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01
nov
2011

O Salar de Tara

Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino.

De todos os lugares que eu já visitei até hoje, apenas dois me emocionaram de verdade: Fernando de Noronha e Salar de Tara, no Atacama. Tá certo que a minha wish list ainda está looooooonge de ser completada e que falta muita coisa ainda nesse mundão velho sem porteira que eu sonho em conhecer. Mas, por alguma razão, o que eu vi em Noronha e, mais recentemente, no Salar de Tara me fez chorar de emoção!

Sim, pessoal, eu chorei ao visitar o Salar de Tara. Chorei muito. Feito criança. Chorei copiosamente e por vários minutos quando o guia nos chamou para ir embora no final do passeio. Ao lembrar disso, eu me sinto até idiota por ter chorado tanto. Imagino que as outras pessoas do tour – se é que elas perceberam o meu choro – tenham ficado sem saber o que estava acontecendo. Mas foi realmente difícil conter a emoção num lugar como esse:

Mas, antes de mostrar outras fotos do salar, vamos às informações básicas do tour.

O Salar de Tara foi o nosso último passeio no Deserto do Atacama, antes de partir para Uyuni na Bolívia. Deixá-lo para o final atende à necessidade de aclimatação do corpo, pois nele você alcança a maior altitude entre os passeios: 4.900 metros. Mas, para mim, o melhor mesmo de tê-lo visitado por último foi não ter estragado a beleza dos demais! 😀

Nem todas as agências oferecem o tour do Salar de Tara. Digamos que ele não pertença ao circuito tradicional de passeios do Deserto do Atacama por ter uma procura menor e um preço maior. Por isso, você precisa procurar agências especializadas, como é o caso da nossa, a Cumbres.

O tour parte às 08h e começa margeando a área do Vulcão Licancabur, na fronteira com a Bolívia.

Da estrada é possível avistar algumas lagoas do altiplano boliviano que são visitadas no tour de Uyuni, como a Laguna Branca.

A primeira parada acontece às margens do Rio Quepaco, onde o guia serve o nosso café da manhã. Ali você já tem um pequeno aperitivo do que te espera no salar.

40 minutos depois a gente parte rumo à área do salar.

O Salar de Tara é mais uma planície de sal entre tantas outras no meio do Deserto do Atacama. Sua geografia, no entanto, é que difere das demais. Por estar a uma altitude média de 4.300 metros e rodeado por vulcões, o Salar de Tara possui vários rios e lagunas que tornam o solo fértil e ajudam a enriquecer a fauna e a flora local. De tão rico, o lugar é um verdadeiro santuário da natureza e, por isso mesmo, é protegido pela Reserva Nacional dos Flamingos.

Por outro lado, em toda a extensão do salar existem estruturas vulcânicas e paredes de pedras formadas pela erosão e ação dos ventos. Logo na entrada do salar a gente já avista esculturas como essa:

Nas bordas do salar elas são esparsas e solitárias.

Mas, à medida que se aproxima do centro, elas vão se tornando maiores e mais freqüentes. O horizonte fica praticamente preenchido de paredes de pedras, mais conhecidas como Catedrais de Tara.

O guia deixa a gente ziguezagueando livremente por essas paredes e combina de nos encontrar mais à frente para servir o almoço. Enquanto isso, a gente pode tirar fotos à vontade pelo caminho.

Mas não se esqueça de que estamos a 4.900 metros de altitude. Por menor que seja o trajeto, ele vai te exigir um esforço danado para ser percorrido.

No lugar indicado pelo guia, nosso almoço é servido. Pão, frango assado e salada. Você não faz ideia de como essa refeição desceu bem!

Depois do almoço, a gente parte para a última parada do passeio: a Laguna de Tara. É aí que o passeio atinge o seu auge em beleza e encantamento. Sente só isso:

A lagoa está localizada no meio de uma planície emoldurada por dois vulcões nevados. O conjunto formado por vulcão, neve, lagoa, pastagens e lhamas era exatamente a minha noção de lugarzinho de inverno bucólico e romântico, daqueles que a gente imagina existir nos alpes suíços (detalhe: eu não conheço os alpes suíços!!).

Mas eu não estava nos alpes suíços. Eu estava em pleno Deserto do Atacama!

Talvez vem daí a emoção que eu senti ao me dar conta de que eu tinha que ir embora. A vontade era de ficar ali bem mais tempo para aproveitar o cenário romântico-inspirador!

Definitivamente, esse foi o nosso tour preferido no deserto.

Informações úteis:

Tour Salar de Tara

Tempo de duração: dia inteiro (das 08h as 16h)

Distância percorrida: 270 km

Altitude máxima: 4.900m

Não há taxas

Valor médio do tour avulso: $44.000 pesos chilenos

Minha agência: Cumbres Montañas y Trekking, Rua Caracoles, 359-D, Tel: 56-55 560363 ou 56-9 62173623

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7 respostas para “O Salar de Tara”

  1. Este foi o meu passeio preferido também. Beira à perfeição! 🙂

  2. […] boliviana, dura aproximadamente 1 hora. O início do caminho é o mesmo que se pega para ir ao Salar de Tara. Mas, dessa vez, a gente vai ao encontro do Vulcão Licancabur, que divide os dois países.Em Hito […]

  3. Naldo disse:

    É o melhor dos passeios, sem dúvida.

  4. Marina disse:

    Olá Tiago
    Estou indo para Atacama em maio. Gostaria de saber o que você achou da Cumbres para os passeios. Deu tudo certo?
    Estou vendo com eles, mas como é a primeira vez no país estou um pouco insegura.
    Pode me ajudar?
    Obrigada!

  5. TATIANA disse:

    Vcs não sabem como estão me ajudando com a organização da minha trip.. até agora o relato mais fiel e melhor que consegui.
    só uma ultima ajuda.. vcs foram para lá em qual mês.. vou pra lá em maio agora e estou com medo do frio.

    obrigada! e parabéns pelo otimo relato!

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