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23
maio
2016

Pedra Azul: onde comer

Brasserie Apogeu

Brasserie Apogeu

No último post, eu fiz uma seleção de programas e atrações para você preencher seus dias em Pedra Azul. Mas não tem jeito. A melhor e maior atração de Pedra Azul é uma só: comer. E comer muito bem, ressalto. A região é pródiga em bons restaurantes que, aproveitando a rica oferta de produtos do agroturismo local, se esmeram em oferecer uma gastronomia variada e de qualidade.

Mas eu não vou negar. Não é barato comer em Pedra Azul. Nos principais restaurantes, a média dos pratos gira em torno de 50,00 a 60,00 reais. A justificativa parece estar na sazonalidade do turismo de Pedra Azul, concentrado em feriados e na temporada de inverno. Como o fluxo de turistas não é constante ao longo do ano, é preciso aproveitar a alta temporada para incrementar o caixa. Essa inconstância, inclusive, é o que leva alguns estabelecimentos a fecharem na baixa temporada (!!!!). Por isso, se você for durante os meses de primavera/verão e, principalmente, no final do ano, é bom ligar antes para saber se o lugar vai abrir.

Dá até pra compreender os motivos dos altos preços nos restaurantes de Pedra Azul. Você está num lugar turístico, sazonal e com logística de transporte e serviços relativamente precária. Tudo bem. Mas o que não dá mesmo pra entender é a resistência de alguns estabelecimentos a aceitarem cartão de débito/crédito. A desculpa da dificuldade de linha telefônica já não cola mais, pessoal. Num lugar onde a oferta de caixas eletrônicos é quase inexistente e não há sequer um caixa eletrônico do Banco 24 horas (só há do Banestes e da Caixa no Distrito de Pedra Azul), não dá para exigir que o turista carregue dinheiro e cheque na mão.

Evoluir nesse ponto é preciso! 😉

Mas, reclamações à parte, vamos ao que realmente interessa. Tal qual eu fiz na lista de atrações, aqui eu farei apenas uma seleção de restaurantes/cafeterias, sem pretensão de ser exaustivo. Alguns eu ainda não fui e isso será devidamente informado. Outros poderão ser incluídos posteriormente à medida em que eu for conhecendo. De qualquer forma, se algum estabelecimento que você goste ficar de fora, a caixa de comentários é toda sua!

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Restaurantes

1) Restaurante Alecrim

Já falei sobre o Alecrim nesse post. É, de longe, o meu restaurante preferido em Pedra Azul.

Alecrim

Fica no finalzinho da Rota do Lagarto, na parte que eu chamei de Rota Romântica.

restaurante alecrim

A casinha azul decorada em estilo provençal só não chama mais atenção do que os pratos da Chef Cecília Cunha.

Alecrim

Página no Facebook: https://www.facebook.com/Alecrim-Cozinha-Artesanal-221582987907680/.

2) Don Lorenzoni Due

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Confesso que gostava mais do ambiente do primeiro Don, aquele que ficava no espaço de um antigo paiol bem na entrada de Venda Nova.

Mas, se não manteve o mesmo charme, a casa dois (o “due” vem daí) ganhou um baita cenário, bem aos pés da Pedra Azul. Ela está em frente à Pousada Tre Fiore, num dos trechos mais bonitos da Rota do Lagarto.

Don Lorenzoni

A cozinha é comandada pelos chefs Fernando Lorenzoni e Alessandro Vallino. A especialidade é a gastronomia italiana.

Página no Facebook: https://www.facebook.com/donlorenzonidue.

3) Valsugana

Valsugana

É um dos mais antigos e famosos restaurantes de Pedra Azul. Já falei sobre ele nesse post, onde revelei minha implicância com a varanda do lugar.

Eu ainda acho que a varanda do Valsugana merecia um upgrade. Mas nem por isso deixo de reconhecer que a fama do restaurante é merecida.

Valsugana

Mas é bom chegar cedo. O espaço do restaurante é pequeno e as poucas mesas do salão lotam rapidamente na alta temporada.

Site oficial: http://www.restaurantevalsugana.com.br/.

4) Lago da Lua

O restaurante – e também pousada – Lago da Lua fica no km 07 da Rodovia Geraldo Sartório, aquela que começa onde termina a Rota do Lagarto.

Fui ao restaurante há muitos anos atrás e, por isso, não me sinto à vontade para opinar sobre ele. Mas a Symone Dias, do blog Viajando com Sy, foi e voltou falando maravilhas (leia aqui).

Site oficial: http://www.lagodalua.com.br/.

5) Quinta dos Manacás

É um dos mais novos restaurantes de Pedra Azul. Fica em São José do Alto Viçosa, em Venda Nova, perto da Cervejaria Altezza.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Ainda não tive a oportunidade de conhecer, mas esse post da Evelize Calmon, do blog Comer e Contar, só reforçou a boa impressão que as fotos de lá me causaram.

Site oficial: http://www.quintadosmanacas.com.br/.

6) Brasserie Apogeu (Domaine Ile de France)

Conheci a Brasserie Apogeu na minha última passagem por Venda Nova. E foi uma grata surpresa.

A começar por esse visual:

Brasserie Apogeu

A Domaine foi concebida para ser uma espécie de vila sustentável, baseada na agricultura orgânica. Por isso, na Brasserie Apogeu, os ingredientes utilizados são, em sua maioria, produzidos lá mesmo e sem agrotóxicos.

O cardápio – como tudo na Domaine – tem inspiração na gastronomia francesa. Mas, afora as sopas, a cassoulet e o coq au vin, o meu destaque vai para o Café Gourmand, sobremesa que reúne 7 pequenas porções de doces acompanhadas de café ou capuccino:

Brasserie Apogeu

É claro que não poderia faltar o crème brûlée. 😉

Site oficial: http://www.domaine.com.br/.

Lanchonetes e Cafeterias

7) Venda da Rota

A Venda da Rota é mais um dos empreendimentos que integram a chamada Rota Romântica capixaba.

Venda da Rota

Não é propriamente um restaurante. Na verdade, a Venda é um misto de loja de decoração e cafeteria, ideal para um lanche rápido ou um happy hour no início da noite.

Venda da Rota

Mas pelo que andei vendo no instagram deles, a casa passou a oferecer pratos executivos para a hora do almoço também.

Página no Facebook: https://www.facebook.com/vendarota/.

8) Cafeteria Heimen

A Heimen é a cafeteria que funciona no Fjordland Ecologia e Turismo, aquela que oferece os famosos passeios a cavalo em Pedra Azul.

Cafeteria Heimen

Já falei sobre ela aqui. Mais do que o cardápio, a vista da Pedra Azul é o que mais chama atenção por ali.

Cavalgada Ecológica FjordlandSite oficial: http://www.fjordland.com.br/.

9) Marietta Delicatessen

Outro integrante do conjunto de empreendimentos da Rota Romântica, o Marietta não é propriamente uma cafeteria, como o nome já diz. Mas nada impede que você aproveite as mesinhas da varanda e jardim para experimentar os quitutes vendidos e, principalmente, os fabricados ali.

Marietta

Entre bolos, doces, biscoitos e pães caseiros, o destaque vai para o umbiolatto, uma espécie de rocambole de presunto e queijo.

Página no Facebook: https://www.facebook.com/Marietta-Delicatessen-541344005896296/.

10) Tuia Creperia

É a mais recente novidade gastronômica de Pedra Azul. Se bem que gastronomia não é o único foco da Tuia. Ela também funciona como galeria de arte, apresentando o trabalho de consagradas artistas capixabas, como Tânia Calazans, Rebeca Duarte e Ana Paula Castro.

Tuia Creperia

Do cardápio, a especialidade são os crepes.

Fica bem ao lado da Marietta, no finalzinho da Rota do Lagarto.

Página no Facebook: https://www.facebook.com/tuiapedraazul/.

Leia todos os posts de Pedra Azul aqui.

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18
maio
2016

Santa Teresa: a doce terra dos colibris… e do jazz!

Santa Teresa

Quem me acompanha aqui no Rotas já sabe o carinho que tenho por Santa Teresa, a nossa “doce terra dos colibris“. Por todos os motivos que eu mencionei aqui, ela se tornou um dos meus recantos favoritos aqui no Espírito Santo e o favorito nas montanhas capixabas.

Pra falar a verdade, nem precisava de tantos motivos para eu gostar de Santa Teresa. Tivesse só esse e ela já ganharia o meu amor eterno.

Santa Teresa

O balé dos colibris na varanda da casa onde viveu  o ecologista capixaba (e teresense!) Augusto Ruschi é daquelas cenas que eu não canso de (re)ver.

E como se não bastassem todos os motivos que eu já te dei para conhecer – e amar! – Santa Teresa, nesse final de semana você terá mais um: o Festival Internacional de Jazz e Bossa (Santa Jazz). Nos dias 20, 21 e 22 de maio, a cidade se transformará na capital estadual do jazz, com uma programação intensa de shows de artistas nacionais e internacionais.

Santa Jazz

Essa já é a quinta edição do Santa Jazz, que virou tradição na cidade. Para esse ano, a prefeitura espera um movimento de 15 a 20 mil pessoas durante o evento, o que representa praticamente o fluxo mensal de turistas. Daí você vê a importância do evento para o turismo e a economia da cidade.

Eu sei que, a essa altura do campeonato, já deve ser praticamente impossível achar vaga nas poucas pousadas da cidade (algumas delas eu mencionei aqui). Para quem não abre mão do pernoite, existem outras 2 opções: alugar uma casa ou um quarto na casa de um morador da cidade (mais informações na Secretaria de Turismo e Cultura da cidade pelo telefone: 27 3259-1344 / 2357) ou se hospedar nas cidades vizinhas – Santa Leopoldina e Santa Maria de Jetibá.

Mas o bate-volta também não deve ser descartado. Se Santa Teresa já é um bate-volta redondinho a partir de Vitória em dias comuns (como eu sugeri aqui), imagina num final de semana desses? Só é preciso muito – mas MUITO – cuidado com a estrada na volta pra casa! 😉

Santa Teresa

Os shows acontecerão no Parque de Exposições, que fica na entrada da cidade. Serão 2 palcos: o principal e o palco Fames, onde acontecerão apresentações da Faculdade de Música do Espírito Santo. Os ingressos para os shows noturnos podem ser comprados pela internet (clique aqui) ou nos estabelecimentos credenciados (confira relação aqui). Para os shows diurnos (sábado e domingo), a entrada é gratuita.

Entre as atrações do palco principal desse ano estão: Mark Lambert & Quinteto Radio Swing (EUA/Brasil); o guitarrista angolano Nuno Mindelis, considerado um dos melhores do mundo; Shawn Holtcom e sua banda The Teardrops Blues BandFrancis Hime e sua esposa Olivia homenageando Vinícius de MoraesA Cor do Som; Mauro Senize e Gilson PeranzzettaBrasilidade Geral e Rosa Passos; e Vitor Biglione. Confira a programação completa aqui.

Santa Teresa

Então, já sabe. Nesse final de semana o balé dos colibris de Santa Teresa vai ganhar uma trilha sonora ainda mais especial. Não dá pra perder!

Para quem já garantiu a estadia e vai aproveitar o final de semana na cidade, vale a pena conferir a nossa Série Especial sobre Santa Teresa com dicas de atrações e restaurantes.

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06
maio
2016

Pedra Azul: o que fazer? (dicas de atrações)

Pedra Azul

Tudo o que você precisa saber para entender – e amar – Pedra Azul está escrito nesse post. Mas, para completar o conteúdo da Série Especial Pedra Azul aqui no Rotas, falta ainda falar sobre “o que fazer“, “onde comer” e “onde se hospedar“, tal como eu fiz com Santa Teresa e Itaúnas.

Nesse primeiro post, vou fazer uma seleção dos melhores programas e atrações para se fazer/conhecer em Pedra Azul. Já adianto que o rol não é exaustivo. Na verdade, é apenas um resumo do que EU – repetindo – EU considero ser o melhor a se fazer na região.

Para você planejar a sua viagem, sugiro considerar o máximo de 3 passeios por dia (com exceção do 10, que leva o dia todo). Dessa forma, de acordo com o número de passeios que você tiver interesse, vai ser possível calcular a quantidade de dias na região. De cara, você vai ver que é um pecado fazer de Pedra Azul um mero bate-volta.

Se você leu o post-introdução da Pedra Azul que eu recomendei logo no início do texto, já deve imaginar que as atrações aqui citadas não vão se restringir aos arredores da Rota do Lagarto. O mapa geo-político-turístico de Pedra Azul se estende até Venda Nova do Imigrante, de modo que as propriedades do agroturismo de Venda Nova também serão listadas aqui.

Chega de enrolação e vamos à lista.

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1) O Parque Estadual da Pedra Azul

Como eu já expliquei nesse post, o Parque Estadual da Pedra Azul é aberto à visitação. Lá dentro, é possível fazer trilhas que te levam bem pertinho da Pedra Azul (e seu lagarto). A mais famosa e procurada é a que leva até as piscinas naturais que ficam no ponto de junção entre a Pedra Azul e a Pedra das Flores.

Piscinas Naturais

A vista é incrível e vale o esforço da escalada.

2) Cavalgada Ecológica no Fjordland

Outro passeio imperdível – especialmente para as crianças – é a cavalgada ecológica do Fjordland, sobre a qual eu já contei aqui e aqui.

Cavalgada Ecológica Fjordland

São duas trilhas – uma curta e outra longa – que você faz em cavalos da raça Fjord (aqueles pequeninos). Na trilha longa, que só sai mediante agendamento e número mínimo de pessoas, você vai até o chamado Mirante do Lagarto, bem pertinho da Pedra Azul.

Ainda no Fjordland, tem mini-fazendinha, playground e cafeteria. Não deixe de tomar um café apreciando o melhor item do cardápio: a vista para a Pedra Azul.

Cafeteria Heimen

Fica no km 2,2 da Rota do Lagarto.

3) Passeios de quadriciclo

Para quem gosta de aventura, dá para fazer passeios de quadriciclo por trilhas localizadas numa fazenda adjacente à área do Parque. É uma bela oportunidade para ver ângulos exclusivos da Pedra.

O passeio é oferecido pelo Ecoparque Pedra Azul Aventura, que tem também rapel, paintball e área pra camping. Fica no km 3 da Rota do Lagarto.

4) Passeios de bicicleta

Já no finalzinho da Rota do Lagarto, no km 7, a Pedra Azul Ecotur aluga bicicletas convencionais e elétricas para quem quer curtir a paisagem sobre 2 rodas.

Bicicletas Pedra Azul

Você pode pedalar pela própria Rota do Lagarto – tendo o máximo de cuidado e atenção na estrada, que é estreita e não tem ciclovia – ou seguir tranquilo pela ciclovia do chamado Caminho das Flores, um trecho de 9km da Rodovia ES 164, que começa no exato ponto onde acaba a Rota.

5) Arvorismo e Tirolesa

Arvorismo

Ainda no quesito “aventura”, a região tem 2 espaços para a prática do arvorismo e tirolesa. No primeiro deles – o Selva Sassiri – eu já fui e contei aqui. No segundo – o Pedra Azul Adventure Park – eu ainda não fui.

6) Cervejaria Altezza

Eu já falei sobre a Cervejaria Altezza nesse post. É a primeira cervejaria artesanal de Pedra Azul.

Cervejaria Altezza

Além de conhecer o processo artesanal de fabricação da cerveja, você pode fazer uma degustação apreciando a vista da Pedra Azul.

Cervejaria Altezza

E que vista!

Fica em São João de Viçosa, distrito de Venda Nova.

7) Orquidário Caliman

A rigor, você não precisaria ir até o Orquidário Caliman para ver ou comprar orquídeas. Há vários orquidários de fácil acesso à beira da BR 262 no município de Marechal Floriano e, na própria Rota do Lagarto, tem sempre uma banquinha do Orquidário Chalé Verde, de Aracê, com orquídeas à venda.

Mas, pelos comentários que os orquidófilos deixaram nesse post, dá pra ver que a grandiosidade do Orquidário Caliman chama atenção.

Fica na Lavrinha, em Venda Nova.

8) Visita às propriedades do agroturismo

Pedra Azul e Venda Nova são famosas pelo seu agroturismo. São várias propriedades rurais que se abrem para receber turistas interessados em conhecer o local ou adquirir os produtos. Cada um adelas, portanto, vale por uma atração. Mas é bom saber que, na maioria, a visita se limita a isso: conhecer a “lojinha” e comprar os produtos expostos. Com raras exceções, não há muita interatividade ou contato com o processo produtivo.

Nesse post, eu listei todas as propriedades catalogadas pela Prefeitura de Venda Nova. Aqui, sem pretensão de fazer a mesma coisa, eu destaco as principais e mais famosas de Venda Nova e Pedra Azul:

a) Penhazul: morangos orgânicos

Pedra Azul

Há controvérsias, claro. Mas, pra mim, os melhores morangos de Pedra Azul são os da Penhazul. A propriedade está encravada no chamado “vale dos morangos”, com acesso por uma estradinha que começa logo após a portaria do Parque.

Os morangos produzidos na Penhazul são orgânicos e isso faz toda a diferença no sabor. Mas saiba que a “atração” do lugar é simplesmente essa: comprar os morangos que eles colhem e outros produtos que eles fabricam. É claro que o cenário ajuda. Mas a ida até lá só vale a pena para quem estiver interessado em conhecer e comprar os morangos.

b) Sítio Herança: colheita de morangos

Esse é outro sítio que também é especializado na produção e venda de morangos. Mas, aqui, o grande diferencial é a possibilidade de você mesmo colher o morango que quer consumir/comprar, bem ao estilo “colhe-pague”.

Fica no início da Rodovia ES 368.

c) Sítio Lorenção: socol

Socol é um embutido de carne de porco legado pelos imigrantes italianos à culinária de Venda Nova. O original da Itália tinha outro nome – ossocollo – e era feito com a carne do pescoço do animal. Mas, nas cozinhas de Venda Nova, ele ganhou, além de um apelido, um novo ingrediente para se ajustar ao paladar do brasileiro: o lombo.

Socol

Em Venda Nova, você encontra o socol à venda em várias propriedades. Mas o mais famoso deles é o do Sítio Lorenção, sobre o qual eu já falei aqui.

Fica na Tapera.

d) Fazenda Carnielli: queijos e café

Eu já falei aqui que, de tão profissional, a Fazenda Carnielli é quase um agronegócio do agroturismo. 😉

Fazenda Carnielli

Nela, o grande chamariz são os queijos e o café. Destaque para o resteia, queijo de origem italiana que, no Brasil, só é produzido ali.

Mediante agendamento e pagamento de uma taxa, é possível participar de uma visita interativa, onde é apresentada a história da família e do agroturismo capixaba, bem como o processo produtivo da fazenda. Fora isso, a visita se limita à lojinha onde estão expostos os produtos.

e) Sítio Busato

Bem pertinho da Carnielli, o sítio da família Busato é famoso pela fabricação da cachaça Teimosinha e de queijos. Você pode visitar o alambique da propriedade e conhecer a câmara onde os queijos são curados.Família Busato

A sede da propriedade é uma típica fazenda de antigamente, com paredes de taipa e janelas de madeira.

9) Zoo Park da Montanha

Zoo Park da Montanha

É o primeiro e único zoológico do Espírito Santo. Ele fica a 42 km de Pedra Azul, no município de Marechal Floriano, com acesso pela BR 262 (há placa sinalizando a entrada).

São quase 700 animais de 170 espécies, com destaque para as aves do viveiro de imersão e os grandes felinos: tigre, onça e leão.

O ingresso custa R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia), para crianças de 2 a 12 anos. Crianças até 2 anos não pagam.

10) Domingos Martins (sede)

Domingos Martins

Apesar de ser um distrito de Domingos Martins, Pedra Azul fica distante 55 km da sede do município. É por isso que, apesar de viável conjugá-las num mesmo bate-volta a partir de Vitória, como eu sugeri aqui, o melhor mesmo para aproveitá-las a fundo é tratá-las como regiões turísticas autônomas, dedicando 1 dia para cada uma.

Mas nada impede que, estando em Pedra Azul, você faça da sede de Domingos Martins um bate-volta para conhecer o legado da imigração alemã no Espírito Santo.

Domingos Martins

Chegue cedo e circule a pé pelo centro histórico. Repare nos casarios de arquitetura alemã e nas placas que apresentam estabelecimentos em português e alemão. Se ficar interessado na história dos imigrantes, vá até a Casa da Cultura, onde funciona o Museu Histórico de Domingos Martins.

Domingos Martins

A Praça Arthur Gerhardt – a mais fotogênica da cidade – é o lugar ideal para você descansar. Nela está a famosa Igreja Luterana, a primeira igreja evangélica do Brasil construída com uma torre.

Domingos Martins

Para almoçar aposte nos restaurantes da simpática Rua do Lazer.

A tarde, a melhor pedida é o passeio pela Reserva Kautsky, legado do naturalista Roberto Kautsky, famoso por seu trabalho de preservação de orquídeas. Ali estão espécies endêmicas e outras quase extintas de orquídeas e bromélias. Mas é bom ligar no dia anterior para agendar o passeio (telefone 27 3268-2300).

Antes de ir embora, vale uma parada no bar recém-inaugurado da Cervejaria Barba Ruiva. Mas é claro. Isso só vale para quem NÃO está dirigindo. 😉

Leia todos os posts de Pedra Azul aqui.

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01
maio
2016

Romaria dos Homens: turismo religioso no Espírito Santo

Romaria dos Homens

Há certa divergência entre os historiadores sobre a origem da devoção do capixaba católico à Nossa Senhora da Penha (leia mais sobre isso aqui). Mas, desavenças à parte, desde que o Frei Pedro Palácios resolveu construir uma ermida em homenagem à Nossa Senhora no alto de um penhasco em 1566, a associação se deu, tornando bizantina a discussão em torno do “Penha”: se uma autêntica referência à Nossa Senhora da Penha de França ou apenas um indicativo da localização do santuário (penha, de penhasco). Não por acaso, Nossa Senhora da Penha foi escolhida pelo Papa Urbano VIII, em 1630, como protetora do Espírito Santo, sendo confirmada como padroeira em 1908.

Toda essa devoção tem o seu auge na famosa Festa da Penha, que ocorre todos os anos após o oitavário pascoal. Essa é, sem dúvida, a maior expressão do turismo religioso no Espírito Santo, tamanha a quantidade de devotos que se deslocam até aqui para participar das atividades e celebrações. Para quem não sabe, ela é considerada a terceira maior festa religiosa do país, atrás apenas da Festa da Padroeira do Brasil, em Aparecida, e do Círio de Nazaré, em Belém.

Romaria dos Homens

São 9 dias de eventos e celebrações inteiramente dedicados à Nossa Senhora. Além das missas do chamado oitavário da Penha, destacam-se as famosas romarias, que reúnem determinados grupos de devotos em peregrinação ao santuário. Há registros históricos de uma primeira romaria feita em 1573 por sobreviventes de um naufrágio na Foz do Rio Doce até o Convento da Penha para agradecer o milagre (leia aqui). De lá pra cá, as romarias viraram tradição na Festa da Penha e, a cada ano, ganham novos adeptos.

Tem romaria dos militares, das mulheres, dos motociclistas, dos advogados, dos cavaleiros, dos ciclistas e até romaria de pessoas com deficiência. Mas, sem dúvida alguma, a mais famosa delas e a que reúne o maior número de pessoas é a Romaria dos Homens, realizada na noite de sábado (penúltimo dia da Festa).

Romaria dos Homens

É até desnecessário dizer… mas, iniciada em 1958, a Romaria dos Homens foi originalmente organizada para demonstrar a fé e a devoção mariana dos… homens. 58 anos depois já não se pode dizer que ela é exclusivamente deles. Todos os anos uma multidão sempre crescente de homens, mulheres e crianças se reúne na Catedral Metropolitana de Vitória para seguir em caminhada até o Convento da Penha, em Vila Velha, carregando a imagem de Nossa Senhora ao som de cânticos e orações.

É impossível não se emocionar com o testemunho de fé daquela multidão!

Esse ano foi a minha primeira participação na Romaria (#shameonme). Como católico, fiquei emocionado do início ao fim. Parar sobre os pontos mais elevados do trecho e observar aquele mar de gente cantando, em uníssono, o hino oficial da Festa foi de arrepiar!

Romaria dos Homens

Para conduzir os romeiros, alguns trios elétricos se sucedem puxando as músicas e orações. Mas, quando a imagem da virgem passa, o canto é um só:

“Virgem da Penha,

Minha alegria,

Senhora nossa,

Ave Maria!

Ave, Ave, Ave Maria! / Ave, Ave, Ave Maria!”

Romaria dos Homens

Milhares de velas são distribuídas aos romeiros por stands de comunidades católicas instalados nos arredores da Catedral. A onda de luz vai, aos poucos, se espalhando e a visão daqueles múltiplos pontos luminosos demarcando a passarela de gente em meio à noite escura é incrível!

Nas ruelas estreitas do centro de Vitória, a caminhada fica mais difícil e vagarosa pela maior densidade de pessoas por m2. Mas já na chegada à Rua Pedro Nolasco – antes da subida na Segunda Ponte – a amplitude aumenta e a multidão caminha mais confortavelmente.

Romaria dos Homens

A visão mais ampla que você pode ter do contingente de pessoas caminhando é no alto da Segunda Ponte. De um lado, o pessoal que vem de Vitória; do outro, os que já seguem por Vila Velha. Em ambos, a quantidade de romeiros ultrapassa facilmente o seu campo de visão.

Romaria dos Homens

Quando se chega à Avenida Carlos Lindemberg, na altura do bairro Aribiri, em Vila Velha, vê-se de longe o destino final da caminhada: o Convento da Penha. A visão do Convento dá um fôlego novo e a sensação de proximidade – apesar de levemente exagerada – alivia o cansaço. A partir daí, ele reina soberano no horizonte dos romeiros.

Romaria dos Homens

O percurso todo tem 14 km de extensão. Como eu já disse, os romeiros saem da Catedral de Vitória – logo após a missa de envio, celebrada às 18h – e seguem até o Convento da Penha, passando pela Segunda Ponte. São aproximadamente 4 horas de caminhada até a chegada à Prainha, em Vila Velha, onde fica o palco principal da Festa. Ali, após a chegada da imagem de Nossa Senhora (aproximadamente às 23h), é celebrada outra missa com a participação de sacerdotes de todo o Estado. Telões espalhados pelo descampado ajudam os fiéis exaustos a acompanhar a cerimônia que costuma varar a madrugada.

Informações úteis:

Do ponto de vista religioso, a romaria termina com a missa na Prainha. Mas, do ponto de vista turístico, a romaria pode acabar antes por causa da logística da volta pra casa. Não é nada fácil se desvencilhar da multidão para pegar um ônibus ou táxi. Por isso, quanto antes você “desembarcar” da peregrinação, melhor.

Ainda sobre a logística para participar da romaria, há várias alternativas para tentar minimizar os transtornos da ida e da volta. Você pode:

1) ir e voltar de ônibus da Romaria, aproveitando que a Ceturb coloca linhas especiais para atender a demanda;

2) combinar o transfer da ida e da volta com algum motorista de van; e

3) ir de carro até Vila Velha no meio da tarde e estacioná-lo nos arredores da Prainha para ter a comodidade de ir de ônibus, mas voltar no seu próprio carro.

Em qualquer caso, só é bom evitar ir de carro para o centro de Vitória no início da Romaria porque a probabilidade de achar uma vaga por lá é mínima.

Romaria dos Homens

Ao longo do trajeto, você encontra inúmeros ambulantes vendendo água e lanches rápidos. Eu, no entanto, preferi levar meu próprio lanche numa mochila para evitar parar e ficar pra trás na multidão. 5 minutos de parada representam milhares de pessoas na sua frente. Pra quem quer acompanhar de perto a imagem de Nossa Senhora, essa não é uma boa ideia.

Também há banheiros químicos em alguns pontos do trajeto. Mas, pelo mesmo motivo acima, parar e enfrentar a pequena grande fila dos banheiros pode te levar lá pro final da Romaria. Se essa não é a sua intenção, evite ao máximo ir ao banheiro. Vá antes da Romaria e beba quantidades pequenas e espaçadas de água. 4 horas não é um período tão longo assim.

Romaria dos Homens

Enfim, pra quem é católico, participar da Romaria dos Homens – e da Festa da Penha em geral – é uma boa forma de exercitar a sua espiritualidade “turistando”. 😉

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18
abr
2016

O conteúdo deste blog está sendo usado sem autorização

ABBV

Desculpe o título meio sensacionalista desse post. Mas o assunto é sério e eu preciso chamar a sua atenção pra ele.

O conteúdo dos blogs de viagem brasileiros está sendo usado – sem autorização – por site chamados de “agregadores”. São sites que não tem conteúdo próprio e que, através de recursos técnicos (como RSS e iframes) puxam os posts dos blogs de viagem e exibem como se o agregador fosse um portal. Por isso, se você está lendo esse post fora da url do Rotas (é só olhar o endereço do seu navegador) tem alguma coisa errada.

Alguns agregadores se recusam a parar de puxar o conteúdo dos blogs, mesmo depois de contato dos blogueiros informando que não querem participar desses supostos “projetos”. A desculpa é que eles trazem “benefícios” ao blogueiro com o aumento da visibilidade e do fluxo de leitores!!! Veja só. Não basta a gente trabalhar diuturnamente para encher a nossa própria casa de conteúdo sério e confiável para atrair leitores. Tem que haver algum empreendedor super visionário para se apropriar do nosso conteúdo e espalhá-lo pela internet para um público que ele mesmo nunca conquistou!

Por isso, a ABBV, Associação Brasileira dos Blogs de Viagem, entidade civil sem fins lucrativos, que tem entre seus objetivos a defesa dos direitos coletivos dos blogueiros de viagem, organizou essa blogagem coletiva com um triplo objetivo:

1) chamar atenção dos leitores e do mercado para o desrespeito com o trabalho dos blogueiros;
2) alertar sobre a violação do direito autoral (Lei 9.610/1998); e
3) destacar o prejuízo comercial e de imagem que isso representa para os blogs.

Então, se você identificar posts do Rotas com algum tipo de barra acima do conteúdo ou sendo exibidos em outro endereço na internet que não seja o www.rotascapixabas.com, por favor, denuncie para rotascapixabas@gmail.com.

Nós, blogueiros de viagem, investimos tempo, energia e dinheiro para viajar e compartilhar as experiências que tivemos, ajudando nossos leitores a viajar melhor. E diante desse fato, resolvemos nos unir para não permitir que projetos abusivos prejudiquem nosso trabalho.

 Além do Rotas, os blogs que participam desta blogagem coletiva são:

Andreza Dica e Indica Disney Tá indo pra onde? ITALIAna Coisos on the go Rascunhos de Fotografia Os Caminhantes Ideias na mala Segredos de Viagem Passeios na Toscana Hotel California Blog Imagina na Viagem Matraqueando Uma Malla pelo mundo Dondeando Por Aí Orlando em Família Ases a Bordo Viaje na Viagem E aí, Férias! Vida Cigana Abrindo o Bico Mil e Uma Viagens A Janela Laranja Projeto 101 Países

(esta lista será atualizada ao longo do dia)

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