Toda vez que eu remexo na minha coleção de CD’s playlist eu me dou conta de que, conscientemente ou não, quase toda viagem que eu e a Renata fizemos mais recentemente tem uma trilha sonora particular. Há sempre um disco, um artista ou uma música que, de tanto a gente ouvir durante a viagem, nos faz lembrar imediatamente daquele lugar ou de um momento especial.
Nossas viagens à Bahia, por exemplo, nas quais eu incluo a da Chapada Diamantina, sempre me fazem resgatar o disco Quando o Canto é Reza, da Roberta Sá & Trio Madeira. A associação, nesse caso, é óbvia. O disco é uma homenagem ao compositor baiano Roque Ferreira, considerado por muitos o novo Dorival Caymmi. Por aí você tira o toque de baianidade nagô do repertório. As músicas tocam fundo bem naquele canto do seu cérebro – ou coração – que desejaria ser baiano.
(link direto do video no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=VXwoca7IIFQ)
Pra Minas, não tem jeito (e aqui eu incluo a viagem que nós fizemos ao lado capixaba do Pico da Bandeira).
Eu sempre ressuscito da coleção os discos do Skank e do Pato Fu, obrigando a Renata a ouvir 1001 vezes músicas que ela já ouviu 1001 vezes. Mas ela me entende. Eu passei a infância e a adolescência em Minas ouvindo Skank e Pato Fu. E nas poucas vezes que a gente vai pra lá, é hora de eu rever cenários e lembranças.
Mas tem uma música em especial do Pato Fu que me acompanha em quase toda viagem de avião, seja qual for o destino. É essa aí:
(link direto do video no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=g16G7o31KKc)
Não preciso nem explicar o porquê, né?
Na viagem da Europa (ahhh Europa!!!), a trilha sonora oficial ficou por conta de duas músicas. Essa, de uma das minhas cantoras favoritas, a Ceumar (alô, Carmem! alô, Ana!):
(link direto do video no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=-tVmjil92YY)
E essa outra, meio música, meio declaração de amor (minha pra Renata…), do cantor e compositor gaúcho Vítor Ramil:
(link direto do video no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=exyLn92-2k8)
Não seria exagero dizer que a gente passou a viagem de ida e de volta ouvindo basicamente essas duas músicas.
Mas vem cá? E as viagens “capixabas” dos blogueiros? Não merecem música, não?
Claro que merecem. Confesso que me penitencio por não me empenhar em garimpar outros artistas e músicas daqui da terrinha. Mas, toda vez que a capixabisse fala mais alto, são os rapazes do Casaca que tomam conta da nossa playlist:
(link direto do video no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=vGtvoaBNXOw)
E você? Quais são as músicas das suas viagens? Compartilha com a gente aí na caixa de comentários.
_______________________________
Siga o “Rotas” no Twitter e Instagram
Curta o “Rotas” no Facebook
Escrevo esse micro-post só para anunciar a vocês, amigos-leitores do Rotas, o nascimento da Maria, a nossa primeira filha!
A partir de agora, como vocês podem imaginar, o dia-a-dia do blogueiro (e da Renata, claro!) abre espaço para mamadas, arrotos, trocas de fralda, banhos e, claro, noites em claro. Assim como aconteceu no finalzinho da gravidez da Renata, quando o nosso tempo passou a ser um ativo escasso, é bem provável que o Rotas, nosso primogênito, fique para um suave escanteio, esperando pela definitiva adaptação da nossa rotina.
Digamos que eu saio em licença-paternidade bloguística sem previsão de volta!
Apesar disso, a caixa de comentários e as redes sociais do Rotas (Facebook, Twitter e Instagram) continuam abertas à participação de vocês. Farei o possível para manter a interação nessas esferas num esforço para mostrar que o Rotas continua vivinho da silva e praticamente pronto para incorporar o seu lado “rotinhas” com o novo membro da família.
Assim que der eu retomo as postagens. Até lá, deixa a gente aproveitar intensamente os nossos dias de Maria!
Sei que a casa aqui anda meio abandonada com o sumiço do dono. Quem me acompanha pelas redes sociais sabe que, nos últimos meses, andei bastante envolvido com a reforma do apartamento novo, com a mudança, com os preparativos para a chegada da Maria (\o/) e com o acúmulo de trabalho nesse final de ano. A coisa ainda não voltou ao normal. Mas eu resolvi dar uma pausa nesse período… digamos assim… sabático para anunciar a (nem tão) nova campanha de divulgação do Espírito Santo feita pela Secretaria de Turismo do Governo do Estado.
Esse blog não nasceu por acaso. Eu já contei nesse post que a historia do Rotas começou lá no finalzinho de 2009 quando eu conheci o Viaje na Viagem, do Ricardo Freire, planejando uma viagem a Trancoso. A partir desse momento, eu me tornei um leitor assíduo do VnV e de outros blogs de viagem. Passei a frequentar diariamente a viajosfera brasileira em busca de inspirações para novas viagens ou para simplesmente satisfazer o prazer de uma boa leitura. Até que, em abril de 2010, eu resolvi ampliar essa experiencia e criar eu mesmo um blog. Decidi preencher o vácuo de informações extraoficiais sobre o turismo no Espirito Santo e compartilhar as impressões de um nativo sobre o lugar onde eu moro.
Foi assim que nasceu o Rotas, cheio de (boas) referências e (ótimas) inspirações.
Talvez esse contexto ajude você a compreender a emoção que eu senti ao participar do Seminário Viajosfera, no Rio de Janeiro, no ultimo dia 29 de setembro. Mais do que presenciar as discussões em torno dos rumos da blogosfera de viagem, eu (e também a Renata!!) tive a oportunidade de conhecer boa parte dos blogueiros que eu mais admiro.
A começar pelo próprio Riq Freire, guru da viajosfera brasileira e comandante do VnV:
Juro que eu tinha treinado um discurso para falar com o Ricardo em agradecimento a toda ajuda que ele me deu nesses anos todos de viajante independente. Mas, quando a Manu Tessinari (da delegação capixaba!!!) me apresentou a ele, não saiu nadica de nada. Fiquei paralisado em sorrisos.
Sensação idêntica eu senti quando conheci a Silvia Oliveira, do Matraqueando:
A Silvia é uma das minhas maiores referências pessoais na forma de escrever, fotografar e de se conduzir à frente do blog. Não dava pra reagir de outra forma.
Foi uma sensação estranha, mas absolutamente incrível, sentir-me intimo de pessoas que eu nunca tinha visto antes.
Foram muitos @s ilustres do Twitter que ganharam forma. Ganharam vida.
E no meio de todos eles, eu descobri que as afinidades virtuais se confirmavam na vida real. Foi assim, por exemplo, com a Mirelle Matias, do 13 anos depois, com a Camila Navarro, do Viaggiando, e com o Alexandre Costa (e sua Grazi!), do O que se faz.
Com a Camila e o Alexandre, eu poderia ficar horas explorando a nossa mineiridade e encontrando semelhanças nos nossos gostos e desgostos.
Entre encontros e desencontros, eu reencontrei a Ana, a Carmem e o Fred, os únicos trips que eu já conhecia pessoalmente de uma mini-conVnVenção realizada aqui mesmo, em Vitória (veja aqui):
E, finalmente, eu pude conhecer a outra metade do clã Marvila, a adorável Natalie, que volta e meia frequenta a caixa de comentários aqui do Rotas na condição de Boia Paulista \o/:
Mas eu não posso negar uma coisa.
Eu sei que o propósito maior do Seminário foi reunir os blogueiros de viagem para discutir parâmetros de atuação da categoria e, principalmente, os rumos que se pretende dar à viajosfera. Sei que, nesse ponto, ele foi altamente produtivo, especialmente para escancarar práticas polêmicas e propor alternativas interessantes de monetização. Mas, para mim, o Seminário Viajosfera foi inesquecível mesmo por um motivo bem simples: foi nesse dia que eu conheci a turma da Boia!
_______________________________
Siga o “Rotas” no Twitter
Curta o “Rotas” no Facebook
A novidade foi anunciada aos quatro cantos das nossas redes sociais e já estampa o menu lateral do blog. Mas é a primeira vez que eu a menciono oficialmente aqui: o Rotas foi aceito como associado da ABBV, primeira associação de blogs de viagem do Brasil.