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01
abr
2014

O Quadrado de Trancoso

Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, eu faço relatos das minhas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino.

Boa parte do seu encantamento com Trancoso vai depender da sua reação ao pisar nisso:

Quadrado, Trancoso

Isso aí é o que se conhece como Quadrado, a praça principal de Trancoso. Trata-se de um descampado localizado no alto de uma falésia, emoldurado pelo mar e encabeçado por uma igrejinha construída pelos jesuítas há 400 anos, em cujas laterais enfileiraram-se casinhas de pescadores atualmente pintadas com cores fortes.

A tradução visual desse conceito é mais ou menos essa:

Quadrado, Trancoso

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Quadrado, Trancoso

No interior dessas casinhas coloridas instalaram-se pousadas, bares, restaurantes, lanchonetes e lojas que vendem de artesanato a peças de decoração. Não se engane com a aparência simplória das fachadas rústicas. Por trás delas se esconde a famosa Trancoso hippie-chic.

Quadrado, Trancoso

Quadrado, Trancoso

Ao cair da noite o Quadrado se transforma. A luz da noite só é traída pela luz interna das casinhas e, sobretudo, pela luz das velas colocadas sob as árvores. O cenário é de derreter os corações mais espinhosos.

Quadrado, Trancoso

Quadrado, Trancoso

Quadrado, Trancoso

Nunca um jantar à luz de velas foi tão ridiculamente fácil e inesquecível.

Quadrado, Trancoso

Quadrado, Trancoso

Quadrado, Trancoso

Por muito tempo eu achava impossível alguém passar incólume pelo Quadrado. Nós nunca passamos. O nosso encantamento se renova a cada vez que a gente perambula por aquele descampado. Mas eu estava enganado, é claro. Há quem não veja ali “nada demais”. Por mais que eu não concorde com essa perspectiva, eu preciso reconhecer que o “nada demais” é até compreensível. Para quem não se contenta com o conjunto da paisagem, ver sempre as mesmas coisas no mesmo lugar pode ser entediante.

Quadrado, Trancoso

Especialmente se você vier a Trancoso no carnaval esperando algum agito. Eu preciso te alertar que não há agito no carnaval de Trancoso. Nesse último ano eu até vi a folia aumentar com um bloco de carnaval improvisado em um bar no Quadrado. Mas, em geral, o agito de Trancoso se resume a festas em casas noturnas.

Então, não se engane. O que nos leva todo santo ano a Trancoso no carnaval não é a folia. Pra nós, as duas metades de Trancoso bastam: o Quadrado e as praias. Quadrado + Praia é a fórmula matemática que sintetiza o vilarejo, inclusive no carnaval. A nossa rotina por lá sempre se resume mais ou menos a: Pousada -> Praia -> Quadrado -> Pousada -> Quadrado -> Pousada. Por isso que gostar do Quadrado é o primeiro – e o mais fundamental – passo para se quedar por Trancoso.

Quadrado, Trancoso

Nesse caso, a primeira impressão será, sim, decisiva.

Quadrado, Trancoso

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26
mar
2014

Trancoso budget? Sim, é possível.

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Trancoso

Se você tem mais de 30 anos e nunca foi a Trancoso, provavelmente já ouviu falar que Trancoso é uma vila de pescadores, frequentada por hippies e com uma praia de nudismo. Na sua cabeça, pois, Trancoso seria um lugar rústico, simples e barato, certo?

Errado.

A Trancoso dos anos 80, meu caro, já não existe mais. Como disse a Silvia Oliveira, do Matraqueando, nesse post, essa história de Trancoso ser “um povoado localizado no Sul da Bahia que se originou de uma aldeia jesuíta há quase 500 anos” foi o pretexto perfeito para ela se tornar um dos lugares mais caros do litoral brasileiro. Paulistas endinheirados e celebridades do mundo inteiro resolveram fazer do lugar um hotspot internacionalmente famoso (e inflacionado!!!!), principalmente no reveillon.

Trancoso

O circuito hippie-chic­-olho-da-cara de Trancoso se espalha em pousadas de charme, restaurantes de chefs estrelados e barracas de praia estilosas, que chegam a cobrar R$70,00 de consumação por pessoa para você se deitar naquelas espreguiçadeiras ou camas de casal à beira-mar. Mas acredite. A gente passa batido por ele e nem por isso deixa de curtir o que Trancoso tem de bom.

Estou aqui para te provar que uma Trancoso budget é possível.

Com algumas raras exuberâncias a que todo turista faz jus, nós sempre fizemos opção por uma Trancoso low cost. Ir de carro – coisa que para nós, capixabas, é algo absolutamente viável – já ajuda significativamente na redução do orçamento. O que eu gasto com gasolina para ir, voltar e andar por lá é muito menos do que eu gastaria indo de avião e pouco mais do que seria necessário para ir de ônibus (com a vantagem da liberdade de locomoção). Mas outros fatores são ainda mais preponderantes para isso: a gente se hospeda na mesma pousada há 4 anos – a Quarto Crescente – depois de encontrar nela o melhor custo X benefício possível para um período de carnaval (falarei sobre isso num post específico); vai às forras com um almoço pós-praia n’A Portinha, um ótimo restaurante self-service que fica em pleno Quadrado (R$41,90 o kilo); opta por barracas de praia nem tão badaladas assim para enganar a fome, como a Cabana dus Dotô e a Casa Timbó; e dá preferência a restaurantes locais, como o da Silvana e o Vitória, quando resolve jantar fora da pousada e abrir mão do farto chá da tarde que ela oferece (incluído na diária!!!).

Trancoso

A gente volta de Trancoso gastando o mesmo que gastaria em qualquer outro destino de praia nem tão famoso assim. Só que a gente estava em Trancoso, entende? Isso desequilibra qualquer comparação com outros lugares.

Caso queira, você poderá economizar ainda mais se abrir mão do Trancoso way of life na praia e dispensar os serviços e o conforto das famosas barracas. O item “praia” em Trancoso é um dos que mais pesam no orçamento de viagem. Além da consumação mínima por pessoa para dias de grande movimento, as comidas e bebidas nas barracas não são baratas. Em 2014, uma cerveja não saía a menos de R$9,00, uma caipirinha a R$18,00 e uma porção de peixe frito a R$60,00 (e olha que as barracas em que fomos nem eram tão “famosas” assim). Por isso, se você não fizer questão de se deitar em espreguiçadeiras e experimentar uma nova caipirinha de frutas a cada dia, leve barraca, cadeiras e comidas/bebidas pra praia (e o lixo, claro!). Farofar em Trancoso também é chique. ;-)

Tá certo que esse modo… âââ… econômico de aproveitar Trancoso nos priva de conhecer aqueles locais que fazem Trancoso estampar revistas de decoração e gastronomia. Estrela D’Água? Etnia? El Gordo? Jacaré do Brasil? Capim Santo? Não vou negar dizendo que a gente não tem vontade de conhecê-los algum dia na vida. Mas, enquanto Trancoso for para nós o destino perfeito para um carnaval sossegado, a gente vai continuar sonhando e experimentando a conta gotas. É que só assim os atrativos naturais – e grátis – de Trancoso se farão possíveis pra nós todo santo ano.

Trancoso

Cada um sabe exatamente o bolso que tem.

No final das contas o que importa mesmo é que, pelo menos no quesito paisagem, não há diferença alguma entre a Trancoso budget e a hippi-chic-olho-da-cara. Cabe a você aproveitar a sua.

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23
mar
2014

Benvindo (de novo) a Trancoso!

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Trancoso

Não é a primeira vez que Trancoso aparece aqui no Rotas. Em duas outras ocasiões (aqui e aqui), eu revelei de forma bem sucinta que Trancoso é o nosso destino de carnaval desde 2010 e que o Sul da Bahia é o único lugar que me faria um “capixaba pobre de espírito” (se capixaba eu fosse).

Pra quem não me acompanha desde o início, vale uma breve explicação. A nossa relação afetiva com esse pedaço abençoado do Sul da Bahia tem 2 motivos principais. O primeiro deles é que, em Trancoso, a gente encontrou a fórmula perfeita para o nosso carnaval dos sonhos: praias lindas + sossego + baixo custo (considerando o deslocamento de carro, claro). O segundo é ainda mais significativo. Trancoso me despertou para o mundo dos blogs de viagem. Mais do que isso, Trancoso me fez ingressar nesse mundo com o meu próprio blog: esse que você lê. De certa forma, o Rotas deve a sua existência a Trancoso. Foi durante o planejamento da nossa viagem para o carnaval de 2010 em Trancoso que eu conheci o Viaje na Viagem. E desde então eu me tornei um viciado na leitura de blogs de viagem até que, em abril de 2010, resolvi criar o Rotas.

Trancoso

Mas, apesar de toda essa suposta intimidade alcançada nesses 5 anos de viagens para Trancoso, eu nunca havia me dedicado à vila do ponto de vista bloguístico, digamos assim. Faltava uma justa homenagem da criatura àquela que eu considero ser a sua legítima criadora.

Nessa terceira oportunidade, portanto, eu inauguro a Série Especial de Trancoso aqui no Rotas. Nos próximos posts, eu pretendo mostrar a você, capixaba, porque vale tanto a pena percorrer esses 600 km de distância que separam Vitória desse paraíso no Sul da Bahia. Ao final dela, é possível que você, assim como eu, também dê graças a Deus de ser “vizinho” de um lugar desses.

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16
jan
2014

O que fazer em Vitória? Um roteiro (mastigadinho) de 3 dias na Ilha do Mel

Foto: Robert Blackie (CC BY-NC-ND 2.0)

Essa é uma das perguntas que eu mais recebo via e-mail aqui no Rotas: “tô indo pra Vitória no próximo final de semana. Qual roteiro você me sugere?” Por mais que esse blog seja todinho dedicado a te sugerir roteiros pelo Espírito Santo afora, tem gente que sente falta de um post mastigadinho e mais direto ao ponto. :-D

Até então eu me socorria nesse post que o Fred Marvila escreveu lá no Sundaycooks. Nele o Fred destacou lugares que agradam em cheio o marinheiro de primeira viagem que vem passar um final de semana na ilha.

Mas como morador da cidade eu não poderia deixar de dar o meu pitaco sobre esse assunto e sugerir o meu próprio roteiro.

Assim eu preencho essa grande lacuna aqui do Rotas. Para você que quer aproveitar aquela mega promoção de passagem aérea para curtir um final de semana em Vitória, aí vai a minha sugestão de roteiro para 3 dias (chegando na sexta e voltando no domingo).

Só devo alertar que ele não é personalizado. Tentei ser o mais genérico possível para agradar todo tipo de viajante.

1º DIA:

Dependendo da hora de chegada do seu vôo e da região em que você ficará hospedado (veja as minhas sugestões de hospedagem aqui), dá pra deixar as malas no hotel e ir direto pra praia.

Praias de Vitória

As mais freqüentadas pelos locais são três: Camburi (A), Curva da Jurema (B) e Ilha do Boi (C). Nas duas primeiras você tem boas opções de quiosques para almoçar. Em Camburi aposte nas porções de pescados do Quiosque nº 2, o Peccato di Gola Beach, ou nos sanduíches naturais e sucos do Quiosque nº 6; na Curva, no Quiosque do Alemão ou no Spetacollo Praia. Na Ilha do Boi, o jeito é petiscar com os ambulantes.

Depois da praia, se ainda houver tempo, inclua uma visita ao Galpão das Paneleiras de Goiabeiras para conhecer o modo de fabricação das famosas panelas de barro capixabas (isso vale também para aqueles que chegaram tarde e não tiveram tempo de ir à praia).

Paneleiras

Panelas de Barro no Galpão das Paneleiras de Goiabeiras

A visita é bem rápida, mas rende belas fotos e você já pode garantir alguns souvenirs para o seu retorno.

As Paneleiras de Goiabeiras, no Pé na Estrada

À noite o destino mais óbvio para quem quer petiscar e curtir a noite capixaba é a região do Triângulo das Bermudas (A), na Praia do Canto.

Triângulo

Ai está a maior concentração de bares e botecos por metro quadrado da cidade. Dos tradicionais Bilac e Abertura aos novos Bierdorf e Di DomDom, opções não faltam para uma noite de agito e descontração.

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Mas agito e descontração você também encontra na Rua da Lama (B), em Jardim da Penha, onde nasceu o império do Bar Abertura (e seu famoso kieber) e onde os universitários e o público GLS preferem se reunir.

Restaurantes

Os mais sossegados vão encontrar refúgio em bons restaurantes da capital. A Praia do Canto está recheada deles. Procurando um restaurante estrelado de cozinha internacional? Vá ao Soeta (A), dos chefs Bárbara Verzola e Pablo Pavón. Uma casa especializada em carnes? Vá ao Taurus (B). Uma pizzaria descontraída? Aposte na Forneria Don Camaleone (C) ou na Salsa Pizza (D). Um hambúrguer premium? O Rock Burguer (E) será uma ótima escolha.

Soeta, no Destemperados

Don Camaleone, no Destemperados

Mas se o que você quer é conhecer o melhor da gastronomia capixaba, vá ao Pirão (F), que serve uma das moquecas mais famosas da cidade.

2º DIA:

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Fachada do Convento de São Francisco, Centro de Vitória (Foto Acervo Setur-ES)

No segundo dia cai muito bem a dobradinha Centro Histórico/Ilha das Caieiras.

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Acorde cedo e vá ao Centro de Vitória para conhecer os monumentos históricos da cidade. Você pode seguir o trajeto que eu sugeri nesse post e que eu reproduzo no mapa abaixo.

Centro

As marcações vermelhas compreendem os monumentos a serem visitados. Mais informações sobre eles você pode ler aqui. A Catedral, a Igreja do Carmo, a Igreja do Rosário, o Convento de São Francisco, a Igreja de São Gonçalo, o Theatro Carlos Gomes e a Capela de Santa Luzia possuem monitores do Projeto Visitar sempre a postos para te contar a história do monumento.

Comece o passeio pelo Palácio Anchieta que, além de oferecer uma visita guiada às suas instalações, recebe exposições temporárias de arte ao longo do ano. Fique de olho no calendário de exposições na página oficial do Palácio no Facebook.

As marcações em azul representam as sugestões de restaurantes caso você prefira comer no Centro (mas eu sugiro fortemente guardar a fome para a segunda parte do passeio, na Ilha das Caieiras). São 2 opções de vegetariano, o Verde Perene (não abre aos domingos) e o Sabor Natura (não abre aos domingos) e um com cardápio de lanches e comidinhas, o Doca 183 (não abre aos domingos).

Centro Histórico de Vitória, no Catálogo de Viagens

Centro Histórico de Vitória, no Pé na Estrada

Centro Histórico de Vitória, no Descortinando Horizontes

Se a sua visita ocorrer no sábado, talvez você vá gostar de saber que, a partir das 10h, tem início o famoso Samba da Xepa na feira livre da Rua Sete de Setembro, no Centro (leia aqui). A localização está marcada com uma estrela ali no mapa. Além dos quitutes que são servidos na feira, você vai se divertir com a animação dos sambistas e moradores.

Terminando a visita, dirija-se à estonteante Ilha das Caieiras (B), reduto das famosas desfiadeiras de siri.

Ilha das Caieiras

Aí você pode conhecer uma das paisagens mais bonitas da ilha, experimentar os pratos da gastronomia capixaba nos inúmeros restaurantes da região e terminar com um pôr-do-sol de cair o queixo.

Foto: Yuri Barichivich (CC BY-NC-ND 2.0)

Ilha das Caieiras, no Catálogo de Viagens

Prepare os chips da máquina! ;-)

Para o jantar da noite valem as mesmas recomendações do primeiro dia.

3º DIA:

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Foto: Crystian Cruz (CC BY-NC-ND 2.0)

Reserve o terceiro e último dia para conhecer Vila Velha e suas principais atrações.

Mapa atrações Vila Velha

Comece bem cedo no Convento da Penha (A), o ponto turístico mais visitado do Espírito Santo. Os católicos podem aproveitar para assistir as missas nos horários programados. Os não-católicos devem fugir desses horários se quiserem menos tumulto.

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É no Convento que você vai bombar o seu Instagram! ;-)

Convento da Penha

Foto: Blude (CC BY-NC-ND 2.0)

Daí sairá a sua foto-cartão-postal oficial da viagem. A vista de lá é de encher os olhos.

Convento da Penha, no Catálogo de Viagens

Convento da Penha, no Viagem Massa

Convento da Penha, no Pé na Estrada

Convento da Penha, no Descortinando Horizontes

Ainda no sítio histórico da Prainha, não deixe de conhecer: a) o Centro Cultural do Forte São Francisco Xavier da Barra (B), onde você também terá uma bela vista para a 3ª Ponte e a Baía de Vitória; b) o Museu Homero Massena (C), localizado na casa onde viveu um dos mais famosos artistas capixabas (só não abre aos domingos!!!); e c) a simpática Igreja do Rosário (D), a mais antiga do Estado, com início de sua construção datado de 1535.

Se a fome apertar vá ao Spetacollo da Prainha (A) ou ao tradicional Stragalar (B), que fica bem na pracinha da Igreja.

Mapa restaurantes Prainha

A tarde pode ser preenchida de acordo com o seu perfil.

Mapa regiões Vila Velha

Os praianos não terão do que reclamar. As melhores praias de Vitória ficam em… Vila Velha.

Praia da Costa

Praia da Costa (Foto: Acervo Setur-ES)

Os trechos conhecidos como Posto 9, na Praia da Costa, e Bervelly Hills (A), na divisa entre a Praia da Costa e Itapoã, costumam ser bem badalados.

Praia da Costa, no Descortinando Horizontes

As praias de Vila Velha, no Catálogo de Viagens

Crianças vão adorar a visita à Fábrica da Chocolates Garoto (B), que eu contei nesse post. Só não se esqueça de consultar o site oficial para saber se ela estará aberta no dia da sua visita.

Fábrica de Chocolates Garoto, no Descortinando Horizontes

Os que gostam de museu podem cogitar uma visita ao Museu da Vale (C). Mas, sendo bem sincero, o lugar vale mais pela vista da Baía de Vitória e pelas exposições temporárias que volta e meia aparecem por lá. A exposição permanente – que conta a história da Estrada de Ferro Vitória a Minas – agrada mais às crianças, especialmente pelo ferrorama gigante montado no terceiro andar.

Museu da Vale

Museu da Vale, no Descortinando Horizontes

Por fim, se você gosta de um passeio inusitado e fora do mainstream, não deixe de visitar a Barra do Jucu (D), às margens da Rodosol no caminho para Guarapari. O local é uma antiga vila de pescadores que, por enquanto, passou ileso à especulação imobiliária que varreu o litoral da cidade. E o motivo é um só: a vizinhança da Reserva Municipal de Jacarenema, um santuário ecológico de preservação da vegetação de restinga, às margens da foz do Rio Jucu.

Você pode visitar a Reserva atravessando a famosa Ponte da Madalena, aquela moça homenageada pela letra de um congo adaptado por Martinho da Vila.

Barra do Jucu

Foto: Acervo Barra do Jucu Culturas

E por falar em congo, a Barra do Jucu é o berço do congo em Vila Velha. Se você der sorte poderá presenciar o ensaio de algumas das bandas da região: Mestre Honório, Mestre Alcides e Tambores da Barra.

A Barra do Jucu e o congo capixaba, no Catálogo de Viagens

A Barra é também um celeiro de artistas, como você já poderá perceber nos muros de suas casas (a Melissa, do blog Descortinando Horizontes, mostra algumas delas nesse post). O mais famoso deles, Kleber Galveas, tem um ateliê que é aberto ao público.

Mapa restaurantes Jucu

Por fim, não hesite em experimentar as opções gastronômicas da Barra. Seja no Taberna da Madalena (A) ou no Espera Maré (B), a moqueca capixaba virá com uma guarnição insuperável: a vista.

OUTRAS DICAS:

1) A melhor forma de se locomover numa viagem a passeio aqui na Grande Vitória é de carro alugado. Economiza-se o dinheiro do táxi e o tempo do transporte público.

2) Para sair do aeroporto de taxi, siga as dicas que eu dei nesse post.

3) As dicas de hospedagem que eu dei nesse post continuam válidas. Devo acrescentar apenas 2 novidades: o Ibis Praia de  Camburi e o Onça da Praia Hostel, o primeiro albergue da cidade. Os 2 ficam em Jardim da Penha, mas a uma distância incrivelmente próxima da zona boêmia da Praia do Canto.

4) Com mais 1 dia na cidade, você teria 2 opções de bate-volta: 1 dia de praia no balneário mais famoso do Estado, Guarapari, ou às Montanhas Capixabas, exatamente como fez o Fred Marvila, do Sundaycooks, nesse post. Em um ou outro caso, tenho certeza que você vai querer voltar para conhecer mais a fundo as belezas do Espírito Santo.

Guarapari, no 360 Meridianos

Guarapari, no Catálogo de Viagens

Guarapari, no Pé na Estrada

Guarapari, no Descortinando Horizontes

Guarapari, no Viagem Massa

Montanhas Capixabas, no Pé na Estrada

Montanhas Capixabas, no Descortinando Horizontes

Montanhas Capixabas, no Viagem Massa

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13
jan
2014

3 dias no interior da Toscana (por Diana Carvalhinho)

Eu já contei aqui que, apesar de toda a fascinação que a Toscana e seus famosos campos floridos despertam na Renata, nós acabamos eliminando do roteiro da nossa primeira viagem à Europa um passeio pelo seu interior. A gente se limitou a conhecer e explorar Florença, sua capital.

Nós só não contávamos em sentir remorso tão rápido. Bastou a Diana, uma amiga minha, começar a postar fotos da sua viagem à Europa – e, principalmente, ao interior da Toscana – em seu Instagram (@dianacarvalhinho) para a gente chorar o leite derramado. E isso aconteceu exatamente 1 mês depois do nosso retorno.

Desde então eu vesti a camisa do chato-inconveniente para pedir incessantemente à Diana que relatasse a viagem dela ao interior da Toscana. E ela gentilmente atendeu o meu pedido com o relato que vocês lerão agora.

Mas cuidado! As fotos da Diana podem causar efeito colateral: um desejo irrepreensível de viajar já pra a Toscana. ;-)

(Obs: minha tarefa agora é convencer a Diana a contribuir com mais posts aqui pro Rotas. Agradeço a quem puder ajudar! :-D)

À Toscana, com a Diana

Toscana

Tem (muito) tempo que prometi ao Tiago que, quando ele estivesse em meio a essa outra viagem, das mais interessantes da vida, pelo mundo da paternidade, eu tentaria dar a minha pequena contribuição para o Rotas – blog que tantas vezes consultei e tantas vezes me ajudou! Mas é melhor esclarecer que não tenho as informações nem o talento do pai deste espaço…

Em maio de 2012, viajei com meu marido e um casal de amigos pela Itália e nós 4 fizemos um roteiro “parecido e diferente” do roteiro do Tiago e da Renata.

Parecido porque passamos por muitos locais em comum e diferente porque, apesar de sabermos, de antemão, que essa opção implicaria sacrifício inevitável de tempo nas outras cidades, nós decidimos incluir uma passagem pelos campos da Toscana, mais precisamente, 3 dias por lá (sem computar aí os dias que passamos na “capital da Toscana”, Florença, cidade que não será mencionada nesse post, mas foi muito bem explorada e comentada pelo Tiago anteriormente aqui).

Bom, se me perguntassem: você gostaria de passar mais do que apenas 3 dias passeando pelos campos da Toscana? Eu responderia: com certeza!

Acredito que, dependendo dos interesses do casal, a Toscana pode ser, por si só, um destino de viagem, especialmente uma lua de mel, em ritmo de slow travel.

Mas acredito também que, para quem não tem tantas oportunidades de ir “ali” na Itália e quer muito ter uma visão dessa região, como era o nosso caso, esse roteiro é, sim, uma alternativa viável.

Até porque, a não ser que você seja um apreciador de gastronomia e de vinhos, as cidades se repetem um pouco no estilo, de maneira que, apesar de essa viagem não ter sido suficiente para riscar a Toscana da minha lista de destinos desejados no futuro, também não me deixou com a sensação ruim de ter sido depressa demais.

Agora, aos fatos.

No primeiro dia, deixamos Roma de manhã cedo e seguimos para Siena, são 244 km que as separam, o que dá aproximadamente 2h 30min de carro.

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Assim que entramos na cidade murada (depois de deixar o carro no estacionamento na entrada), nós nos encantamos!

Siena - Palazzo Pubblico e Torre

Começamos com um almoço demorado e delicioso no restaurante La Taverna del Capitano (Via del Capitano, 6/8, Tel: 0577.288.094), todo decorado com fotos da belíssima festa do Pálio de Siena (mais um motivo para voltar à cidade, inclusive), onde comemos massas maravilhosas e experimentamos o vinho da casa, que, pelo menos para o nosso paladar amador, pareceu excelente também!

Não pedimos a sobremesa, porque queríamos experimentar um gelato e, como não tínhamos dica específica, escolhemos aleatoriamente uma gelateria numa viela que dava para a Piazza del Campo… E não nos decepcionamos! Aliás, acho que dificilmente um gelato italiano nos decepcionaria, não é mesmo?

Muitas pessoas tomavam sol deitadas na praça e nós não duvidamos: nos jogamos ali no meio, gelato em mãos, e no coração a sensação de que momentos como esse fazem a vida ser maravilhosa! :-)

Meu marido foi o único que encarou os 500 degraus da Torre del Mangia, anexa ao Palazzo Pubblico, e nos trouxe de volta relatos de uma escada meio torta e meio perigosa, mas fotos muito bonitas para compensar:

Siena - Cidade Vista da Torre

Siena - Duomo Visto da Torre

Conhecemos também o Duomo de Siena, que é lindo por fora e por dentro, vale a pena reparar em cada detalhe, do seu piso, do seu teto, das suas paredes listradas.

Duomo

À noite, jantamos no restaurante Osteria Enoteca Sotto le Fonti (Via Esterna di Fontebranda, 118, Tel: 0577.226.446) e eu recomendo demais a nossa entrada: uma tábua de queijos servida com geléias e uma pêra assada maravilhosa.

Siena - Jantar

Os pratos estavam divinos e o ambiente era muito simples e agradável, a cara da Toscana.

No dia seguinte, nós seguimos o roteiro que o Ricardo Freire, nosso papa do Viaje na Viagem, sugeriu nesse post aqui. Porém, ao contrário dele, nós começamos por Montalcino, onde, claro, compramos o famoso vinho Brunello para provar. É possível percorrer a pé, com facilidade, Montalcino, conhecer seu centro histórico de pedras e a praça da Igreja.

Montepulciano

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De lá, seguimos para Pienza, que é um encanto também.

Almoçamos no restaurante La Terraza del Chiostro (Via del Balzello, Travessa di C. so Il Rossellino, Tel: 0578.784.183), onde, além da comida, apreciamos a vista espetacular.

Pienza - Almoço

Pienza - Vista do Restaurante

Passeamos por Pienza, pelas lojas de produtos gourmet, e lógico que levamos alguns produtos para acompanhar o Brunello de Montalcino.

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No caminho para Montepulciano, seguindo algumas placas na estrada, paramos em um ponto que proporcionava uma vista linda de Pienza:

Pienza

Pienza

Por último, Montepulciano

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Estávamos com as malas dentro do carro, porque de Montepulciano seguimos direto para San Gimignano, a mais ou menos 100km de distância, cerca de 1h30min de carro.

Montepulciano

Montepulciano

Por sinal, recomendo muito a quem for se hospedar por ali o Hotel Sovestro, estilo hotel fazenda. Além da hospedagem em si, as duas refeições que fizemos nele – o jantar na noite da nossa chegada e o café da manhã no dia seguinte – foram excelentes!

Deixamos para conhecer San Gimignano no outro dia, e então partimos, mais uma vez com as malas dentro do carro. É um lugar pitoresco, mas pequeno, então acho que não se justifica parar por ali mais do que 1 dia, a não ser, repito, quem estiver com tempo de sobra… O bom de pernoitar por ali, como nós fizemos, é poder acordar cedo e encontrar San Gimignano ainda vazia, pois a maioria das pessoas vem de Florença em excursões e chega na cidade mais tarde.

San Gimignano

San Gimignano

Na Piazza della Cisterna fica a sorveteria conhecida pelo prêmio de “melhor sorvete do mundo”, chamada Gellateria di Piazza. Normalmente existe uma fila em frente, então é fácil reconhecer. Existe, na mesma praça, outra gelateria que não deixa nada a desejar (naturalmente experimentamos as duas), infelizmente eu esqueci o nome, mas é muito simples de achar.

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San Gimignano tem muitas lojas de queijos, frios, azeites, vinhos e frutas secas e, de fato, é uma pena não podermos comprar tudo para trazer para casa! Quase carreguei comigo um aparelho inteiro de jantar pelo qual me apaixonei em uma loja de cerâmicas pintadas a mão…

San Gimignano

Almoçamos no restaurante La Mangiatoia (Via Mainardi, 05, Tel: 0577.941.528), que corresponde a todos os comentários positivos a seu respeito no Trip Advisor. No banheiro, os visitantes encontram uma canetinha para deixar seus recadinhos no azulejo e nós marcamos a nossa presença:

San Gimignano - La Mangiatoia

Na saída, a dica é contornar a cidade “por fora do muro”, para apreciar a paisagem.

De lá seguimos para Florença.

No caminho, fizemos uma parada rápida, mas para mim dispensável, em Pisa… As 3 construções, a Torre, o Batistério e o Duomo são belíssimas, as fotos são bem legais e é engraçado ver tantas pessoas tentando se posicionar perfeitamente para “empurrar” ou “chutar” a Torre torta, mas o entorno é feio, cheio de camelôs e ambulantes, e eu realmente não retornaria.

Pisa

Eu tinha lido na internet que para subir na Torre de Pisa é preciso comprar ingresso antecipadamente, mas que não compensava, porque daí não se vê o que existe de mais interessante na paisagem, que é ela própria, então não subimos.

Se fosse alterar alguma coisa, mas ainda dentro dessa idéia de uma simples passagem pela Toscana, eu não pararia em Pisa, mas sim em Lucca, que dizem ser uma cidade linda, em que o costume dos turistas é alugar uma bicicleta para andar por cima dos seus muros.

Eu não sei andar de bicicleta direito, então talvez tenha sido melhor, rs…

Tiago, obrigada pela oportunidade, espero ter ajudado alguém por aí em uma ou outra dica!

Diana, eu que agradeço a sua contribuição. E coloco o Rotas novamente à disposição para você compartilhar as suas dicas!

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