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18
set
2010

Série especial Itaúnas (2): o Parque

Entrada do Parque Estadual de Itaúnas

Desde 1991, a região do entorno da vila de Itáunas foi transformada em unidade de conservação ambiental pelo Governo do Estado. Com área de 3.841 hectares, o Parque Estadual de Itaúnas protege a mais expressiva área de alagados do Espírito Santo, junto com ambientes de restinga, dunas, mangues e quase toda a extensão do rio Itaúnas. Sua importância para preservação da Mata Atlântica é tamanha que, em 1992, ele foi considerado patrimônio da humanidade pela Unesco.

Visto de cima, o Parque é assim:

O mapa do Parque

A forma de T se explica pelo fato de o Parque espremer-se entre o leito do rio Itaúnas e os 35 km de faixa litorânea que se espalham à esquerda e à direita de sua foz. Fora desses limites, a vegetação que predomina na região é o – raríssimo e esplendoroso (por favor, estou sendo irônico!) – eucalipto das fazendas que abastecem as produções de celulose das finadas (só no nome) Aracruz e Bahia Sul. É por isso que, antes de chegar a Itaúnas, ou mesmo ao percorrer a estradinha que te leva até a praia de Riacho Doce, você vai se sentir em um monótono, silencioso e fúnebre labirinto de eucaliptos, que nem de longe se harmoniza com o cenário que você imaginava encontrar à beira-mar.

Mas vamos deixar a minha “raiva” para outro post (sim, eu ainda vou expressar toda a minha revolta com esses eucaliptos à beira-mar no Espírito Santo, quer você queira, quer não… rs).

A sede do Parque está localizada bem no final da avenida principal de Itaúnas, a Bento Daher, logo na subida da Ponte que cruza o riozinho. Há um centro de visitantes com fotos e texto sobre a história de Itaúnas e uma lojinha de artesanatos e souvenirs. É aí também que se concentram os principais prestadores de serviços turísticos de Itaúnas, como o João do Buggy e o Gilson do Jeep.

A criação do Parque em Itaúnas, no entanto, traz algumas mudanças para a comunidade local que nem sempre agrada a todos. Os donos das barracas de praia, por exemplo, não ficaram muito satisfeitos com algumas das medidas impostas pela administração do Parque na ocupação da praia: o trânsito de veículos motorizados (os buggys) é terminantemente proibido nas dunas; a música ao vivo foi proibida em 2007, acabando com a festa diurna dos forrozeiros; as luzes são obrigatoriamente apagadas após às 18:00h em época de desova de tartarugas; e a geração de energia foi racionada, prejudicando a conservação de alimentos e, por conseguinte, a extensão e variedade do cardápio. Mais uma prova de como é difícil conciliar interesses econômicos com preservação do meio-ambiente.

A praia central de Itaúnas começa aqui

Ah… eu já ia me esquecendo! O banheiro! Não posso deixar de falar sobre o banheiro público na praia! Foi o próprio Itamar, dono de uma das principais barracas de lá, quem me pediu: “fala aí que o nosso banheiro é o único verdadeiramente ecológico do Espírito Santo!” Promessa cumprida, Itamar. Os banheiros da praia central de Itaúnas são ecologicamente corretos. Eles possuem um sistema de saneamento básico – importado do Japão, segundo o Itamar – que trata os dejetos e reutiliza a água na irrigação da vegetação da praia.

Os banheiros que orgulham o Itamar

Não é o máximo?

Informações úteis:

Parque Estadual de Itaúnas

Endereço: Av. Bento Daher, s/n, Caixa Postal 53, Vila de Itaúnas, Cep: 29.965-000

Tel: (27) 3762 5196; E-mail: pei@iema.es.gov.br

Horário de funcionamento: aberto todos os dias, das 08h30 às 17h. Feriados, das 08h30 às 20h.

Leia mais sobre Itaúnas:

A Rota do Verde e das Águas

Réquiem de um litoral ou Manifesto pela valorização de Itaúnas

Série Especial Itaúnas (1)

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0 resposta para “Série especial Itaúnas (2): o Parque”

  1. […] aos barraqueiros e banhistas em prol da preservação do ecossistema local (sobre elas falamos aqui). Tá certo que, numa análise bem pragmática, isso pode ter ajudado a afastar os visitantes mais […]

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