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10
set
2011

A massa do Valsugana

O Valsugana é um dos mais antigos, famosos e premiados restaurantes de Pedra Azul, em Domingos Martins. Ele é quase uma unanimidade entre os freqüentadores da região e, por isso, está sempre lotado. São só 15 mesas disponíveis para receber clientes que, por óbvio, em dias de grande movimento, não dão conta do fluxo.

Eu mesmo já desisti de almoçar no Valsugana uma vez ao perceber que a minha fome não sobreviveria ao tempo de espera na fila. E para ser sincero, o ambiente externo do restaurante, onde as pessoas podem pedir aperitivos para enganar a fome enquanto esperam, não enche os meus olhos.

Você, que me acompanha aqui pelo “Rotas”, sabe que eu professo a ideologia da ONG PCECPP do Ricardo Freire e luto pelo extermínio das cadeiras de plástico que invadem as praias do Espírito Santo e do Brasil afora (você, que não me acompanha, pode conhecer o trabalho dessa ONG aqui). E se nas praias elas me inquietam, o que dizer de móveis de plástico num restaurante de uma região fria como Pedra Azul?

É por isso que esse ambiente externo do Valsugana não me anima nem um pouco, apesar do seu belo entorno.

Eu acho, inclusive, que os proprietários do restaurante submestimam o potencial da sua varanda ao reduzi-la a uma espécie de sala de espera. A varanda do Valsugana tem potencial para se tornar a principal atração do lugar (depois da comida, claro). Ali na varanda, você ampliaria a sua experiência gastronômica para outros sentidos com a belíssima vista que se tem da natureza do entorno e dos jardins da propriedade. Mas, para isso, uma boa repaginada na ornamentação desse ambiente seria fundamental!

O ambiente interno do Valsugana também não traz nenhuma novidade em termos estéticos. Embora aconchegante, a decoração do ambiente é bem simples.

A sofisticação parece ter ficado restrita ao cardápio e à carta de vinhos. O primeiro inclui itens da culinária italiana preparados com ingredientes cultivados na própria região. A segunda é recheada por mais de 50 rótulos de vinhos nacionais e importados, que ficam reservados numa adega subterrânea construída em baixo do salão.

Mas, para mim, o bom mesmo do Valsugana é que a massa deles é caseira! Caseira e preparada ali mesmo, no próprio restaurante! Um restaurante que faz isso, independente de sua aparência mais ou menos interessante, merece todo o nosso respeito.

Nossos trabalhos no Valsugana começaram com uma entrada clássica: polenta ao molho gorgonzola.

Polenta com queijo, minha gente. Tem como dar errado?

As atrações principais da nossa mesa foram:

a) para mim, escalope de filé mignon com ravióli de abóbora, na manteiga com sálvia e pinoli (R$38,50):

b) e para a Rê, que adora misturar doce com salgado, nhoque de batata baroa com magret de pato ao molho de mixirica (R$48,00):

Putz!!! Só agora me dei conta que o Valsugana não tem filial em Vitória! Quem foi que falou que vontade dá e passa?

De sobremesa, a pedida foi doce de leite caseiro com queijo da região:

Tinha jeito melhor de encerrar os trabalhos?

A conta toda ficou em R$135,85, incluindo bebidas não alcoólicas. O Valsugana, como quase todos os estabelecimentos comerciais de Pedra Azul, não aceita cartão de crédito.

Informações úteis:

Restaurante Valsugana: BR 262, km 89,5, Pedra Azul, Domingos Martins-ES

Tel: (27) 3248 1126

Como chegar: o acesso ao Valsugana se dá pela BR 262, logo após a entrada para a Rota do Lagarto. Haverá placas sinalizando o restaurante.

Nível de Contaminação pelo PACVacinado.

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5 respostas para “A massa do Valsugana”

  1. Ricardo disse:

    Meu favorito da regiao…. Recomendo provar o prato 24. Ravioli de batata baroa recheado com gorgonzola e file com salvia. Perfeito. O 13 tb eh excelente. Ravioli de maçã com file com presunto cru e salvia. Grande abraço.

  2. […] naturais cênicas (veja aqui), pousadinhas românticas (veja aqui), bons restaurantes (veja aqui, aqui) e cidadezinhas charmosas com arquitetura européia (veja aqui).Mas o que eu ainda não disse é […]

  3. Leonardo disse:

    É, apesar das cadeiras de plástico do lado de fora do Valsugana, e de o salão do restaurante estar virado para o lado errado, voltamos ao Valsugana para comemorar o aniverário do meu pai e passei a noite mais decepcionante do ano lá, num sábado de julho. Fomos em 3 casais, bebemos vinho, pedimos entradas, e 3 de nós pedimos o prato principal, que se apresentava como sugestão do Chef: lombo de carneiro com purê de batatas e cebolas vermelhas caramelizadas. Chega o prato, e eis que no nugar do carneiro estava um belo bife de boi. Notei imediatamente e chamei o dono do restaurante e sugeri um equívoco da cozinha. Resposta: “não houve equívoco, isso é carneiro!”. Meu pai, constrangido, por ter amizade com o dono, não quis polemizar – porque segundo ele o boi estava bom (!!!)-, e pediu que eu não devolvesse o prato para não criar um clima ainda pior. Inconformado com o fato de ser enganado, chamei novamente o dono e pedi que experimentasse o que nos serviram. Negou-se peremptoriamente e disse que com aquele corte só poderia ser carneiro. Aí ficou clara a má-fé. Resultado: estragou nossa noite, entristeceu o aniversário do meu pai, e pagamos uma conta de verdade para nos servirem pratos de mentira. Não recomendo a ninguém. Nunca mais volto.

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