Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino.
Tudo começou com o relato do Ernesto sobre a Chapada Diamantina no Viaje na Viagem (leia aqui). Na época, eu e a Renata estávamos programando as nossas próximas férias e “caçando” um destino viável – e não muito caro – para a nossa viagem.
O relato do Ernesto reacendeu em nós a curiosidade em conhecer a Chapada Diamantina, lugar sobre o qual ouço maravilhas de todo mundo que vai. Mas foram os comentários dos demais leitores, principalmente o do André L. (leia aqui), que nos mostraram que a Chapada é um destino mais que viável para se fazer de carro próprio, ainda mais quando se mora “ao lado” da Bahia.
Para quem não sabe, o Parque Nacional da Chapada Diamantina possui mais de 1500km² de extensão, se espalhando pelo território de 6 municípios: Iraquara, Palmeiras, Lençóis, Andaraí, Mucugê e Ibicoara. Numa viagem mais tradicional, é comum “montar base” em Lençóis – a mais famosa e estruturada das cidades da Chapada – e visitar as atrações a partir daí. Mas se você estiver realmente interessado em conhecer os atrativos mais recomendados da Chapada vai ter que se contentar em sacolejar muitas horas dentro de um carro para ir e voltar de Lençóis. A Cachoeira do Buracão, por exemplo, está a aproximadamente 230 km de distância da cidade (sendo 30 km em estrada de chão), exigindo quase 6 horas de deslocamento dentro de um carro.
Por isso, estar “motorizado” na Chapada faz toda a diferença. Além da liberdade e comodidade de traçar seu próprio roteiro, o carro te permite dividir a sua hospedagem em mais de uma localidade para explorar, com muito mais tempo e conforto, os seus arredores. E foi isso que, aliado ao fator custo, nos convenceu a ir até lá de carro.
Depois de alguns dias pesquisando tudo sobre a Chapada, planejei a viagem da seguinte forma:
1) Duas noites em Mucugê, para conhecer a Cachoeira do Buracão e a da Fumacinha, os poços Encantado e Azul e a vilazinha de Igatu;
2) Duas noites em Lençóis, para conhecer os arredores da cidade, o Morro do Pai Inácio e as grutas Torrinha, Pratinha e Azul;
3) Duas noites no Vale do Capão, em Palmeiras, para fazer a trilha da Cachoeira da Fumaça e do Capão-Guiné; e
4) 1 ou 2 noites em Rio de Contas, para conhecer a cidadezinha mais antiga da região da Chapada.
Tentei encaixar tudo de forma a evitar ao máximo ida e volta pelo mesmo local. Daí a idéia de começar em Mucugê e terminar em Rio de Contas, fazendo como que um “U” invertido pela extensão do Parque. Na medida do possível eu programei visitar algumas atrações durante o deslocamento entre uma cidade e outra.
Ao fim de uma viagem que durou mais de 10 dias, não posso dizer que tudo saiu como planejado. Alguns contratempos e fatores imprevisíveis – que contarei ao longo dos meus posts – nos impediram de completar integralmente meu roteiro e de conhecer todas as atrações que eu selecionara. A Cachoeira da Fumacinha e o treking do Capão-Guiné, duas das trilhas mais pesadas, por exemplo, ficarão para uma próxima visita.
Mas quer saber?
A Chapada Diamantina não é lugar para uma única viagem! A Chapada tem atrações para te satisfazer em várias viagens! Que o digam as inúmeras pessoas que nós conhecemos por lá e que repetiam – duas, três, vinte vezes!! – o destino. É por isso que, pensando bem, foi bom não ter conhecido “tudo” o que tínhamos nos programado para conhecer. Nós já temos boas desculpas para voltar pra lá em breve!
Nos meus posts seguintes, vocês vão acompanhar todos os detalhes do nosso périplo pela Chapada Diamantina.
P.S.: as fotos acima foram todas tiradas durante os trajetos dos passeios que fizemos pela Chapada Diamantina.
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Tiago,
Para quem vai de avião, qual a cidade de acesso à chapada Diamantina?
Grata,
Jaqueline
Jaqueline, a única cidade que tem aeroporto na Chapada é Lençóis. Vc chega por lá.
Mas tem uma alternativa um pouco mais “trabalhosa” que é ir até Vitória da Conquista, que também tem aeroporto. De lá até Mucugê são mais ou menos 3 horas, exigindo que vc se locomova de carro ou ônibus.
Tiago, estou preparando a viagem de férias aqui de casa e pensamos em Chapada, amei suas dicas. Vamos sair de Cariacica-ES de carro só queria saber se o preço da hospedagem no período de janeiro, logo depois do reveillon, é muito alto e qual as pousadas que vc indica nos lugares onde vc pernoitou.
desde já agradeço, lidia
Oi, Lidia, que bom que o “Rotas” lhe foi útil.
Infelizmente, eu não sei dizer o preço da hospedagem em janeiro, não. Mas, como é alta temporada, acredito que os valores sobem um pouco em relação ao que eu paguei.
Conheço uma pessoa que fez um orçamento no Alcino para janeiro e, me parece, que os quartos sem banheiro estão a 230,00, quase o dobro da época em que fui.
Quanto às pousadas, as minhas recomendações são as que estão no blog mesmo: Alcino, em Lençóis, e Refúgio da Serra, em Mucugê.
Se precisar de mais alguma informação, estou às ordens.
Abs
Oi Tiago, você pode me informar o trajeto qual rodovia vc foi? Exemplo: vc foi pela 101 até feira de santana?
Lidia,
Fiz uma descrição do meu trajeto na caixa de comentários desse post: http://www.rotascapixabas.com/2011/06/26/cachoeira-do-buracao-eu-vi/.
Dá uma olhadinha lá e, qualquer coisa, me pergunta.
Abs
Obrigada, vai ser muito útil!!!