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21
jan
2015

5 sugestões de bate-volta redondinhos a partir de Vitória

Pedra Azul

Pedra Azul

Do mar à montanha em 40 minutos”. Um dos motes da propaganda oficial do Governo do Estado do Espírito Santo faz realmente todo o sentido. Em um estado de distâncias tão curtas e cheio de diversidades geográficas e culturais, é muito fácil rechear a sua viagem com passeios super diferentes um do outro. Você pode tomar um banho de mar pela manhã e experimentar o melhor da culinária italiana nas montanhas capixabas à tarde, curtindo um clima bem mais agradável. Ou então, conhecer o legado da nossa colonização à beira-mar e, ainda, fazer um passeio de escuna pelas águas de um rio e visitar uma reserva indígena em Aracruz.

Para facilitar a sua vida, nesse post eu vou dar 5 sugestões de bate-volta redondinhos a partir de Vitória. Todos estão a 1 hora (no máximo!!!) de viagem da capital. Tem praia, tem montanha, tem passeio cultural e gastronômico. Basta que você escolha aquele que mais se identifica com o seu perfil de viajante.

Confira dicas de hospedagem em Vitória aqui

1) Guarapari: praia e moqueca

Foto: Fabian.kron (CC BY-ND 2.0)

Guarapari – Foto: Fabian.kron (CC BY-ND 2.0)

O balneário mais famoso do Estado está a apenas 40 minutos de distância da capital. São mais de 30 praias para você escolher passar o dia. Dependendo do seu perfil, as mais famosas são: a) Setiba e Castanheiras, para crianças (esta última também atrai pessoas mais idosas); b) Areia Preta e Bacutia, para os mais jovens; e c) Meaípe e Peracanga, para famílias.

Esse super-post do 360 Meridianos traz mais detalhes sobre as praias de Guarapari.

Foto: Bruno Depizzol (CC BY-ND 2.0)

Meaípe – Foto: Bruno Depizzol (CC BY-ND 2.0)

Em Meaípe você ainda pode esticar o dia experimentando a famosa culinária capixaba nos restaurantes da região. O mais famoso é o Curuca. Eu, no entanto, recomendo fortemente o Gaeta.

Mas se você não quiser gastar uma centena de reais numa moqueca para 2 pessoas, aposte no bolinho de aipim da Zezé que, pelo tamanho, substitui facilmente uma refeição. Ele fica numa barraca entre o Curuca e a praia.

Restaurante Curuca - Foto: Aline (CC BY-NC 2.0)

Restaurante Curuca – Foto: Aline (CC BY-NC 2.0)

Se você gosta de trilha e natureza, uma visita ao Parque Estadual Paulo César Vinha – como fez a Liliana, do Catálogo de Viagens (leia aqui) – também é uma opção. O acesso é pela Rodovia do Sol, com sinalização antes da chegada ao município.

Parque Paulo César Vinha - Foto: Liliana Stahr, Catálogo de Viagens

Parque Paulo César Vinha – Foto: Liliana Stahr, Catálogo de Viagens

Para ir até Guarapari, você tem 2 opções: a ES 060 (mais conhecida como Rodovia do Sol) e a BR 101. Por ser inteiramente duplicada e estar praticamente à beira-mar, eu recomendo a ida pela Rodosol (que é administrada por uma concessionária e tem pedágio no valor de R$7,20).

2) Domingos Martins e Pedra Azul: no rastro da imigração européia

Pedra Azul

Parque Estadual da Pedra Azul

Para quem quer dar uma pausa no banho de mar, a dobradinha Domingos Martins X Pedra Azul é uma ótima pedida. Você vai conhecer as belezas naturais da região e experimentar o vigor do agroturismo legado pelos imigrantes italianos e alemães que se instalaram por aí no início do século XX.

Sugiro que você faça exatamente como o Fred Marvila, do SundayCooks, fez e relatou nesse post. Siga reto pela BR 262 (tenha muita paciência porque a rodovia não é duplicada e há tráfego intenso de caminhões) até a entrada da famosa Rota do Lagarto, onde você acessa o Parque Estadual da Pedra Azul. Surpreenda-se com os encantos dessa rota, que eu considero um dos trechos rodoviários mais bonitos do Brasil.

Rota do Lagarto

Rota do Lagarto

Aí você tem várias opções de passeio: as trilhas do Parque, o passeio a cavalo do Fjordland e, a depender da época, a colheita de morangos orgânicos.

Cavalgada ecológica

Cavalgada ecológica no Fjordland

Para almoçar, o Don Lorenzoni Due ou o Alecrim são os que eu mais recomendo. Se quiser apenas um café ou um lanche, a Cafeteria Heimen, dentro do Fjordland, ou a Marietta Delicatessen são as suas melhores opções.

Mas isso não é tudo. Você ainda tem várias opções de passeio nas proximidades. Tem as propriedades do agroturismo de Venda Nova que eu listei aqui, tem orquidários (como o Caliman), tem o arvorismo e, um pouquinho mais longe, o Zoológico de Marechal Floriano, que você pode visitar na ida para Domingos Martins.

O Socol da Família Lorenção

O Socol da Família Lorenção

Termine o dia visitando o centrinho de Domingos Martins, cidade fundada por imigrantes alemães. A cidade é bem pequenina e, do ponto de vista do turista, tudo o que interessa estará nos arredores da Praça Dr. Arthur Gherardt e da Rua do Lazer, onde você encontra várias opções de bares e restaurantes.

Foto: Nicoli Barea (CC BY-NC-SA 2.0)

Domingos Martins – Foto: Nicoli Barea (CC BY-NC-SA 2.0)

Confira todos os nossos posts sobre Domingos Martins e Pedra Azul aqui.

3) Santa Teresa: a doce terra dos colibris

Santa Teresa

Colibri no Museu Mello Leitão

Eu já dei vários motivos aqui no Rotas para você incluir Santa Teresa no seu planejamento de viagem ao Espírito Santo. E a principal razão para isso é que a cidade está a 40 minutos de Vitória, com acesso pela BR 101 Norte, no município de Fundão, proporcionando aquele que eu considero o melhor bate-volta dessa lista (mas é uma questão de gosto pessoal, claro!).

Santa Teresa

Santa Teresa

Santa Teresa é a cidade-natal de Augusto Ruschi, naturalista brasileiro mundialmente conhecido por seus estudos e luta pela preservação da mata atlântica. Nela se encontra a maior concentração de beija-flores do mundo. É um espetáculo que você pode ver ao vivo e a cores no Museu Professor Mello Leitão, bem no centro da cidade, onde você deve começar o seu passeio.

Dali, dependendo da hora, você pode almoçar no requintado Café Haus (mesma rua do museu) ou no despojado Fabrício Bar e Restaurante, que fica bem no meio da famosa Rua do Lazer, a mais fotogênica da cidade.

Santa Teresa

Rua do Lazer

Reserve a sobremesa para o Trentino Café, que fica bem em frente à Praça Augusto Ruschi, outra atração da cidade. De lá, você pode percorrer o Circuito Caravaggio e explorar as atrações que se vê ao longo do caminho, como a Casa Lambert, a Cantina Matiello, a Vinícola Tomazelli, a Casa dos Espumantes e, ao final, o mirante da Rampa de Vôo Livre (os mais aventureiros podem arriscar um vôo). Leia mais sobre eles aqui.

Santa Teresa

Rampa do Vôo Livre, Circuito Caravaggio

Na volta para Vitória, não se esqueça de fazer uma paradinha na fábrica de biscoitos Claid’s, que fica bem na saída da cidade, para experimentar e levar pra casa os seus famosos biscoitos caseiros.

Confira todas as nossas dicas sobre Santa Teresa aqui

4) Manguinhos e Nova Almeida: delícias do litoral norte

Eu sei que a maioria dos turistas que vem para o Espírito Santo costuma voltar sua atenção para o litoral sul do Estado em razão da fama de Guarapari. Mas vai por mim. O litoral norte pode ser igualmente interessante no quesito praia.

Foto: Divulgação (www.manguinhos.org.br)

Praia de Manguinhos – Foto: Divulgação (www.manguinhos.org.br)

Na Serra, por exemplo, município que fica ao lado de Vitória, o balneário de Manguinhos é uma agradável surpresa. O mar de águas calmas e o ambiente bucólico da antiga vila de pescadores são ótimos para quem gosta de um lugar mais tranqüilo (mas não espere mar azul!).

Na praça principal almoce no famoso Geraldo, um dos mais tradicionais restaurantes de comida capixaba.

De lá, siga na direção norte pela ES 010 até Jacaraípe para conhecer a inusitada Casa de Pedra, do artista Neusso. A casa – cuja aparência mexe com a imaginação dos visitantes – foi inteiramente construída pelo artista com material não-convencional e hoje funciona como ateliê e galeria de arte.

Casa de Pedra, Jacaraípe

Casa de Pedra, Jacaraípe

Continue a viagem até Nova Almeida, ainda na Serra. Siga as placas que indicam a Igreja dos Reis Magos para conhecer uma das igrejas mais antigas do Brasil. Deslumbre-se com o cenário e com a paisagem que se descortina do alto da falésia. Este é um dos meus recantos favoritos aqui no Estado.

Igreja Reis Magos

Igreja dos Reis Magos – Foto: Gabriela Valente

Na volta, não deixe de experimentar os quitutes mais famosos do local: o quindim do Sr. Wilson (Cantinho’s Bar) e o picolé ituzinho da Sorveteria Domingos (leia mais aqui).

5) Aracruz: circuito das águas

Foto: Adriano Lima (CC BY-NC-SA 2.0)

Santa Cruz – Foto: Adriano Lima (CC BY-NC-SA 2.0)

Ainda no litoral norte, Aracruz é um segredo a ser revelado para o turismo nacional. A 1 hora de viagem da capital Vitória pela Rodovia ES 010 (que já garante visuais incríveis à beira-mar), a cidade tem um litoral belíssimo, ainda pouco conhecido por quem é de fora.

Santa Cruz

Rio Piraqueaçú – Foto: Adriano Lima (CC BY-NC-SA 2.0)

Num bate-volta, eu sugiro você fazer como a Liliana, do Catálogo de Viagens (leia aqui). Siga até Santa Cruz e comece fazendo o passeio de escuna pelo Rio Piraqueaçu para apreciar as paisagens intocadas de um dos maiores manguezais da América Latina. Ligue para confirmar as saídas: 27 3250 1941 (Escuna Princesinha do Mar).

Foto: Daniel Filgueiras (CC BY-NC-SA 2.0)

Mangue – Foto: Daniel Filgueiras (CC BY-NC-SA 2.0)

Ao final do passeio, experimente a moqueca do Restaurante Mocambo, que fica anexo ao deck de embarque e desembarque da escuna. Aproveite ainda para conhecer a Igrejinha de Santa Cruz e a Casa de Câmara e Cadeia, ambas construídas no período imperial e tombadas pelo patrimônio histórico estadual.

Foto: Gabriela Valente

Vista da aldeia temática – Foto: Gabriela Valente

De lá, você pode visitar uma das 9 reservas indígenas existentes no município de Aracruz, o único no Estado que possui índios aldeados. A mais próxima é a Aldeia Piraqueaçú, que fica na primeira entrada à esquerda após a ponte que cruza o rio de mesmo nome. A tribo é de origem guarani e produz um variado artesanato indígena, como chocalhos, pau de chuva, brincos etc.

Bem perto dali encontra-se a aldeia temática, uma espécie de aldeia cenográfica que reproduz as antigas habitações indígenas. As crianças adoram.

Coqueiral de Aracruz - Foto: Rodrigo Borçato (CC BY-NC 2.0)

Coqueiral de Aracruz – Foto: Rodrigo Borçato (CC BY-NC 2.0)

Ao final da tarde, assistir ao pôr-do-sol em meio aos coqueirais da praia de Coqueiral antes de voltar pra Vitória pode ser uma boa idéia.

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19
jan
2015

Concerto para bebês no Oceanário de Lisboa: música e emoção no fundo do mar.

Concerto para Bebês

Eu poderia vir aqui falar maravilhas sobre o Oceanário de Lisboa. O Oceanário é daquelas atrações incríveis que poderia, ele mesmo, fazer valer a sua viagem a Lisboa. Eu só não farei isso porque alguém, com muito mais propriedade e conhecimento do assunto, já o fez num post belíssimo sobre o lugar. Pra mim, esse post da querida Lucia Malla é o que melhor retrata a emoção da visita ao Oceanário e é por isso que só me resta recomendar fortemente a leitura dele para quem deseja conhecê-lo.

Na verdade, o meu propósito aqui é falar “maravilhas” de uma atração especial do Oceanário que tornou ainda mais encantadora a nossa viagem à Portugal: o Concerto para bebês.

Concerto para Bebês

O Concerto é uma espécie de teatro musical especialmente voltado para crianças de até 3 anos. Ele acontece no tanque central do Oceanário, tendo como pano de fundo a vida marinha que por ali passeia.

O cenário é mais ou menos esse:

Concerto para Bebês

Como você vê, tubarões, arraias e “n” tipos de peixes ficam transitando livremente pelo aquário, enquanto você assiste à apresentação do concerto. O balanço e o movimento dos animais parece tão sincronizado e harmônico com o som da sala que é como se eles dançassem conforme a música.

Do lado de cá da parede é montada uma sala sensorial com almofadas, brinquedos, bichos de pelúcia e instrumentos musicais que ficam à disposição dos bebês. Comandando a apresentação, um grupo de 4 músicos toca, canta e dança por aproximadamente 45 minutos em uma constante interação com os pequenos.

Concerto para Bebês

As músicas são tocadas com violão, flauta e instrumentos de percussão, o que torna a sonoridade mais delicada aos ouvidos dos bebês. E as letras – facilmente aprendidas – trazem sempre alguma conexão com o mar ou a água, por motivos óbvios.

Concerto para Bebês

Essa música da Chuva, por exemplo, até hoje rola por aqui na boca da nossa pequena:

Para nós, pais, a coisa toda é de uma emoção sem tamanho. Aliar música, dança e natureza de uma forma tão lúdica é tudo o que nós queremos oferecer para nossos bebês. E quando isso acontece num cenário tão mágico como o fundo do mar fica difícil esquecer!

Eu confesso que, até hoje, não sei do que mais gostei nessa experiência: se do cenário de tubarões, arraias e peixes; se das músicas; se da interação dos bebês durante a apresentação; ou se de tudo isso combinado.

Concerto para Bebês

Para você que tem interesse em participar desse programa do Oceanário, aqui vão algumas informações úteis.

O Concerto acontece apenas aos sábados. Ele tem início às 09:00, uma hora antes da abertura oficial do Oceanário. Como a apresentação dura aproximadamente 45 minutos, você terá 15 minutos de antecedência sobre os demais visitantes para conhecer o restante do Oceanário, o que lhe garante um tráfego bem mais tranquilo pelos corredores.

O ingresso custa 25,00 euros e dá direito à entrada do bebê e de 2 acompanhantes. Como eu falei, ao final da apresentação, você pode prosseguir a visita por toda a exposição permanente do Oceanário (só a visita às exposições temporárias é que não está incluída). Em comparação, o preço do ingresso para a família acaba sendo mais vantajoso do que o da bilheteria normal, que custa 14 euros por pessoa.

É preciso fazer reserva com antecedência porque o número de participantes no concerto é limitado (pelo telefone 218 917 000 ou pelo email reservas@oceanario.pt). O único inconveniente de tudo isso é que, de acordo com as informações oficiais fornecidas pelo site do Oceanário nesse link, o pagamento deve ser feito de forma antecipada, em até 1 semana da realização do evento. Isso dificulta bastante as coisas para quem não reside em Portugal. (alô, direção do Oceanário!)

Concerto para Bebês

Como eu contornei esse obstáculo? Bom, eu confesso que isso me deixou bastante apreensivo durante a viagem. Mandei vários emails para o Oceanário explicando que eu era um turista estrangeiro e tal e perguntando sobre a possibilidade de pagamento na hora. A resposta sempre foi negativa. O máximo que eu consegui foi um autorização para realizar o pagamento no dia em que eu chegasse em Lisboa, a dois dias do evento. Eu tentei fazer isso, mas nas redondezas de onde eu estava não havia nem uma mísera agência do tal banco Millennium BCP, onde o Oceanário tem conta.

Daí que eu resolvi arriscar. Compareci ao dia agendado sem ter feito o pagamento antecipado. E qual não foi a minha surpresa ao verificar com o funcionário que me atendeu que o pagamento na hora era prática comum entre eles!!! Basta que você se identifique para que, ao final, um atendente te leve até a bilheteria principal para realizar o pagamento. Simples assim.

Enfim, apesar de não haver uma sinalização oficial do Oceanário neste sentido, acho que, para quem não tem alternativa, vale a pena arriscar a ida ao Concerto sem o pagamento antecipado.

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15
jan
2015

#VitóriacomCrianças: o Projeto Tamar

Você já deve ter percebido que a coisa aqui tá praticamente abandonada. :( Não é falta de assunto, não. A lista de posts a serem escritos não pára de crescer. É falta de tempo mesmo. Nunca foi tão difícil conciliar o papel de pai, trabalhador, blogueiro e à-toa como agora!

Eu sei que tô devendo posts sobre Trancoso (Meu Deus!!! Eu ainda não terminei essa série!!!!) e sobre a nossa última viagem à Europa. Mas, por ora, a retomada do ofício vai ser para falar do que o Rotas verdadeiramente sabe falar: o Espírito Santo. Mais particularmente, sobre a capital, Vitória. Eu não poderia deixar passar mais um verão de dias ensolarados e perder a oportunidade de dar aqui uma sugestão de passeio bem legal para quem tem filhos: o Projeto Tamar de Vitória.

Projeto Tamar

A dica já não é tão nova assim. O Centro de Visitantes do Projeto Tamar de Vitória foi inaugurado em novembro de 2012. Mas a verdade é que pouca gente se deu conta disso (talvez pela falta de divulgação).

Projeto Tamar

Eu quero chamar a atenção para ela porque a visita é tão mão-na-roda e tão recheada de atrativos que entra fácil-fácil na lista de atrações imperdíveis para crianças na ilha.

Projeto Tamar

A base foi instalada na Ilha do Papagaio, anexa à Praça do Papa, região central da cidade. Segundo informações de um funcionário que trabalha por lá, a ideia é que esta seja uma das maiores bases do Projeto em todo o Brasil devido ao grande fluxo de pessoas. Mas o crescimento será progressivo e auto-sustentado. Por isso, o centro estará em constante ampliação.

Projeto Tamar

Na primeira visita que fiz, logo na abertura, havia apenas 2 tanques de tartaruga e nem lojinha existia. Hoje, além da lojinha (inaugurada em maio de 2014), os tanques receberam uma cobertura para maior conforto dos visitantes, mais 1 tanque foi aberto e a construção de mais 2 outros já foi sinalizada (espera-se que eles sejam inaugurados até o final do ano).

Projeto Tamar

Projeto Tamar

Projeto Tamar

A entrada custa R$6,00 (inteira) e R$3,00 (meia). Crianças até 5 anos não pagam. Ao longo do dia ocorrem visitadas guiadas por monitores que falam sobre a conservação das tartarugas marinhas no Brasil, a biologia das espécies, e sobre os principais locais de desova das tartarugas no Espírito Santo.

Mas, sem dúvida alguma, o mais legal para os pimpolhos é a alimentação assistida e a soltura de tartarugas.

Projeto Tamar

A primeira é uma iniciativa especial para as férias de janeiro e acontece todos os dias às 16:00. As crianças ajudam os monitores a alimentar as tartarugas nos tanques.

Já a soltura é uma ação permanente (o objetivo maior do Projeto é o de reinserção das tartarugas em seu habitat), mas depende de confirmação. Nela, um monitor convida os visitantes e assistir ao momento em que a tartaruga é devolvida ao mar.

Projeto Tamar

Aproveitando a beleza da paisagem ao redor, o Centro de Visitantes conta também com um mirante de onde se tem essa vista da baía de Vitória:

Baía de Vitória

Baía de Vitória

Aliás, o entorno do Tamar é o que o torna uma mão-na-roda para passear com as crianças. Você pode aliar a visita ao Projeto com um almoço em um dos 2 restaurantes da Praça do Papa (o Papaguth – mais caro – ou o Pilão) ou no vizinho Hortomercado, fazer uma visitinha ao memorial da Praça do Papa (e saber o porquê do nome), caminhando no seu calçadão com vista privilegiada para o Convento da Penha e, ainda, passar algum tempo com as crianças no playground à beira-mar na prainha que fica bem em frente à Praça.

Projeto Tamar

Projeto Tamar

Projeto Tamar

Em breve, as atrações desse roteiro ganharão a honrosa companhia do Cais das Artes que, quando inaugurado, será o maior museu da cidade. A gente só precisa de muita reza e oração pra que essa obra seja finalmente concluída! ;-)

Informações úteis:

Endereço: Av. Nossa Senhora dos Navegantes, nº 700A
Telefone: (27) 3225-3787
E-mail: tamarvitoria@tamar.org.br
Horário de funcionamento: terça a domingo, das 8:30 às 17:00 horas.

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10
dez
2014

Parc Zoologique de Paris: um programa animal

zoo parc de paris

Quem tem filhos pequenos sabe que animais – seja ele de que espécie for – são uma atração turística em qualquer lugar do mundo. Não há Torre Eiffel nenhuma que resista a um simples “au au” no trajeto do passeio. E a concorrência fica cada vez mais desleal dependendo de quão exótico o bicho é.

Por isso, a gente faz questão de incluir em nosso roteiro uma visita a espaços de contemplação da fauna, como museus, zoológicos e aquários. E em Paris isso não poderia ser diferente. A visita ao Zoológico de Paris se tornou uma das prioridades na nossa programação desde que eu soube de sua reabertura após 4 anos de reforma e ampliação.

zoo parc de paris

Era a chance de apresentarmos à Maria girafas, rinocerontes, zebras, leões e outros “bichinhos” mais de verdade! ;-)

O Zoo de Paris apresenta espécies típicas de 5 ecossistemas, a saber: Patagônia; Savana Sahel-Sudão; Europa; Guiana; e Madagascar. Seguindo o roteiro sugerido no mapa do parque, a gente vê os bichos de cada um desses ambientes na ordem acima.

Mapa zoo

Da Patagônia vieram 7 espécies, com destaque para os leões marinhos e pingüins:

zoo parc de paris

A savana africana ocupa a maior área do parque, com 44 espécies. Ali o imaginário animal da Maria definitivamente ganhou vida com rinoceronte, leões, zebras, avestruzes, babuínos e, claro, girafas… muitas girafas.

zoo parc de paris

zoo parc de paris

Em seguida, na parte de trás do grande rochedo que é a marca registrada do zôo, a biodiversidade da Europa se faz representar em 28 espécies, das quais eu destaco os lobos, as águias e as cobras.

zoo parc de paris

Mais adiante tem início a exuberância das florestas equatorial (Guiana) e tropical (Madagascar). Os dois ecossistemas se unem numa grande estufa que reproduz o clima quente e úmido. Lá dentro a gente encontra peixe-boi, répteis e aves de todo o tipo.

zoo parc de paris

zoo parc de paris

Em termos de conveniência, o zoológico oferece 2 restaurantes (Le Siam e Zarafa), 4 pontos “gourmand” para lanches, 2 áreas para piquenique e 1 lojinha. Além disso, há banheiros espalhados por todo o parque. Eu só lamento que, num local de grande circulação de bebês/crianças, não haja banheiros reservados para os menores. Pelo menos, no dia em que fomos, nem trocador havia. #fail

zoo parc de paris

Chegar ao zoológico é super fácil. É só pegar a linha 8 do metrô de Paris em direção a Créteil / Pointre du Lac e descer na estação Porte Dorée. De lá até a entrada do parque são 10 minutos de caminhada.

No caminho da estação até o zôo fica o Aquário Tropical de Paris, que a Adélia, do Paris dês Petits, diz ser uma alternativa mais barata ao Aquário do Trocadero. Eu até pensei em ir lá se desse tempo. Mas o passeio ao zôo acabou nos tomando o dia inteiro.

zoo parc de paris

A entrada custa 22 euros por pessoa. Crianças até 3 anos não pagam. No site oficial do zoológico há opção de compra do bilhete pela Internet e sem necessidade de especificar o dia da visita (para saber mais clique aqui). Eu, porém, não testei essa ferramenta e comprei o ingresso na hora.

Informações úteis:

Horário de Funcionamento: todos os dias; de 20 de outubro a 27 de março, das 10h às 17h; de 28 de março a 19 de outubro, das 10h às 18h durante a semana e 09h às 19h30 nos finais de semana, feriados e férias escolares.

Endereço: 53 avenue de Saint-Maurice | 12ème arrondissement

Metrô Porte Dorée (linha 8)

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13
nov
2014

Paris com bebê: (nosso) roteiro de 4 dias

Eu já falei aqui como a nossa forma de viajar mudou após a chegada da Maria. Entre tantas mudanças, talvez a maior delas tenha sido no ritmo da viagem. Aqueles dias intermináveis e recheado de atrações deram espaço a um roteiro bem mais enxuto e com o mínimo de deslocamento possível. Como eu costumo dizer, a gente desacelerou para respeitar as necessidades e o tempo da Maria.

É por isso que Paris, desde o início, se tornou um destino certo para mim e para a Renata. Eu sei que ninguém precisa de desculpa para voltar a Paris. Mas, no nosso caso, voltar para uma cidade que a gente já conhecia seria a forma mais fácil de desacelerar nas férias. Nós não precisaríamos visitar aqueles lerês tradicionais que, quase sempre, tomam um tempo precioso com filas. E, ao mesmo tempo, a gente poderia focar em atrações voltadas para a Maria sem peso na consciência por estar “perdendo” alguma coisa.

Digamos que a Paris dos casais apaixonados deu lugar à Paris dos bebês. =)

Museu Nacional de História Natural Paris

Ao todo nós ficamos 5 noites em Paris, o que nos garantia 4 dias inteiros na cidade. Para esses 4 dias eu tracei um roteiro bem simples, com foco numa única atração “obrigatória”. Ao lado dela, eu acrescentei outros pontos de interesse secundários que poderiam ser visitados a depender da nossa disposição e, principalmente, do estado de espírito da Maria.

De certa forma, esse roteiro simplório nos permitiu não inflar as expectativas com a viagem. A gente já imaginava que não seria possível visitar vários lugares ao longo do dia. Por isso focar em uma única atração por dia foi a forma que eu encontrei para dar aquela sensação de dever cumprido. Tudo o que viesse além disso seria “lucro” do ponto de vista turístico.

Pois bem. A escolha das atrações principais dos nossos dias em Paris foi muito facilitada pela ajuda silenciosa de 3 blogueiros: a Sut-Mie, do Viajando com Pimpolhos; a Adélia, do Paris des Petits; e o Luciano, do Malas e Panelas. Eu li tudo o que eles já escreveram sobre a cidade e acabei traçando o roteiro com base em suas dicas e recomendações.

Nesse post eu mostro o resultado final do meu planejamento. E para que você possa aprimorá-lo ainda mais em sua viagem, farei algumas considerações pós-viagem.

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1º dia – Foco: Torre Eiffel

Torre Eiffel

É claro que nós não poderíamos deixar de apresentar à Maria o maior símbolo de Paris: a Torre Eiffel. Por isso, eu a coloquei como foco do nosso primeiro dia na cidade. Mas, por motivos óbvios, a gente dispensou a subida. O que verdadeiramente importava era tirar foto com a Torre. ;-)

Lá na Torre a gente fez o que todo mundo faz. Nós descemos pelo Jardins do Trocadero até chegar aos seus pés numa verdadeira sessão fotográfica. Além disso, nesse “pacote Torre Eiffel”, eu também inclui o Carrossel e o Aquário de Paris, que fica próximo ao Trocadero. Mas a gente acabou desistindo desse último pelo preço (a entrada custava 20,50 euros por pessoa) e pela “concorrência” do Oceanário de Lisboa.

Como atrações secundárias (aquelas cuja visita não era obrigatória) eu selecionei: o Museu Rodin, o Museu D’Orsay, o L’Orangerie, a Berges de la Seine e o playground da Place de La Concorde. Nós até chegamos a ir ao L’Orangerie para revisitar as Ninféias e apresentá-las à Maria, mas a fila estava grande demais para o pouco tempo que nos restava (dessa vez, comprar o Paris Museum Pass não era financeiramente vantajoso, de modo que nós não poderíamos “furar a fila” do ingresso). Por isso, a gente acabou só caminhando pelo Jardim dês Tuilleres.

2º dia – Foco: Parc de la Villette / Cite dês Enfants

Parc de La Villette

Para o segundo dia, eu estabeleci como foco o Parc de la Villette por causa desse post da Dé. O parque é um verdadeiro complexo de entretenimento para crianças. Lá dentro você encontra um pequeno parque de diversões com carrossel, passeio de barco, a Cite dês Enfants – um museu inteiramente dedicado às crianças– e o Lês Vents et Lês Dunes –, um playground enorme dividido em áreas de acordo com a faixa etária. Mas, definitivamente, aquele não era o nosso dia de sorte. Primeiropor que a entrada ao Cite dês Enfants só é permitida para crianças a partir de 2 anos de idade. E segundo porque a fila para o Lês Vents et Lês Dunes estava desanimadora (era um sábado e o parque estava lotado!). No final das contas, a visita não acabou sendo muito proveitosa.

Como atrações secundárias eu selecionei o Museu George Pompidou. Aqui eu devo alertar que qualquer “atração secundária” poderia ser escolhida, já que o Parc de la Villette fica meio longe, exigindo deslocamento de metrô. Mas a gente acabou não indo.

3º dia – Foco: Zoológico de Paris

Zoo Parc Paris

Para o terceiro dia eu escolhi o Zoológico de Paris, que foi reaberto em abril deste ano após alguns anos de reforma. A visita caiu como uma luva na atual fase “bichinhos” da Maria. E o passeio foi tão legal que vai merecer um post específico para falar dele.

Eu sabia que a visita ao zoológico nos tomaria bastante tempo. Ainda assim eu coloquei como atração secundária o Aquário da Porte Dorée, que fica bem perto e no caminho para a estação de metrô. Mas, como eu previa, a gente não conseguiu visitá-lo por falta de tempo.

Além disso, o Zoológico fica ao lado do Bois de Vincennes, um parque lindo que, com tempo sobrando, poderia ser visitado.

4º dia – Foco: Jardin des Plantes (Museu Nacional de História Natural)

Galeria da Evolução

Para o quarto e último dia em Paris, eu reservei um passeio pelo Jardins des Plantes, especialmente por causa do Museu Nacional de História Natural. O museu tem três atrações imperdíveis para crianças: a Galeria da Evolução Naturalcom imagens em tamanho real de bichos; a Galeria de Paleontologia, com ossos de dinossauros; e a Menagerie, uma espécie de mini-zoológico.

Para crianças maiores, a visita às três atrações pode muito bem levar um dia inteiro devido ao tamanho dos espaços e exposições. Mas, na idade da Maria, a parte visual é o que interessa e nós conseguimos resumir a visita às 2 primeiras numa única tarde (incluindo o almoço no La Baleine). A gente acabou dispensando a ida à Menagerie por causa do dia anterior.

Como atrações secundárias eu separei o Jardins du Luxemburg, a Ilê de la Cite e o bairro de Saint Germain de Pres. Mas, como era o nosso último dia pela cidade, nós acabamos optando por visitar o Arco do Triunfo e retornar à Torre Eiffel para vê-la à noite.

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P.S.: A verdade é que Paris é uma cidade cheia de atrações para bebês/crianças. Não é à toa que a Adélia fez disso o tópico do seu blog, o Paris des Petits. A tarefa de planejar uma viagem para lá com bebê/crianças fica bem mais facilitada se você começar por lá. Não deixe de conferir, especialmente, esses dois posts: Roteiro de 1 semana em Paris com crianças e Top 12 dos passeios para crianças em Paris. Neles você encontrará várias dicas de passeios que farão de Paris um lugar bem mais aprazível para o seu petit.

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