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04
jul
2016

Pedra Azul: onde ficar

Pousada do Nonno

Pousada do Nonno

Taí uma das maiores dúvidas dos leitores aqui do Rotas: onde se hospedar em Pedra Azul. Não vou mentir. Venho prometendo há um bom tempo reservar um dia nas minhas passagens por Pedra Azul para visitar o maior número possível de pousadas da região e assim ter a tranquilidade e o conhecimento necessários para fazer um guia completo de hospedagem, com a credibilidade de quem conheceu os locais citados. Mas esse dia nunca chega.

Daí que, para preencher momentaneamente esse vácuo e encerrar a Série Especial sobre Pedra Azul, eu resolvi lançar uma lista resumida e provisória das pousadas que eu recomendo. Digo provisória porque, um dia, a promessa que eu mencionei ali em cima vai se realizar. E, nesse dia, eu voltarei aqui para atualizar a lista com impressões mais reais e pessoais sobre aqueles locais que eu recomendei sem ter visitado. Podem me cobrar! 😉

Para fazer a lista, selecionei pousadas dos mais variados perfis, oscilando entre as mais simples (e baratas) e mais sofisticadas (e caras). A sequência das indicações seguirá a ordem crescente dos preços das diárias. Para tanto, tomei como parâmetro o valor da diária para casal no quarto mais simples disponível num final de semana de julho ou agosto de 2016 (alta temporada).

Devo fazer apenas um alerta. Quanto mais perto da Pedra Azul, maior o preço da diária. Especialmente se a pousada tiver “vista pra Pedra”. Esse fator pesa na composição do preço, mesmo que ele não venha acompanhado da qualidade e do conforto que se esperam pelo valor do investimento. Isso, infelizmente, é uma constante na região. Paga-se caro pela diária apenas pela tal “vista da Pedra Azul”, sem que a estrutura da pousada realmente valha tudo isso.

Mas chega de enrolação. Vamos à lista!

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1) Pousada do Nonno

Pousada do Nonno

A mais econômica das pousadas recomendadas é uma das minhas preferidas (juro que não é pão duragem!!!). Já fiquei nela várias vezes nos últimos anos (2 vezes só este ano) e sempre fico satisfeito. O baixo custo aqui não tem nada a ver com desleixo ou “abrir mão do conforto”. É só pela distância mesmo. Ela fica na entrada de Venda Nova, a cerca de 10 km da Rota.

A Pousada foi instalada na sede da antiga fazenda da família de imigrantes italianos. No casarão antigo e bem-conservado, 3 suítes dividem o espaço com a casa dos donos (que ainda moram por lá), a cozinha e o salão do café. Atrás do casarão, foram construídos 3 chalés, com 2 suítes independentes cada.

Pousada do Nonno

O chalé

A área externa é super bonitinha, com um jardim bem cuidado e uma casinha de madeira onde as crianças adoram brincar. Um avarandado anexo ao casarão serve de sala de estar, com redes, mesas e cadeiras.

Pousada do Nonno

O café da manhã é simples, mas bem gostoso. Destaque para a polentinha que eles servem na chapa. Não vou negar que essa é uma das principais razões para eu gostar tanto daqui. 😉

Pousada do Nonno

Pousada do Nonno

Diária: R$180,00, com café da manhã.

Localização: BR 262, km 102, Tapera, Venda Nova do Imigrante.

2) Pousada Ponta da Pedra

Pousada Ponta da Pedra

A Ponta da Pedra também é uma opção econômica de hospedagem em Pedra Azul. Ela fica no distrito de Aracê, a cerca de 2 km da entrada da Rota do Lagarto, de onde se vê apenas a “ponta da pedra” (daí o nome).

Pousada Ponta da Pedra

Estive nela recentemente. As acomodações ficam em chalés construídos ao redor do casarão principal, onde fica o salão do café, a sala de jogos e a piscina.

Pousada Ponta da Pedra

A estrutura externa é bonita, mas a ambientação dos quartos é bem simples.

Diária: R$220,00, com café da manhã.

Localização: BR 262, km 87, Distrito de Aracê, Domingos Martins.

3) Pousada Lago da Lua

Foto: Divulgação

Foto: Site da Pousada

É uma das pousadas mais novas da região. São só 4 suítes construídas no mesmo espaço do restaurante de mesmo nome.

Não tive oportunidade de me hospedar lá ainda, mas cogito bastante essa possibilidade pelas fotos que vejo e pelas boas referências que tive de amigos que lá estiveram.

Foto: Divulgação

Foto: Site da Pousada

Foto: Divulgação

Foto: Site da Pousada

A área externa também chama atenção pelo jardim bem cuidado. Mas não vou negar que o restaurante – onde é servido o café da manhã – não me agradou na última vez em que estive lá. Talvez os pratos sejam mais saborosos, mas a pizza não convenceu.

Está bem próxima do final da Rota do Lagarto, pouco depois do Restaurante Alecrim.

Diária: R$325,00, com café da manhã.

Localização: Rodovia Geraldo Sartorio, km 07, São Paulo do Aracê.

4) Pousada Tre Fiori

Rota do Lagarto

Já me hospedei na Tre Fiori algumas vezes nos últimos anos. Ela tinha tudo para ser uma das melhores pousadas de Pedra Azul. A área externa da pousada é bonita, a arquitetura dos chalés agrada e a localização é imbatível: de frente pra Pedra Azul.

Pousada Tre Fiori

Mas é impossível não se frustrar ao entrar num dos chalés. Não há capricho na decoração dos quartos, que clamam por reforma.

Pousada Tre Fiori

Pousada Tre Fiore

O café da manhã é servido no mesmo espaço do Restaurante Don Lorenzoni Due.

Pousada Tre Fiore

Mas então, porquê eu ainda assim recomendo a Tre Fiori? Por causa da vista. Apesar de achar que a ela não vale quanto custa, ela ainda é a pousada mais “econômica” daquelas que ostentam o “vista para a Pedra Azul” entre os seus itens de série.

Diária: R$400,00, com café da manhã (mas, na alta temporada, eles só fecham pacote com 2 diárias).

Localização: Rota do Lagarto, km 03.

5) Pousada Recanto da Pedra

Foto: Divulgação

Foto: Site da Pousada

Eu me hospedei na Recanto da Pedra há bastante tempo. Lembro que, na época, eu até costumava indicar a pousada como o melhor custo x benefício da região. Mas eu sou obrigado a rever o meu conceito: de lá pra cá, pelo que se vê das fotos do site, não houve melhoria na estrutura da pousada que justificasse o aumento do preço.

Não fosse pela localização privilegiada, o padrão da pousada estaria muito aquém do preço que ela cobra. Tudo é bem simples. Os quartos são espaçosos e confortáveis, mas a decoração continua a mesma da época em que fui.

Foto: Divulgação

Foto: Site da Pousada

Só a vista pra Pedra Azul que é mesmo insuperável. A Pousada fica bem ao lado da entrada do Parque Estadual da Pedra Azul, no início da Rota do Lagarto.

Diária: a partir de R$420,00, com café da manhã.

Localização: Rota do Lagarto, km 02.

6) Pousada Peterle

Foto: Divulgação

Foto: Site da Pousada

A Peterle é a porta de entrada para a Rota do Lagarto. Ela fica às margens da BR 262, no exato ponto em que se inicia a rota.

É uma das pousadas mais antigas da região. As instalações seguem um estilo rústico, onde predominam madeira, tijolo e pedras (não sei se tem a ver com o nome). Os chalés e sobrados (com apartamentos conjugados) ficam espalhados pelo terreno, debruçados sobre o vale. Alguns dispõem de lareira e banheira. Mas a decoração não enche meus olhos.

Foto: Divulgação

Foto: Site da Pousada

Pela localização já dá pra saber que a Peterle também oferece “vista pra Pedra Azul”. Tem uma boa área de lazer, com piscinas adulto e infantil, sauna, sala de jogos, play ground, casinha de boneca e trilhas para caminhadas com mirante. Além disso, no local funciona um restaurante, que abre para o almoço (self-service), e um café colonial, que só funciona nos finais de semana e feriados.

Nunca me hospedei lá e, por isso, não posso dizer ao certo o impacto que o alto tráfego de veículos pela BR causam no sossego dos quartos. Mas isso é algo que me intriga e que eu não posso deixar de mencionar (agradeço se alguém souber dizer).

Diária: a partir de R$450,00, com café da manhã.

Localização: Rodovia BR 262, km 88.

7) Chez Domaine Pousada Orgânica

Auto-denominada “pousada orgânica”, a Chez Domaine alia os serviços de uma pousada com as atividades de uma fazenda dedicada à agricultura orgânica. O conceito – como o nome sugere – tem clara inspiração nas “domaines” do interior da França, país onde a proprietária Isabelle nasceu.

Há referências à França por todo o lado.

Chez Domaine

Brasserie Apogeu – onde é servido o café da manhã para os hóspedes – abre também ao público externo para o almoço. O cardápio, com forte influência da gastronomia francesa, privilegia os ingredientes que são produzidos de forma orgânica na propriedade. A produção é vasta: hortaliças, café, champignon de Paris, frango caipira (carne e ovos), cordeiro, gado leiteiro (queijos e manteiga especiais), escargot, abelhas (mel, própolis) e outros. Boa parte deles estão disponíveis também para venda na lojinha que funciona bem na entrada da pousada.

Chez Domaine

As acomodações ficam na parte superior da propriedade. Há opções de apartamentos e chalés, alguns com cozinha compacta e banheira.

Chez Domaine

Foto: Site da Pousada

Nunca me hospedei lá, mas recebi um feedback bem positivo de uma amiga que esteve nela recentemente (valeu, Ju!). Destaque para o chá de cortesia e o “varal” que seca as toalhas, deixando-as quentinha na hora do uso. “Um delicioso ‘regalo’ no frio de Pedra Azul antes de dormir” (palavras da Juliana).

O lazer conta com playground, salão de jogos, academia, sauna, piscina natural, lago para pesca e trilhas.

Chez Domaine

A Chez Domaine fica a 12 km de Pedra Azul, na rodovia que vai para Afonso Cláudio.

Diária: R$460,00, com café da manhã.

Localização: Rodovia ES 165, km 7,5.

8) Pousada Pedra Azul

Pousada Pedra Azul

Foto: Site da Pousada

É uma das pousadas mais antigas e tradicionais de Pedra Azul. Está estrategicamente localizada no km 02 da Rota do Lagarto, com vista privilegiada para a Pedra. São 38 apartamentos projetados pelo arquiteto brasileiro Zanine. O prédio principal – que tem formato de libélula – apresenta detalhes em madeira, que o integram à paisagem local.

Foto: Divulgação

Foto: Site da Pousada

Todos os quartos são bem decorados e têm varanda e banheira. Mas só alguns – os mais caros – tem a festejada “vista pra Pedra”.

Foto: Divulgação

Foto: Site da Pousada

A área externa é, talvez, o grande diferencial da Pousada: piscina térmica, sauna, fitness center, quadras de tênis, trilhas para caminhadas na mata, salas de jogos e mini-cinema. Além disso, o belo cenário da mata ao redor é complementado pelo Lago Negro e uma cachoeira com queda livre de 90 metros. Este é o cenário de um dos cartões postais mais famosos da região.

Pousada Pedra Azul

Foto: Site da Pousada

Ainda não me hospedei aqui. Mas irei em breve com a família num final de semana de julho. Quando voltar, venho atualizar as impressões. 😉

Diária: a partir de R$600,00, com café da manhã (no pacote com 2 diárias, o valor de cada uma sai a R$415,00 no apartamento mais simples).

Localização: Rota do Lagarto, km 02.

9) Pousada dos Pinhos

Pousada dos Pinhos

Diferente das outras pousadas da lista, a Pousada dos Pinhos trabalha somente no esquema de pensão completa. Ela encarna o tradicional estilo “hotel-fazenda”, cuja proposta é entreter o hóspede com inúmeras opções de lazer.

Já fiz minha avaliação sobre a Pousada dos Pinhos nesse post, onde eu tracei um perfil do seu público-alvo: “quem tem filhos e quer aproveitar a comodidade da recreação infantil ou para quem, mesmo sem filhos, curte o regime de pensão completa, sem se importar com a qualidade da comida“. Para quem vai pela primeira vez à Pedra Azul ou para quem gosta de aproveitar ao máximo o que a região tem de melhor e faz questão de comer bem, eu não a recomendo.

Em todo o caso, para quem procura um “hotel-fazenda”, a Pousada dos Pinhos é uma boa opção.

As suítes estão passando por uma boa repaginada.

Foto: Divulgação (http://www.pousadadospinhos.com.br/acomodacoes/)

Foto: Site da Pousada

Mas é a área de lazer o maior atrativo da pousada: tem piscina coberta e aquecida (ótima para um banho noturno), piscina descoberta com toboágua, playground, uma ampla brinquedoteca para crianças de até 5 anos, salão de jogos, quadra de esportes, campo de futebol, lago para pesca e pedalinho, trilhas na mata, passeios a cavalo (pagos à parte) e mini-fazendinha.

Pousada dos Pinhos

Quanto à comida… melhor deixar pra lá. 😉

Diária: a partir de R$640,00, com pensão completa (no pacote com 2 diárias o valor de cada uma sai a R$545,00 no apartamento mais simples).

Localização: BR 262 Km 90, Pedra Azul.

10) Pousada Rabo do Lagarto

Pousada Rabo do Lagarto

Já falei sobre a Rabo do Lagarto nesse post. É a nossa autêntica “pousada de charme”, com suítes que mais parecem capas de revista de decoração.

Não por acaso, é a mais cara das pousadas de Pedra Azul. Além do requinte do ambiente, todas as suítes tem vista para Pedra Azul (algumas oferecem ofurô ou banheira). E o café da manhã, uma das grandes estrelas da Rabo do Lagarto, é servido até que o último hóspede se levante, sem hora para terminar.

Foto: Divulgação

Foto: Site da Pousada

Sempre digo que a Rabo do Lagarto é a pousada ideal para uma comemoração especial a dois. Para valer o investimento, o bom mesmo é aproveitar ao máximo a hospedagem por lá, sem se preocupar com deslocamentos e passeios. Vale lembrar que a Rabo do Lagarto foi a precursora do que eu chamei de Rota Romântica capixaba e fica bem próxima dos demais estabelecimentos dessa rota.

Dado o perfil da pousada, eles não aceitam crianças menores de 14 anos.

Diária: a partir de R$833,80, com café da manhã.

Localização: Rodovia Geraldo Sartorio, km 70, São Paulo do Aracê.

Leia todos os posts de Pedra Azul aqui.

* Em parceria com o Booking.com, todas as reservas feitas através dos links citados neste post geram comissão para o blog, sem que você pague nada a mais por isso. É uma forma de ajudar a manter o blog sem qualquer custo para você!

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23
maio
2016

Pedra Azul: onde comer

Brasserie Apogeu

Brasserie Apogeu

No último post, eu fiz uma seleção de programas e atrações para você preencher seus dias em Pedra Azul. Mas não tem jeito. A melhor e maior atração de Pedra Azul é uma só: comer. E comer muito bem, ressalto. A região é pródiga em bons restaurantes que, aproveitando a rica oferta de produtos do agroturismo local, se esmeram em oferecer uma gastronomia variada e de qualidade.

Mas eu não vou negar. Não é barato comer em Pedra Azul. Nos principais restaurantes, a média dos pratos gira em torno de 50,00 a 60,00 reais. A justificativa parece estar na sazonalidade do turismo de Pedra Azul, concentrado em feriados e na temporada de inverno. Como o fluxo de turistas não é constante ao longo do ano, é preciso aproveitar a alta temporada para incrementar o caixa. Essa inconstância, inclusive, é o que leva alguns estabelecimentos a fecharem na baixa temporada (!!!!). Por isso, se você for durante os meses de primavera/verão e, principalmente, no final do ano, é bom ligar antes para saber se o lugar vai abrir.

Dá até pra compreender os motivos dos altos preços nos restaurantes de Pedra Azul. Você está num lugar turístico, sazonal e com logística de transporte e serviços relativamente precária. Tudo bem. Mas o que não dá mesmo pra entender é a resistência de alguns estabelecimentos a aceitarem cartão de débito/crédito. A desculpa da dificuldade de linha telefônica já não cola mais, pessoal. Num lugar onde a oferta de caixas eletrônicos é quase inexistente e não há sequer um caixa eletrônico do Banco 24 horas (só há do Banestes e da Caixa no Distrito de Pedra Azul), não dá para exigir que o turista carregue dinheiro e cheque na mão.

Evoluir nesse ponto é preciso! 😉

Mas, reclamações à parte, vamos ao que realmente interessa. Tal qual eu fiz na lista de atrações, aqui eu farei apenas uma seleção de restaurantes/cafeterias, sem pretensão de ser exaustivo. Alguns eu ainda não fui e isso será devidamente informado. Outros poderão ser incluídos posteriormente à medida em que eu for conhecendo. De qualquer forma, se algum estabelecimento que você goste ficar de fora, a caixa de comentários é toda sua!

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Restaurantes

1) Restaurante Alecrim

Já falei sobre o Alecrim nesse post. É, de longe, o meu restaurante preferido em Pedra Azul.

Alecrim

Fica no finalzinho da Rota do Lagarto, na parte que eu chamei de Rota Romântica.

restaurante alecrim

A casinha azul decorada em estilo provençal só não chama mais atenção do que os pratos da Chef Cecília Cunha.

Alecrim

Página no Facebook: https://www.facebook.com/Alecrim-Cozinha-Artesanal-221582987907680/.

2) Don Lorenzoni Due

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Confesso que gostava mais do ambiente do primeiro Don, aquele que ficava no espaço de um antigo paiol bem na entrada de Venda Nova.

Mas, se não manteve o mesmo charme, a casa dois (o “due” vem daí) ganhou um baita cenário, bem aos pés da Pedra Azul. Ela está em frente à Pousada Tre Fiore, num dos trechos mais bonitos da Rota do Lagarto.

Don Lorenzoni

A cozinha é comandada pelos chefs Fernando Lorenzoni e Alessandro Vallino. A especialidade é a gastronomia italiana.

Página no Facebook: https://www.facebook.com/donlorenzonidue.

3) Valsugana

Valsugana

É um dos mais antigos e famosos restaurantes de Pedra Azul. Já falei sobre ele nesse post, onde revelei minha implicância com a varanda do lugar.

Eu ainda acho que a varanda do Valsugana merecia um upgrade. Mas nem por isso deixo de reconhecer que a fama do restaurante é merecida.

Valsugana

Mas é bom chegar cedo. O espaço do restaurante é pequeno e as poucas mesas do salão lotam rapidamente na alta temporada.

Site oficial: http://www.restaurantevalsugana.com.br/.

4) Lago da Lua

O restaurante – e também pousada – Lago da Lua fica no km 07 da Rodovia Geraldo Sartório, aquela que começa onde termina a Rota do Lagarto.

Fui ao restaurante há muitos anos atrás e, por isso, não me sinto à vontade para opinar sobre ele. Mas a Symone Dias, do blog Viajando com Sy, foi e voltou falando maravilhas (leia aqui).

Site oficial: http://www.lagodalua.com.br/.

5) Quinta dos Manacás

É um dos mais novos restaurantes de Pedra Azul. Fica em São José do Alto Viçosa, em Venda Nova, perto da Cervejaria Altezza.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Ainda não tive a oportunidade de conhecer, mas esse post da Evelize Calmon, do blog Comer e Contar, só reforçou a boa impressão que as fotos de lá me causaram.

Site oficial: http://www.quintadosmanacas.com.br/.

6) Brasserie Apogeu (Domaine Ile de France)

Conheci a Brasserie Apogeu na minha última passagem por Venda Nova. E foi uma grata surpresa.

A começar por esse visual:

Brasserie Apogeu

A Domaine foi concebida para ser uma espécie de vila sustentável, baseada na agricultura orgânica. Por isso, na Brasserie Apogeu, os ingredientes utilizados são, em sua maioria, produzidos lá mesmo e sem agrotóxicos.

O cardápio – como tudo na Domaine – tem inspiração na gastronomia francesa. Mas, afora as sopas, a cassoulet e o coq au vin, o meu destaque vai para o Café Gourmand, sobremesa que reúne 7 pequenas porções de doces acompanhadas de café ou capuccino:

Brasserie Apogeu

É claro que não poderia faltar o crème brûlée. 😉

Site oficial: http://www.domaine.com.br/.

Lanchonetes e Cafeterias

7) Venda da Rota

A Venda da Rota é mais um dos empreendimentos que integram a chamada Rota Romântica capixaba.

Venda da Rota

Não é propriamente um restaurante. Na verdade, a Venda é um misto de loja de decoração e cafeteria, ideal para um lanche rápido ou um happy hour no início da noite.

Venda da Rota

Mas pelo que andei vendo no instagram deles, a casa passou a oferecer pratos executivos para a hora do almoço também.

Página no Facebook: https://www.facebook.com/vendarota/.

8) Cafeteria Heimen

A Heimen é a cafeteria que funciona no Fjordland Ecologia e Turismo, aquela que oferece os famosos passeios a cavalo em Pedra Azul.

Cafeteria Heimen

Já falei sobre ela aqui. Mais do que o cardápio, a vista da Pedra Azul é o que mais chama atenção por ali.

Cavalgada Ecológica FjordlandSite oficial: http://www.fjordland.com.br/.

9) Marietta Delicatessen

Outro integrante do conjunto de empreendimentos da Rota Romântica, o Marietta não é propriamente uma cafeteria, como o nome já diz. Mas nada impede que você aproveite as mesinhas da varanda e jardim para experimentar os quitutes vendidos e, principalmente, os fabricados ali.

Marietta

Entre bolos, doces, biscoitos e pães caseiros, o destaque vai para o umbiolatto, uma espécie de rocambole de presunto e queijo.

Página no Facebook: https://www.facebook.com/Marietta-Delicatessen-541344005896296/.

10) Tuia Creperia

É a mais recente novidade gastronômica de Pedra Azul. Se bem que gastronomia não é o único foco da Tuia. Ela também funciona como galeria de arte, apresentando o trabalho de consagradas artistas capixabas, como Tânia Calazans, Rebeca Duarte e Ana Paula Castro.

Tuia Creperia

Do cardápio, a especialidade são os crepes.

Fica bem ao lado da Marietta, no finalzinho da Rota do Lagarto.

Página no Facebook: https://www.facebook.com/tuiapedraazul/.

Leia todos os posts de Pedra Azul aqui.

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18
maio
2016

Santa Teresa: a doce terra dos colibris… e do jazz!

Santa Teresa

Quem me acompanha aqui no Rotas já sabe o carinho que tenho por Santa Teresa, a nossa “doce terra dos colibris“. Por todos os motivos que eu mencionei aqui, ela se tornou um dos meus recantos favoritos aqui no Espírito Santo e o favorito nas montanhas capixabas.

Pra falar a verdade, nem precisava de tantos motivos para eu gostar de Santa Teresa. Tivesse só esse e ela já ganharia o meu amor eterno.

Santa Teresa

O balé dos colibris na varanda da casa onde viveu  o ecologista capixaba (e teresense!) Augusto Ruschi é daquelas cenas que eu não canso de (re)ver.

E como se não bastassem todos os motivos que eu já te dei para conhecer – e amar! – Santa Teresa, nesse final de semana você terá mais um: o Festival Internacional de Jazz e Bossa (Santa Jazz). Nos dias 20, 21 e 22 de maio, a cidade se transformará na capital estadual do jazz, com uma programação intensa de shows de artistas nacionais e internacionais.

Santa Jazz

Essa já é a quinta edição do Santa Jazz, que virou tradição na cidade. Para esse ano, a prefeitura espera um movimento de 15 a 20 mil pessoas durante o evento, o que representa praticamente o fluxo mensal de turistas. Daí você vê a importância do evento para o turismo e a economia da cidade.

Eu sei que, a essa altura do campeonato, já deve ser praticamente impossível achar vaga nas poucas pousadas da cidade (algumas delas eu mencionei aqui). Para quem não abre mão do pernoite, existem outras 2 opções: alugar uma casa ou um quarto na casa de um morador da cidade (mais informações na Secretaria de Turismo e Cultura da cidade pelo telefone: 27 3259-1344 / 2357) ou se hospedar nas cidades vizinhas – Santa Leopoldina e Santa Maria de Jetibá.

Mas o bate-volta também não deve ser descartado. Se Santa Teresa já é um bate-volta redondinho a partir de Vitória em dias comuns (como eu sugeri aqui), imagina num final de semana desses? Só é preciso muito – mas MUITO – cuidado com a estrada na volta pra casa! 😉

Santa Teresa

Os shows acontecerão no Parque de Exposições, que fica na entrada da cidade. Serão 2 palcos: o principal e o palco Fames, onde acontecerão apresentações da Faculdade de Música do Espírito Santo. Os ingressos para os shows noturnos podem ser comprados pela internet (clique aqui) ou nos estabelecimentos credenciados (confira relação aqui). Para os shows diurnos (sábado e domingo), a entrada é gratuita.

Entre as atrações do palco principal desse ano estão: Mark Lambert & Quinteto Radio Swing (EUA/Brasil); o guitarrista angolano Nuno Mindelis, considerado um dos melhores do mundo; Shawn Holtcom e sua banda The Teardrops Blues BandFrancis Hime e sua esposa Olivia homenageando Vinícius de MoraesA Cor do Som; Mauro Senize e Gilson PeranzzettaBrasilidade Geral e Rosa Passos; e Vitor Biglione. Confira a programação completa aqui.

Santa Teresa

Então, já sabe. Nesse final de semana o balé dos colibris de Santa Teresa vai ganhar uma trilha sonora ainda mais especial. Não dá pra perder!

Para quem já garantiu a estadia e vai aproveitar o final de semana na cidade, vale a pena conferir a nossa Série Especial sobre Santa Teresa com dicas de atrações e restaurantes.

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06
maio
2016

Pedra Azul: o que fazer? (dicas de atrações)

Pedra Azul

Tudo o que você precisa saber para entender – e amar – Pedra Azul está escrito nesse post. Mas, para completar o conteúdo da Série Especial Pedra Azul aqui no Rotas, falta ainda falar sobre “o que fazer“, “onde comer” e “onde se hospedar“, tal como eu fiz com Santa Teresa e Itaúnas.

Nesse primeiro post, vou fazer uma seleção dos melhores programas e atrações para se fazer/conhecer em Pedra Azul. Já adianto que o rol não é exaustivo. Na verdade, é apenas um resumo do que EU – repetindo – EU considero ser o melhor a se fazer na região.

Para você planejar a sua viagem, sugiro considerar o máximo de 3 passeios por dia (com exceção do 10, que leva o dia todo). Dessa forma, de acordo com o número de passeios que você tiver interesse, vai ser possível calcular a quantidade de dias na região. De cara, você vai ver que é um pecado fazer de Pedra Azul um mero bate-volta.

Se você leu o post-introdução da Pedra Azul que eu recomendei logo no início do texto, já deve imaginar que as atrações aqui citadas não vão se restringir aos arredores da Rota do Lagarto. O mapa geo-político-turístico de Pedra Azul se estende até Venda Nova do Imigrante, de modo que as propriedades do agroturismo de Venda Nova também serão listadas aqui.

Chega de enrolação e vamos à lista.

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1) O Parque Estadual da Pedra Azul

Como eu já expliquei nesse post, o Parque Estadual da Pedra Azul é aberto à visitação. Lá dentro, é possível fazer trilhas que te levam bem pertinho da Pedra Azul (e seu lagarto). A mais famosa e procurada é a que leva até as piscinas naturais que ficam no ponto de junção entre a Pedra Azul e a Pedra das Flores.

Piscinas Naturais

A vista é incrível e vale o esforço da escalada.

2) Cavalgada Ecológica no Fjordland

Outro passeio imperdível – especialmente para as crianças – é a cavalgada ecológica do Fjordland, sobre a qual eu já contei aqui e aqui.

Cavalgada Ecológica Fjordland

São duas trilhas – uma curta e outra longa – que você faz em cavalos da raça Fjord (aqueles pequeninos). Na trilha longa, que só sai mediante agendamento e número mínimo de pessoas, você vai até o chamado Mirante do Lagarto, bem pertinho da Pedra Azul.

Ainda no Fjordland, tem mini-fazendinha, playground e cafeteria. Não deixe de tomar um café apreciando o melhor item do cardápio: a vista para a Pedra Azul.

Cafeteria Heimen

Fica no km 2,2 da Rota do Lagarto.

3) Passeios de quadriciclo

Para quem gosta de aventura, dá para fazer passeios de quadriciclo por trilhas localizadas numa fazenda adjacente à área do Parque. É uma bela oportunidade para ver ângulos exclusivos da Pedra.

O passeio é oferecido pelo Ecoparque Pedra Azul Aventura, que tem também rapel, paintball e área pra camping. Fica no km 3 da Rota do Lagarto.

4) Passeios de bicicleta

Já no finalzinho da Rota do Lagarto, no km 7, a Pedra Azul Ecotur aluga bicicletas convencionais e elétricas para quem quer curtir a paisagem sobre 2 rodas.

Bicicletas Pedra Azul

Você pode pedalar pela própria Rota do Lagarto – tendo o máximo de cuidado e atenção na estrada, que é estreita e não tem ciclovia – ou seguir tranquilo pela ciclovia do chamado Caminho das Flores, um trecho de 9km da Rodovia ES 164, que começa no exato ponto onde acaba a Rota.

5) Arvorismo e Tirolesa

Arvorismo

Ainda no quesito “aventura”, a região tem 2 espaços para a prática do arvorismo e tirolesa. No primeiro deles – o Selva Sassiri – eu já fui e contei aqui. No segundo – o Pedra Azul Adventure Park – eu ainda não fui.

6) Cervejaria Altezza

Eu já falei sobre a Cervejaria Altezza nesse post. É a primeira cervejaria artesanal de Pedra Azul.

Cervejaria Altezza

Além de conhecer o processo artesanal de fabricação da cerveja, você pode fazer uma degustação apreciando a vista da Pedra Azul.

Cervejaria Altezza

E que vista!

Fica em São João de Viçosa, distrito de Venda Nova.

7) Orquidário Caliman

A rigor, você não precisaria ir até o Orquidário Caliman para ver ou comprar orquídeas. Há vários orquidários de fácil acesso à beira da BR 262 no município de Marechal Floriano e, na própria Rota do Lagarto, tem sempre uma banquinha do Orquidário Chalé Verde, de Aracê, com orquídeas à venda.

Mas, pelos comentários que os orquidófilos deixaram nesse post, dá pra ver que a grandiosidade do Orquidário Caliman chama atenção.

Fica na Lavrinha, em Venda Nova.

8) Visita às propriedades do agroturismo

Pedra Azul e Venda Nova são famosas pelo seu agroturismo. São várias propriedades rurais que se abrem para receber turistas interessados em conhecer o local ou adquirir os produtos. Cada um adelas, portanto, vale por uma atração. Mas é bom saber que, na maioria, a visita se limita a isso: conhecer a “lojinha” e comprar os produtos expostos. Com raras exceções, não há muita interatividade ou contato com o processo produtivo.

Nesse post, eu listei todas as propriedades catalogadas pela Prefeitura de Venda Nova. Aqui, sem pretensão de fazer a mesma coisa, eu destaco as principais e mais famosas de Venda Nova e Pedra Azul:

a) Penhazul: morangos orgânicos

Pedra Azul

Há controvérsias, claro. Mas, pra mim, os melhores morangos de Pedra Azul são os da Penhazul. A propriedade está encravada no chamado “vale dos morangos”, com acesso por uma estradinha que começa logo após a portaria do Parque.

Os morangos produzidos na Penhazul são orgânicos e isso faz toda a diferença no sabor. Mas saiba que a “atração” do lugar é simplesmente essa: comprar os morangos que eles colhem e outros produtos que eles fabricam. É claro que o cenário ajuda. Mas a ida até lá só vale a pena para quem estiver interessado em conhecer e comprar os morangos.

b) Sítio Herança: colheita de morangos

Esse é outro sítio que também é especializado na produção e venda de morangos. Mas, aqui, o grande diferencial é a possibilidade de você mesmo colher o morango que quer consumir/comprar, bem ao estilo “colhe-pague”.

Fica no início da Rodovia ES 368.

c) Sítio Lorenção: socol

Socol é um embutido de carne de porco legado pelos imigrantes italianos à culinária de Venda Nova. O original da Itália tinha outro nome – ossocollo – e era feito com a carne do pescoço do animal. Mas, nas cozinhas de Venda Nova, ele ganhou, além de um apelido, um novo ingrediente para se ajustar ao paladar do brasileiro: o lombo.

Socol

Em Venda Nova, você encontra o socol à venda em várias propriedades. Mas o mais famoso deles é o do Sítio Lorenção, sobre o qual eu já falei aqui.

Fica na Tapera.

d) Fazenda Carnielli: queijos e café

Eu já falei aqui que, de tão profissional, a Fazenda Carnielli é quase um agronegócio do agroturismo. 😉

Fazenda Carnielli

Nela, o grande chamariz são os queijos e o café. Destaque para o resteia, queijo de origem italiana que, no Brasil, só é produzido ali.

Mediante agendamento e pagamento de uma taxa, é possível participar de uma visita interativa, onde é apresentada a história da família e do agroturismo capixaba, bem como o processo produtivo da fazenda. Fora isso, a visita se limita à lojinha onde estão expostos os produtos.

e) Sítio Busato

Bem pertinho da Carnielli, o sítio da família Busato é famoso pela fabricação da cachaça Teimosinha e de queijos. Você pode visitar o alambique da propriedade e conhecer a câmara onde os queijos são curados.Família Busato

A sede da propriedade é uma típica fazenda de antigamente, com paredes de taipa e janelas de madeira.

9) Zoo Park da Montanha

Zoo Park da Montanha

É o primeiro e único zoológico do Espírito Santo. Ele fica a 42 km de Pedra Azul, no município de Marechal Floriano, com acesso pela BR 262 (há placa sinalizando a entrada).

São quase 700 animais de 170 espécies, com destaque para as aves do viveiro de imersão e os grandes felinos: tigre, onça e leão.

O ingresso custa R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia), para crianças de 2 a 12 anos. Crianças até 2 anos não pagam.

10) Domingos Martins (sede)

Domingos Martins

Apesar de ser um distrito de Domingos Martins, Pedra Azul fica distante 55 km da sede do município. É por isso que, apesar de viável conjugá-las num mesmo bate-volta a partir de Vitória, como eu sugeri aqui, o melhor mesmo para aproveitá-las a fundo é tratá-las como regiões turísticas autônomas, dedicando 1 dia para cada uma.

Mas nada impede que, estando em Pedra Azul, você faça da sede de Domingos Martins um bate-volta para conhecer o legado da imigração alemã no Espírito Santo.

Domingos Martins

Chegue cedo e circule a pé pelo centro histórico. Repare nos casarios de arquitetura alemã e nas placas que apresentam estabelecimentos em português e alemão. Se ficar interessado na história dos imigrantes, vá até a Casa da Cultura, onde funciona o Museu Histórico de Domingos Martins.

Domingos Martins

A Praça Arthur Gerhardt – a mais fotogênica da cidade – é o lugar ideal para você descansar. Nela está a famosa Igreja Luterana, a primeira igreja evangélica do Brasil construída com uma torre.

Domingos Martins

Para almoçar aposte nos restaurantes da simpática Rua do Lazer.

A tarde, a melhor pedida é o passeio pela Reserva Kautsky, legado do naturalista Roberto Kautsky, famoso por seu trabalho de preservação de orquídeas. Ali estão espécies endêmicas e outras quase extintas de orquídeas e bromélias. Mas é bom ligar no dia anterior para agendar o passeio (telefone 27 3268-2300).

Antes de ir embora, vale uma parada no bar recém-inaugurado da Cervejaria Barba Ruiva. Mas é claro. Isso só vale para quem NÃO está dirigindo. 😉

Leia todos os posts de Pedra Azul aqui.

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01
maio
2016

Romaria dos Homens: turismo religioso no Espírito Santo

Romaria dos Homens

Há certa divergência entre os historiadores sobre a origem da devoção do capixaba católico à Nossa Senhora da Penha (leia mais sobre isso aqui). Mas, desavenças à parte, desde que o Frei Pedro Palácios resolveu construir uma ermida em homenagem à Nossa Senhora no alto de um penhasco em 1566, a associação se deu, tornando bizantina a discussão em torno do “Penha”: se uma autêntica referência à Nossa Senhora da Penha de França ou apenas um indicativo da localização do santuário (penha, de penhasco). Não por acaso, Nossa Senhora da Penha foi escolhida pelo Papa Urbano VIII, em 1630, como protetora do Espírito Santo, sendo confirmada como padroeira em 1908.

Toda essa devoção tem o seu auge na famosa Festa da Penha, que ocorre todos os anos após o oitavário pascoal. Essa é, sem dúvida, a maior expressão do turismo religioso no Espírito Santo, tamanha a quantidade de devotos que se deslocam até aqui para participar das atividades e celebrações. Para quem não sabe, ela é considerada a terceira maior festa religiosa do país, atrás apenas da Festa da Padroeira do Brasil, em Aparecida, e do Círio de Nazaré, em Belém.

Romaria dos Homens

São 9 dias de eventos e celebrações inteiramente dedicados à Nossa Senhora. Além das missas do chamado oitavário da Penha, destacam-se as famosas romarias, que reúnem determinados grupos de devotos em peregrinação ao santuário. Há registros históricos de uma primeira romaria feita em 1573 por sobreviventes de um naufrágio na Foz do Rio Doce até o Convento da Penha para agradecer o milagre (leia aqui). De lá pra cá, as romarias viraram tradição na Festa da Penha e, a cada ano, ganham novos adeptos.

Tem romaria dos militares, das mulheres, dos motociclistas, dos advogados, dos cavaleiros, dos ciclistas e até romaria de pessoas com deficiência. Mas, sem dúvida alguma, a mais famosa delas e a que reúne o maior número de pessoas é a Romaria dos Homens, realizada na noite de sábado (penúltimo dia da Festa).

Romaria dos Homens

É até desnecessário dizer… mas, iniciada em 1958, a Romaria dos Homens foi originalmente organizada para demonstrar a fé e a devoção mariana dos… homens. 58 anos depois já não se pode dizer que ela é exclusivamente deles. Todos os anos uma multidão sempre crescente de homens, mulheres e crianças se reúne na Catedral Metropolitana de Vitória para seguir em caminhada até o Convento da Penha, em Vila Velha, carregando a imagem de Nossa Senhora ao som de cânticos e orações.

É impossível não se emocionar com o testemunho de fé daquela multidão!

Esse ano foi a minha primeira participação na Romaria (#shameonme). Como católico, fiquei emocionado do início ao fim. Parar sobre os pontos mais elevados do trecho e observar aquele mar de gente cantando, em uníssono, o hino oficial da Festa foi de arrepiar!

Romaria dos Homens

Para conduzir os romeiros, alguns trios elétricos se sucedem puxando as músicas e orações. Mas, quando a imagem da virgem passa, o canto é um só:

“Virgem da Penha,

Minha alegria,

Senhora nossa,

Ave Maria!

Ave, Ave, Ave Maria! / Ave, Ave, Ave Maria!”

Romaria dos Homens

Milhares de velas são distribuídas aos romeiros por stands de comunidades católicas instalados nos arredores da Catedral. A onda de luz vai, aos poucos, se espalhando e a visão daqueles múltiplos pontos luminosos demarcando a passarela de gente em meio à noite escura é incrível!

Nas ruelas estreitas do centro de Vitória, a caminhada fica mais difícil e vagarosa pela maior densidade de pessoas por m2. Mas já na chegada à Rua Pedro Nolasco – antes da subida na Segunda Ponte – a amplitude aumenta e a multidão caminha mais confortavelmente.

Romaria dos Homens

A visão mais ampla que você pode ter do contingente de pessoas caminhando é no alto da Segunda Ponte. De um lado, o pessoal que vem de Vitória; do outro, os que já seguem por Vila Velha. Em ambos, a quantidade de romeiros ultrapassa facilmente o seu campo de visão.

Romaria dos Homens

Quando se chega à Avenida Carlos Lindemberg, na altura do bairro Aribiri, em Vila Velha, vê-se de longe o destino final da caminhada: o Convento da Penha. A visão do Convento dá um fôlego novo e a sensação de proximidade – apesar de levemente exagerada – alivia o cansaço. A partir daí, ele reina soberano no horizonte dos romeiros.

Romaria dos Homens

O percurso todo tem 14 km de extensão. Como eu já disse, os romeiros saem da Catedral de Vitória – logo após a missa de envio, celebrada às 18h – e seguem até o Convento da Penha, passando pela Segunda Ponte. São aproximadamente 4 horas de caminhada até a chegada à Prainha, em Vila Velha, onde fica o palco principal da Festa. Ali, após a chegada da imagem de Nossa Senhora (aproximadamente às 23h), é celebrada outra missa com a participação de sacerdotes de todo o Estado. Telões espalhados pelo descampado ajudam os fiéis exaustos a acompanhar a cerimônia que costuma varar a madrugada.

Informações úteis:

Do ponto de vista religioso, a romaria termina com a missa na Prainha. Mas, do ponto de vista turístico, a romaria pode acabar antes por causa da logística da volta pra casa. Não é nada fácil se desvencilhar da multidão para pegar um ônibus ou táxi. Por isso, quanto antes você “desembarcar” da peregrinação, melhor.

Ainda sobre a logística para participar da romaria, há várias alternativas para tentar minimizar os transtornos da ida e da volta. Você pode:

1) ir e voltar de ônibus da Romaria, aproveitando que a Ceturb coloca linhas especiais para atender a demanda;

2) combinar o transfer da ida e da volta com algum motorista de van; e

3) ir de carro até Vila Velha no meio da tarde e estacioná-lo nos arredores da Prainha para ter a comodidade de ir de ônibus, mas voltar no seu próprio carro.

Em qualquer caso, só é bom evitar ir de carro para o centro de Vitória no início da Romaria porque a probabilidade de achar uma vaga por lá é mínima.

Romaria dos Homens

Ao longo do trajeto, você encontra inúmeros ambulantes vendendo água e lanches rápidos. Eu, no entanto, preferi levar meu próprio lanche numa mochila para evitar parar e ficar pra trás na multidão. 5 minutos de parada representam milhares de pessoas na sua frente. Pra quem quer acompanhar de perto a imagem de Nossa Senhora, essa não é uma boa ideia.

Também há banheiros químicos em alguns pontos do trajeto. Mas, pelo mesmo motivo acima, parar e enfrentar a pequena grande fila dos banheiros pode te levar lá pro final da Romaria. Se essa não é a sua intenção, evite ao máximo ir ao banheiro. Vá antes da Romaria e beba quantidades pequenas e espaçadas de água. 4 horas não é um período tão longo assim.

Romaria dos Homens

Enfim, pra quem é católico, participar da Romaria dos Homens – e da Festa da Penha em geral – é uma boa forma de exercitar a sua espiritualidade “turistando”. 😉

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