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28
jul
2015

Um dia no Porto

Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, eu faço relato das minhas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino.

Porto

Chegamos ao Porto vindo de Paris num vôo operado pela TAP. Era a nossa primeira vez na terrinha e as boas impressões começaram já no ar, com o serviço super simpático da companhia aérea portuguesa. Além do kit de entretenimento infantil, as comissárias ainda se preocuparam em realocar os passageiros sentados ao lado de famílias com bebês para liberar o assento e aumentar o conforto, já que o avião não estava lotado.

Porto

Um gesto de pura consideração e gentileza que não custou nada a elas, mas fez amolecer os nossos corações.

A verdade é que, para nós, essa receptividade das comissárias da TAP com a Maria foi apenas um prenúncio da boa receptividade que os próprios portugueses tiveram com ela. Talvez a gente estivesse mal-acostumado com a frieza dos parisienses. Mas ver o sorriso, a simpatia e a preocupação dos portugueses – em especial, dos mais idosos – com a Maria ao longo da nossa viagem fez mais do que amolecer… fez derreter os nossos corações de amores por Portugal.

O aeroporto tem fraldário no banheiro masculino!

Pais que trocam fraldas. No aeroporto do Porto tem!

Do aeroporto a gente foi direto para o apartamento, de taxi. Chegamos no final da tarde e, por isso, o nosso primeiro dia no Porto foi inteiramente dedicado a descansar e a suprir o apartamento (sobre o qual eu falei aqui) dos itens necessários à nossa alimentação. A única atração do dia ficou por conta do jantar pedido no bar da esquina: o primeiro bacalhau da viagem!

Nossa passagem por Porto – e por Portugal, de maneira geral – foi incrivelmente facilitada pelos posts mastigadinhos da Camila Navarro sobre o país. Seguindo as dicas que ela deu nesse post, eu tracei o nosso roteiro para o único dia livre que teríamos na cidade, já que reservamos apenas 2 noites por lá. (fuen fuen fuen… pula pra não bater arrependimento…)

Porto

Fizemos apenas uma adaptação no roteiro da Camila: como a gente estava hospedado bem ao lado dos Jardins do Palácio de Cristal e eu desconfiava que a Maria (e nós também) gostaria de lá por tudo o que a Camila disse nesse post, eu o inclui bem no início do passeio e continuei seguindo na direção contrária da Camila.

Porto

Minha desconfiança não foi à toa. Tem vários “bichinhos” andando soltos pelos jardins que fizeram a festa da Maria. A interação foi tanta que a gente ficou um bom tempo por lá. 😉

Porto

Porto

“Bichinhos” à parte, os Jardins do Palácio de Cristal são lindos e muito bem preservados. Mas, apesar de permanecer no nome, o Palácio de Cristal já não existe mais. Ele foi demolido em 1951 e, no seu lugar, foi erguido um grande pavilhão, onde acontecem exposições e feiras.

Porto

Como se vê no post da Camila, dos fundos do jardim você tem uma bela vista da cidade. Mas, devido ao adiantado da hora, a gente resolveu continuar o roteiro, seguindo a pé até o Cais da Ribeira. Foram 20 minutos de caminhada passando por ruelas cinematográficas.

Porto

Porto

O dia, que amanhecera nublado, começava a se abrir para nós.

Porto

No caminho, pausa para registrar um clássico da cidade: o Eléctrico 1, que faz o trajeto da Ribeira à Foz do Douro.

Porto

A Camila contou sobre esse passeio aqui. A nossa falta de tempo, porém, só nos permitiu ver o bondinho de longe, caminhando às margens do Douro.

Porto

Chegamos na Ribeira bem na hora de nos fartar com a primeira experiência gastronômica em um restaurante turisticamente português: sardinhas fritas, vinho do porto e arroz de bacalhau era tudo o que eu mais precisava para trazer à tona as lembranças dos almoços de domingo com o meu amado e saudoso Vô Reis.

Porto

A gente poderia ter ficado a tarde toda por ali, curtindo o vai-e-vém de turistas, os artistas de rua e as mil e uma lojinhas de souvenirs. Mas a essa hora o arrependimento por não ter destinado mais dias ao Porto já era grande e a tristeza por deixar a cidade no dia seguinte nos fez querer render ao máximo aquele meio de tarde.

Porto

Porto

Fomos subindo a Rua dos Mercadores até a Rua das Flores, onde, mais uma vez, as lembranças da infância tomaram conta de mim. Dei de cara com uma papelaria homônima à que meu avô fundou aqui no Brasil e não contive a emoção de reencontrá-lo em pensamento.

Porto

Ao final da Rua das Flores, a visão daquela que, pra mim, foi a maior atração do Porto: a Estação São Bento, com suas paredes azulejadas que são uma indecência.

Porto

O Porto foi a última residência de meu avô em Portugal. Ele viveu ali dos 12 aos 16 anos de idade. E foi na Estação São Bento que ele embarcou num trem para Lisboa a tempo de pegar o navio que o levaria ao Brasil em 1926.

Sei que a ida dele ao Brasil não foi assim tão espontânea. Ele estava atrás de condições de vida melhores do que aquelas que o destino havia lhe reservado em sua terra natal. Mas não foi difícil pra mim imaginar o encantamento nos olhos ainda pueris de meu avô ao entrar naquela estação. Deveria ser o mesmo encantamento que eu tive ao entrar lá. Pode ser só coisa da minha cabeça… mas, em nenhum outro momento da minha vida, aquela fala batida de familiares quanto à minha semelhança com o meu avô me pareceu tão verdadeira!

Da Estação São Bento à Praça da Liberdade foi um pulo. A essa altura nossas pilhas começavam a descarregar e o pique já não era o mesmo. Aproveitamos para improvisar um lanche aos pés do belíssimo prédio da Câmara Municipal, que domina o cenário da praça.

Porto

Porto

Seguimos pela Rua dos Clérigos em direção à Rua das Carmelitas, onde se situa outra grande atração do Porto: a Livraria Lello & Irmão. A fila para entrar e o cansaço, porém, falaram mais alto e a gente acabou abrindo mão da visita.

Porto

O que a gente não abriu mão foi de sentar à mesa de uma pequena confeitaria para começar a nossa dolorosa imersão nos famosos doces de Portugal. 😉

Porto

Já satisfeitos com o rendimento do nosso primeiro (e único) dia livre no Porto, atravessamos a Praça Gomes Teixeira para, com a ajuda de um local, pegar o primeiro “autocarro” rumo ao nosso apartamento num ponto no início da Rua do Carmo.

Porto

Se você parar para comparar o nosso roteiro com o da Camila, vai perceber que, no final das contas, nós não conhecemos nem metade dos lugares que ela conheceu na cidade. Fuen fuen fuen… É claro que, com a Maria a tiracolo, eu já imaginava que não daria para ver tudo. Mas ver o tanto de Porto que ainda havia por explorar fez bater definitivamente aquele arrependimento por não dedicar mais tempo à cidade. Bem que a Camila tentou me convencer a deixar Paris de lado e esticar nossa estada em Portugal. Mas eu não a ouvi. E me arrependi.

Porto

Porto, minha cara, guenta aí! Um dia a gente volta. 😀

Leia todos os posts da série “Outras Rotas” clicando aqui.

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comentários

6 respostas para “Um dia no Porto”

  1. Não vou ser má e falar “eu avisei”. hehe mas não se preocupe, eu também me arrependi por passar só 15 dias em Portugal. Que terrinha deliciosa! Fico muito feliz ao perceber que mais gente voltou de lá apaixonado. Não vejo a hora de voltar!

  2. Bóia disse:

    Oi, Tiago. Tudo bem? 🙂

    Seu post foi selecionado para o #linkódromo, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Bóia – Natalie

  3. Eliane disse:

    Que viagem linda !

    Na Europa só conheço Londres, tenho o sonho de ir para Portugal. Dizem que os preços por lá andam bons. França e Itália também quero muito.

    Dicas anotadas

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