Com os olhos de quem se sente praticamente em casa.

Nós, por exemplo, tomamos café da manhã e jantamos praticamente todos os dias no hotel, explorando as opções que a gente encontrava nas gôndolas do tal supermercadinho de trás. Eu mesmo os preparava, no maior estilo gourmet. Minha especialidade na gastronomia francesa? Macarrão a pomodoro, vulgo, “macarrão com molho de tomate semi-pronto”!!! O.O

Adagio Paris Opera

Ok. Não vou dizer que deu pra gente experimentar as maravilhas da cozinha francesa. Definitivamente, a gente não foi lá pra isso. Eu só sei que, por essa opção de economia e liberdade, a gente se sentiu praticamente em casa… só que em Paris.

Na época, a tarifa internet do Adagio Paris Opera estava em torno de 120 euros. Para pagamento com vouchers do Le Club (que exigem uma forma específica de reserva), esse valor subia para 159 euros. Com 8.000 pontos Multiplus eu banquei cada dia da nossa hospedagem por lá. E não me arrependo nem um pouco desse investimento!

Obs. 1: eu recomendo fortemente o programa de fidelidade da Accor, o Le Club. Eles são uma ótima forma de “gastar” os seus pontos do cartão de crédito, especialmente quando há essa promoção de paridade com os pontos Multiplus.

Obs. 2: esse post NÃO é patrocinado, ok?

Obs. 3: com esse post, eu encerro a série “Rotas na Europa”.

Leia todos os posts da série “Outras Rotas” clicando aqui.

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19
jan
2013

O sorvete (e a baguete!!!!) da Cremino

Cremino Gelato e Caffè

A Cremino Gelato e Caffè é uma das mais recentes “unanimidades” da cena gastronômica capixaba. Desde que foi inaugurada, há quase 4 meses, a Cremino conquistou a glória de identificar como gelato o sorvete que ela faz. Veja bem, meus caros. Isso não é pouca coisa. Para um povo que carrega uma dose cavalar de italianidade na veia reconhecer o verdadeiro sabor de um gelato numa sorveteria da nossa capital é mais que um elogio. É um retorno às origens.

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