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10
out
2011

San Pedro do Atacama: um oásis no meio do deserto!

Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino.

Não posso dizer que foi uma viagem tranqüila e confortável. Foram quase 24 horas de deslocamento – entre vôos, aeroportos e transfers – até chegar ao destino final de nossa aventura: San Pedro do Atacama, a cidade-base para se conhecer as maravilhas do deserto. Saímos de Vitória às 11h do dia 19/09 e só chegamos a San Pedro às 10h do dia 20/09.

Por isso, não tivemos disposição suficiente para fazer o reconhecimento da cidade no primeiro dia. A Renata, que é amiga-irmã de Orfeu, não se agüentava em pé de sono. E eu, auto-incumbido da missão de executar os planos da viagem, ainda precisava pesquisar, pechinchar e contratar os passeios com alguma agência.

No final das contas, deixamos para passear por San Pedro no último dia de permanência no Chile antes de partir para o passeio de Uyuni, na Bolívia. Foi só aí que pudemos conhecer mais de perto os encantos e a história dessa cidadezinha.

San Pedro do Atacama é uma cidadezinha minúscula. São pouco mais de 5.000 habitantes aglomerados ao redor de uma dezena de ruas e igual número de quarteirões. Em meio dia de caminhada você não só conhece toda a cidade como pode se considerar íntimo dela. Com um dia inteiro, então, você passa a conhecer San Pedro como a palma da sua mão!

O cenário urbano de San Pedro se confunde inteiramente com o próprio deserto. As ruas são de terra batida, as paredes das casas, em geral, são feitas de adobe e os telhados, de palha. Um panorama levemente monocromático onde o tom predominante é o marrom.

De tão pequena, San Pedro costuma se resumir a uma só rua: a Caracoles, sua rua mais famosa. Ao longo dela – e ao redor dela – estão os principais estabelecimentos comerciais da cidade: de restaurantes a casas de câmbio, passando por lojinhas de artesanatos, mercados, lavanderias, lojas de roupa, hotéis e agências de turismo. Tudo o que você precisa em termos de conveniência está ali, na Caracoles.

O famoso restaurante Café Adobe na Rua Caracoles

Só o que não está ali são os dois principais pontos turísticos da cidade: o Museu Gustavo Le Paige e a Igreja de San Pedro.

Para quem não sabe, essa cidadezinha minúscula em tamanho tem uma importância maiúscula para a cultura atacamenha (ok, o trocadilho foi péssimo… mas necessário). San Pedro é considerada a capital arqueológica do Chile. E não é pra menos! Os arredores da cidade guardam inúmeros tesouros da arte e cultura dos povos que há mais de 11.000 anos habitavam a região. Exemplos disso são a fortaleza (pukara) de Quitor e as ruínas de Tulor.

Outros tantos tesouros estão expostos no Museu Gustavo Le Paige, localizado na praça central de San Pedro.

Além de contar toda a história dos povos que viveram no deserto, o Museu guarda a maior coleção de artigos arqueológicos da cultura atacamenha. São milhares de artefatos produzidos em cerâmica, cobre, ouro e lítio que retratam, pela evolução de suas formas e substâncias, os modos de vida e as tradições de um povo milenar.

Paga-se 2.500 pesos chilenos por pessoa pela entrada. Ao longo do dia há visitas guiadas em 4 diferentes línguas: espanhol, inglês, francês e alemão. Também é possível fazê-las em português mediante agendamento prévio.

Dentro do Museu há uma lojinha de produtos licenciados, com artesanatos bem interessantes de San Pedro. Foi lá que garantimos o nosso souvenir!

Na mesma rua, mas do lado oposto da praça, você pode conhecer o outro ponto turístico tradicional de San Pedro do Atacama e seu principal cartão postal: a Igreja de San Pedro. Construída em adobe e com paredes brancas, a igrejinha é a perfeita síntese das edificações da cidade.

O passeio pela praça pode ser útil também para quem quer se conectar com o mundo. É que ali  você tem sinal de internet wireless inteiramente grátis! Isso graças à operadora de telefonia celular chilena ENTEL que ofereceu tal regalia a moradores e turistas em homenagem ao aniversário da cidade de San Pedro. Uma bela iniciativa!

Mas a verdade é que você nem precisa de internet lá para se conectar com o mundo. San Pedro, por si só, já te proporciona uma conexão intensa com gente do mundo inteiro. E gente de carne e osso! Pelas suas ruas de terra transitam pessoas de toda a parte e de todos os tipos: de brasileiros a japoneses; de hippies a endinheirados. E por isso, depois do espanhol, o inglês é a língua oficial de San Pedro. Apesar da invasão de brasileiros nos últimos tempos (no nosso hotel, o funcionário disse que os brasileiros são os hóspedes mais freqüentes), não há ainda espaço para o português.

É quase impossível não se sentir gringo num lugar onde os gringos parecem ser a maioria.

Aliás, mentira. Os gringos não são a maioria em San Pedro. Os cachorros é que são a maioria em San Pedro. É sério! São muitos cachorros. Vários. De todos os tamanhos e raças. Em todo canto de San Pedro tem cachorro andando, brincando, latindo ou, simplesmente, dormindo. Todos inofensivos, é certo. Mas o tamanho de alguns assustava. Em certo momento, eu cheguei a pensar que os cachorros dominavam a cidade!

Os cachorros de San Pedro

Por fim, não posso deixar de mencionar que o meio de transporte oficial de San Pedro é a bicicleta. Nativos e turistas usam e abusam da locomoção em duas rodas. E não é difícil aderir a esse movimento: há bicicletas para alugar em toda a parte a um custo bem negociável (nós pagamos 3.000 pesos chilenos por 5 horas de uso).

Definitivamente, não há forma mais rápida e barata de se passear por San Pedro e seus arredores.

Agora me responde: com tantas atrações e história para contar, San Pedro é ou não é um oásis no meio do deserto?

Leia todos os posts da série “Outras Rotas” clicando aqui.

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comentários

8 respostas para “San Pedro do Atacama: um oásis no meio do deserto!”

  1. cecilia nobumoto disse:

    As fotos estão maravilhosas. E isso é só o começo dessa aventura programada.

  2. Carmem disse:

    Xi, vou ter que aprender a andar de bicicleta…

  3. Naldo disse:

    Olá, estou lendo todo o relato ainda, e claro, revivendo minha recente viagem ao Chile (Atacama, Santiago e Pucón), e o que tenho a comentar é que infelizmente a questão dos cachorros é um problema nacional. Pra eles não parece, mas aos olhos de quem visita, e ainda por cima ama cães, é complicado.

    E os de raça? Basset Hound, cocker, pastor alemão… todos abandonados.

    No deserto, na capital, na Patagônia, no litoral… é assim em todo lugar. Nunca vi coisa igual em país nenhum.

  4. Érika Marques - Outros Ares disse:

    Olá Tiago,

    Viajei em 2009 para esta região fiz a maioria dos passeios , mas não conheci a cidade tão bem assim.. Apesar de você ter apenas meio dia, conseguiu visitar muitos lugares, e que eu não conheci.

    As fotos estão show de bola.

    Beijos,

  5. Alessandra disse:

    Olá Tiago!!!
    Tô adorando ler os seus posts. Só estou com uma dúvida: vc foi de Santiago para San Pedro de Atacama de avião ou de caro/ônibus??? Qual foi a cia aérea/rodoviária?? E qual foi o preço???
    Obrigada!!!

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