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14
nov
2016

Sevilha: razões para amar

Sevilha

Confesso que Sevilha não estava nos planos iniciais da viagem que fizemos à Espanha nas nossas férias desse ano. Depois de uma pesquisa superficial sobre o país, eu tinha chegado a 2 conclusões: a) a Andaluzia merecia uma viagem específica, inteiramente dedicada à região; e b) para diminuir o nosso deslocamento e o troca-troca de hotel, nossas bases se limitariam a Madri e Barcelona.

Por isso, Sevilha quase foi descartada.

“Quase” porque, aos 45 minutos do 2º tempo do planejamento da viagem, uma conversa que tive com a Poliana Cardoso, do blog Comendo Chucrute e Salsicha, num providencial almoço de blogueiros aqui em Vitória me fez reavaliar definitivamente aquela decisão. Com a autoridade de quem morou por um tempo na cidade, ela fez tantos elogios e recomendou tanto a inclusão de Sevilha no meu roteiro que eu me convenci. Refiz os cálculos e considerei viável dedicar 3 noites – das 18 que nós teríamos na Espanha – a Sevilha. Tal qual fizemos com Florença em nossa viagem à Itália, Sevilha seria uma espécie de aperitivo da Andaluzia, só para deixar aquele gostinho de quero mais.

Sevilha

E como eu agradeci à Poliana por esse empurrãozinho!

Por tudo o que eu já havia lido sobre a Andaluzia e, especialmente, sobre Sevilha, eu já sabia que ia gostar da cidade. Eu só não sabia que ia gostar com a intensidade que eu verdadeiramente gostei. Mesmo com a expectativa devidamente ajustada para conhecer uma cidade que tem todos os atrativos turísticos que me agradam, Sevilha foi capaz de me arrebatar com um conjunto de circunstâncias aleatórias que, definitivamente, fizeram toda a diferença.

Em primeiro lugar, o clima.

Sevilha

Para quem vinha de um tempo bem instável em Madri, chegar sob o céu azul de Sevilha foi reconfortante. O calor – nem tão escaldante – de 30º foi suficiente para derreter os nossos corações. Como foi bom dispensar as camadas de roupa e andar de blusa de malha e bermuda em pleno outono europeu!

A gente reclama do sol e do calor tropical, mas não tem nem ideia de como eles fazem toda a diferença na nossa disposição e no nosso humor cotidiano. Passar pelo calor de Sevilha foi uma espécie de paradinha estratégica para repor as doses de vitamina D no corpo pós-Madri e antes de seguir para Barcelona. 😉

E o calor de Sevilha veio no encalço de uma luminosidade diurna que fazia a cidade brilhar feito ouro, especialmente ao entardecer. Eu entendi imediatamente porque Sevilha também é conhecida como cidade dourada!

Sevilha

Em segundo lugar, a beleza do centro histórico.

Sevilha

Sevilha não é propriamente uma cidade pequena. Na verdade, ela é a quarta maior cidade da Espanha. Mas, para fins turísticos, o centro histórico da cidade, junto com os bairros de Santa Cruz e Triana, costumam ser mais do que suficientes para uma experiência de introdução aos cenários encantadores da Andaluzia.

Sevilha

A região turística da cidade é facilmente percorrida a pé. Isso é uma grande vantagem de Sevilha porque boa parte do seu encanto está nas ruelas quase escondidas, nas fachadas, pátios e jardins dos casarios antigos e nas praças. Ficamos 2 dias inteiros na cidade e, confesso, nem a Triana eu fui. Fiquei tão encantado com a arquitetura singular da região central da cidade, que rodei praticamente em círculo, percorrendo quase sempre as mesmas ruas e quarteirões.

Sevilha

Quando eu falo em arquitetura singular, eu me refiro àquele elemento absolutamente inusitado que fez a fama da Andaluzia: a arte mudéjar e sua influência islâmica, principal legado dos tempos em que os mouros dominavam a região. Em alguns lugares, o cenário é tão incrivelmente “muçulmano” que você chega a duvidar que está na Europa.

Nesse ponto, nada se compara às paredes e os tetos tipicamente islâmicos dos ~ incríveis ~ aposentos do ~ impressionante ~ Palácio de Don Pedro, parte integrante do ~ magnífico ~ Real Alcázar de Sevilha, um lugar em que todo e qualquer superlativo se faz necessário. Não por acaso, o lugar é um dos 3 patrimônios da humanidade que a Unesco declarou em Sevilha (os outros 2 são a Catedral e o Arquivo das Índias).

Sevilha

Sevilha

Você também vai se sentir num pedacinho da África moura ou da Arábia quando se deparar com um pátio ou jardim tipicamente sevilhano (ou andaluz), como esse do Restaurante e Hotel El Jardin de las Tapas:

Sevilha

A arte mudéjar é só o aspecto mais exótico – pelo menos pra nós, ocidentais – de uma cultura que também conta com influência do cristianismo e do judaísmo. Do primeiro, Sevilha herdou suas belas igrejas, com destaque para a suntuosa Catedral, considerada a maior igreja gótica do mundo.

Sevilha

Da cultura judaica, no entanto, pouco se vê. A maioria das sinagogas e edifícios judaicos foram demolidos após a expulsão dos judeus da Espanha, no final do século XV. A expressão mais visível da antiga judería – localizada onde hoje é o bairro de Santa Cruz – é a estética urbana de ruelas e praças.

Sevilha

Andar por ali, aliás, foi uma das coisas mais prazerosas que fiz na cidade. Descobrir que o Google Maps estava certo e que o caminho prosseguia por um beco estreito e quase invisível era bem divertido.

Sevilha

Em terceiro lugar, o jeito kids-friendly de ser. 

Sevilha

A verdade é que a gente não precisou se esforçar nadinha para que Sevilha caísse nas graças da Maria. Bastou ela avistar o primeiro cavalo puxando uma charrete pelas ruas da cidade e pronto! A pessoinha não falava em outra coisa. 😉

Mais kids-friendly do que um city-tour em cima de uma charrete, impossível.

Sevilha

 Mas isso é só uma pequena amostra do quão acolhedora a cidade é para as crianças. Pra começar, Sevilha se transforma facilmente num reino encantado quando a criança se dá conta de que há um castelo medieval bem no meio da cidade (o Alcázar).

Sevilha

Foi bem fácil convencer a Maria a explorar aquele reino logo no dia da nossa chegada. Eu nunca vou me esquecer dessa tarde, em que andamos sem rumo pelas ruelas do bairro Santa Cruz.

Sevilha

O entusiasmo com Sevilha era tão grande que, no dia seguinte, até banho de fonte a gente tomou. 😉

Sevilha

O passeio de barco na Praça Espanha foi outro programa que a Maria adorou e que nos proporcionou um ótimo programa em família.

Sevilha

Bem pertinho da praça, o Parque Maria Luísa, o Aquário de Sevilha e a roda-gigante La Noria são outros lugares sempre recomendados para crianças, mas que nós não tivemos tempo de conhecer.

Mas, se tem uma coisa capaz de provocar um encantamento inesperado nas crianças, essa coisa é o flamenco. Pelo menos, foi assim com a Maria. Não sei se foi o figurino, a elegância dos passos ou o barulho do sapateado, mas alguma coisa atiçou a curiosidade dela desde o seu primeiro contato com a dança. Ela ficou paralisada, por vários minutos, dentro do Museu do Baile Flamenco assistindo a uma aula de flamenco.

Sevilha

Lá dentro, numa sala que simulava um show virtual de flamenco, com projeções de cenas contínuas da dança na parede, não demorou muito para Maria deixar a timidez de lado e se render à música. Ela ficou alguns bons minutos improvisando passos de flamenco como se fizesse parte do elenco de bailarinas que se revezavam na parede.

Sevilha

Enquanto eu e Renata assistíamos calados, com aquele olhar abobado, ao show da Maria, a gente intuitivamente agradecia Sevilha por nos proporcionar a melhor lembrança de toda a viagem.

Sevilha

À noite, durante a apresentação do tradicional show de flamenco, o receio inicial do escuro e do ambiente nada familiar logo deram espaço ao olho arregalado, à inquietação do corpo e àquele monte de perguntas que uma criança faz quando a curiosidade lhe invade.

Sevilha

Em quarto e último lugar, o nosso hotel.

Sevilha

Aquele conjunto de circunstâncias aleatórias que favoreceram o nosso encantamento por Sevilha também inclui o nosso hotel. Isso eu não posso negar. Ficar no Murillo Suites fez toda a diferença na nossa experiência de viagem.

Na verdade, o Murillo Suites é um prédio de apartamentos pertencente ao Hotel Murillo. Não há recepção no local, mas todo o suporte é dado pelos funcionários do hotel, que fica bem próximo.

A suíte é incrivelmente espaçosa, com 4 ambientes: cozinha, sala, quarto e banheiro. Tudo decorado com bom gosto e extremo conforto.

Sevilha

Embora você tenha tudo à disposição para preparar sua própria comida, o café da manhã está incluído na diária (assim como as bebidas do frigobar). Você tem 2 opções: ir até o hotel para tomar o café da manhã no restaurante ou pedir um café continental no próprio quarto. Mais uma vez, Sevilha foi gentil comigo. Me livrou da preocupação com o desjejum e me permitiu dormir até mais tarde.

Olha que mordomia! 😉

Mas incrível, incrível mesmo é a localização do hotel: bem em frente ao Real Alcázar de Sevilha. A visão da nossa suíte era essa:

Sevilha

Era abrir a janela para interromper o silêncio que reinava no quarto com a vista dos 2 maiores símbolos de Sevilha: o Alcázar e a Catedral.

Talvez, essa reunião de circunstâncias aleatórias tenha favorecido fortuitamente a avaliação de Sevilha na nossa viagem. Nunca se sabe. Mas eu não poderia deixar de retribuir com muito afeto uma cidade que, recorrentemente ou não, me deu tantas razões para amar.

28
jul
2015

Um dia no Porto

Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, eu faço relato das minhas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino.

Porto

Chegamos ao Porto vindo de Paris num vôo operado pela TAP. Era a nossa primeira vez na terrinha e as boas impressões começaram já no ar, com o serviço super simpático da companhia aérea portuguesa. Além do kit de entretenimento infantil, as comissárias ainda se preocuparam em realocar os passageiros sentados ao lado de famílias com bebês para liberar o assento e aumentar o conforto, já que o avião não estava lotado.

Porto

Um gesto de pura consideração e gentileza que não custou nada a elas, mas fez amolecer os nossos corações.

A verdade é que, para nós, essa receptividade das comissárias da TAP com a Maria foi apenas um prenúncio da boa receptividade que os próprios portugueses tiveram com ela. Talvez a gente estivesse mal-acostumado com a frieza dos parisienses. Mas ver o sorriso, a simpatia e a preocupação dos portugueses – em especial, dos mais idosos – com a Maria ao longo da nossa viagem fez mais do que amolecer… fez derreter os nossos corações de amores por Portugal.

O aeroporto tem fraldário no banheiro masculino!

Pais que trocam fraldas. No aeroporto do Porto tem!

Do aeroporto a gente foi direto para o apartamento, de taxi. Chegamos no final da tarde e, por isso, o nosso primeiro dia no Porto foi inteiramente dedicado a descansar e a suprir o apartamento (sobre o qual eu falei aqui) dos itens necessários à nossa alimentação. A única atração do dia ficou por conta do jantar pedido no bar da esquina: o primeiro bacalhau da viagem!

Nossa passagem por Porto – e por Portugal, de maneira geral – foi incrivelmente facilitada pelos posts mastigadinhos da Camila Navarro sobre o país. Seguindo as dicas que ela deu nesse post, eu tracei o nosso roteiro para o único dia livre que teríamos na cidade, já que reservamos apenas 2 noites por lá. (fuen fuen fuen… pula pra não bater arrependimento…)

Porto

Fizemos apenas uma adaptação no roteiro da Camila: como a gente estava hospedado bem ao lado dos Jardins do Palácio de Cristal e eu desconfiava que a Maria (e nós também) gostaria de lá por tudo o que a Camila disse nesse post, eu o inclui bem no início do passeio e continuei seguindo na direção contrária da Camila.

Porto

Minha desconfiança não foi à toa. Tem vários “bichinhos” andando soltos pelos jardins que fizeram a festa da Maria. A interação foi tanta que a gente ficou um bom tempo por lá. 😉

Porto

Porto

“Bichinhos” à parte, os Jardins do Palácio de Cristal são lindos e muito bem preservados. Mas, apesar de permanecer no nome, o Palácio de Cristal já não existe mais. Ele foi demolido em 1951 e, no seu lugar, foi erguido um grande pavilhão, onde acontecem exposições e feiras.

Porto

Como se vê no post da Camila, dos fundos do jardim você tem uma bela vista da cidade. Mas, devido ao adiantado da hora, a gente resolveu continuar o roteiro, seguindo a pé até o Cais da Ribeira. Foram 20 minutos de caminhada passando por ruelas cinematográficas.

Porto

Porto

O dia, que amanhecera nublado, começava a se abrir para nós.

Porto

No caminho, pausa para registrar um clássico da cidade: o Eléctrico 1, que faz o trajeto da Ribeira à Foz do Douro.

Porto

A Camila contou sobre esse passeio aqui. A nossa falta de tempo, porém, só nos permitiu ver o bondinho de longe, caminhando às margens do Douro.

Porto

Chegamos na Ribeira bem na hora de nos fartar com a primeira experiência gastronômica em um restaurante turisticamente português: sardinhas fritas, vinho do porto e arroz de bacalhau era tudo o que eu mais precisava para trazer à tona as lembranças dos almoços de domingo com o meu amado e saudoso Vô Reis.

Porto

A gente poderia ter ficado a tarde toda por ali, curtindo o vai-e-vém de turistas, os artistas de rua e as mil e uma lojinhas de souvenirs. Mas a essa hora o arrependimento por não ter destinado mais dias ao Porto já era grande e a tristeza por deixar a cidade no dia seguinte nos fez querer render ao máximo aquele meio de tarde.

Porto

Porto

Fomos subindo a Rua dos Mercadores até a Rua das Flores, onde, mais uma vez, as lembranças da infância tomaram conta de mim. Dei de cara com uma papelaria homônima à que meu avô fundou aqui no Brasil e não contive a emoção de reencontrá-lo em pensamento.

Porto

Ao final da Rua das Flores, a visão daquela que, pra mim, foi a maior atração do Porto: a Estação São Bento, com suas paredes azulejadas que são uma indecência.

Porto

O Porto foi a última residência de meu avô em Portugal. Ele viveu ali dos 12 aos 16 anos de idade. E foi na Estação São Bento que ele embarcou num trem para Lisboa a tempo de pegar o navio que o levaria ao Brasil em 1926.

Sei que a ida dele ao Brasil não foi assim tão espontânea. Ele estava atrás de condições de vida melhores do que aquelas que o destino havia lhe reservado em sua terra natal. Mas não foi difícil pra mim imaginar o encantamento nos olhos ainda pueris de meu avô ao entrar naquela estação. Deveria ser o mesmo encantamento que eu tive ao entrar lá. Pode ser só coisa da minha cabeça… mas, em nenhum outro momento da minha vida, aquela fala batida de familiares quanto à minha semelhança com o meu avô me pareceu tão verdadeira!

Da Estação São Bento à Praça da Liberdade foi um pulo. A essa altura nossas pilhas começavam a descarregar e o pique já não era o mesmo. Aproveitamos para improvisar um lanche aos pés do belíssimo prédio da Câmara Municipal, que domina o cenário da praça.

Porto

Porto

Seguimos pela Rua dos Clérigos em direção à Rua das Carmelitas, onde se situa outra grande atração do Porto: a Livraria Lello & Irmão. A fila para entrar e o cansaço, porém, falaram mais alto e a gente acabou abrindo mão da visita.

Porto

O que a gente não abriu mão foi de sentar à mesa de uma pequena confeitaria para começar a nossa dolorosa imersão nos famosos doces de Portugal. 😉

Porto

Já satisfeitos com o rendimento do nosso primeiro (e único) dia livre no Porto, atravessamos a Praça Gomes Teixeira para, com a ajuda de um local, pegar o primeiro “autocarro” rumo ao nosso apartamento num ponto no início da Rua do Carmo.

Porto

Se você parar para comparar o nosso roteiro com o da Camila, vai perceber que, no final das contas, nós não conhecemos nem metade dos lugares que ela conheceu na cidade. Fuen fuen fuen… É claro que, com a Maria a tiracolo, eu já imaginava que não daria para ver tudo. Mas ver o tanto de Porto que ainda havia por explorar fez bater definitivamente aquele arrependimento por não dedicar mais tempo à cidade. Bem que a Camila tentou me convencer a deixar Paris de lado e esticar nossa estada em Portugal. Mas eu não a ouvi. E me arrependi.

Porto

Porto, minha cara, guenta aí! Um dia a gente volta. 😀

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17
jul
2015

Pousada Quarto Crescente: hospedagem budget em Trancoso

Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, eu faço relatos das minhas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino.

Você pode nem se lembrar mais… mas há cerca de um ano atrás eu prometi revelar aqui no Rotas os meus segredos para aproveitar Trancoso sem ir à falência. Eu queria resgatar essa promessa falando sobre aquela que eu considero o maior trunfo nessa nossa Trancoso budget: a Pousada Quarto Crescente.

Pousada Quarto Crescente

Primeiramente, “a César o que é de César”. A dica da Quarto Crescente não é minha. Na verdade, ela nos foi passada pela Ana Paula, cunhada de uma amiga da Renata (a quem eu agradeço enormemente), depois de saber que a nossa primeira visita ao vilarejo não tinha sido lá dos melhores no quesito hospedagem. Na época, nós estávamos hospedados a 50 metros da Quarto Crescente, numa pousadinha… digamos assim… beeeem mais ou menos. Coisa de principiante, eu diria. Porque foi só a Ana Paula comentar sobre a Quarto Crescente – que ficava numa esquina da mesma rua – para a gente ver que poderia usufruir de um pouco mais de conforto pagando praticamente o mesmo.

Foi assim que começou a nossa história de afeição pela Quarto Crescente. Desde então, todas as nossas visitas a Trancoso passaram por lá. É fundamentalmente por causa dela que o carnaval em Trancoso fica tão viável.

Já que o propósito aqui é ressaltar o lado budget de Trancoso e, mais especificamente, da Quarto Crescente, eu vou direto ao que interessa: o custo. No carnaval de 2014 (última vez que estivemos por lá), o valor do pacote para 5 noites no apartamento standard ficou em R$1.620,00 para 2 pessoas, o que dava R$324,00 por noite.

Pousada Quarto Crescente

Eu sei que a noção de caro/barato é algo bem subjetivo e depende muito das circunstâncias e das possibilidades de cada um. Mas o que eu também sei é que, em termos comparativos, pagar R$324,00 por noite para se hospedar em Trancoso em pleno carnaval é um preço justo. Justo porque carnaval é altíssima temporada no Brasil e porque Trancoso é um destino tradicionalmente caro. Mas eu considero justo principalmente por ser a Quarto Crescente. Lá eu digo que esse investimento vale a pena porque, além de tudo, você pode usá-lo a seu favor.

Explico.

A Quarto Crescente é uma pousada bem familiar. Um holandês (Peter), sua mulher brasileira (Eunice), seus 2 filhos (Joana e Ian), e o Choco (cachorro do Ian) é que tomam conta de lá. Isso torna o ambiente bem descontraído e informal. Em pouco tempo você vai perceber que a intenção ali é deixar a gente bem à vontade.

Pousada Quarto Crescente

Daí que não há nenhuma restrição quanto ao consumo de bebidas e comidas própria. Na verdade, eles até facilitam as coisas, cedendo utensílios domésticos se necessário. Em um dos carnavais que fomos pra lá em família/amigos, passamos algumas tardes na piscina consumindo a nossa própria cerveja e fazendo a nossa própria caipirinha com utensílios, limão e açúcar emprestados pelo Jean!

Mas não é só isso. O melhor mesmo desse “investimento carnavalesco” é o chá da tarde que eles oferecem. Um chá da tarde que pode muito bem substituir aquele jantar caro que você faria no Quadrado! 😉

Pousada Quarto Crescente

Pão-duragem à parte, é sério. O chá da tarde que eles oferecem é um verdadeiro banquete estrelado pelos bolos caseiros da Joana. Lá pelas 17:00h ela vai trazendo e exibindo e chamando os hóspedes para arrematar os bolos que sobraram do café da manhã e aqueles que ela assa na hora. Pra mim esse ritual é o perfeito reflexo do grau de cortesia dos donos da casa. É impossível não se sentir lisonjeado com tamanha gentileza!

Pousada Quarto Crescente

Acompanhando os bolos da Joana, tem sempre uma opção de torta salgada para quem não é fã de doces. E essa dobradinha torta + bolo quase sempre é responsável por eu dispensar a refeição no caro Quadrado.

Tá vendo como dá pra fazer render o investimento? 😉

Pousada Quarto Crescente

Ala dos apartamentos standards

Fora da alta temporada, a diária mais baixa que aparece no site da pousada é de R$260,00 (para duas pessoas) em apartamento temático. O preço só não é mais em conta porque, nessa época, eles não oferecem os apartamentos standards, que são inferiores aos temáticos.

Afora questões puramente financeiras, a Quarto Crescente é uma belezura de lugar. O terreno da pousada é bem grande e com bastante área verde. As principais comodidades são piscina (adulto e infantil), estacionamento privativo e gratuito, espaço para massagens (mediante agendamento e não incluído na diária), sala de jogos, livros e DVDs à disposição para ler/ver no quarto naqueles dias chuvosos, comendo uma pipoca ou pizza que eles fazem lá mesmo.

Além disso, de 2014 pra cá a Pousada passou por uma reforma que resultou numa bela incrementada da área social. A piscina, por exemplo, foi ampliada, ganhou deck molhado e não é mais de vinil (como na foto que eu postei acima):

Foto: Divulgação (site)

Foto: Divulgação (site)

Além dos apartamentos standards e dos temáticos, a pousada tem ainda suítes mais espaçosas e chalés que ficam na parte de trás do terreno. No ano passado, nós nos hospedamos em um desses chalés, com cozinha e que comporta até 6 pessoas:

Pousada Quarto Crescente

Foto: Divulgação (site)

No quesito localização, a Quarto Crescente também não deixa a desejar. Ela não fica tecnicamente no Quadrado. Mas nada que uma caminhada de 10 minutos não resolva. Para ir à praia, no entanto, você precisará de carro, como todo mundo que opta por se hospedar no alto da falésia (e não à beira-mar).

Enfim, hospedar-se na Quarto Crescente é uma opção certeira para aproveitar o lado budget de Trancoso. 

* Todas as despesas de hospedagem na Pousada dos Cocais foram pagas do meu bolso, não sendo este um post patrocinado ou apoiado.

* Em parceria com o Booking.com, todas as reservas feitas através dos links citados neste post geram comissão para o blog, sem que você pague nada a mais por isso. É uma forma de ajudar a manter o blog sem qualquer custo para você!

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13
jul
2015

BN Apartments e The Lisbonaire Apartments: nossa hospedagem em Porto e Lisboa

Eu tenho muito ainda para falar sobre a nossa última viagem à Europa e, especialmente sobre Portugal, tema de um único post até agora. Mas o tempo dedicado ao blog tem sido escasso por essas bandas desde que um antigo projeto pessoal meu foi resgatado. Por isso, eu resolvi inverter a ordem das coisas e começar logo do final para tornar público de uma vez algo que fez toda a diferença em nossa passagem pela terrinha: os nossos “hotéis”.

Pra falar a verdade, não foram bem “hotéis”. Tanto em Porto, quanto em Lisboa, a gente optou por alugar apartamentos, apostando no menor preço e na comodidade de ter uma cozinha para fazer comida para a Maria. E nossas duas escolhas foram bem felizes!

Porto

BN Apartments

No Porto o escolhido foi o BN Apartments Palacio, um dos 4 edifícios de apartamentos para temporada que o grupo BN mantem na cidade. Todos eles possuem ótima qualificação no Trip Advisor. Mas o que foi preponderante na minha escolha pelo Palácio foram 2 fatores: o preço mais em conta e o aval da Camila Navarro, do Viaggiando, quanto à conveniência da localização. O prédio fica bem pertinho do Jardim do Palácio de Cristal, o lugar preferido dela no Porto (veja aqui).

O prédio não tem portaria. A entrega das chaves é combinada previamente por email. Na hora prevista da sua chegada, um funcionário estará a sua espera para entregar o cartão que dá acesso ao edifício e ao apartamento e explicar as regras da casa.

No check-out o esquema é o mesmo. Na hora marcada, alguém vem para fazer os procedimentos de praxe.

BN Apartments

Pagamos 100 euros por 2 noites em um apartamento do tipo estúdio. O quarto não poderia ser mais apropriado para as nossas necessidades: espaçoso e com cozinha equipada.

BN Apartments

Além do mais, a decoração é bem moderninha, do jeito que a Renata gosta.

BN Apartments

Por óbvio, o café da manhã fica por conta dos hóspedes. Uma padaria a duas quadras do prédio e um supermercado a três serão suficientes para lhe prover de tudo o que for necessário para sua alimentação.

Só há serviço de limpeza dos quartos e substituição de lençóis e toalhas para hospedagens acima de 4 noites, o que não foi o nosso caso.

BN Apartments

Sobre a conveniência da localização eu já disse. Descendo 2 quadras abaixo você estará no Jardim do Palácio de Cristal. Virando na primeira esquina à esquerda começa a famosa Rua Miguel Bombarda, cheia de galerias de arte. Com 15 minutos de caminhada você chega no centro histórico da cidade.

E o melhor de tudo: você vai poder seguir à risca o roteiro de 1 dia na cidade que a Camila indicou nesse post.

Lisboa

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Já em Lisboa nossa escolha foi o The Lisbonaire Apartments.

A recomendação desse “hotel” veio da Silvia Oliveira, do Matraqueando, nesse post. O título não poderia ser mais chamativo: “hospedagem novíssima, barata, bem localizada e que, ainda por cima, adora criança“. Pronto! Nem pensei duas vezes.

Sem dúvida alguma, a dica da Silvia foi certeira. O Lisbonaire oferece estilo, sofisticação e conveniência a um preço justo e para um público variado, inclusive famílias com bebês. Nem precisava de tudo isso se o “hotel” fosse apenas baby-friendly do jeitinho que ele é: mediante solicitação prévia, eles disponibilizam gratuitamente berço, carrinho de bebê, cadeirinha de alimentação, trocador, banheira e caixa de brinquedos.

Lisbonaire Apartments

Quer coisa mais gentil e acolhedora do que essa para nós, pais?

Como se precisasse de mais coisa para agradar, os apartamentos são super espaçosos, bem decorados e com cozinha equipada.

Lisbonaire Apartments

O nosso tinha 60 m2, o que, para o padrão de hotelaria a que estamos acostumados, é quase um latifúndio. 😉

Lisbonaire Apartments

A localização também não poderia ser melhor: a 50 metros do Elevador da Glória, que te leva ao agito do bairro Chiado; a 100 metros da estação do metrô Restauradores, por onde passa a linha azul que te leva ao Terreiro do Paço e à estação Santa Apolônia; a 250 metros da estação do Rossio, de onde sai o trem que te leva a Sintra; e a 500 metros da Praça Figueira, ponto de partida do Elétrico 15E, com destino a Belém.

Como se vê, de lá até a Baixa Pombalina é um pulo. Nós percorremos quase todo o centro histórico de Lisboa à pé.

Para ter tudo isso à nossa disposição nós pagamos 130 euros por noite. Pode não ser barato, mas foi absolutamente justo.

* Todas as despesas de hospedagem nos hotéis citados neste post foram pagas do meu bolso, não sendo este um post patrocinado ou apoiado.

* Em parceria com o Booking.com, todas as reservas feitas através dos links citados neste post geram comissão para o blog, sem que você pague nada a mais por isso. É uma forma de ajudar a manter o blog sem qualquer custo para você!

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25
fev
2015

Inhotim com crianças: roteiro sugerido com dicas para aproveitar ao máximo o passeio

Galeria Marilá Dardot

Planejar a visita ao Inhotim não é tarefa fácil. A área do museu/parque é gigantesca (são 110 hectares abertos à visitação) e são mais de 100 obras de arte em exposição para você escolher qual visitar. Por isso que ninguém exagera quando diz que não dá para conhecer o Inhotim em um único dia. Não dá mesmo. Principalmente se você estiver com criança. Além da grande extensão, os caminhos entre uma galeria e outra são acidentados e cheios de sobe-desce, tornando o ritmo da visita lento.

Foi assim com a gente. Ao final do primeiro dia de passeio, não conseguimos cumprir nem metade do programado e isso só aumentou a vontade de voltar no dia seguinte. E olha que a minha seleção de obras era bem realista e contida. Eram apenas 5 obras/galerias de visita obrigatória, como vocês verão mais abaixo. Eu só não contava que, mesmo tendo estudado o parque anteriormente e estando com o mapa na mão, poderia me perder em alguns caminhos e rotas, gastando um tempo precioso.

Daí que eu reafirmo o que todo mundo diz por aí: 2 dias é o tempo mínimo para se dedicar ao Inhotim. Não que isso seja suficiente para conhecê-lo por inteiro. Não é. Mas, pelo menos, você vai se sentir um pouco mais familiarizado e à vontade para percorrer as rotas e selecionar melhor as obras e galerias que mais te interessam (e até voltar naquelas que você mais gostou).

Inhotim

Eu sei que uma das melhores formas de explorar o Inhotim é não ter um roteiro pré-definido para percorrê-lo (é o que o Riq Freire chama de estratégia aleatória nesse post). Deixar-se surpreender com o inesperado talvez seja o próprio objetivo do Inhotim. Mas, para quem viaja com crianças, pode ser mais proveitoso se você estudar um pouquinho as obras e o mapa para conhecer as rotas a serem percorridas. Caso contrário, você pode acabar deixando de lado aquelas que são mais indicadas para os menores e perder mais tempo do que o necessário em deslocamentos.

Por isso, eu resolvi compartilhar aqui o roteiro que nós seguimos aproveitando uma sugestão do próprio Instituto para quem pretende visitá-lo com crianças. Se seguido à risca e com o relógio sempre à vista, ele até poderá ser percorrido em 1 dia. Mas, com 2, o passeio será bem mais prazeroso e aberto ao inesperado. Você vai poder, inclusive, se dar ao luxo de fugir do script.

Troca-troca

As obras

Quando a gente definiu a ida para o Inhotim, eu procurei me informar sobre as obras que seriam mais indicadas para crianças na tentativa de agradar ao máximo a Maria. Mas é óbvio que o conceito de “obras mais indicadas para crianças” é altamente relativo e falível. Por ser um museu de arte contemporânea, e por serem as crianças tão imprevisíveis, qualquer uma das obras pode se revelar incrivelmente encantadora para elas, como eu disse nesse post.

Eis que o meu trabalho foi incrivelmente facilitado quando, uma semana antes da nossa viagem, o Inhotim publicou um post com uma sugestão de 5 obras para curtir com crianças (leia aqui). Eu não titubeei nem um pouco em seguir as indicações. E, com isso, as obras/galerias que se tornaram obrigatórias para nós foram:

1) Galeria Cildo Meireles;

2) Continente/Nuvem, de Rivane Neuenschwander;

3) Galeria Cosmococa, de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida;

4) Piscina, de Jorge Macchi;

5) A origem da obra de arte, de Marilá Dardot.

A única que a gente acabou não aproveitando foi a Piscina, de Jorge Macchi, por pura falta de animação minha e da Renata de entrar na água.

Jardim Botânico

O percurso

Meu único “porém” em relação ao roteiro sugerido pelo post do Inhotim é o percurso. Depois de tentar segui-lo no primeiro dia, eu estudei melhor a seleção de obras no mapa e conclui que é possível visitar as mesmas obras gastando menos tempo com deslocamento. Basta uma pequena alteração no sentido do roteiro para encaixar algumas das 5 rotas pré-estabelecidas feitas pelos carrinhos elétricos do parque. Pronto! Você vai otimizar seu tempo e diminuir drasticamente seu esforço nas caminhadas.

Inhotim

Para isso, você vai precisar pagar pelo ticket de transporte: custa R$20,00 por pessoa (crianças até 5 anos não pagam). Você pode embarcar e desembarcar quantas vezes quiser. Não há limite de utilização. E quando você perceber o quanto de chão e ladeira você percorreu de carro, você vai concluir que aqueles R$20,00 foram um ótimo investimento (principalmente se for um dia de muito sol e calor). 😉

Olho no mapa do parque que você pode baixar nesse link:

mapa inhotim

O percurso que eu sugiro é o seguinte:

1) a partir da recepção, siga o eixo laranja em direção ao ponto de embarque da Rota 1. Seguindo pelo caminho da esquerda, você já pode dar início ao seu deslumbramento com o lago e, principalmente, com o Vandário;

Vandário

2) Embarque no carrinho e desça no ponto final. Você estará na porta da Galeria Cardiff & Miller, também conhecido como galpão sonoro. Atravesse-o para saber o porquê da alcunha. Se tiver oportunidade, sente-se em uma cadeira para entender porque todo mundo que vai volta falando maravilhas dessa obra (para a Maria, isso seria exigir muito). Dependendo da hora que você chegar, pode aproveitar para comer na pizzaria que fica atrás do galpão;

Inhotim

3) Saia pelo lado oposto ao que você entrou e embarque no carrinho da Rota 3. Ao final da subida, ele vai te deixar bem ao lado de 2 obras selecionadas nesse roteiro: a Piscina, de Jorge Macchi, e a Origem da obra de arte, de Marilá Dardot. Conte em gastar um bom tempo nelas, principalmente se vocês toparem entrar na água. O Inhotim disponibiliza toalhas num vestiário que fica pertinho da piscina. Se a fome bater, há também uma lanchonete no local (que vende apenas industrializados);

Galeria Marilá Dardot

4) Suba em direção ao ponto de embarque da Rota 4. No caminho você ainda terá à disposição o Palm Pavilion, de Rirkrit Tiravanija, e as galerias de Carlos Garaicoa e Carroll Dunham;

5) Pegue o carrinho e peça para descer em frente à Galeria Cosmococa, de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida. As crianças vão adorar corresponder às interações que os artistas propõem. Depois disso, desça caminhando para encontrar, logo abaixo, um dos maiores ícones do Inhotim: a obra Troca-troca, de Jarbas Lopes (os famosos “fusquinhas coloridos”);

Troca-Troca

6) Continue a caminhada em direção à Galeria Fonte, no eixo amarelo, e não deixe de reparar no lindo paisagismo dos jardins dessa área do parque. Uma lanchonete fica anexa à galeria, caso vocês precisem recarregar as energias;

Fontes do Inhotim

7) Desça pela direita até chegar na Galeria Cildo Meirelles. As obras Através e Desvio para o Vermelho também propõem experiências que as crianças costumam curtir: a) na primeira, você caminha em um chão de cacos de vidro, contornando obstáculos; b) na segunda, brinca de identificar os objetos igualados pela cor;

8) Voltando à porta por onde você entrou, continue descendo até chegar a uma casinha branca, onde está situada a obra Continente/Nuvem, de Rivane Neuenschwander. Você só vai encontrar a obra se olhar pro teto. Nele, pequenas bolinhas de isopor ficam em constante movimento e mexem com a imaginação das crianças.

Rivane Neuenschwander

Pronto! Se você seguiu esse roteiro, você terá visitado todas as obras sugeridas pelo próprio Inhotim aproveitando ao máximo o conforto dos carrinhos elétricos.

No caminho até a recepção, você poderá ainda visitar a Galeria Praça e a obra Abre a porta, Rodoviária de Brumadinho, de Joh Ahearn e Rigoberto Torres. Com um pouquinho mais de tempo, eu recomendaria voltar pelo caminho da Cildo Meirelles e virar à direita na encruzilhada para conhecer o belíssimo paisagismo dessa parte do parque. É difícil não se encantar com esse tamboril centenário que ali está:

Tamboril

Se calhar, você pode aproveitar esta esticadinha para finalizar o passeio com um almoço tardio no Restaurante Tamboril, que funciona no esquema buffet (R$58,00 por pessoa; crianças até 5 anos não pagam).

Restaurante Tamboril

Observações finais

Analisando bem o mapa do parque, você vai perceber que o eixo rosa não entrou no roteiro. Por causa disso, almoçar no Restaurante Oiticica – que funciona no esquema self-service e sai bem mais em conta do que o Tamboril – se torna pouco conveniente. Ele implica em um desvio de rota à pé (não há rotas de carro disponíveis) que vai prejudicar o cumprimento do roteiro. Sem falar que, dependendo do movimento, você pode perder um bom tempo na fila para entrar, se servir, pesar e pagar. O melhor mesmo é deixá-lo para o segundo dia de passeio, que você pode dedicar para conhecer as atrações do eixo rosa.

Mas se o Tamboril não for uma opção viável (por ser caro), opte por fazer lanches na pizzaria do galpão sonoro, na lanchonete da Galeria Fonte (que vende hambúrgueres) ou naquela que fica bem perto da casinha da Rivane Neuenschwander (que vende um cachorro-quente bem vistoso).

Lanchonete Inhotim

O Inhotim não permite a entrada de comidas ou bebidas. Talvez, o maior propósito dessa proibição seja evitar piqueniques no parque. Mas é fato que ninguém revista seus pertences para conferir isso. Veja bem. Não tô querendo fazer nenhuma apologia à violação da regra estabelecida pelo parque e estimulá-lo a levar comida suficiente para fazer seu almoço por lá. Não mesmo. Essa observação é só para tranquilizar os pais de crianças pequenas (principalmente, as alérgicas), que preferem levar comida para seus filhos. Em quase todos os restaurantes/lanchonetes, eu vi gente pedindo para descongelar comida de bebê/criança.

Se você reparar bem, em todo o roteiro sugerido, você vai encontrar 1 único banheiro com fraldário (além da recepção): no vestiário da piscina. Essa é a maior crítica que eu faço ao Inhotim: a escassez de fraldários pelo parque. Não custava aumentar esse número para atender à demanda dos pais com bebês. Em alguns momentos, nós tivemos que improvisar nos bancos espalhados pelos jardins.

Inhotim

Não custa lembrar: o Inhotim é um museu/parque ao ar livre, o que quer dizer que você estará sujeito às variações climáticas. É bom se prevenir levando na mochila filtro solar e capas de chuva (se necessário, a lojinha que fica na recepção vende capa por R$8,00). Garrafinha de água também é item de primeira necessidade: você pode enchê-las nos bebedouros que ficam espalhados pelo parque. E atenção: use roupas leves e calçados confortáveis para caminhada. Não esqueça que você vai andar – e muito!

Por fim, se você quer aproveitar ao máximo o seu tempo no Inhotim, garanta o seu ingresso pela Internet e evite as filas na entrada (compre aqui). Você paga uma pequena taxa e retira o ingresso na hora, num balcão que fica dentro do estacionamento.

Tudo o mais que você precisa para planejar sua visita para o Inhotim (quando ir, como chegar, onde ficar) você pode conferir no Guia do Inhotim do Viaje na Viagem ou na série especial sobre o museu da Silvia Oliveira, do Matraqueando.

Informações úteis

Centro de Arte Contemporânea Inhotim

Endereço: Rua B, 20 – Brumadinho, MG

Telefone: (31) 3571 – 9700

Horário de funcionamento: Terça a sexta-feira: 9h30 às 16h30; Sábado, domingo e feriado: 9h30 às 17h30

Ingresso: Terça e quinta-feira: R$ 25,00; Quarta-feira (exceto feriado): entrada gratuita; Sexta, sábado, domingo e feriado: R$ 40,00; Fechado às segundas-feiras. Crianças até 5 anos não pagam.

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