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12
out
2011

Os Vales da Lua e da Morte

Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino.

O nosso primeiro tour no Atacama foi igual ao de quase todo mundo: os Valles de la Luna y Muerte. De todos, esse é o passeio mais básico e menos desafiador. Você quase não avança em altitude em relação a San Pedro e roda apenas 50 km do início ao fim.

A visita começa com uma breve caminhada pelas Quebradas del Cari no meio da Cordilheira de Sal. Durante o trajeto, a gente vai contornando, de pertinho, as múltiplas formas das enormes paredes de sal dessa Cordilheira.

Em seguida, uma parada nos canyons das Cuevas del Sal.

A caminhada até o topo dos canyons requer algum preparo psicológico para enfrentar um trecho claustrofóbico, já que é preciso atravessar um túnel bem estreito, onde não passa luz. Por isso, é bom levar lanterna para o caso de o seu guia não lhe fornecer uma (como o nosso).

Aliás, taí uma coisa que deixou a desejar nesse nosso tour: o guia. Ele não se esforçava em se fazer entender, não teve uma postura cautelosa na travessia do túnel e parecia mais preocupado em fazer amizades que instruir.

Por causa disso, até hoje temos algumas dúvidas em relação a certas coisas que vimos no passeio e penamos um pouco para saber exatamente o que é o que. A única coisa que a gente tem certeza é que, mesmo sem legendas, as paisagens dos dois vales são de cair o queixo!

Em cima dos canyons das Cuevas de Sal abre-se uma bela visão do Valle de la Morte. Ali, você realmente se dá conta de que está num deserto pela imensidão e aridez do skyline.

O solo do vale é constituído majoritariamente por sal, areia e argila. De tão árido, nada sobrevive ali. Aí se tem uma das possíveis razões para o nome.

A outra versão é bem mais mórbida. Segundo a lenda, uma grande quantidade de ossos humanos foi encontrada nesse vale, sugerindo que muitos tenham tido o mesmo destino ao tentar atravessá-lo: a morte.

Da viagem da Silvia, do Matraqueando, à minha, uma mudança importante: não se pode mais ascender às dunas do vale. De acordo com as informações oficiais, a caminhada foi proibida por razões de preservação. Mas eu desconfio que os impropérios que a Silvia soltou na época da sua viagem podem ter contribuído para uma revolução dos guias… 🙂

Sem a possibilidade de afundar o pé na areia, o que nos resta é contemplar, de longe e preguiçosamente, as esculturas esculpidas nas areias do vale!!!

O tour termina no Valle de la Luna à espera do pôr do sol.

Como o próprio nome diz, o Vale da Lua se destaca por formações geológicas que remetem à superfície lunar. Os mais entendidos no assunto garantem que essa é a mais perfeita aproximação que se tem na Terra do solo que se tem na Lua.

O vale está encravado numa grande depressão em plena Cordilheira de Sal e é rodeado por pequenos cerros que foram moldados, ao longo dos anos, pela ação do vento.

Quando o sol começa a baixar, o espetáculo se renova com novas cores e tonalidades.

Pelo menos para mim, o conjunto de cenários inóspitos que se apresenta no tour do Vale da Lua e da Morte era exatamente o tipo de paisagem que eu esperava encontrar num deserto. E, talvez por isso, por mais incrível que possa parecer, esse foi o passeio menos surpreendente de todos. De uma forma ou de outra, o que eu vi ali já fazia parte do meu imaginário!

Informações úteis:

Tour Vale da Lua e da Morte

Tempo de duração: ½ dia (das 16h as 20h)

Distância percorrida: 50 km

Altitude máxima: 2.250m

Valor da entrada no Parque: $2.000 pesos chilenos

Valor médio do tour avulso: $8.000 pesos chilenos

Minha agência: Cumbres Montañas y Trekking, Rua Caracoles, 359-D, Tel: 56-55 560363 ou 56-9 62173623

Leia todos os posts da série “Outras Rotas” clicando aqui.

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5 respostas para “Os Vales da Lua e da Morte”

  1. Daniela Parajara disse:

    se só de olhar as fotos a gente já pensa “que lugar incrível!!”, estar lá deve ser algo tipo surreal.
    as cores são muito lindas, que céu!

  2. Thiago Lorencini disse:

    Tiagão, faz um favor aí pra comunidade se possível um resumão das despesas financeiras que voces tiveram. Assim quem tiver interessado em fazer uma viagem do tipo pode estar se programando melhor.

    valeu, abraços

  3. Carmem disse:

    Fotos de tirar o fôlego, hein?
    Diz aí quem era esse guia meia-boca, pra gente não entrar nessa.

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