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18
jul
2011

A Estalagem (e o café da manhã!!!) do Alcino

Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino.

Desde que nós decidimos a viagem para a Chapada Diamantina, uma coisa eu já tinha certa em minha cabeça: nossa hospedagem em Lençóis seria na Estalagem do Alcino. Tudo por causa do café da manhã! Eu tive ótimas referências e li maravilhas sobre o café da manhã que o Alcino serve em sua pousada no Viaje na Viagem (leia aqui) e não poderia perder a oportunidade de também experimentar aquelas delícias.

E eu realmente não me arrependi. Aliás, eu não só não me arrependi como me dei por absolutamente convencido quando a Rê cogitou em estender nossa estada por mais um dia em Lençóis. Ela achava que duas noites e três dias seriam poucos para conhecer as atrações que tem base em Lençóis. E eu achei que dois cafés da manhã do Alcino também seriam poucos para me satisfazer de verdade!

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Mas, antes de falar do café da manhã do Alcino, vale a pena falar um pouco do Alcino e de sua pousada de maneira geral.

O Alcino é artista plástico e fez questão de estampar o seu gosto pela arte na decoração da pousada. São tantos e tão variados detalhes em cada cômodo da Estalagem que ela mais parece um grande atelier adaptado para receber hóspedes. Cada cômodo tem sua particularidade estética. Para cada canto que se olha um objeto – alguns inusitados – foi cuidadosamente colocado para ornamentar e dar graça ao ambiente. Pares de sapatos embaixo da escada, camisas penduradas ao lado da porta e também do sofá, livros aos montes guardados nas estantes, guarda-chuvas à disposição dos hóspedes num suporte colocado no corredor e azulejos, muitos azulejos, pintados ou decorados pelo próprio Alcino, espalhados pelos cômodos da casa.

Nosso quarto, por exemplo, deixou a Renata encantada! O Alcino nos deu a opção de escolher entre duas suítes disponíveis. Mas a Renata não pensou nem duas vezes para escolher essa:

Assim, de ângulo aberto, você nem repara nos detalhes que a decoração esconde. Dá uma olhada nisso:

E nisso:

Agora nisso:

Agora você consegue entender o encantamento da Renata?

E olha que você ainda nem viu o banheiro! Olha só isso:

E isso:

Agora, senta. Sentou?

Então repara só nisso:

Em que outro lugar da face da Terra você já foi recebido com flores no vaso sanitário?

Aliás, todos os banheiros da Estalagem são uma atração à parte. Nem todos os quartos têm banheiro privativo. Por isso, a pousada tem vários banheiros coletivos para uso dos hóspedes. E todos eles são impecavelmente limpos e bem decorados.

Não acredita? Então olha:

É por isso que eu não tenho receio em afirmar que, na Estalagem do Alcino, banheiro no quarto só é necessário para quem faz questão mesmo de manter a privacidade. Do contrário, você não vai passar nenhum tipo de “perrengue” por dividir o banheiro com outros hóspedes.

Aí você me pergunta: “Tá! Mas qual é o preço desse bom-gosto todo afinal?”

No mês de junho, paguei R$170,00 para o quarto com banheiro privativo. Abrindo mão do banheiro, você pagaria R$130,00.

Caro? Barato?

Não responda ainda! Deixa para avaliar o preço da diária depois que eu te apresentar o café da manhã do Alcino. Porque, depois que eu te apresentar o café da manhã do Alcino, tudo vai ficar relativo.

O Guia Quatro Rodas já fez o favor de espalhar que o café da manhã do Alcino é o melhor do Brasil. Sinceramente, eu preferia que esse segredo continuasse guardado a sete chaves. O café da manhã do Alcino não é coisa que se espalhe por aí e muito menos que se possa comparar. O café da manhã do Alcino é daquelas coisas que só se conta para pessoas muito queridas e bem baixinho, que é para ninguém mais ouvir. Porque o café da manhã do Alcino não é pra qualquer um!

Para começar, o café é servido numa única mesa compartilhada por todos os hóspedes. Isso cria um ambiente de confraternização tão especial que é praticamente impossível passar sem ser percebido pelos demais. Em algum momento, você vai precisar se dirigir a um desconhecido ou ele vai precisar se dirigir a você para pedir alguma guloseima que está próxima dele ou de você. E, a partir daí, abrem-se as portas para um diálogo de apresentação, para uma conversa descontraída e para, quem sabe?, o começo de uma amizade à distância.

E bota distância nisso! No período em que estivemos hospedados no Alcino, a maioria dos hóspedes era estrangeira. Canadenses, ingleses, americanos e até um chinês passaram pelo Alcino nos três dias que estivemos lá. Entre os brasileiros, um paulista (abraços, Flavio!), um gaúcho (abraços também, Fernando!) e três mineiros. Infelizmente, os capixabas são raros por lá. Aliás, não só lá. Em toda a Chapada a impressão que se tem é que não há capixabas. Na pousada em que ficamos no Vale do Capão, a Lagoa das Cores (sobre a qual falarei em post específico), o dono chegou a nos confessar que, em cinco anos de funcionamento, éramos o segundo casal de capixabas a se hospedar por lá!

Quem sabe isso mude com a ajuda do “Rotas”?

Mas voltando ao café da manhã do Alcino…

O Alcino distribui as iguarias em pequenas porções ao longo da mesa. E ele mesmo cuida de revezá-las com alguma freqüência para que todos tenham oportunidade de experimentar tudo. Eu nem fiz questão de saber quantas eram as iguarias servidas. E nem acho que o Alcino se limite a números na diversidade porque, a cada dia, ele nos apresentava novas guloseimas. Sopa paraguaia, abóbora com queijo gorgonzola, mamão amarelo, tapioca, sal marinho australiano, creme de mamão papaia com essência de romã, pães especiais, geléia de cambuí, waffles, crepe de quatro queijos, pamonha, pizza de banana da terra e torta de atum para ficar só nos mais exóticos. Tudo isso feito e servido na hora pelo Alcino num ritmo compassado para que você consiga digerir com calma a comida e se preparar para novas e deliciosas surpresas.

Não tenho a menor vergonha de dizer que, no último dia, ficamos quase três horas na mesa do café da manhã comendo e batendo um papo mais que agradável com o Alcino, o Flávio e o Fernando! E, não fosse pela necessidade de dar continuidade à viagem, poderíamos ter ficado horas e mais horas ali, jogando conversa fora.

Se não bastasse a qualidade das iguarias, as louças em que elas são servidas não ficam por menos. São todas pintadas à mão pelo próprio Alcino em seu atelier, que fica nos fundos da Estalagem. Lá você pode, inclusive, conhecer o trabalho do artista e adquirir os produtos que ele faz.

Nós não hesitamos em comprar dois jogos de pires e xícara como esses por R$50,00 cada:

Foi a forma que encontramos de levar um pouco do café da manhã do Alcino para casa.

Nós e o Alcino

Agora sim você pode avaliar o preço de todas essas regalias.

Mas, por favor! Seja qual for o seu veredicto, guarde esse segredo a sete chaves e só o revele para pessoas que você realmente quer bem. Porque, como eu falei, o café da manhã (e a Estalagem) do Alcino não é para qualquer um…

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Leia todos os posts da série “Outras Rotas” clicando aqui.

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comentários

8 respostas para “A Estalagem (e o café da manhã!!!) do Alcino”

  1. Eda disse:

    Outro post maravilhoso, parabens Tiago e obrigada novamente por dividir suas experiencias aqui no Rotas, confesso que ja virei fa de carteirinha do seu blog!
    Eu moro no exterior mas meu marido e eu amamos o Brasil e eu costumo planejar nossas viagens para o Brasil de maneira que ele tenha oportunidade de vivenciar experiencias novas e diferentes cada vez, o que me leva tambem a descobrir/desvendar um pouco das maravilhas do nosso pais que ainda nao havia tido oportunidade de conhecer. O ‘Outra Rotas’ eh definitivamente uma ferramenta incomensuravel para aqueles que querem conhecer o nosso ‘Brasil Brasileiro’!!

    Eda

    • tiagodosreis disse:

      Poxa, Eda, assim você mata o blogueiro de emoção! rs
      Fico lisonjeado de saber disso. Sério mesmo!
      Aqui, do lado de cá do computador, a gente não tem muita noção de como reagem os nossos leitores e se alguém realmente lê o que a gente escreve (e se gosta). E, por isso, quando eu leio coisas como essas que você disse, fico com um alivio danado!
      Você não sabe o prazer que eu tenho de escrever o Rotas (e o Outras Rotas também).
      Volte sempre, por favor!
      Abs

  2. […] com porções individuais servidas em sua mesa. Lembra do café da manhã do Alcino, que eu relatei aqui? Pois então. O esquema é quase o mesmo. Mas não tem aquela variedade toda que fez do café da […]

  3. Carmem disse:

    Ai que vontade que dá!

  4. […] ricos e bonitos da Bahia. Quem me disse isso foi o Alcino, lá de Lençóis, que eu te apresentei aqui. São vários tipos de trabalhos manuais que vem passando de geração em geração desde a […]

  5. Eu estava querendo me hospedar na Estlagem do Alcino. Fiquei em dúvida pois as imagens do site da estalagem são poucas… porém a indicação do Guia Quatro Rodas é inquestionável.
    Porém após acessar o rotascapixabas.com não tive mais dúvidas.
    Iremos proximo dia 07 de novembro e com certeza nos hospedaremos lá na Estalagem do Alcino. Depois que tomar aquele café da manhã tão esperado eu conto o resto.
    Parabéns!!!!!!
    Ana Paula Borges
    João Pessoa – Paraíba – Brasil

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