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02
jul
2015

Altezza: cervejaria artesanal em Pedra Azul

Eu sei que, do ponto de vista térmico, Pedra Azul combina mais com um vinhozinho do que com cerveja. Mas essa associação óbvia não impediu que, na falta de vinícolas, uma cervejaria ganhasse destaque no cenário turístico da região.

Cervejaria Altezza

Tô falando da Cervejaria Altezza, que abriu as portas de sua propriedade no ano passado, em São José do Alto Viçosa, área rural de Venda Nova do Imigrante. Num pequeno sítio com uma vista privilegiada da Pedra Azul, o capixaba Gino e sua família resolveram se dedicar à fabricação de cervejas artesanais, investindo na qualidade da matéria-prima e, principalmente, na pureza da água que brota na região.

Cervejaria Altezza

Foi o próprio Gino quem me atendeu no dia em que estive lá. Por um lapso, eu não liguei para agendar a visita guiada. Mesmo assim, embora estivesse de saída para um compromisso marcado em Cachoeiro de Itapemirim, ele fez questão de contar a história da cervejaria, de mostrar as instalações, de compartilhar sua experiência como cervejeiro e de apresentar em detalhes o processo de fabricação das cervejas que ele vende ali.

Cervejaria Altezza

Cervejaria Altezza

Atualmente são 10 rótulos de cervejas baseados em diferentes estilos de fabricação: da tradicional lager a um sem-número de ale, com destaque para a versão capixaba da famosa Tripel belga. A garrafa custa em média R$20,00.

Cervejaria Altezza

Todas podem ser degustadas no local, pagando-se uma pequena taxa (na época em que fui, paguei R$12,00 por 3 copos de cerveja).

Cervejaria Altezza

Não esqueça do brinde! Na falta de motivos, segue um:

Cervejaria Altezza

Dependendo do dia e da hora da sua visita, o momento do brinde pode ser ainda mais especial.

Cervejaria Altezza

Foto: Nathália Fregonassi

A sorte de ver essa lua cheia redondinha aí quem deu foram meus cunhados que estiveram por lá no início de maio deste ano.

O único problema na visita à Cervejaria Altezza é definir o motorista da rodada. 😀

Cervejaria Altezza

Chegar lá é relativamente fácil. Seguindo na BR 262 em direção à Venda Nova é só ficar atento ao pequeno trevo que dá acesso ao Alto Caxixe, um pouco antes da sede de VNI. Nele você já verá placas indicando o caminho até a Cervejaria.

Aliás, não fosse pela inteligente iniciativa dos donos de colocar placas ao longo de todo o trajeto, haveria um grande risco de você se perder pelo caminho. Ele é quase todo em estrada de chão, passando por propriedades rurais.

Cervejaria Altezza

Se bem que, com um visual desses, perder-se nas estradas das montanhas capixabas não seria assim uma má ideia.

A Cervejaria Altezza funciona de segunda a sábado, das 09:00 às 17:00. Mas não se esqueça. Se quiser uma visita guiada para conhecer os processos de fabricação das cervejas é necessário agendar pelo telefone: (28) 9 9989 3311.

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28
jun
2015

(Re)visitando Santa Teresa: entre clássicos e novidades

Em meados de maio desse ano a gente resolveu (re)visitar um lugarzinho que, vocês sabem bem, se tornou um dos meus recantos favoritos aqui no Espírito Santo: Santa Teresa. A gente aproveitou as festividades do mês de maio – que, aqui em casa, são três: dia das mães, aniversário da Renata e meu aniversário – para nos dar de presente isso: um final de semana na doce terra dos colibris.

Foi uma visita bem rápida. Fomos no sábado de manhã e voltamos no domingo na hora do almoço. Mas ainda assim deu para revisitar os clássicos e conhecer algumas novidades da terrinha (pelo menos pra mim).

Pousada Villa Theodora

Quanto às novidades eu destaco a Pousada Villa Theodora e o restaurante A Dona da Casa.

A primeira nem é tão novidade assim porque eu já falei sobre ela nesse post. Mas, ao contrário da visita anterior, dessa vez a gente se hospedou lá e teve a oportunidade de conhecê-la em funcionamento.

Villa Theodora

No geral, eu mantenho a recomendação dada no post que eu citei acima e continuo achando a Villa Theodora a melhor opção custo X benefício para famílias na cidade. Como ela fica afastada do centro, hospedar-se ali tem uma grande vantagem para quem procura sossego: o silêncio absoluto dos quartos à noite. Junte isso com o frio que faz por lá nessa época e pronto: você tem toda a desculpa do mundo para dormir o dia todo! 😉

Meu único porém nessa experiência foi o café da manhã: sem nenhum atrativo para encher nossos olhos. Talvez na alta temporada a situação seja diferente. Mas eu confesso que esperava uma mesa mais recheada de produtos do riquíssimo agroturismo capixaba.

IMG_1652

Restaurante A Dona da Casa

Já a segunda novidade foi mais uma indicação certeira que o Murilo Vago, Secretário de Turismo da cidade, me deu: A Dona da Casa, um restaurante de comida mineira que, se nega a origem dos imigrantes que fundaram a região, homenageia – e muito bem – o povo que faz da roça o seu lar afetivo.

A Dona da Casa

Pra começar, o restaurante é a própria “roça”. Ele está localizado numa fazenda à beira de um lago e de um curral com bois e cavalos. Aproveitando-se disso, eles disponibilizam passeios de pôneis e charrete gratuitamente para as crianças nos finais de semana.

A Dona da Casa

Maria foi à loucura, per supuesto.

A Dona da Casa

Além disso, a ambientação do salão remete às típicas casas de fazenda, com um big fogão à lenha aos fundos onde fumegam alguns dos pratos que eles preparam.

A Dona da Casa

No cardápio, as estrelas da cozinha mineira: costelinha de porco, tutu, frango caipira com angu e torresmo, todos em porções muito bem servidas e preços justos.

A Dona da Casa

Pra finalizar o dia de roça, doces caseiros, bolos e cafezinho de cortesia.

Mas, novidades à parte, o que nos levou de volta a Santa Teresa foram mesmo os clássicos. Mais exatamente, três clássicos: o Fabrício, o Museu Mello Leitão e os colibris.

Fabricio Bar e Restaurante

No Fabrício a gente foi para o nosso jantar-comemoração. Foi lá que eu, Renata e Maria cantamos parabéns para mim e para a Renata a três e à luz de velas. 🙂

Fabricio Bar e Restaurante

De tabela, a gente pode ver a transformação da Rua do Lazer, a ruazinha histórica da cidade. De 1 ano pra cá, a rua está ainda mais movimentada e com novos empreendimentos e restaurantes.

O turismo definitivamente parece estar fazendo bem para Santa Teresa.

Já na manhã de domingo nosso destino era certo: o Museu Mello Leitão. Lá a gente tinha um encontro marcado com o maior dos clássicos de Santa Teresa: a varanda dos colibris de Augusto Ruschi.

Varanda dos Colibris

Taí um lugar que eu nunca vou cansar de visitar.

Varanda dos Colibris

E foi assim, entre clássicos e novidades, que a gente (re)visitou Santa Teresa. E se apaixonou ainda mais pela cidade.

P.S: Tudo o que você precisa saber para conhecer Santa Teresa está nesse post. Se faltar tempo para um final de semana (o ideal para conhecê-la por inteiro), vale um bate-volta a partir de Vitória, como eu recomendei nesse outro post.

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21
jan
2015

5 sugestões de bate-volta redondinhos a partir de Vitória

Pedra Azul

Pedra Azul

Do mar à montanha em 40 minutos”. Um dos motes da propaganda oficial do Governo do Estado do Espírito Santo faz realmente todo o sentido. Em um estado de distâncias tão curtas e cheio de diversidades geográficas e culturais, é muito fácil rechear a sua viagem com passeios super diferentes um do outro. Você pode tomar um banho de mar pela manhã e experimentar o melhor da culinária italiana nas montanhas capixabas à tarde, curtindo um clima bem mais agradável. Ou então, conhecer o legado da nossa colonização à beira-mar e, ainda, fazer um passeio de escuna pelas águas de um rio e visitar uma reserva indígena em Aracruz.

Para facilitar a sua vida, nesse post eu vou dar 5 sugestões de bate-volta redondinhos a partir de Vitória. Todos estão a 1 hora (no máximo!!!) de viagem da capital. Tem praia, tem montanha, tem passeio cultural e gastronômico. Basta que você escolha aquele que mais se identifica com o seu perfil de viajante.

Confira dicas de hospedagem em Vitória aqui

17
ago
2014
16
ago
2014

Santa Teresa: como chegar?

Capturar

Eu sei que 99% dos capixabas que me lêem já sabem como chegar em Santa Teresa. Não há mistério. Santa Teresa está “do lado” de Vitória, seguindo pela BR 101 norte.

Mas o que eu também sei é que 99% dos “forasteiros” (leia-se, turistas de fora do Espírito Santo) que me lêem nunca tinham ouvido falar de Santa Teresa e, muito provavelmente, não sabem que ela fica “do lado” de Vitória e que é ridiculamente fácil chegar até lá. Não é por outra razão que eu venho insistindo que Santa Teresa é um ótimo bate-volta a partir de Vitória para quem, tendo tempo livre, queira experimentar um pouco do que as nossas montanhas tem para oferecer.

Portanto, meu amigo “forasteiro”, esse post é para você!

Como eu disse, chegar a Santa Teresa é fácil, bem fácil. Você precisa estar atento a uma única mudança de direção em seu caminho: a) primeiro, você sai de Vitória pela BR 101 em direção ao norte do Estado e segue por 50 km até o município de Fundão; e b) em Fundão, você pega o trevo em direção à Santa Teresa e anda mais 28 km pela Rodovia Estadual 261 (há placas sinalizadoras).

Como você vê no mapa acima, são aproxidamente 78 km de distância. Com trânsito bom, o trajeto não dura mais de 1 hora. Em geral, as condições das 2 estradas são boas, principalmente na BR 101 que foi concedida à iniciativa privada e é administrada pela Eco 101 (há cobrança de pedágio – R$3,40 – antes da chegada a Fundão). O trecho mais delicado é, sem dúvida, o da Rodovia ES 261 que, em sua maior parte, é de subida e curvas acentuadas.

Evidentemente que, para um maior aproveitamento do seu tempo nesse bate-volta, alugar um carro é a sua melhor opção. Mas, caso queira, a Viação Lírio dos Vales faz o trajeto Vitória-Santa Teresa de ônibus, saindo da Rodoviária de Vitória. No quadro abaixo, você vê as linhas que fazem esse trajeto e os horários de chegada, tanto na ida quanto na volta para a capital:

Linha de Ônibus

Saída de Vitória Chegada em Santa Teresa
Vitória a Colatina (via Santa Leopoldina) 05:40 08:20
Vitória a Santa Teresa (via Fundão) 05:50 08:00
Vitória a Santa Teresa (via Fundão) 07:10 09:20
Vitória a Santa Teresa (via Fundão) 07:50 10:00
Vitória a Santa Teresa (via Fundão) 09:30 11:40
Vitória a Santa Teresa (via Santa Leopoldina) 10:50 13:20
Vitória a Itaçu 12:10 14:20
Vitória a Santa Teresa (via Santa Leopoldina) 14:20 16:50
Vitória a Santa Teresa (via Fundão) 14:50 17:10
Vitória a São Roque do Canaã 17:20 19:30

 

Linha de Ônibus Saída de Santa Teresa Chegada em Vitória
Santa Teresa a Vitória via Fundão 05:20 07:20
São Roque do Canaã a Vitória 06:10 08:10
Santa Teresa a Vitória via Santa Leopoldina 07:00 09:30
Itaçu a Vitória 08:00 10:20
Santa Teresa a Vitória via Fundão 10:05 12:10
Santa Teresa a Vitória via Santa Leopoldina 10:40 13:10
Santa Teresa a Vitória via Fundão 13:40 16:00
Colatina a Vitória via Santa Leopoldina 14:20 16:40
Santa Teresa a Vitória via Fundão 15:00 17:20
Santa Teresa a Vitória via Fundão 18:10 20:30

O percurso de ônibus, como se vê, demora 2:10h na ida e na volta, considerando-se a linha mais rápida, que é aquela que faz o mesmo trajeto do carro: Vitória X Santa Teresa (via Fundão). Mas, se você topar pegar a linha que sai às 07:50h, vai conseguir aproveitar um bom bocado da cidade até a volta no último ônibus que sai de Santa Teresa pra Vitória (18:10h). É só focar nas atrações que ficam no centro da cidade (confira um mapa aqui) e, principalmente, no Museu Mello Leitão.

Leia todos os posts sobre Santa Teresa aqui.

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