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26
out
2013

Doca 183: o seu melhor lanche ou happy hour no Centro de Vitória

Doca 183

Já não é segredo pra ninguém o meu entusiasmo com o Centro de Vitória. Nesse post eu já deixei bem claro que o meu maior sonho é ver o cenário histórico-degradado do Centro de Vitória pulsando como uma bela e grande zona cultural e boêmia da nossa capital. O que eu não contava era que a gente fosse caminhar a passos largos para que esse sonho se tornasse realidade.

O último passo nessa direção foi dado pelo Doca 183. Trata-se de um bar, meio café, meio bistrô, que inaugurou há pouco mais de 1 mês na Rua Gama Rosa, a mesma do Casa de Bamba (sobre o qual eu ainda não tive a oportunidade de falar). Só a presença dessas 2 casas já seria suficiente para eu eleger a Gama Rosa uma espécie de miolo da tal zona boêmia que ainda há de surgir.

Doca 183

Definitivamente, o Doca 183 veio para revolucionar os lanches de quem trabalha e/ou precisa ir ao Centro. Os tradicionais salgados, mistos e biscoitos das lanchonetes e padarias ao redor dos prédios de órgãos públicos ganharam a companhia honrosa de um cardápio bem variado e com opções pra lá de sofisticadas.

Essa sofisticação fica por conta da metade “bistrô” do Doca. Por causa dela, você pode apreciar um carpaccio, uma tortilla de palmito ou uma excêntrica tapioca roll bem no intervalo daquela sua reunião.

Doca 183

Eu apostei super bem nessa brusccheta de rúcula com tomate, que veio tostadinha na medida exata:

Doca 183

O lado “bistrô” do Doca ainda tem cervejas especiais e outros “bons drinks” para animar o seu happy hour. Adicione aí uma música ambiente descolada ou uma música ao vivo e… pronto! Você já tem uma boa desculpa pra voltar ao Centro fora do seu horário de expediente.

Doca 183

Por sua vez, a metade “café” do Doca está aí para atender a fome urgente de quem procura um simples lanche no corre-corre do dia-a-dia. Salgados, tortas, quiches e bolos são opções ideais, por exemplo, para advogados entre uma audiência e outra.

Aproveitando um dia de “sistemas fora do ar” no meu trabalho, eu fui ao Doca para um pão com manteiga na chapa com capuccino:

Doca 183

Ta certo que o pão não é exatamente daquele tipo que me fascina (veja aqui). Mas a descontração do ambiente e o esforço de renovar a cara da gastronomia do Centro me fazem relevar esse “detalhe”.

Doca 183

Afinal, vale tudo para valorizar o Centro. ;-)

Informações úteis:

Doca 183

Rua Gama Rosa, 183, Centro, Vitória-ES.

Tel: 27 3029 0079

Horário de Funcionamento: segunda a quarta, das 10h às 22h; quinta a sábado, das 10h à 0h. Não abre aos domingos.

16
jun
2013

O atendimento nada perfeito do Japa San (COM ATUALIZAÇÃO)

Eu já falei nesse post sobre a tal síndrome do PAC que assola os restaurantes – e todo o ramo de prestação de serviços em geral – daqui de Vitória. Você entra na loja/restaurante/lanchonete e o atendente/garçom, que está no telefone, continua a conversa calmamente como se você fosse invisível. Você pede um prato e 1 hora depois, quando resolve reclamar da demora, ouve do garçom: “a casa tá cheia! não tá vendo?”. Você marca com um prestador de serviço uma, duas, três vezes, e ele não aparece e nem dá sinal. Essas e outras cositas mas fazem parte daquilo que eu convencionei chamar de PAC, ou “Padrão de Atendimento Capixaba”. Uma máxima vigente nos estabelecimentos comerciais da Grande Vitória que considera que o consumidor NUNCA tem razão.

Pois então.

Por causa dessa síndrome, eu adotei aqui no Rotas um padrão de avaliação de restaurantes para medir o nível de contaminação do lugar pelo PAC. Numa classificação que vai do “totalmente erradicado” ao “completamente infestado”, eu procuro indicar para o leitor como o PAC se manifestou durante a minha visita ao estabelecimento que eu comento no post (lembrando que eu NUNCA me identifico nas visitas que eu faço com o propósito de relatar para o Rotas). Daí que, em todos os posts de restaurantes daqui do Rotas, você vai ver no final, junto com as informações úteis, “o Nível de Contaminação pelo PAC”.

Pois então, 2.

Na primeira vez que a minha mulher, Renata, foi ao Japa San, na Praia do Canto, com as amigas, ela voltou pra casa tão empolgada e tão encantada com o atendimento do lugar que eu fui praticamente obrigado a escrever um post ressaltando tal qualidade. :-D  “Você tem que falar sobre o Japa San! Ambiente moderno e acolhedor, comida deliciosa e atendimento perfeito!”, me disse a Renata assim que ela pisou em casa.

Daí nasceu esse post, cujo título valorizava justamente a qualidade que a Renata mais destacou: “O atendimento perfeito do Japa San”. Na época, por óbvio, o Japa San ganhou nota máxima no índice PAC: totalmente erradicado.

Japa San

Isso foi em 11 de novembro de 2010.

Quase 3 anos depois, eu me deparo, via Facebook, com o desabafo de uma consumidora, a Juliana Hatem, que, em visita ao Japa San, foi incrivelmente mal tratada pelos responsáveis do lugar. A íntegra do relato você pode conferir aqui. Mas eu peço licença para transcrever as partes que mais me surpreenderam:

Passava das 23hs e nós tínhamos consumido apenas metade do combinado, ou seja, demoramos quase 2 horas pra conseguir comer metade de um prato. Pedimos por diversas vezes para o garçom verificar se o “sushi man” não tinha esquecido da nossa comida. Em vão. Até que cansamos e resolvi pedir o cancelamento do restante do prato, e solicitei ao garçom que computasse na conta o proporcional ao que tínhamos comido, nada mais justo. A pretensa dona do estabelecimento (acredito que era a dona), mandou o funcionário dela avisar que iria cobrar ou o combo inteiro ou iríamos ter que pagar o que tínhamos consumido de maneira à la carte.

[...]

Bem, seria a hora da suposta dona do restaurante reconhecer o PÉSSIMO serviço que ela estava fornecendo e não criar maiores tormentos, ao revés, ela apenas piorou mais a situação. Foi então que resolvi me dirigir diretamente a ela e disse, educadamente, que não iria pagar a conta daquela forma, pois não estava correto nem justo. Sabe o que ela fez? Rasgou a conta na minha cara e disse: “não pague nada, não preciso de clientes como vc”.

[...]

Eu mais uma vez educadamente disse a ela que eu, graças a Deus, não preciso frequentar lugares como este, que desrespeitam totalmente o cliente e são incapazes de reconhecer a má prestação do serviço ofertado. Ela rebateu: “A casa está cheia, não preciso de vc aqui”.

[...]

Não bastasse gente, ela ainda ironizou meu namorado e a mim mesma, dizendo que eu estava dando a conta de presente do dia dos namorados. É um completo desaforo.

A mim, o desabafo da Juliana causou profunda espécie por um motivo bem simples. Ele mostra que o mau atendimento nos restaurantes capixabas não se restringe à linha de frente do estabelecimento, geralmente mais suscetível ao humor e às intempéries de quem pode não ter qualquer compromisso com a reputação do lugar (o garçom). Ele alcança também o nível da “diretoria”, digamos assim, aquele que, em tese, deveria prezar por uma relação de confiança e respeito ao consumidor.

Sem dúvida alguma, a atitude da “suposta dona do restaurante”, a que a Juliana se refere, foi absolutamente inaceitável. Para além do desrespeito, ela revela um aparente despreparo dos responsáveis para lidar com situações de conflito, envolvendo insatisfações dos consumidores. Como se a pessoas que trabalham no Japa San não errassem. Como se os erros das pessoas que trabalham no Japa San não pudessem ser reparados. E como se as pessoas atingidas pelos erros dos que trabalham no Japa San estivessem ali pra isso: para aceitarem esses erros, pagarem a conta e saírem caladas.

O desabafo da Juliana me fez rebaixar a nota do Japa San no índice de contaminação pelo PAC. Mas não só. Ele me fez também riscar o Japa San do meu mapa gastronômico. Pelo menos enquanto eles não se retratarem com a Juliana (ELES JÁ SE RETRATARAM!). Afinal, se eles não precisam dela, eles também não precisam de mim.

E se você está cansado de ser mal atendido nos restaurantes da Grande Vitória, deveria fazer o mesmo. Só assim a gente pode ter alguma esperança de acabar com esse tal de PAC.

NOTA DE ATUALIZAÇÃO:

Como fica claro pelos comentários abaixo, a Juliana, autora do desabafo que deu origem a esse post, omitiu lamentavelmente a informação de que os responsáveis pelo Japa San já haviam se retratado pelo ocorrido. Fica o registro da informação passada por um dos donos, o Leandro Simoni, e confirmada pela própria Juliana. Portanto, apesar do erro, eles o admitiram e se retrataram.

02
jun
2013

A riqueza de Venda Nova do Imigrante

Venda Nova do Imigrante é uma pequena joia das montanhas capixabas. Não que a cidade seja assim, esteticamente bonita. Não é. Na verdade, o centro urbano atual de Venda Nova é bagunçadinho, arquitetonicamente sem graça e com pouquíssimos resquícios da época do surgimento da cidade.

A riqueza de Venda Nova não está na sua “arquitetura europeia”, como poderia pensar quem apressadamente se depara com a propaganda oficial das nossas montanhas. A riqueza de Venda Nova está na beleza natural de seu entorno, na força de suas raízes europeias e, principalmente, na pujança do seu agroturismo.

Pra começar, Venda Nova está ao lado do Parque Estadual da Pedra Azul, uma das regiões mais belas do nosso estado. São só 10 km da sede do Parque à sede do município, o que torna perfeitamente possível explorar as belezas naturais de Pedra Azul para quem está em Venda Nova.

A famosa Pedra Azul

A famosa Pedra Azul

Mas o quesito “beleza natural” não se restringe a isso. O entorno de Venda Nova, cheio de montanhas e mata atlântica, guarda muitas outras paisagens belíssimas, como essa que se tem do alto da torre da TV:

Foto: Vinicius Depizzol (CC BY-SA 2.0)

Foto: Vinicius Depizzol (CC BY-SA 2.0)

Para os amantes da natureza, a cidade possui ainda o orquidário mais famoso do Estado, o da família Caliman, sobre o qual eu já falei aqui.

19
jan
2013

O sorvete (e a baguete!!!!) da Cremino

Cremino Gelato e Caffè

A Cremino Gelato e Caffè é uma das mais recentes “unanimidades” da cena gastronômica capixaba. Desde que foi inaugurada, há quase 4 meses, a Cremino conquistou a glória de identificar como gelato o sorvete que ela faz. Veja bem, meus caros. Isso não é pouca coisa. Para um povo que carrega uma dose cavalar de italianidade na veia reconhecer o verdadeiro sabor de um gelato numa sorveteria da nossa capital é mais que um elogio. É um retorno às origens.

18
nov
2012

Mexido Restaurante: mexendo com os sabores da minha infância!

Fonte: Divulgação

Revelo toda a minha sofisticação gastronômica quando eu falo que sou fã de um mexido. Não tinha como ser diferente. Eu fui criado comendo mexido. Minha infância em Minas Gerais tem sabor e cheiro de mexido. Culpa da minha mãe, a maior de todas as cozinheiras que eu conheço, exímia conhecedora da arte de fazer um bom mexido com a comida que sobrou do almoço. :-D

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