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13
nov
2014

Paris com bebê: (nosso) roteiro de 4 dias

Eu já falei aqui como a nossa forma de viajar mudou após a chegada da Maria. Entre tantas mudanças, talvez a maior delas tenha sido no ritmo da viagem. Aqueles dias intermináveis e recheado de atrações deram espaço a um roteiro bem mais enxuto e com o mínimo de deslocamento possível. Como eu costumo dizer, a gente desacelerou para respeitar as necessidades e o tempo da Maria.

É por isso que Paris, desde o início, se tornou um destino certo para mim e para a Renata. Eu sei que ninguém precisa de desculpa para voltar a Paris. Mas, no nosso caso, voltar para uma cidade que a gente já conhecia seria a forma mais fácil de desacelerar nas férias. Nós não precisaríamos visitar aqueles lerês tradicionais que, quase sempre, tomam um tempo precioso com filas. E, ao mesmo tempo, a gente poderia focar em atrações voltadas para a Maria sem peso na consciência por estar “perdendo” alguma coisa.

Digamos que a Paris dos casais apaixonados deu lugar à Paris dos bebês. =)

Museu Nacional de História Natural Paris

Ao todo nós ficamos 5 noites em Paris, o que nos garantia 4 dias inteiros na cidade. Para esses 4 dias eu tracei um roteiro bem simples, com foco numa única atração “obrigatória”. Ao lado dela, eu acrescentei outros pontos de interesse secundários que poderiam ser visitados a depender da nossa disposição e, principalmente, do estado de espírito da Maria.

De certa forma, esse roteiro simplório nos permitiu não inflar as expectativas com a viagem. A gente já imaginava que não seria possível visitar vários lugares ao longo do dia. Por isso focar em uma única atração por dia foi a forma que eu encontrei para dar aquela sensação de dever cumprido. Tudo o que viesse além disso seria “lucro” do ponto de vista turístico.

Pois bem. A escolha das atrações principais dos nossos dias em Paris foi muito facilitada pela ajuda silenciosa de 3 blogueiros: a Sut-Mie, do Viajando com Pimpolhos; a Adélia, do Paris des Petits; e o Luciano, do Malas e Panelas. Eu li tudo o que eles já escreveram sobre a cidade e acabei traçando o roteiro com base em suas dicas e recomendações.

Nesse post eu mostro o resultado final do meu planejamento. E para que você possa aprimorá-lo ainda mais em sua viagem, farei algumas considerações pós-viagem.

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1º dia – Foco: Torre Eiffel

Torre Eiffel

É claro que nós não poderíamos deixar de apresentar à Maria o maior símbolo de Paris: a Torre Eiffel. Por isso, eu a coloquei como foco do nosso primeiro dia na cidade. Mas, por motivos óbvios, a gente dispensou a subida. O que verdadeiramente importava era tirar foto com a Torre. 😉

Lá na Torre a gente fez o que todo mundo faz. Nós descemos pelo Jardins do Trocadero até chegar aos seus pés numa verdadeira sessão fotográfica. Além disso, nesse “pacote Torre Eiffel”, eu também inclui o Carrossel e o Aquário de Paris, que fica próximo ao Trocadero. Mas a gente acabou desistindo desse último pelo preço (a entrada custava 20,50 euros por pessoa) e pela “concorrência” do Oceanário de Lisboa.

Como atrações secundárias (aquelas cuja visita não era obrigatória) eu selecionei: o Museu Rodin, o Museu D’Orsay, o L’Orangerie, a Berges de la Seine e o playground da Place de La Concorde. Nós até chegamos a ir ao L’Orangerie para revisitar as Ninféias e apresentá-las à Maria, mas a fila estava grande demais para o pouco tempo que nos restava (dessa vez, comprar o Paris Museum Pass não era financeiramente vantajoso, de modo que nós não poderíamos “furar a fila” do ingresso). Por isso, a gente acabou só caminhando pelo Jardim dês Tuilleres.

2º dia – Foco: Parc de la Villette / Cite dês Enfants

Parc de La Villette

Para o segundo dia, eu estabeleci como foco o Parc de la Villette por causa desse post da Dé. O parque é um verdadeiro complexo de entretenimento para crianças. Lá dentro você encontra um pequeno parque de diversões com carrossel, passeio de barco, a Cite dês Enfants – um museu inteiramente dedicado às crianças– e o Lês Vents et Lês Dunes –, um playground enorme dividido em áreas de acordo com a faixa etária. Mas, definitivamente, aquele não era o nosso dia de sorte. Primeiropor que a entrada ao Cite dês Enfants só é permitida para crianças a partir de 2 anos de idade. E segundo porque a fila para o Lês Vents et Lês Dunes estava desanimadora (era um sábado e o parque estava lotado!). No final das contas, a visita não acabou sendo muito proveitosa.

Como atrações secundárias eu selecionei o Museu George Pompidou. Aqui eu devo alertar que qualquer “atração secundária” poderia ser escolhida, já que o Parc de la Villette fica meio longe, exigindo deslocamento de metrô. Mas a gente acabou não indo.

3º dia – Foco: Zoológico de Paris

Zoo Parc Paris

Para o terceiro dia eu escolhi o Zoológico de Paris, que foi reaberto em abril deste ano após alguns anos de reforma. A visita caiu como uma luva na atual fase “bichinhos” da Maria. E o passeio foi tão legal que vai merecer um post específico para falar dele.

Eu sabia que a visita ao zoológico nos tomaria bastante tempo. Ainda assim eu coloquei como atração secundária o Aquário da Porte Dorée, que fica bem perto e no caminho para a estação de metrô. Mas, como eu previa, a gente não conseguiu visitá-lo por falta de tempo.

Além disso, o Zoológico fica ao lado do Bois de Vincennes, um parque lindo que, com tempo sobrando, poderia ser visitado.

4º dia – Foco: Jardin des Plantes (Museu Nacional de História Natural)

Galeria da Evolução

Para o quarto e último dia em Paris, eu reservei um passeio pelo Jardins des Plantes, especialmente por causa do Museu Nacional de História Natural. O museu tem três atrações imperdíveis para crianças: a Galeria da Evolução Naturalcom imagens em tamanho real de bichos; a Galeria de Paleontologia, com ossos de dinossauros; e a Menagerie, uma espécie de mini-zoológico.

Para crianças maiores, a visita às três atrações pode muito bem levar um dia inteiro devido ao tamanho dos espaços e exposições. Mas, na idade da Maria, a parte visual é o que interessa e nós conseguimos resumir a visita às 2 primeiras numa única tarde (incluindo o almoço no La Baleine). A gente acabou dispensando a ida à Menagerie por causa do dia anterior.

Como atrações secundárias eu separei o Jardins du Luxemburg, a Ilê de la Cite e o bairro de Saint Germain de Pres. Mas, como era o nosso último dia pela cidade, nós acabamos optando por visitar o Arco do Triunfo e retornar à Torre Eiffel para vê-la à noite.

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P.S.: A verdade é que Paris é uma cidade cheia de atrações para bebês/crianças. Não é à toa que a Adélia fez disso o tópico do seu blog, o Paris des Petits. A tarefa de planejar uma viagem para lá com bebê/crianças fica bem mais facilitada se você começar por lá. Não deixe de conferir, especialmente, esses dois posts: Roteiro de 1 semana em Paris com crianças e Top 12 dos passeios para crianças em Paris. Neles você encontrará várias dicas de passeios que farão de Paris um lugar bem mais aprazível para o seu petit.

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comentários

6 respostas para “Paris com bebê: (nosso) roteiro de 4 dias”

  1. Karyne disse:

    Que foto linda das duas *-*
    AMEI o post =D

    Blog do Sofá

  2. Ariane disse:

    Adorei o roteiro de vcs! Sou mãe da pequena Beatriz e nossas férias agora giram em torno dela. Gostaria de saber sobre a alimentação pra os pequenos em Paris, é possível alimentar – las de forma “saudável ” lá? Abraço

    • Oi, Ariane.
      Pensando justamente na alimentação da Maria, nós preferimos alugar um apartamento a ficar em hotel por causa da cozinha. No dia da chegada, fui a um supermercado, comprei coisas para fazer comida pra ela e congelei.
      Ainda assim, para variar o cardápio dela, eu sempre ia na Picard’s (guarde esse nome e anote a mais próxima do seu hotel; tem várias espalhadas pela cidade). Essa é uma loja que vende comida congelada de tudo quanto é tipo, inclusive orgânica e vegetariana. E tem uma linha ótima de papinhas para bebês. Aí eu comprava comida pra nós e pra Maria também. Foi super tranquilo!
      (aliás, na Picard’s eu me acabava na linha de sobremesas e garantia os famosos doces parisienses sem gastar uma fortuna!) 😉

  3. Damaris disse:

    Olá Tiago!
    Gostaria de saber mais sobre o carrinho que vcs usaram. Deu para usar em todos os lugares? Foi prático? Vc comprou lá ou levou daqui?

    • Oi, Damaris. Esse carrinho eu comprei lá em Paris. Mas me arrependi. Não foi fácil encontrar. Saí daqui achando que seria super fácil encontrar um carrinho guarda-chuva em Paris e que seria mais barato do que aqui mas a realidade foi totalmente diferente. Perdi uma manhã procurando esse carrinho e tive que ir numa região bem afastada da cidade, pegando metrô e ônibus para achá-lo numa loja de departamentos de bebê. E no final das contas o preço era similar ao daqui, sendo que eu não tive muita opção de escolha. Ou seja, não valeu mesmo a pena.
      Se fosse hoje, eu levaria do Brasil mesmo, aproveitando a possibilidade de despachar no avião. E sobre a questão de ser prático, depende muito do lugar. Em Paris foi porque, tirando o sobe e desce de escada do metrô, a cidade em geral é plana. E quando a Maria não estava nele a gente apoiava as mochilas. Já em Lisboa ele não foi muito prático, não, porque a cidade é cheia de ladeira. Aí a gente acabou abandonando no primeiro dia.

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