<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?> <rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" ><channel><title>rotascapixabas.com</title> <atom:link href="http://www.rotascapixabas.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.rotascapixabas.com</link> <description>O Espírito Santo tem várias rotas. Escolha a sua!</description> <lastBuildDate>Fri, 20 Jan 2012 13:31:34 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <generator>http://?v=3.3.1</generator> <item><title>A subida ao Pico da Bandeira pelo Espírito Santo</title><link>http://www.rotascapixabas.com/2012/01/20/a-subida-ao-pico-da-bandeira-pelo-espirito-santo/</link> <comments>http://www.rotascapixabas.com/2012/01/20/a-subida-ao-pico-da-bandeira-pelo-espirito-santo/#comments</comments> <pubDate>Fri, 20 Jan 2012 11:55:33 +0000</pubDate> <dc:creator>Tiago dos Reis</dc:creator> <category><![CDATA[Rota do Caparaó]]></category> <category><![CDATA[Caparaó Capixaba]]></category> <category><![CDATA[Casa Queimada]]></category> <category><![CDATA[Dores do Rio Preto]]></category> <category><![CDATA[Pedra Menina]]></category> <category><![CDATA[pico da bandeira]]></category> <category><![CDATA[Pico do Calçado]]></category> <category><![CDATA[Pousada Villa Januária]]></category> <category><![CDATA[rota do caparaó]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.rotascapixabas.com/?p=2768</guid> <description><![CDATA[]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2770" class="wp-caption aligncenter" style="width: 586px"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/199880_122894784470808_122869037806716_156726_7821802_n.jpg?9d7bd4"><img class=" wp-image-2770 " title="Pico da Bandeira" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/199880_122894784470808_122869037806716_156726_7821802_n.jpg?9d7bd4" alt="" width="576" height="384" /></a><p class="wp-caption-text">Crédito: Fred Ayres</p></div><p style="text-align: justify;">O <strong>Pico da Bandeira</strong> é, de longe, o principal atrativo da <strong>Rota do Caparaó Capixaba</strong>. Subir até o seu cume, a 2.890 metros de altitude, é o objetivo de 10 entre 10 turistas que visitam a região. E não é pra menos. Todo mundo quer ver com os próprios olhos o que se vê de cima do ponto mais alto do país.</p><p style="text-align: justify;">Tudo bem. Eu sei que, geologicamente falando, o Pico da Bandeira não é o ponto mais alto do país. O <strong>Pico da Neblina</strong>, do alto de seus 2.993 metros, e o seu vizinho <strong>31 de Março</strong>, com seus 2.992 metros, estão aí para estragar a nossa festa classificatória. Mas, a não ser que você encare ir até Manaus, viajar 800 km até a aldeia ianomâmi de Maturacá, subir o rio Cauaburi em canoa motorizada até o Igarapé Tucano e, depois, caminhar por mais 4 dias até o topo dos dois picos, vai ter que concordar comigo que o Pico da Bandeira é, sim, o <strong>ponto mais acessivelmente alto do país</strong>. E ponto.</p><p style="text-align: justify;">Pra que sofrer tanto por causa de míseros 100 metros a mais, não é mesmo? <img src="http://www.rotascapixabas.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif?9d7bd4" alt=':-D' class='wp-smiley' /></p><div id="attachment_2769" class="wp-caption aligncenter" style="width: 609px"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/390029_183876771705942_122869037806716_354220_943480523_n.jpg?9d7bd4"><img class=" wp-image-2769   " title="Pico da Bandeira" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/390029_183876771705942_122869037806716_354220_943480523_n.jpg?9d7bd4" alt="" width="599" height="398" /></a><p class="wp-caption-text">Crédito: Fred Ayres</p></div><p style="text-align: justify;">E o melhor de tudo é que nós, capixabas, nem precisamos mais sair do Estado e ir para Minas Gerais para se sentir por cima da cocada preta lá no topo do Pico da Bandeira. É que, desde 1998, o monopólio da trilha mineira foi definitivamente quebrado com a abertura de uma trilha também pelo lado capixaba. <strong>Com isso, ficou bem mais fácil “capixabizar” o pico!!!</strong></p><p style="text-align: justify;">Fácil é maneira de dizer. Subir o Pico da Bandeira está longe de ser fácil. Para mim, essa foi a trilha mais difícil que fiz até hoje. Acumulei uma relativa experiência em trilhas nas minhas últimas viagens pelo Brasil, incluindo a <strong>Chapada Diamantina</strong> (que você acompanhou <a href="http://www.rotascapixabas.com/outras-rotas/" target="_blank">aqui</a>) e os Canyons do <strong>Parque Nacional dos Aparados da Serra</strong> e <strong>Serra Geral</strong>, na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. Mas, no quesito “língua pra fora”, nenhuma delas foi páreo para a trilha do Pico da Bandeira.</p><p style="text-align: justify;">O percurso da trilha capixaba é bastante acidentado e íngreme. Na subida, a gente sofre com a falta de ar por causa da altitude, já que a caminhada começa a mais de 2.100 metros de altura. Na descida, o obstáculo é outro: o impacto no joelho e a tensão nas costas e no pescoço por ter que ficar olhando o tempo todo para baixo (no nosso caso, a tensão era ainda maior por estar chovendo). Não vou negar: após 7 horas de subida e descida, eu cheguei um caco ao final do passeio.</p><p style="text-align: justify;">Quem já subiu o pico pelos dois lados diz que a trilha mineira é mais fácil. Por lá, você caminha mais (no total são 9 km de caminhada), mas a subida mais pesada se concentra nos 2 km finais. No Espírito Santo, os 4,2 km de caminhada são de subida forte, como eu falei. Mas, por isso mesmo, diz-se que, por aqui, o visual da trilha é mais belo e dramático. Você já começa andando bem no topo das montanhas e, em quase todo o percurso, tem uma visão bem mais ampla da paisagem.</p><div id="attachment_2773" class="wp-caption aligncenter" style="width: 586px"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/285180_122894481137505_122869037806716_156722_5803893_n.jpg?9d7bd4"><img class=" wp-image-2773" title="Pico da Bandeira" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/285180_122894481137505_122869037806716_156722_5803893_n.jpg?9d7bd4" alt="" width="576" height="384" /></a><p class="wp-caption-text">Crédito: Fred Ayres</p></div><p style="text-align: justify;">Você só precisa entrar em um acordo prévio com São Pedro para ele não estragar a sua festa! A minha foi pro brejo nas duas vezes que eu subi o pico. Na primeira, por Minas Gerais, eu sequer consegui chegar ao topo por causa de um chuva torrencial que caiu quando eu estava no finalzinho do percurso. Nessa última, a chuva fina não chegou a me impedir de alcançar o topo, mas o tempo nublado tapou completamente a paisagem.</p><p style="text-align: justify;">O resultado foi esse:</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/DSC05423.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter  wp-image-2780" title="Pico da Bandeira" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/DSC05423-e1327022472257-768x1024.jpg?9d7bd4" alt="" width="461" height="614" /></a></p><p style="text-align: justify;">Não foi a subida que eu imaginava, claro! Mas presenciar, de pertinho, aquele vai-e-vem de nuvens até que foi legal. Foi como se eu fizesse parte de um fenômeno meteorológico. Bastavam 15 minutos para um vale ser totalmente encoberto por uma neblina intensa. E depois mais 15 minutos para essa neblina se dissipar. E na maior parte do tempo, nós estávamos acima das nuvens!!</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/DSC05357.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter  wp-image-2775" title="Pico da Bandeira" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/DSC05357-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Mas eu sei que a grande maioria dos visitantes não quer subir o pico apenas para vivenciar uma aula prática de meteorologia (eu também não queria!). Por isso, se você não tem acesso direto com São Pedro, o melhor mesmo é apostar nos períodos de menor incidência de chuvas. O inverno, especialmente o mês de julho, é a melhor época. Mas se prepare para enfrentar um frio congelante. Lá em cima, as temperaturas chegam a ficar negativas.</p><p style="text-align: justify;">De qualquer forma, com chuva ou sem chuva, a trilha pode ser apreciada também sob outra ótica: a da flora. Não precisa nem ser botânico para se encantar com as mil e uma flores que a gente encontra pelo caminho:</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/DSC05382.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter  wp-image-2778" title="Pico da Bandeira" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/DSC05382-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/DSC05377.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter  wp-image-2777" title="Pico da Bandeira" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/DSC05377-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Vale lembrar que o Parque Nacional do Caparaó abriga uma das maiores e mais importantes reservas de mata atlântica do país! E no lado capixaba, a vegetação é ainda mais exuberante por causa do clima mais úmido.</p><p style="text-align: justify;">Além disso, nada substitui a incrível sensação de liberdade e poder que se tem ao chegar em cima do pico. É como se você estivesse no lugar mais privilegiado do país, assistindo a tudo e a todos de camarote. Ninguém há de te reprovar se você pensar que, por alguns instantes, tem o Brasil aos seus pés. Mas deixa eu mudar logo de assunto antes que isso aqui descambe para um arremedo de auto-ajuda!</p><p style="text-align: justify;">Voltando ao que interessa&#8230; a portaria capixaba do Parque está localizada a aproximadamente 9 km do <strong>Distrito de Pedra Menina</strong>, em <strong>Dores do Rio Preto</strong>. Digamos que Pedra Menina é a principal base do Caparaó Capixaba. No seu entorno estão os principais empreendimentos do trade turístico da região, incluindo a <a href="http://www.villajanuaria.com.br/site/index.html">Pousada Villa Januária</a>, onde nos hospedamos e sobre a qual falarei no próximo post.</p><p style="text-align: justify;">A portaria funciona das 07h às 22h. Para entrar no Parque paga-se uma taxa de visitação de 11 reais por pessoa. A partir daí, pode-se seguir de carro por mais 9 km em estrada parcialmente pavimentada até o lugar conhecido como <strong>Casa Queimada</strong>.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/DSC05331.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter  wp-image-2774" title="Pico da Bandeira" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/DSC05331-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">O trajeto até a Casa Queimada possui alguns pontos reservados para&#8230; churrasco!!! Eu realmente não entendo como pode ser permitida a realização de churrasco (leia-se: fogo) no meio de um parque nacional. Mas eu não vou entrar nessa discussão para não parecer ranzinza demais.</p><p style="text-align: justify;">Além disso, ao longo do caminho, há trilhas que levam a três cachoeiras que nascem dentro do Parque: a Cachoeira da Farofa, a do Sete Pilões e a do Aurélio. Tá aí mais uma “regalia” que só se tem na trilha capixaba.</p><p style="text-align: justify;">A Casa Queimada é a versão capixaba do <strong>Terreirão</strong>, de Minas. Nela há banheiros e uma área para acampamento, onde os visitantes podem passar a noite. Acampar no parque é obrigatório para aqueles que desejam assistir o nascer-do-sol de cima do pico. É que, para isso, a trilha deve ser percorrida durante a madrugada. E, como a portaria do parque fecha às 22h, você precisa entrar lá antes desse horário.</p><p style="text-align: justify;">Quem já foi garante. <strong>Não há nascer-do-sol mais bonito que esse no Brasil:</strong></p><div id="attachment_2771" class="wp-caption aligncenter" style="width: 586px"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/254330_122877017805918_122869037806716_156618_3173202_n.jpg?9d7bd4"><img class=" wp-image-2771 " title="Pico da Bandeira" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/254330_122877017805918_122869037806716_156618_3173202_n.jpg?9d7bd4" alt="" width="576" height="432" /></a><p class="wp-caption-text">Crédito: Fred Ayres</p></div><p style="text-align: justify;">E é bom lembrar que o sol nasce sob o mar do Espírito Santo, ok? <img src="http://www.rotascapixabas.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif?9d7bd4" alt=';-)' class='wp-smiley' /></p><p style="text-align: justify;">A partir da Casa Queimada começa a escalaminhada. Como eu já disse, são 4,2 km até o topo do pico. Ao longo do trajeto, algumas placas sinalizam a distância e o caminho. Mas eu não seria irresponsável de dizer que o percurso é auto-guiado. Embora muita gente o faça sozinho, por razões de segurança eu aconselho a contratação de um condutor, cuja diária, na época em que fui, saía a 80 reais para até 6 pessoas. Procure a <a href="http://www.serradocaparaoecotur.blogspot.com/">Agência Serra do Caparaó Eco Tur</a>, em Pedra Menina, para maiores informações (28 3559 3082).</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/DSC05366.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter  wp-image-2776" title="Pico da Bandeira" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/DSC05366-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Considere gastar de 2 a 3 horas para chegar ao topo. Em alguns trechos do percurso há sinal de celular. Leve o seu consigo e aproveite esses momentos para aquela clássica &#8220;zoada&#8221; com amigos e familiares. Sabe aquela coisa de &#8220;<strong>I&#8217;m the king of the worlllllld!!!!</strong>&#8220;? Pois é. Não tem hora mais apropriada para usá-la. <img src="http://www.rotascapixabas.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif?9d7bd4" alt=';-)' class='wp-smiley' /></p><p style="text-align: justify;">A 50 metros da chegada ao topo do Pico da Bandeira as duas trilhas (mineira e capixaba) se encontram. Mas só quem veio pelo Espírito Santo já terá passado por cima do <strong>Pico do Calçado</strong>, a quinta montanha mais alta do país, com 2.849 metros de altitude. Que privilégio, não?</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/DSC05394.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter  wp-image-2779" title="Pico da Bandeira" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/DSC05394-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Ao chegar em cima do Pico da Bandeira, não se assuste com a farra dos outros. Faça a sua. Mais que uma prova de resistência, chegar ali é um privilégio. Celebre a emoção de chegar ao ponto mais (acessivelmente) alto do país. E não se esqueça que você está no Espírito Santo!!!</p><div id="attachment_2772" class="wp-caption aligncenter" style="width: 586px"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/283490_122895197804100_122869037806716_156733_2447906_n.jpg?9d7bd4"><img class=" wp-image-2772 " title="Pico da Bandeira" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/283490_122895197804100_122869037806716_156733_2447906_n.jpg?9d7bd4" alt="" width="576" height="384" /></a><p class="wp-caption-text">Crédito: Fred Ayres</p></div><p style="text-align: justify;">P.S.: agradeço ao Fred Ayres que, gentilmente, cedeu as fotos que &#8220;salvaram&#8221; esse post!</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.rotascapixabas.com/2012/01/20/a-subida-ao-pico-da-bandeira-pelo-espirito-santo/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>5</slash:comments> </item> <item><title>O Pico da Bandeira é nosso!</title><link>http://www.rotascapixabas.com/2012/01/03/o-pico-da-bandeira-e-nosso/</link> <comments>http://www.rotascapixabas.com/2012/01/03/o-pico-da-bandeira-e-nosso/#comments</comments> <pubDate>Wed, 04 Jan 2012 00:19:44 +0000</pubDate> <dc:creator>Tiago dos Reis</dc:creator> <category><![CDATA[Espírito Santo]]></category> <category><![CDATA[Rota do Caparaó]]></category> <category><![CDATA[Blog de Viagens]]></category> <category><![CDATA[parque nacional do caparaó]]></category> <category><![CDATA[pico da bandeira]]></category> <category><![CDATA[rota do caparaó]]></category> <category><![CDATA[rotas capixabas]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.rotascapixabas.com/?p=2759</guid> <description><![CDATA[Tudo aconteceu meio que sem querer e sem muitas pretensões. Quando o fim do ano se anunciou, eu e a Renata nos demos conta que o feriado da proclamação da República, em 15 de novembro, seria a última oportunidade de improvisar uma viagem curta pelo Espírito Santo para criar novas pautas para o blog. Você [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/pico-da-bandeira.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter  wp-image-2760" title="Parque Nacional do Caparaó" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/pico-da-bandeira-1024x683.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="410" /></a></p><p style="text-align: justify;">Tudo aconteceu meio que sem querer e sem muitas pretensões. Quando o fim do ano se anunciou, eu e a Renata nos demos conta que o feriado da proclamação da República, em 15 de novembro, seria a última oportunidade de improvisar uma viagem curta pelo Espírito Santo para criar novas pautas para o blog. Você sabe bem que, ultimamente, o “Rotas” tem andado bastante por “Outras Rotas” e deixado de lado a sua origem, o “Capixabas”. Por isso, eu precisava sair a campo para resgatar a sua verdadeira identidade antes que alguém começasse a pensar que eu sou daqueles que nega as próprias raízes! <img src="http://www.rotascapixabas.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif?9d7bd4" alt=':-D' class='wp-smiley' /></p><p style="text-align: justify;">Não foi difícil escolher a rota do <strong>Caparaó Capixaba</strong> como destino da nossa viagem. Em primeiro lugar, eu queria falar sobre algo inédito aqui no blog para sair um pouco da mesmice. Até ontem não havia um único post sobre as cidades que integram essa rota. Em segundo lugar, a rota do Caparaó engloba os municípios capixabas sobre os quais se espalha o <strong>Parque Nacional do Caparaó</strong>, o único parque nacional com extensão sobre o Espírito Santo. Só isso já seria mais que suficiente para despertar a minha curiosidade bloguística. E, em terceiro lugar, o <strong>Pico da Bandeira</strong>, atração máxima da rota, era uma ausência imperdoável no currículo da Renata, que é nascida e criada em Cachoeiro de Itapemirim, cidade vizinha à rota. Eu já havia subido o pico pelo lado mineiro.</p><p style="text-align: justify;">Só depois que a gente decidiu o nosso rumo é que eu me dei conta que não conhecer o lado capixaba do Parque Nacional do Caparaó ou, ainda, não ter subido o Pico da Bandeira, não é (ou era) uma falha única e exclusiva da Renata. Essa é uma falha de muitos capixabas. Da maioria, eu diria. Tem capixaba que nem sabe que tem um parque nacional no Espírito Santo. E o que é mais grave: tem capixaba que nem imagina que o Pico da Bandeira, o terceiro pico mais alto do país, explorado turisticamente por Minas Gerais há 50 anos, fica em solo capixaba!!!</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/pico-da-bandeira-2.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter  wp-image-2762" title="Parque Nacional do Caparaó" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/pico-da-bandeira-2-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Alô, capixaba! Onde é que você estava nas suas aulas de geografia, hein?</p><p style="text-align: justify;">Foi, então, que eu percebi que tamanha desinformação ou desinteresse do capixaba a respeito do Caparaó leva-o a viver um triste ocaso dentro do nosso Estado. Um ocaso que, para mim, é emblemático do nosso amadorismo turístico. Eu realmente não conheço nenhum outro exemplo de parque nacional brasileiro que tenha sido tão subutilizado turisticamente pelo Estado que o abriga. E isso porque mais de 70% de toda a extensão do Parque, incluindo o próprio Pico da Bandeira, estão no Espírito Santo!</p><p style="text-align: justify;">A verdade é que o Caparaó nunca foi um produto turístico de primeira linha do nosso Estado. Ele sempre esteve em segundo plano nesse quesito. Por algum motivo, que eu não sei explicar, nós nunca nos empenhamos em fazer do Pico da Bandeira uma referência turística tipicamente capixaba.</p><p style="text-align: justify;">Não é por outro motivo que, até bem pouco tempo atrás, a única forma de acesso para as trilhas do parque se dava por Minas Gerais, na cidade de Alto Caparaó. A portaria capixaba só foi inaugurada em 1998 e o caminho que leva até ela está em obras até hoje! Por outro lado, as informações oficiais na internet sobre os atrativos da rota são esparsas e praticamente inúteis. A exceção fica por conta do recentíssimo site criado pelo chamado <a href="http://www.circuitocaparaocapixaba.com.br/">Circuito Caparaó Capixaba</a>, uma iniciativa levada a frente por 25 empreendimentos turísticos privados da região com o apoio do Sebrae e da Setur.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/pico-da-bandeira-1.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter  wp-image-2761" title="Parque Nacional do Caparaó" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2012/01/pico-da-bandeira-1-1024x684.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="410" /></a></p><p style="text-align: justify;">É por isso que eu não me espanto em constatar que os mais rentáveis frutos da exploração turística do Parque Nacional do Caparaó sejam colhidos por Minas, e não pelo Espírito Santo. É de Minas que as pessoas geralmente se lembram quando se fala no Parque e no Pico da Bandeira. É para Minas que as pessoas vão quando desejam conhecer as atrações do Parque ou subir o Pico. E é a Minas que as pessoas rendem escancarados elogios quando assistem a beleza do nascer do sol lá no topo do Pico. E sabe o que é pior? Elas fazem tudo isso olhando para o horizonte capixaba e plantadas sob o solo do município de Ibitirama, no Espírito Santo.</p><p style="text-align: justify;">Daí que essa viagem improvisada aos 45 minutos do segundo tempo se mostrou grandiosa em seus propósitos estratégicos. Muito mais que apresentar um roteiro turístico cheio de atrações e belezas, ela vai me permitir convocar os capixabas para um dever cívico: <strong>o de reivindicar, de vez, a naturalidade do Pico da Bandeira!</strong></p><p style="text-align: justify;">Sim, porque os mineiros (eu, inclusive) que me desculpem, mas o Pico da Bandeira é nosso!</p><p style="text-align: justify;">Nos próximos posts, eu convido você, capixaba, a conhecer um pouco mais sobre a <strong>Rota do Caparaó</strong> e seus segredos escondidos.</p><p style="text-align: center;"><em>_______________________________</em></p><p style="text-align: center;"><em>Siga o “Rotas” no <a href="https://twitter.com/#!/rotascapixabas" target="_blank">Twitter</a></em></p><p style="text-align: center;"><em>Curta o “Rotas” no <a href="https://www.facebook.com/pages/Rotas-Capixabas/105826022825468" target="_blank">Facebook</a></em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.rotascapixabas.com/2012/01/03/o-pico-da-bandeira-e-nosso/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>5</slash:comments> </item> <item><title>Meus 7 links</title><link>http://www.rotascapixabas.com/2011/12/29/meus-7-links/</link> <comments>http://www.rotascapixabas.com/2011/12/29/meus-7-links/#comments</comments> <pubDate>Thu, 29 Dec 2011 12:34:51 +0000</pubDate> <dc:creator>Tiago dos Reis</dc:creator> <category><![CDATA[Viagem]]></category> <category><![CDATA[blogagem coletiva]]></category> <category><![CDATA[Campanha]]></category> <category><![CDATA[Meus 7 links]]></category> <category><![CDATA[retrospectiva]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.rotascapixabas.com/?p=2714</guid> <description><![CDATA[(Eu sei que tô bem atrasado com a publicação deste post, mas o corre-corre de final de ano me impediu de &#8220;blogar&#8221; com mais frequência. Por isso, ele veio só agora no apagar das luzes de 2011. De qualquer forma, aproveitarei essa oportunidade para encerrar os trabalhos bloguísticos desse ano e desejar a todos felizes [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em>(Eu sei que tô bem atrasado com a publicação deste post, mas o corre-corre de final de ano me impediu de &#8220;blogar&#8221; com mais frequência. Por isso, ele veio só agora no apagar das luzes de 2011. De qualquer forma, aproveitarei essa oportunidade para encerrar os trabalhos bloguísticos desse ano e desejar a todos <span style="text-decoration: underline;"><strong>felizes &#8220;rotas&#8221; em 2012</strong></span>!)</em></p><p style="text-align: justify;">Eis a minha primeira participação em uma Blogagem Coletiva. A <strong>Claudia Beatriz</strong>, do blog <a href="http://www.aprendizdeviajante.com/">Aprendiz de Viajante</a>, teve a excelente ideia de convocar os blogueiros brasileiros a participar da campanha “<a href="http://www.aprendizdeviajante.com/index.php/2011/12/03/blogagem-coletiva-meus-7-links-as-regras/">Meus 7 links</a>”, onde eles tem a oportunidade de revelar algumas curiosidades sobre seus posts. E, convidado pelo <strong>Alexandre Costa</strong>, do blog <a href="http://www.oquesefaz.com/" target="_blank">O que se faz</a>, eu apresento agora os <strong>meus 7 links</strong>.</p><p style="text-align: justify;"><span id="more-2714"></span></p><p style="text-align: justify;"><strong>1. O post mais Bonito:</strong></p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/3_1.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter  wp-image-2743" title="Cachoeira do Buracão" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/3_1-768x1024.jpg?9d7bd4" alt="" width="461" height="614" /></a></p><p style="text-align: justify;">E impossível escolher o post mais bonito sem ser injusto com outros. Para nós, blogueiros, posts são como filhos. Cada um é especial de um jeito diferente! Mas eu não vou melar a brincadeira. E, por ora, como post mais bonito, eu escolho o que eu escrevi sobre a <a href="http://www.rotascapixabas.com/2011/06/26/cachoeira-do-buracao-eu-vi/">Cachoeira do Buracão</a>, na Chapada Diamantina. Acho que eu consegui passar um pouco da emoção que senti ao ver a cachoeira!</p><p style="text-align: justify;"><strong>2. O post mais Popular:</strong></p><p><a style="text-align: center;" href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/Festa-da-Polenta_09-e-10.10.2010-020.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter  wp-image-2742" style="border-style: initial; border-color: initial;" title="Orquidário Caliman" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/Festa-da-Polenta_09-e-10.10.2010-020-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">O post que mais recebe visitas no blog é disparado o do <a href="http://www.rotascapixabas.com/2010/10/25/orquidario-caliman/">Orquidário Caliman</a>, de Venda Nova do Imigrante. Boa parte desse “sucesso” todo eu atribuo ao fato de o Orquidário não ter site próprio.</p><p style="text-align: justify;"><strong>3. O post que gerou mais discussão/controvérsia:</strong></p><p style="text-align: justify;">Nem foi uma discussão tão grande assim, mas o post onde eu critico o preço das moquecas no Espirito Santo gerou algum inconformismo por parte de umas pessoas: <a href="http://www.rotascapixabas.com/2011/05/08/maos-ao-alto-isso-e-uma-moqueca/">Mãos ao alto! Isso é uma moqueca!</a></p><p style="text-align: justify;"><strong>4. O post que ajudou/ajuda mais gente:</strong></p><p style="text-align: center;"><img class="aligncenter  wp-image-2741" title="Itaúnas" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/DSC03060-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></p><p style="text-align: justify;">Todos os posts da <a href="http://www.rotascapixabas.com/2010/10/12/indice-da-serie-especial-itaunas/">Série Especial sobre Itaúnas</a>, principalmente o que tem dicas de hospedagem na vila: <a href="http://www.rotascapixabas.com/2010/10/02/serie-especial-itaunas-5-onde-ficar/">Série Especial Itaúnas (5): onde ficar</a>.</p><p style="text-align: justify;"><strong>5. O post cujo sucesso te surpreendeu:</strong></p><p style="text-align: justify;">De novo tenho que colocar aqui o link do post sobre o <a href="http://www.rotascapixabas.com/2010/10/25/orquidario-caliman/">Orquidário Caliman</a>, de Venda Nova do Imigrante. Eu nunca imaginei que ele fosse alcançar tamanho nível de acesso. Ele nem é um dos meus preferidos! <img src="http://www.rotascapixabas.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif?9d7bd4" alt=':-D' class='wp-smiley' /></p><p style="text-align: justify;"><strong>6. O post que não recebeu a atenção que deveria:</strong></p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/dsc02147.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter  wp-image-2747" title="Vila Velha" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/dsc02147-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Acho que a gente sempre espera maior atenção aos posts que demandaram maior dedicação nossa. E isso aconteceu com alguns posts meus. Alguns me consumiram bastante tempo para escrever e editar, mas foram um verdadeiro fracasso de audiência. Que o diga o post que fiz sobre Vila Velha, o <a href="http://www.rotascapixabas.com/2010/12/07/vila-bela/">Vila Bela</a>. É um dos meus favoritos. Mas, em termos de popularidade, está entre os lanterninhas! <img src="http://www.rotascapixabas.com/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif?9d7bd4" alt=':-(' class='wp-smiley' /></p><p style="text-align: justify;"><strong>7. O post de que você tem mais orgulho:</strong></p><p style="text-align: justify;">Difícil escolher. Volta e meia eu me pego lendo e relendo vários posts dos quais eu me orgulho. Mas, por ter sido um divisor de águas na vida do “rotas”, eu escolheria o post <a href="http://www.rotascapixabas.com/2011/06/19/o-rotas-em-outras-rotas/">O Rotas em Outras Rotas</a>, que deu início a seção “outras rotas” aqui do blog. Eu diria que, com ele, o “Rotas” se enquadrou definitivamente como um blog de viagens.</p><p>E meus convidados para prosseguir a brincadeira são:</p><p><strong>Karoline Sirgado</strong> (@codigofamiliar), do <a href="http://codigofamiliar.blogspot.com/" target="_blank">Código Familiar</a></p><p><strong>Regina Célia</strong> (@regina26), do <a href="http://guardandomem.blogspot.com/" target="_blank">Guardando Memórias</a></p><p><strong>Carlos Alberto</strong> (@terracapixaba), do <a href="http://www.terracapixaba.com" target="_blank">Terra Capixaba</a></p><p><strong>Ana Carolina</strong> (@umolharnovo), do <a href="http://umolharnovo.blogspot.com/" target="_blank">Um Olhar Novo</a></p><p>(sei que eu deveria indicar 7 blogueiros, mas todos os outros que eu indicaria já foram indicados)</p><p style="text-align: center;"><em>_______________________________</em></p><p style="text-align: center;"><em>Siga o “Rotas” no <a href="https://twitter.com/#!/rotascapixabas" target="_blank">Twitter</a></em></p><p style="text-align: center;"><em>Curta o “Rotas” no <a href="https://www.facebook.com/pages/Rotas-Capixabas/105826022825468" target="_blank">Facebook</a></em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.rotascapixabas.com/2011/12/29/meus-7-links/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>3</slash:comments> </item> <item><title>Deserto do Atacama e Salar de Uyuni: o planejamento da viagem</title><link>http://www.rotascapixabas.com/2011/12/28/deserto-do-atacama-e-salar-de-uyuni-o-planejamento-da-viagem/</link> <comments>http://www.rotascapixabas.com/2011/12/28/deserto-do-atacama-e-salar-de-uyuni-o-planejamento-da-viagem/#comments</comments> <pubDate>Thu, 29 Dec 2011 00:05:41 +0000</pubDate> <dc:creator>Tiago dos Reis</dc:creator> <category><![CDATA[Outras rotas]]></category> <category><![CDATA[bolivia]]></category> <category><![CDATA[chile]]></category> <category><![CDATA[cumbres]]></category> <category><![CDATA[deserto do atacama]]></category> <category><![CDATA[Salar de Uyuni]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.rotascapixabas.com/?p=2735</guid> <description><![CDATA[ Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino. A chegada Chegar ao Atacama [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #008000;"> <em>Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino.</em></span></p><div id="attachment_2737" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/1.Valle-de-la-Muerte_20.09-68.jpg?9d7bd4"><img class=" wp-image-2737 " title="Deserto do Atacama" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/1.Valle-de-la-Muerte_20.09-68-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a><p class="wp-caption-text">Vale da Morte</p></div><p style="text-align: justify;"><strong>A chegada</strong></p><p style="text-align: justify;">Chegar ao Atacama foi mais fácil do que imaginávamos. Resgatamos o trecho inteiro de Vitória a Calama (cidade onde fica o aeroporto mais próximo do Atacama) com milhas do programa fidelidade TAM. Ao todo, foram 25.000 milhas para cada: 15.000 na ida (classe executiva) e 10.000 na volta (classe econômica). Embora a TAM não voe até Calama, ela tem acordo de <em>code-share</em> com a LAN Chile, que permite aos seus passageiros incluir, nas passagens-prêmio, trechos voados por esta última, como é o caso de Santiago-Calama.</p><p style="text-align: justify;"><span id="more-2735"></span></p><p style="text-align: justify;">Usar milhas TAM em todo o trajeto da viagem facilitou bastante o planejamento e nos livrou de algum trabalho com a compra do trecho Santiago-Calama. Isso porque só duas companhias aéreas voam até Calama: a <a href="http://www.lan.com/pt_br/sitio_personas/index.html">LAN</a>, cujas passagens para estrangeiros tem preços bem mais salgados que aqueles oferecidos para chilenos; e a <a href="http://skyairline.cl/en/index.aspx">Sky Airline</a>, bem mais econômica e também amadora na venda de passagens para estrangeiros.</p><p style="text-align: justify;">Em todo o caso, a Silvia, do Matraqueando, fez um <a href="http://www.matraqueando.com.br/passagens-aereas-baratas-dentro-do-chile-voe-sky-airline">super-post</a> ensinando como comprar passagens baratas de Santiago a Calama pela Sky Airline. Esse era o meu plano B se o resgate das milhas não tivesse dado certo!</p><p style="text-align: justify;"><strong>O transfer</strong></p><p style="text-align: justify;">Do aeroporto de Calama para San Pedro do Atacama são aproximadamente 100 km de distância. Por isso, você vai precisar contratar um transfer para chegar até lá. Seguindo as dicas da Silvia, do <a href="http://www.matraqueando.com.br/como-chegar-a-san-pedro-de-atacama-no-chile">Matraqueando</a>, contratei a empresa <a href="http://www.sanpedroatacama.com/ingles/ot-transfer.htm">Transfer Licancabur</a>, que faz tudo pela internet. Você entra em contato por e-mail, manda as informações do vôo e pronto! Eles estarão a sua espera no aeroporto de Calama para te levar até San Pedro.</p><p style="text-align: justify;">Você só paga na hora que chegar lá. São 10.000 pesos por pessoa por trecho no horário regular (07:00 às 21:00). Contratando ida e volta, o preço fica em 18.000 pesos.</p><p style="text-align: justify;">Também é possível chegar a San Pedro de ônibus, pagando um pouco menos. A empresa <a href="https://www.turbus.cl/">TurBus</a> faz o trajeto cobrando de 2.600 a 4.700 pesos por trecho a depender do tipo de assento. O único inconveniente é que você vai precisar se deslocar até o terminal rodoviário de Calama para pegar o ônibus e comprar as passagens na hora, já que, para nós, brasileiros, não é possível comprar pelo site da empresa.</p><p style="text-align: justify;"><strong>Os cuidados</strong></p><p style="text-align: justify;">Outra grande preocupação de quem vai ao Atacama é se prevenir contra os efeitos adversos do deserto mais seco e alto do mundo. Tá certo que será inevitável sofrer com o ressecamento da pele, dos olhos, nariz e com a falta de ar após algum esforço. Mas alguns cuidados podem minimizar os estragos.</p><p style="text-align: justify;">Para montar a nossa farmácia particular seguimos os conselhos da <a href="http://www.matraqueando.com.br/manual-de-sobrevivencia-o-que-levar-ao-atacama">Silvia</a> e de um clínico geral com quem consultamos antes da viagem. Além dos remédios tradicionais, acrescentamos à lista: protetor solar, protetor labial, manteiga de cacau, colírio lubrificante para o olho, soro “salsep” para o nariz, pomada cicatrizante (tipo bepantol) e hidratante.</p><p style="text-align: justify;">A Renata, que é a pessoa mais organizada que eu conheço, preparou um kit individual com todos esses itens para nós dois. Um ia na minha mochila; o outro na mochila dela. Assim, nas palavras dela, “a gente não tinha desculpa para não usar os produtos de uso freqüente”. E não tivemos mesmo. O kitzinho da Renata foi uma mão na roda! Criamos o hábito de sacá-lo todas as vezes que entrávamos no carro durante os passeios. E, talvez por isso, nós tenhamos resistido muito bem à secura.</p><p style="text-align: justify;"><strong>A agência</strong></p><p style="text-align: justify;">Por último, eu gostaria apenas de recomendar a agência que contratamos em San Pedro, a <strong>Cumbres</strong>. Ela fica no finalzinho da Caracoles. O atendimento é simpático e o serviço bastante satisfatório, especialmente o do tour ao Salar de Tara.</p><p style="text-align: justify;">Na verdade, agência de turismo é o que não falta em San Pedro. Nos arredores da Rua Caracoles, você terá um leque bem grande de opções. Os preços e os trajetos dos passeios, com exceção de uma ou outra, são bem parecidos. Por isso, na hora de contratar, o que vale mesmo é a recomendação de uma fonte segura e confiável.</p><p style="text-align: justify;">Quanto à escolha da agência provedora do passeio de Uyuni, eu dei todas as informações <a href="http://www.rotascapixabas.com/2011/11/09/a-logistica-da-viagem-ao-salar-de-uyuni/" target="_blank">aqui</a>.</p><p style="text-align: justify;">E com esse post, eu encerro a série especial sobre o Atacama e Uyuni no “Outras Rotas”. Já passou da hora do “Rotas” voltar a ser “Capixabas”! ;-D</p><p><span style="color: #008000;"><em>Leia todos os posts da série “Outras Rotas” clicando <a href="http://rotascapixabas.com/outras-rotas/" target="_blank"><span style="color: #008000;">aqui</span></a>.</em></span></p><p style="text-align: center;"><em>_______________________________</em></p><p style="text-align: center;"><em>Siga o “Rotas” no <a href="https://twitter.com/#!/rotascapixabas" target="_blank">Twitter</a></em></p><p style="text-align: center;"><em>Curta o “Rotas” no <a href="https://www.facebook.com/pages/Rotas-Capixabas/105826022825468" target="_blank">Facebook</a></em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.rotascapixabas.com/2011/12/28/deserto-do-atacama-e-salar-de-uyuni-o-planejamento-da-viagem/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>8</slash:comments> </item> <item><title>Hotel Review: Kimal Hotel (Atacama)</title><link>http://www.rotascapixabas.com/2011/12/28/hotel-review-kimal-hotel-atacama/</link> <comments>http://www.rotascapixabas.com/2011/12/28/hotel-review-kimal-hotel-atacama/#comments</comments> <pubDate>Wed, 28 Dec 2011 11:50:09 +0000</pubDate> <dc:creator>Tiago dos Reis</dc:creator> <category><![CDATA[Outras rotas]]></category> <category><![CDATA[chile]]></category> <category><![CDATA[deserto do atacama]]></category> <category><![CDATA[hotel kimal]]></category> <category><![CDATA[san pedro do atacama]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.rotascapixabas.com/?p=2718</guid> <description><![CDATA[Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino. Apesar de pequena, San Pedro [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #008000;"><em><em><em>Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino.</em></em></em></span></p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/Picture-878.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter  wp-image-2720" title="Hotel Kimal" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/Picture-878-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;"><em><em><em></em></em></em>Apesar de pequena, San Pedro do Atacama é uma cidade recheada de opções de hospedagem. Tem opção pra tudo quanto é gosto e bolso: tem quartinho para alugar na casa de moradores, tem albergues, tem apart-hotel, tem hotel barato, hotel caro e até hotel de luxo, daqueles tipo “resort”. Talvez por isso você vê tudo quanto é tipo de turista circulando pelas ruas de San Pedro em busca de aventura no deserto: do mochileiro ao velhinho mais endinheirado!</p><p style="text-align: justify;"><span id="more-2718"></span></p><p style="text-align: justify;">Em algum ponto intermediário dessas categorias extremas de turistas nós nos encaixamos. E por isso nós também miramos num padrão intermediário de hotel. Nada de luxo, nem de desprendimento. Interessava-nos um mínimo de conforto para compensar as adversidades do deserto. E o hotel que a gente escolheu foi o <a href="http://www.kimal.cl/en/index.htm">Kimal</a>.</p><p style="text-align: justify;">De cara, nós simpatizamos com as fotos do hotel no site. Além disso, para o período da nossa viagem e pela quantidade de noites que precisávamos, eles concediam 20% de desconto no valor da diária. De U$185,00 ela baixou para U$148,00. Nada mal!</p><p style="text-align: justify;">Aí foi só ver a recomendação da dupla de <a href="http://inquietosblog.com.br/?s=kimal+atacama&amp;Submit=">Inquietos</a>, Priscila e Vinicius, para a gente não ter dúvidas em reservá-lo.</p><p style="text-align: justify;">O Kimal realmente oferece um ótimo custo X benefício para quem quer se hospedar com conforto no Atacama sem precisar pagar uma fortuna. Bem localizado (ele fica no começo da rua Caracoles), ele possui quartos amplos, piscina e um ótimo restaurante aberto ao público.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/Picture-868.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter  wp-image-2724" title="Hotel Kimal" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/Picture-868-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">A decoração segue o padrão das construções atacamenhas, com paredes de adobe e detalhes em madeira.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/Picture-858.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter  wp-image-2722" title="Hotel Kimal" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/Picture-858-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/Picture-866.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter  wp-image-2723" title="Hotel Kimal" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/Picture-866-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">O serviço é bastante atencioso e simpático. Nos passeios que saem antes do horário do café, como o dos <a href="http://www.rotascapixabas.com/2011/10/28/o-tour-dos-geiseres-del-tatio/">gêiseres</a>, eles te oferecem um kit lanche para que você não saia sem comer (o tour sai de madrugada). É só avisar com antecedência na recepção.</p><p style="text-align: justify;">O restaurante do hotel, o Paacha, é uma mão na roda. Fizemos várias refeições por lá. Além do sistema menu, em que você paga um preço fixo pela entrada, prato principal e sobremesa, você pode compor o seu prato pedindo ingredientes separadamente. Esse file mignon, acompanhado de arroz e salada, que você vê aí na foto, por exemplo, estava bem gostoso!</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/Picture-857.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter  wp-image-2721" title="Hotel Kimal" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/Picture-857-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Mas, para falar a verdade mesmo, o que mais nos atraía ao restaurante do hotel era a música ambiente. Eu até desconfio que isso seja uma tática dos proprietários, acostumados a receber hóspedes brasileiros. Mas, em diversas ocasiões que passávamos em frente a ele, escutávamos música brasileira tocando, e música de primeira qualidade.</p><p style="text-align: justify;">A gente era praticamente fisgado pelo ouvido! <img src="http://www.rotascapixabas.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif?9d7bd4" alt=';-)' class='wp-smiley' /></p><p><span style="color: #008000;"><em>Leia todos os posts da série “Outras Rotas” clicando <a href="http://rotascapixabas.com/outras-rotas/" target="_blank"><span style="color: #008000;">aqui</span></a>.</em></span></p><p style="text-align: center;"><em>_______________________________</em></p><p style="text-align: center;"><em>Siga o “Rotas” no <a href="https://twitter.com/#!/rotascapixabas" target="_blank">Twitter</a></em></p><p style="text-align: center;"><em>Curta o “Rotas” no <a href="https://www.facebook.com/pages/Rotas-Capixabas/105826022825468" target="_blank">Facebook</a></em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.rotascapixabas.com/2011/12/28/hotel-review-kimal-hotel-atacama/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>3º dia no Salar de Uyuni: perdidos no salar! (3ª parte)</title><link>http://www.rotascapixabas.com/2011/12/02/3%c2%ba-dia-no-salar-de-uyuni-perdidos-no-salar-3%c2%aa-parte/</link> <comments>http://www.rotascapixabas.com/2011/12/02/3%c2%ba-dia-no-salar-de-uyuni-perdidos-no-salar-3%c2%aa-parte/#comments</comments> <pubDate>Fri, 02 Dec 2011 12:46:46 +0000</pubDate> <dc:creator>Tiago dos Reis</dc:creator> <category><![CDATA[Outras rotas]]></category> <category><![CDATA[bolivia]]></category> <category><![CDATA[chile]]></category> <category><![CDATA[deserto do atacama]]></category> <category><![CDATA[Fremen Tours]]></category> <category><![CDATA[hotel de piedra]]></category> <category><![CDATA[rede tayka]]></category> <category><![CDATA[Ruta Verde]]></category> <category><![CDATA[Salar de Uyuni]]></category> <category><![CDATA[san pedro do atacama]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.rotascapixabas.com/?p=2706</guid> <description><![CDATA[Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino. Desculpe-me pela falta de fotos. [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #008000;"><em>Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino.</em></span></p><p style="text-align: justify;"><em>Desculpe-me pela falta de fotos. Mas, como vocês devem imaginar, nesse dia nós não tivemos cabeça para pensar em tirar fotos! Por isso, vou ilustrar esse post com fotos de outros dias, ok?</em></p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/2.Salar-de-Uyuni-19.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2710" title="Salar de Uyuni " src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/2.Salar-de-Uyuni-19-1024x766.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="460" /></a></p><p style="text-align: justify;"><em></em>Eu torcia para que a Renata dormisse o máximo possível e não tivesse tempo, nem consciência, para se desesperar. Eu preferia não imaginá-la sofrendo na madrugada do salar! Enquanto a Renata dormia no meu colo, eu me pus a rezar. Era a única coisa que me restava fazer naquele breu total.</p><p style="text-align: justify;"><span id="more-2706"></span></p><p style="text-align: justify;">Era quase 22:30h quando a Rê se levantou. Não contive a frustração ao vê-la acordando. Eu insisti para que ela dormisse mais. Mas, em seguida, foi ela que não se conteve. Ela chorou. Eu chorei com ela. Nós choramos.</p><p style="text-align: justify;">Depois de algum tempo, eu desci para ir ao “banheiro”. Quando eu me preparava para retornar ao carro, a Rê grita: “<em>é ele!!!!</em>”. Ao fundo, beeemmm ao fundo, luzes andavam no meio do salar. Luzes que pareciam sair dos faróis de dois carros.</p><p style="text-align: justify;">Eu já não tinha dúvidas de que era o nosso resgate. A Renata ainda duvidava por se tratar de dois, e não de um carro, como nos foi dito pela agência. Mas eu achava improvável que outras pessoas transitassem por ali àquela hora sem um propósito definido.</p><p style="text-align: justify;">Imediatamente eu comecei a piscar o farol para aumentar a visibilidade. Eles andavam reto à nossa esquerda. Em certo ponto, eles viraram à direita e passaram a andar à nossa frente. Tivemos ainda um último minuto de desespero quando os carros, que estavam vindo em nossa direção, deram uma volta e começaram a andar na direção contrária. Nossos corações pularam e, por um rápido momento, pensamos que poderia não ser o nosso resgate. A Renata não se agüentou e começou a correr em direção a eles gritando por socorro. Eu corri atrás dela.</p><p style="text-align: justify;">Mas foi só os carros pararem e as pessoas que estavam neles andarem em nossa direção para nós desabarmos de vez. Desabamos de tanto chorar. Desabamos de alívio. Desabamos porque o pesadelo parecia ter chegado ao fim.</p><p style="text-align: justify;">Para nossa surpresa, o Elizardo estava em um dos carros. Ele veio imediatamente em nossa direção se desculpando e pedindo calma. Enquanto isso, nós chorávamos. E só.</p><p style="text-align: justify;">Além do Elizardo, havia três outros homens. Dois vieram com ele em um dos carros. O outro, descobrimos depois, era o Juan Carlos, guia enviado pela agência, que veio em outro carro. Por ironia do destino, as duas frentes do nosso resgate se encontraram e chegaram ao mesmo tempo. Ironia, não! Sorte! Como o Juan Carlos nos confessaria durante o trajeto para o hotel, ele estava nos procurando desde as 17h no salar e já tinha desistido de fazê-lo durante a noite. Ele decidira esperar pelo amanhecer para retomar as buscas. Nisso, quando ele regressava para o povoado, ele viu um carro vindo na direção oposta. Desconfiado, parou para pedir informações. E quem estava no carro? O Elizardo. E o que o Elizardo estava fazendo no carro? Voltando para nos resgastar (ou melhor, para resgatar o carro). Foi só por isso que o Juan Carlos conseguiu nos encontrar!</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/2.Salar-de-Uyuni-35.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2711" title="Salar de Uyuni " src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/2.Salar-de-Uyuni-35-758x1024.jpg?9d7bd4" alt="" width="455" height="614" /></a></p><p style="text-align: justify;">No final das contas, aquele que causou todo o nosso perrengue foi também quem nos achou. Mas até na hora de dar fim ao problema o Elizardo se mostrou um pouco irresponsável. Ao chegar ao povoado, ele não se preocupou simplesmente em voltar para nos resgatar. Ele foi atrás de um carro que fosse apropriado para guinchar o dele. Por isso toda a demora. Hoje eu até compreendo a preocupação dele com o seu único instrumento de trabalho: o carro. Mas acho que ele menosprezou toda a situação. E o que é pior: mostrou todo o seu despreparo para lidar com situações adversas envolvendo turistas.</p><p style="text-align: justify;">Depois que recobramos a “sanidade”, eu e a Renata carregamos as nossas coisas para o carro do Juan Carlos. Ele nos ofereceu água e um cobertor para amenizar o frio. Ficamos lá dentro, quietinhos, esperando ele conversar com o Elizardo e sair. Não nos desgrudamos mais. Eu e a Rê chorávamos muito ao lembrar de tudo aquilo. Eu nem consigo traduzir o motivo do nosso choro. Alívio, remorso, raiva, medo.</p><p style="text-align: justify;">Quando o Juan Carlos entrou no carro para, enfim, partirmos, o Elizardo apareceu na janela, chorando e nos pedindo desculpa. De novo, sentimos pena dele. Nós sabemos que nada disso teria acontecido se não fosse pela irresponsabilidade dele. Nós sabemos também que tudo poderia ter sido resolvido de forma menos dramática se não fosse pela irresponsabilidade dele. Mas, no fundo, nós também sabemos que ele não fez nada disso por mal. Por isso que, apesar de tudo, a gente não conseguia ter raiva dele. Raiva a gente sentia da agência que nos reservara um guia altamente despreparado.</p><p style="text-align: justify;">No trajeto até o hotel, o Juan Carlos nos explicou a questão das rotas no salar. Que, devido à variação de espessura nas camadas, os carros não podem transitar por qualquer lugar. Que o ideal é que os motoristas sigam os rastros de pneus no salar. Que esses rastros são um sinal de que aquela “estrada” é segura. Que o lugar onde a gente parou não era rota de carro. Que o Elizardo não deveria ter passado por ali. Que ele estava nos procurando desde as 17h etc, etc, etc. No carro, eu conversei também com o Daniel, da Fremen Tours, pelo telefone via satélite. Ele se mostrou preocupado com a nossa condição e satisfeito com o nosso resgate. Além disso, nos explicou o que aconteceria dali pra frente: o Juan Carlos nos levaria até o Hotel de Pedra (onde deveríamos ter almoçado!!!!) para passar a noite. Lá eles nos serviriam um jantar.</p><p style="text-align: justify;">No meio do caminho, eu me dei conta de que perdera o meu Ipod. Na pressa para trocar de carro, eu esqueci de conferir se algo ficara no banco de trás. E o meu Ipod estava lá. Eu liguei novamente ao Daniel para informar e pedir que o localizassem. Ele prometeu fazê-lo assim que o Elizardo entrasse em contato (detalhe: até aquele momento o Elizardo não tinha entrado em contato com a agência!!!!!).</p><p style="text-align: justify;">Nós chegamos no hotel à 01:30 da madrugada. Todos os funcionários estavam na porta a nossa espera. Nós entramos e choramos. Nós jantamos e choramos. Nós tomamos banho e choramos. E depois de chorar tanto, nós, enfim, dormimos.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/1.Valle-de-las-Rocas-8.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2708" title="Salar de Uyuni " src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/1.Valle-de-las-Rocas-8-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Acordamos às 09h para tomar café. Na noite anterior, quando a gente chegou ao hotel, eu tive uma última conversa pelo telefone com o Daniel, da Fremen. Nela, ele sugeriu que acordássemos as 06h para prosseguir com o 4º dia do tour. Eu ri disso. Não havia a menor chance de acordarmos as 06h (era quase 02h da manhã) e, muito menos, de prosseguirmos o tour. Nós só queríamos voltar para San Pedro do Atacama e nada mais! Quando revelei a ele a nossa vontade, ele concordou e combinou que o Juan Carlos nos levaria direto até a fronteira pela manhã. Saindo às 10h, chegaríamos ao Chile por volta de 15h ou 16h.</p><p style="text-align: justify;">Mas miséria pouca é bobagem! Ou a urucubaca era grande demais ou alguma coisa queria que nós não saíssemos da Bolívia. Quando a gente entrou no carro para partir, adivinhem? O carro não ligava!!!! O Juan Carlos tentou de tudo. Mas o carro simplesmente não ligava. Parece que alguma coisa acionara o sistema anti-furto do carro dele e, por isso, o sistema elétrico fora desligado.</p><p style="text-align: justify;">Enquanto ele improvisava de mecânico, nós ficamos esperando dentro do hotel.</p><p style="text-align: justify;">Uma hora depois e&#8230; nada! Eu pedi a ele que entrasse em contato com o Daniel para relatar o problema. Em seguida, o Daniel me liga e, novamente, se desculpa. Ele se mostrou atordoado com a situação e prometeu enviar outro motorista para nos buscar. Mas, assim como o Juan Carlos, ele sairia de Uyuni e, portanto, levaria aproximadamente 3 horas para chegar até nós.</p><p style="text-align: justify;">Nesse momento, eu “estourei” com o Daniel. Eu estava tão aflito para voltar para San Pedro que eu não me agüentei. Disse que eles tinham estragado a minha viagem, que a Bolívia tinha sido um pesadelo para nós, que eu exigia todo o meu dinheiro de volta, que eu estava insatisfeito por não tratar com o Gijs, da Ruta, que eu sequer sabia porque a Fremen me contactava. Ele tentou me explicar o que eu já te expliquei. Que a Ruta e a Fremen são parceiras e esta última é quem se encarrega de executar o tour de Uyuni. De todo modo, ele me garantiu que eu seria ressarcido e de que eles me levariam até o Chile.</p><p style="text-align: justify;">Era quase 13h da tarde quando o carro do Juan Carlos ligou. Assim, antes mesmo do outro carro chegar, nós finalmente poderíamos partir. Porém, com uma mudança de última hora devido ao atraso. Ao invés de nos levar para a fronteira de Hito Cajón, de onde nós partimos no início do tour, ele nos deixaria em outra fronteira, a de Ollague. Segundo ele, essa era a melhor opção porque o trecho boliviano da estrada era mais curto e o chileno, apesar de maior, era mais “civilizado” (em outras palavras, as estradas eram demarcadas e, em boa parte, asfaltadas).</p><p style="text-align: justify;">O Daniel, da Fremen, também me ligou sinalizando que essa era realmente a melhor opção. E nos informou, ainda, que, no Chile, um transfer estaria a nossa espera para nos levar até San Pedro.</p><p style="text-align: justify;">Chegamos na fronteira do Chile às 16h. O transfer chileno ainda não havia chegado. Esperamos mais 2h para, finalmente, trocar de carro. Após os trâmites de imigração, entramos na van e não saímos mais até chegar em San Pedro, à meia-noite.</p><p style="text-align: justify;">Por sorte, eu dei um espaço de um dia entre o término do tour de Uyuni e a volta para o Brasil. Caso contrário, teríamos perdido o vôo. Parece que eu estava adivinhando, né?</p><p style="text-align: justify;">Foi assim que terminou o nosso pesadelo boliviano. Devo ressaltar que o Gijs, da Ruta Verde, nem titubeou em me devolver todo o dinheiro do tour. Além disso, ele se encarregou de fazer com que o meu Ipod chegasse até o Brasil. Por essas e outras, eu preciso reconhecer o profissionalismo e a seriedade da Ruta Verde e da Fremen Tours. Eles me deram toda a assistência durante o acidente e souberam reconhecer e reparar, dentro do possível, o erro.</p><p style="text-align: justify;">Mas, como eu já deixei claro ao Gijs em nossas conversas por e-mail, eu também não posso deixar de manifestar a minha insatisfação com a escolha do motorista. Sem falar nos deslizes dos dois primeiros dias, o Elizardo se mostrou altamente despreparado para enfrentar situações como essas. Talvez por querer preservar o seu emprego, ele não fez o que a agência me disse ser a recomendação para esses casos: entrar em contato imediatamente pelo telefone. Na verdade, ele sequer sabia usar o telefone via satélite. E isso, sem dúvida alguma, potencializou o nosso problema. O despreparo do Elizardo atrapalhou tudo. E num tour onde se paga uma pequena fortuna (U$1.100,00 por pessoa) para garantir tranqüilidade e segurança não deveria haver espaço para motoristas despreparados.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/1.Valle-de-las-Rocas-8-a.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2709" title="Salar de Uyuni " src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/12/1.Valle-de-las-Rocas-8-a-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Mas quer saber? Superado o trauma, eu não tenho receio em dizer que, mesmo com todo esse perrengue, não nos arrependemos nem um pouco do tour a Uyuni. Essa região da Bolívia é belíssima e esconde atrações naturais imperdíveis e singulares. Em qualquer outro lugar do mundo, aquilo ali seria um destino de ponta do turismo internacional. O único problema é que os bolivianos ainda não souberam – ou não puderam – se estruturar para explorar esse tesouro que eles tem. É emblemático, por exemplo, que a agência de um holandês (a Ruta Verde, do Gijs) seja a mais recomendada por “gringos” para fazer esse passeio. E mais emblemático ainda que, mesmo com todas as limitações de infra-estrutura, tem muito, mas muito gringo indo pra lá!</p><p style="text-align: justify;">Só uma coisa eu faria diferente numa próxima vez: contrataria um guia que falasse inglês para nos acompanhar durante todo o trajeto. As chances de acontecer um problema desses com mais uma pessoa dentro do carro seriam bem menores.</p><p style="text-align: justify;">P.S.: Se eu falar que, ao chegar no aeroporto de Calama para voltar ao Brasil, nós tivemos que enfrentar um outro problema, você acredita? Pois acredite! O funcionário da LAN não conseguia localizar a reserva da Renata e, por isso, não encontrava a sua passagem. No final das contas, tivemos que comprar novamente a passagem de volta da Renata para o Brasil. Mas, perto do que vivemos na Bolívia, isso nem foi tão grave assim J. E a TAM está me reembolsando o dinheiro por reconhecer o seu erro.</p><p><span style="color: #008000;"><em>Leia todos os posts da série “Outras Rotas” clicando <a href="http://rotascapixabas.com/outras-rotas/" target="_blank"><span style="color: #008000;">aqui</span></a>.</em></span></p><p style="text-align: center;"><em>_______________________________</em></p><p style="text-align: center;"><em>Siga o “Rotas” no <a href="https://twitter.com/#!/rotascapixabas" target="_blank">Twitter</a></em></p><p style="text-align: center;"><em>Curta o “Rotas” no <a href="https://www.facebook.com/pages/Rotas-Capixabas/105826022825468" target="_blank">Facebook</a></em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.rotascapixabas.com/2011/12/02/3%c2%ba-dia-no-salar-de-uyuni-perdidos-no-salar-3%c2%aa-parte/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>31</slash:comments> </item> <item><title>3º dia no Salar de Uyuni: perdidos no salar! (2ª parte)</title><link>http://www.rotascapixabas.com/2011/12/01/3%c2%ba-dia-no-salar-de-uyuni-perdidos-no-salar-parte-2/</link> <comments>http://www.rotascapixabas.com/2011/12/01/3%c2%ba-dia-no-salar-de-uyuni-perdidos-no-salar-parte-2/#comments</comments> <pubDate>Thu, 01 Dec 2011 10:54:41 +0000</pubDate> <dc:creator>Tiago dos Reis</dc:creator> <category><![CDATA[Outras rotas]]></category> <category><![CDATA[Baía de Mala-Mala]]></category> <category><![CDATA[bolivia]]></category> <category><![CDATA[Fremen Tours]]></category> <category><![CDATA[Perdidos no Salar]]></category> <category><![CDATA[Ruta Verde]]></category> <category><![CDATA[Salar de Uyuni]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.rotascapixabas.com/?p=2688</guid> <description><![CDATA[Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino. Ao final de 4 horas [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #008000;"><em>Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino.</em></span></p><p style="text-align: justify;">Ao final de 4 horas de esforço para desatolar o carro, a situação era essa:</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Como-tudo-terminou-312.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2691" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Como-tudo-terminou-312-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Sem vislumbrar qualquer perspectiva de melhora e já cansado de questionar sobre o telefone via satélite, eu estourei de vez e disse ao Elizardo, de forma incisiva, que nós precisávamos pedir ajuda. Se ele não fosse, iríamos eu e a Renata. Eu estava realmente disposto a sair caminhando atrás de algum socorro.</p><p style="text-align: justify;"><span id="more-2688"></span></p><p style="text-align: justify;">Depois disso, ele concordou em mudar de estratégia. Primeiro, tentou captar sinal através de seu celular. Não preciso nem dizer o quão inútil essa tentativa foi, né? Pois então. Logo em seguida, ele finalmente sacou o telefone via satélite de dentro do porta-luvas do carro. O único problema é que ele não sabia operá-lo. Ele até disfarçou mexer no celular para fazê-lo funcionar, mas eu vi que ele não estava familiarizado com a geringonça. Eu tive que ajudá-lo a discar para o número de telefone que estava anotado num papel anexo. Chamava mas caía na caixa postal. Então ele decidiu o novo plano: enquanto ele sairia à procura de ajuda no vilarejo mais próximo, nós ficaríamos ali tentando contactar a agência pelo telefone. Inicialmente, eu relutei em ficar sozinho com a Renata no meio do deserto enquanto ele saía em busca de ajuda. Eu pensei que, talvez, fosse melhor irmos juntos com ele. Mas ele ponderou quanto às adversidades do percurso: nós andaríamos de baixo de um sol de 40º, num chão branco-reluzente, sem qualquer perspectiva de sombra, até um vilarejo que, na melhor das hipóteses, estaria a 30 km de distância! Por isso, nós concordamos em esperar pela ajuda dentro do carro e tentar o contato com a agência pelo telefone.</p><p style="text-align: justify;"><strong>E, assim, ficamos eu e a Renata sozinhos no salar. Sozinhos e perdidos. Sozinhos, perdidos e ligeiramente preocupados!</strong></p><p style="text-align: justify;">Isso tudo aconteceu às 14h da tarde. O Elizardo nos garantiu que voltaria até as 18h para nos resgatar. Agora você imagina: ele saiu sozinho, à pé, debaixo de um sol de 40º, com uma mísera garrafinha de água na mão, sem comida e sem filtro solar! Diante de tantas condições adversas, a probabilidade de acontecer alguma coisa com ele pelo caminho era grande. Deu pena dele!</p><p style="text-align: justify;">A gente rezava para que tudo desse certo com o Elizardo e que ele conseguisse buscar ajuda no tal povoado. Mas a verdade é que nós depositávamos a maior parte da nossa esperança no celular via satélite. No fundo, a gente queria que mais pessoas soubessem que estávamos perdidos e que a nossa salvação não dependesse apenas da sorte do Elizardo. Além do mais, nós confiávamos que o socorro pudesse ser mais rápido que ele e chegar antes mesmo das 18h.</p><div id="attachment_2693" class="wp-caption aligncenter" style="width: 419px"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Como-tudo-terminou-31-f2.jpg?9d7bd4"><img class="size-large wp-image-2693 " title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Como-tudo-terminou-31-f2-682x1024.jpg?9d7bd4" alt="" width="409" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">O telefone via satélite</p></div><p style="text-align: justify;">O número de telefone que o Elizardo tinha realmente não atendia. Tentei várias vezes e nada! Eu já tinha desistido quando a Rê teve a brilhante idéia de resgatar os e-mails que eu troquei com a Ruta Verde no meu Ipod para ver se havia algum outro telefone que pudéssemos contactar. Não é que lá tivesse sinal de internet, não gente! Seria muito querer isso no meio de um deserto! Mas os e-mails ficam guardados na memória do Ipod e eu poderia resgatá-los sem necessidade de sinal.</p><p style="text-align: justify;">E não é que tinha um telefone da Ruta nos e-mails? Nos enchemos novamente de esperança e&#8230; bingo! O Gijs, dono da Ruta, atendeu o telefone com uma voz que, acreditem ou não, me soou incrivelmente familiar!</p><p style="text-align: justify;">A partir daí, a coisa evoluiu um pouco mais. Com meu inglês bem intermediário, contei ao Gijs tudo o que havia acontecido conosco. Ele se mostrou estupefato e prometeu acionar imediatamente a Fremen Tours, operadora do passeio. Até então, eu não entendia – e nem estava muito interessado em entender – a presença da Fremen Tours nessa história. Durante todo o tempo em que ficamos perdidos no salar era um funcionário da Fremen, chamado Daniel, que me contactava. Mas, depois de tudo, o Gijs me explicou que eles são parceiros comerciais e que alguns dos passeios que a Ruta Verde oferece são executados pela Fremen, sem qualquer diferença nos preços cobrados por uma ou outra. Como ele mesmo me disse, a Ruta se responsabiliza por todo o passeio perante o turista – como ela efetivamente se responsabilizou no meu caso –, mas quem executou todas as etapas da viagem e, principalmente, contratou o motorista foi a Fremen.</p><p style="text-align: justify;">Continuando&#8230; depois que falei com o Gijs, o Daniel, da Fremen, me ligou. Ele também se mostrou surpreso com a situação, se desculpou, disse que era a primeira vez que aquilo acontecia com eles e tal. <strong>Ele fez questão de deixar clara a irresponsabilidade do nosso motorista por não contactá-los na primeira oportunidade.</strong> Segundo ele, essa é a orientação da agência para casos de imprevistos nos tours. De toda forma, nos garantiu que enviaria outro motorista para nos buscar.</p><p style="text-align: justify;">O motorista sairia da cidade de Uyuni e levaria aproximadamente 2 horas para chegar ao meio do salar. Por volta de 16 e 17h, portanto, ele já estaria a nossa procura no deserto. Mas um detalhe logo me veio à cabeça: como saber que ele realmente nos encontraria se eu não tinha como explicar onde estávamos e nem conseguia passar uma mínima referência geográfica da nossa localização? “<em>À direita, à frente e atrás eu vejo uma cadeia de montanhas; à esquerda o horizonte; a 10 km tem uma ilha que, de longe, parece ter 5 km de comprimento e uns 3 metros de altura no topo.</em>” Não dava! Tudo era igual e absolutamente relativo naquele lugar. A gente estava no meio de um deserto inteiramente plano, onde a noção de distância fica prejudicada pelo efeito da radiação solar sobre o sal. Sabe aquelas fumacinhas que parecem subir do asfalto em dias muitos quentes e que formam as famosas “miragens”? Pois então. Isso também acontece por lá. Por isso, eu não podia garantir nada em termos descritivos.</p><p style="text-align: justify;"><strong>Era ou não era para ficarmos desesperados?</strong></p><p style="text-align: justify;">O Daniel, no entanto, foi sagaz. Em uma das muitas conversas que tivemos, ele me pediu para descrever todo o itinerário do dia e contar o que tínhamos feito antes do acidente. Ele ainda me questionou sobre a espessura da camada de sal no lugar onde a gente estava. Perguntou se havia só sal ou sal e lama. Quando eu respondi, ele disse suspeitar que estivéssemos nas imediações da Baía de Mala-Mala. Havia um mapa com informações turísticas no carro. Eu procurei por essa indicação e vi que a suspeita dele era razoável. A Baía de Mala-Mala realmente ficava próxima de Tahua, da Isla Pescado e da Cueva Galaxia. A esperança, enfim, retornou um pouco mais reforçada!</p><p style="text-align: justify;">Mas não demorou muito para ela arrefecer. O tempo previsto para a chegada do motorista já havia ultrapassado e muito, mas ele não chegava. De repente, nos demos conta que o sol baixara e que a noite não tardava para chegar. Num rápido intervalo de lucidez eu consegui ver beleza naquele pôr do sol e registrei o fato:</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Como-tudo-terminou-31-g2.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2694" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Como-tudo-terminou-31-g2-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Mas foi só lembrar do frio que acompanha a noite no deserto para o desespero vir novamente à tona. De madrugada, a temperatura no salar chega facilmente aos dois dígitos na escala negativa.</p><p style="text-align: justify;">Por falar nisso, eu me esqueci de falar que, durante todo o dia, nós nos alimentamos à base de biscoito maisena e água. Poderia ter sido pior, não fosse a feliz idéia de parar num mercadinho no dia anterior para comprar lanches. Banheiro? Não preciso nem dizer que não tinha, né?</p><p style="text-align: justify;">Aos poucos a escuridão se instalou por completo. O breu só era minimizado pela luz das estrelas (em outra ocasião, eu também teria enxergado beleza naquele céu!), das habitações de um vilarejo longínquo e do farol do nosso carro. Eu liguei o farol alto do carro na esperança de facilitar as buscas do motorista.</p><p style="text-align: justify;">Já passava das 20h quando eu resolvi ligar uma última vez para o Daniel. Eu estava desesperado. Sai do carro para não demonstrar o grau do meu desespero para a Rê. Mas foi só o Daniel atender o telefone para eu cair em prantos. Chorei ao pedir que ele fosse sincero comigo. Chorei ao perguntar se realmente alguém tinha ido nos resgatar. E chorei ao imaginar que ele pudesse responder um “não” para aquela pergunta.</p><p style="text-align: justify;">Não foi o caso. O Daniel me garantiu que o motorista estava desde a hora prevista (17h) nos procurando e tentou, de todo o jeito, me tranqüilizar. Ele confiava que seríamos resgatados.</p><p style="text-align: justify;">Mesmo que eu não quisesse, eu precisava me conter. Eu não podia – e não queria – transmitir o meu desespero à Renata e, com isso, aumentar o dela. Embora a Rê tenha sido uma guerreira durante todo o nosso perrengue, eu sabia que ela estava com medo e sofria por dentro. Foi por isso que eu agradeci a Deus quando ela se rendeu à exaustão, por volta das 21:30.</p><p style="text-align: justify;">Devo lembrá-los que acordamos antes das 08h da manhã e passamos boa parte do dia caminhando, carregando coisas debaixo de um sol escaldante, cavando sal pelas redondezas e sem nos alimentar. Não era de se estranhar, portanto, que a Renata ficasse exausta. Além do mais, ela me confessou que, a essa altura, já não acreditava mais no resgate da agência e nem mesmo que o Elizardo voltaria. Ela tinha plena convicção de que passaríamos a noite dentro do carro.</p><p style="text-align: justify;">Assim, não sei se por exaustão ou medo, ela adormeceu no meu colo.</p><p style="text-align: justify;">Continua no próximo post&#8230;</p><p><span style="color: #008000;"><em>Leia todos os posts da série “Outras Rotas” clicando <a href="http://rotascapixabas.com/outras-rotas/" target="_blank"><span style="color: #008000;">aqui</span></a>.</em></span></p><p style="text-align: center;"><em>_______________________________</em></p><p style="text-align: center;"><em>Siga o “Rotas” no <a href="https://twitter.com/#!/rotascapixabas" target="_blank">Twitter</a></em></p><p style="text-align: center;"><em>Curta o “Rotas” no <a href="https://www.facebook.com/pages/Rotas-Capixabas/105826022825468" target="_blank">Facebook</a></em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.rotascapixabas.com/2011/12/01/3%c2%ba-dia-no-salar-de-uyuni-perdidos-no-salar-parte-2/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>12</slash:comments> </item> <item><title>3º dia no Salar de Uyuni: perdidos no salar! (1ª parte)</title><link>http://www.rotascapixabas.com/2011/11/30/3%c2%ba-dia-no-salar-de-uyuni-perdidos-no-salar-1%c2%aa-parte/</link> <comments>http://www.rotascapixabas.com/2011/11/30/3%c2%ba-dia-no-salar-de-uyuni-perdidos-no-salar-1%c2%aa-parte/#comments</comments> <pubDate>Wed, 30 Nov 2011 12:01:47 +0000</pubDate> <dc:creator>Tiago dos Reis</dc:creator> <category><![CDATA[Outras rotas]]></category> <category><![CDATA[bolivia]]></category> <category><![CDATA[isla incahuasi]]></category> <category><![CDATA[Perdidos no Salar]]></category> <category><![CDATA[Ruta Verde]]></category> <category><![CDATA[Salar de Uyuni]]></category> <category><![CDATA[Tahua]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.rotascapixabas.com/?p=2652</guid> <description><![CDATA[Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino. Não teve jeito. Eu bem [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #008000;"><em><em><em>Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino.</em></em></em></span></p><p style="text-align: justify;"><em><em><em></em></em>Não teve jeito. Eu bem que tentei “resumir” o terceiro dia para caber tudo em um post, mas não deu. São tantos os detalhes que eu achei importante contar que ele ficou enorme e eu acabei decidindo por dividir esse post. Do contrário, eu corria um sério risco de você não querer ler!</em></p><p style="text-align: justify;"><em>Então vamos ao que interessa&#8230;</em></p><p style="text-align: justify;">Saímos às 09h da manhã após tomar café no Hotel de Sal. Pela programação enviada pela agência, nosso itinerário nesse dia previa o seguinte trajeto e atrações: Tahua, Isla Pescado, <a href="http://www.rotascapixabas.com/2011/11/21/2%C2%BA-dia-no-salar-de-uyuni-enfim-o-salar/" target="_blank">Cueva Galaxia</a> (que nós já havíamos visitado, lembra?), almoço em San Pedro de Quemes, no Hotel de Piedra (onde nós dormimos na noite anterior), Laguna Cañapa, Laguna Hedionda, Laguna Chiarkota, Laguna Honda, Laguna Ramaditas e Ojos de Perdiz. Dessa forma, saímos do hotel, em Tahua, para a primeira das atrações, a Isla Pescado.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/2.Salar-de-Uyuni-35.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2653" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/2.Salar-de-Uyuni-35-1024x766.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="460" /></a></p><p style="text-align: justify;"><span id="more-2652"></span></p><p style="text-align: justify;">O cenário é o mesmo da ilha anterior, a Incahuasi, sem a infra-estrutura que esta possui. Na verdade, a Isla Pescado não tem infra-estrutura nenhuma. Ela é só mais um ponto de parada no meio da salar para que a gente maximize e estenda a emoção de estar ali antes de deixar a área do deserto.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/2.Salar-de-Uyuni-35-a.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2654" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/2.Salar-de-Uyuni-35-a-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Não preciso nem dizer que, mais uma vez, nós entupimos o chip da máquina com fotos do Salar, né? <img src="http://www.rotascapixabas.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif?9d7bd4" alt=':-D' class='wp-smiley' /></p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/2.Salar-de-Uyuni-35-b.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2655" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/2.Salar-de-Uyuni-35-b-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Dessa vez, até tentamos pedir ao Elizardo para tirar fotos-clichês um pouco mais sofisticadas, daquelas que a gente brinca com a ilusão de ótica. Mas ele não tinha uma técnica muito apurada. A mais interessante que conseguimos foi essa:</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-b1.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2664" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-b1-1024x681.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="409" /></a></p><p style="text-align: justify;">Depois de partir da Isla Pescado, nós ainda pedimos para parar mais uns minutinhos no meio do salar. O motivo? Acumular mais fotos-clichês, claro!</p><p style="text-align: justify;">Nessa hora, a Renata exibiu toda a sua destreza física e tirou foto de cabeça pra baixo:</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-c1.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2665" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-c1-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Fazendo estrela:</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-g1.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2668" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-g1-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Pulando de perna aberta:</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-e.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2666" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-e-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">E de perna fechada:</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-f1.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2667" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-f1-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">E eu? Bom, eu não fui lá uma criança muito esportiva. Por isso, minha performance acrobática variou apenas entre um pulo:</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-x.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2682" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-x-1024x683.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="410" /></a></p><p style="text-align: justify;">E uma tentativa tosca de cravar um chute a la <em>Street Fighter</em> no ar:</p><p><a style="text-align: center;" href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-h.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2669" style="border-style: initial; border-color: initial;" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-h-1024x748.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="449" /></a></p><p style="text-align: justify;"> <img src="http://www.rotascapixabas.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif?9d7bd4" alt=':-D' class='wp-smiley' /></p><p style="text-align: justify;">Eu juro que gostaria de falar muitas outras coisas boas sobre o Salar de Uyuni aqui no blog e apagar tudo o que a gente viveu daí pra frente. Nossa empolgação até esse momento estava lá nas alturas e nos divertimos à beça com essa jacuzada toda de fotos-clichês! Mas eu realmente não tenho mais coisas boas para falar e nem tenho como apagar o que a gente viveu daí pra frente.</p><p style="text-align: justify;">Calma que eu vou contar todos os detalhes do que nos aconteceu daí pra frrente.</p><p style="text-align: justify;">Quando a gente finalmente rumava para sair do salar, nosso carro atolou. Isso era por volta de 10h da manhã.</p><p style="text-align: justify;">Para que você possa entender porque o carro atolou, eu preciso explicar o seguinte. A espessura da camada de sal no Salar de Uyuni varia bastante e vai de 10 cm a mais de 1 metro de altura. Geralmente, por baixo dessa camada, há uma espécie de lama por causa da água da chuva que atravessa o sal e demora a evaporar. É por isso que o trânsito de veículos pelo salar é bastante perigoso e delimitado a áreas que possuem uma camada de sal mais grossa. E é por isso também que NÃO SE RECOMENDA transitar pelo salar em carro próprio e sem um motorista que conheça minimamente essas áreas. Como não há estradas, é alto o risco de se perder. E como você não sabe por onde se deve transitar, é mais alto ainda o risco de você atolar e também se perder!</p><p style="text-align: justify;">Tá! Mas aí você me pergunta: então porque que vocês, acompanhados por um motorista boliviano, também atolaram? Azar, meu caro! Puro azar! Um azar provocado, é certo, mas que, nem por isso, deixa de ser azar.</p><p style="text-align: justify;">E porque eu digo que foi um azar provocado? Simples. Porque, ao sair da Isla Pescado em direção à Cueva Galaxia, o Elizardo resolveu pegar um “atalho” para ganhar tempo. Só que esse “atalho” passava numa região com muita lama e uma camada de sal bem fina. O sal não resistiu ao peso do carro e cedeu. As rodas do carro, mesmo tracionadas, não conseguiram vencer a lama que havia debaixo do sal e atolaram. A traseira esquerda, que foi a mais afetada inicialmente, ficou assim:</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/5.Como-tudo-terminou-8-b1.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2672" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/5.Como-tudo-terminou-8-b1-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Resultado do “ganhar tempo” do Elizardo? 12 horas atolados no meio do salar!</p><p style="text-align: justify;">Atolados e perdidos! Onde o carro atolou não passava uma alma viva para nos ajudar. Nós até víamos sombras de carros se movimentando pelo que deveria ser a rota principal de carros do salar. Mas, pela distância, era praticamente impossível que eles nos avistassem.</p><p style="text-align: justify;">Quando o carro atolou, o Elizardo se portou como se o fato fosse corriqueiro e como se tudo estivesse sob controle. Ele imediatamente colocou a mão na massa para tentar desatolar o carro. Seu método particular de solução do problema era: suspender a roda atolada com um macaco e jogar o máximo de sal por cima da lama para evitar que o carro afundasse. Mas, para isso, era preciso “cavar” pedras e sal pelas redondezas para dar sustentação ao macaco (a camada de sal era fina, lembra?). Por isso, eu e Renata nos prontificamos a ajudar “cavando” sal e pedra.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/5.Como-tudo-terminou-8-d1.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2673" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/5.Como-tudo-terminou-8-d1-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">A princípio, nós ficamos preocupados com a situação, mas não nos desesperamos. Para quem está acostumado com as nossas estradas de terra, atolar no salar era um imprevisto, até certo ponto, “aceitável”. Em nenhum dos relatos de perrengue que eu lera anteriormente havia notícias de problemas com atolamento e isso me fez minimizar a gravidade do problema. Mas, aos poucos, eu comecei a ficar impaciente porque o método do Elizardo se revelava ineficaz. Quando a gente terminava de ajeitar uma roda e tentava arrancar com o carro, o problema voltava a acontecer com outra roda e nos forçava a repetir todo o trabalho.</p><p style="text-align: justify;">Da roda traseira esquerda passamos a desatolar a dianteira esquerda:</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Como-tudo-terminou-31-b1.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2658" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Como-tudo-terminou-31-b1-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Da dianteira esquerda para a dianteira direita:</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Como-tudo-terminou-31-d1.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2660" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Como-tudo-terminou-31-d1-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">E da dianteira direita para a traseira esquerda:</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Como-tudo-terminou-31-e1.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2661" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Como-tudo-terminou-31-e1-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Em síntese, todas as rodas do carro estavam atoladas! Nosso esforço estava sendo absolutamente em vão.</p><p style="text-align: justify;">Minha paciência foi se esgotando. A todo o momento, eu questionava o Elizardo sobre a conveniência de sairmos em busca de ajuda. Ele rejeitava a idéia por considerar que estávamos muito longe dos povoados mais próximos. Segundo ele, a Isla Incahuasi estava a 50 km de distância e um outro, que eu não lembro o nome, a 30 km. Eu também perguntava sobre o telefone via satélite que, segundo a agência, haveria no carro. Mas ele desconversava e dizia que o resgate demoraria tanto a chegar que, antes disso, nós já teríamos saído dali. Por causa dessa recalcitrância dele, eu cheguei a duvidar que esse telefone realmente existisse.</p><p style="text-align: justify;">A certa altura, o Elizardo sugeriu que esvaziássemos o carro para deixá-lo mais leve na hora da arrancada. E para evitar que, após o arranque, fosse preciso parar o carro numa área próxima à que estávamos e com igual risco de atolamento, ele nos pediu para levar essas coisas para longe.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/5.Como-tudo-terminou-8-e1.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2674" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/5.Como-tudo-terminou-8-e1-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Após carregar malas e galões de 20 litros de gasolina pelo deserto, nossas colunas agradeceram a sugestão!</p><p style="text-align: justify;">Mas nem com o carro mais leve a coisa melhorou. Os arranques eram mínimos e insuficientes para vencer o atolamento. E depois de caminhar pra cima e pra baixo, debaixo de um sol tórrido, cavando sal em vão, eu já não conseguia esconder o mau-humor. Era 14h da tarde, o sol estava a pino, estávamos sem comer desde as 8h da manhã e parados a quase 4 horas sem qualquer avanço. Enquanto isso, não passava uma alma viva para nos ajudar a sair dali.</p><p style="text-align: justify;">Continua no próximo post&#8230;</p><p style="text-align: justify;"><span style="color: #008000;"><em>Leia todos os posts da série “Outras Rotas” clicando <a href="http://rotascapixabas.com/outras-rotas/" target="_blank"><span style="color: #008000;">aqui</span></a>.</em></span></p><p style="text-align: center;"><em>_______________________________</em></p><p style="text-align: center;"><em>Siga o “Rotas” no <a href="https://twitter.com/#!/rotascapixabas" target="_blank">Twitter</a></em></p><p style="text-align: center;"><em>Curta o “Rotas” no <a href="https://www.facebook.com/pages/Rotas-Capixabas/105826022825468" target="_blank">Facebook</a></em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.rotascapixabas.com/2011/11/30/3%c2%ba-dia-no-salar-de-uyuni-perdidos-no-salar-1%c2%aa-parte/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>6</slash:comments> </item> <item><title>2º dia no Salar de Uyuni: enfim, o salar!</title><link>http://www.rotascapixabas.com/2011/11/21/2%c2%ba-dia-no-salar-de-uyuni-enfim-o-salar/</link> <comments>http://www.rotascapixabas.com/2011/11/21/2%c2%ba-dia-no-salar-de-uyuni-enfim-o-salar/#comments</comments> <pubDate>Mon, 21 Nov 2011 11:12:01 +0000</pubDate> <dc:creator>Tiago dos Reis</dc:creator> <category><![CDATA[Atacama]]></category> <category><![CDATA[Outras rotas]]></category> <category><![CDATA[Uncategorized]]></category> <category><![CDATA[bolivia]]></category> <category><![CDATA[cueva galaxia]]></category> <category><![CDATA[hotel de sal]]></category> <category><![CDATA[isla incahuasi]]></category> <category><![CDATA[rede tayka]]></category> <category><![CDATA[Salar de Uyuni]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.rotascapixabas.com/?p=2604</guid> <description><![CDATA[Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino. Nosso segundo dia começou cedo. [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="color: #008000;"><em><em>Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino.</em></em></span></p><p style="text-align: justify;">Nosso segundo dia começou cedo. Acordamos as 08:00h, tomamos um café reforçado no hotel e partimos antes mesmo das 09:00h.</p><p style="text-align: justify;">O programa enviado pela agência previa um breve passeio a pé às ruínas de Pueblo Queimado, que ficam praticamente ao lado do hotel. Essas ruínas são de um antigo povoado que foi completamente destruído – e queimado – pelas tropas chilenas que invadiram a Bolívia na Guerra do Pacífico em 1879. Mas, novamente, o Elizardo seguiu o seu próprio itinerário e “pulou” essa parte. “Pulou”, não&#8230; mudou tudo. Mais uma vez, o Elizardo inverteu a ordem das coisas e nos levou a uma atração programada para outro dia, a Cueva Galaxia.</p><p style="text-align: justify;"><span id="more-2604"></span></p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/1.Cueva-Galaxia-40.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2606" title="Cueva Galaxia" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/1.Cueva-Galaxia-40-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Para piorar, ao chegarmos lá, tivemos outro pequeno aborrecimento com o Elizardo. Embora eu tivesse contratado um tour que já incluía todas as taxas para entrada nos lugares a serem visitados, ele nos disse que, por ser uma propriedade privada, seria preciso pagar uma taxa de visitação. Eu retruquei, mostrando-me surpreso com a informação. Deixei claro que, em nenhum momento, a agência tinha feito aquela ressalva e que, nesse caso, nós preferíamos não visitar a gruta. Depois de alguma relutância, ele foi até a entrada da gruta para conversar com a pessoa que lá estava e tentar resolver a situação. Em seguida, retornou dizendo que contornara o problema e que a nossa entrada estava, então, autorizada.</p><p style="text-align: justify;">Essa gruta foi descoberta no ano de 2003 por dois bolivianos. Um deles, ainda vivo, é quem recepciona os turistas e dá todas as informações sobre o lugar. Segundo ele, a presença de algas e corais petrificados nesse lugar é a prova geológica de que, há milhares de anos, a região do Salar era coberta por água.</p><p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-2608" title="Cueva Galaxia" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/1.Cueva-Galaxia-40-b-1024x754.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="452" /></p><p style="text-align: justify;">Além disso, algumas catacumbas de povos indígenas da era pré-colombiana foram encontradas numa pequena abertura ao lado desse salão, conhecida como Cueva del Diablo.</p><p><a style="text-align: center;" href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/1.Cueva-Galaxia-40-c.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2609" style="border-style: initial; border-color: initial;" title="Cueva Galaxia" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/1.Cueva-Galaxia-40-c-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Na parte de cima da gruta, abre-se uma bela visão do imponente Salar de Uyuni. Ali você já começa a sentir a emoção de estar de cara com o salar.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/1.Cueva-Galaxia-40-a.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2607" title="Cueva Galaxia" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/1.Cueva-Galaxia-40-a-1024x681.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="409" /></a></p><p style="text-align: justify;">Em seguida, deixamos a Cueva Galaxia e, 20 minutos depois, alcançamos a área do Salar de Uyuni.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/Salar.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2628" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/Salar-1024x765.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="459" /></a></p><p style="text-align: justify;">Para quem até agora não sabe o que nós fomos fazer nesse tal de Salar de Uyuni, eu explico: trata-se do maior deserto de sal do mundo. No lugar onde, há milhares de anos, existia um imenso lago de águas salgadas formou-se um incrível deserto branco todo formado por sal. São quase 13.000 km2 de puro sal espalhado por uma planície enorme e limitada, por um lado, pelo horizonte e, por outro, pelos Andes. No meio, pequenas “ilhas” de cactos.</p><p style="text-align: justify;">O cenário é de outro mundo! A imensidão é tamanha que você não enxerga as bordas do salar. Por isso, em algum ponto do infinito, você vê o céu tocando o chão.</p><p style="text-align: justify;">No verão, quando o período de chuvas começa, o espetáculo fica ainda mais bonito por causa da camada de água que se acumula acima do sal. Forma-se um imenso espelho e o céu fica refletido no chão.</p><p style="text-align: justify;">O mais próximo que eu consegui reproduzir dessa imagem foi isso:</p><p><a style="text-align: center;" href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-g.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2620" style="border-style: initial; border-color: initial;" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-g-1024x765.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="459" /></a></p><p style="text-align: justify;">Essa foto eu tirei numa pequena poça de água que eu encontrei no limite do deserto com o povoado de Tahua, onde passamos a noite. Foi o máximo de água que vimos sobre o sal. Durante o inverno, o salar fica seco, seco&#8230;</p><p style="text-align: justify;">Seco e resplandecente! A branquidão do salar é tão grande que chega a ofuscar a visão da gente. É quase impossível ficar sem óculos escuros!!</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/salar-1.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2629" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/salar-1-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Se a sua imaginação for tão fértil como a minha, aquele branco todo vai fazer você se sentir nas nuvens!</p><p><a style="text-align: center;" href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-f.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2619" style="border-style: initial; border-color: initial;" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-f-1024x763.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="458" /></a></p><p style="text-align: justify;">Tirando as paradas estratégicas para fotos, a parada oficial no meio do salar se dá na chamada Isla Incahuasi, onde há um museu, um restaurante e banheiros. Ali o nosso almoço seria servido. Enquanto ele era preparado, aproveitamos para circular e conhecer toda a extensão da ilha, que não é muito grande.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/3.Isla-Incahuasi-64.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2610" title="Isla Incahuasi" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/3.Isla-Incahuasi-64-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/3.Isla-Incahuasi-64-a.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2611" title="Isla Incahuasi" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/3.Isla-Incahuasi-64-a-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">A ilha é recheada de cactos. Nos pontos mais altos, a gente consegue até visualizar os tempos em que o salar era lago. Vê se isso não parece uma praia:</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/3.Isla-Incahuasi-64-b.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2612" title="Isla Incahuasi" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/3.Isla-Incahuasi-64-b-1024x760.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="456" /></a></p><p style="text-align: justify;">Até a marca das ondas eu vejo ali!</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/3.Isla-Incahuasi-64-d.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2613" title="Isla Incahuasi" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/3.Isla-Incahuasi-64-d-1024x766.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="460" /></a></p><p style="text-align: justify;">Uma hora depois, o almoço foi servido. Sopa de quinoa, legumes cozidos, arroz, batata frita e carne de lhama. Só faltou o feijão!!!</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/3.Isla-Incahuasi-64-e.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2614" title="Isla Incahuasi" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/3.Isla-Incahuasi-64-e-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Depois do almoço, o Elizardo nos deu mais 1 hora de permanência na ilha para aproveitarmos o salar. Saímos em busca de mais fotos no meio daquela branquidão.</p><p style="text-align: justify;">Sem alguém que pudesse nos ajudar, improvisamos as fotos-clichês oficiais do salar com o nosso mini tripé. Vai dizer que você nunca viu uma foto como essa do Salar por aí?</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-14.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2634" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-14-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Eu vi aos montes e, mico ou não, não ia perder a oportunidade de ter a nossa. Fizemos várias.</p><p style="text-align: justify;">Nós sentados:</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-321.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2615" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-321-1024x759.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="455" /></a></p><p style="text-align: justify;">Nós andando:</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-a.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2616" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-a-1024x681.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="409" /></a></p><p style="text-align: justify;">Nós beijando:</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-c.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2618" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-c-1024x764.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="458" /></a></p><p style="text-align: justify;">E, claro, nós pulando:</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-b.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2617" title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Salar-de-Uyuni-32-b-1024x761.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="457" /></a></p><p style="text-align: justify;">Foi assim que cumprimos o nosso papel de turistas abobados no salar!</p><p style="text-align: justify;">Não era nem 15h quando deixamos a Isla Incahuasi. E nem 16h quando chegamos no povoado de Tahua, onde ficava o nosso hotel. Houve um visível constrangimento por parte do Elizardo ao constatar que o nosso tour terminara 1 hora antes do previsto. Ele até tentou nos convencer a ficar mais algum tempo parados no salar, tirando fotos. Mas a iniciativa não foi suficiente para contornar o fato de que estávamos sendo prejudicados com as adaptações de itinerário que ele fizera.</p><div id="attachment_2621" class="wp-caption aligncenter" style="width: 624px"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/5.Salar-de-Uyuni-com-vulcão-Tunupa-8.jpg?9d7bd4"><img class="size-large wp-image-2621 " title="Salar de Uyuni" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/5.Salar-de-Uyuni-com-vulcão-Tunupa-8-1024x766.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="460" /></a><p class="wp-caption-text">O salar aos pés do Vulcão Tunupa</p></div><p style="text-align: justify;">Nesse dia, passamos a noite no <a href="http://www.taykahoteles.com/es/hsal.php">Hotel de Sal</a>, da Rede Tayka, que fica aos pés desse vulcão aí de cima, o Tunupa.</p><p><img class="aligncenter size-large wp-image-2622" title="Hotel de Sal" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/Hotel-de-Sal-35-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></p><p style="text-align: justify;">O padrão de conforto é o mesmo dos demais, mas tivemos a impressão de que esse era cuidado com menos esmero que o de Pedra. Sua principal diferença, como o nome já diz, é ter sido erguido com blocos de sal.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/Hotel-de-Sal-35-c.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2625" title="Hotel de Sal" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/Hotel-de-Sal-35-c-1024x760.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="456" /></a></p><p style="text-align: justify;">Até algumas peças do mobiliário foram feitas com sal.</p><p><img class="aligncenter size-large wp-image-2626" title="Hotel de Sal" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/Hotel-de-Sal-35-g-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/Hotel-de-Sal-35-a.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2623" title="Hotel de Sal" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/Hotel-de-Sal-35-a-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Para terminar o dia, um jantar reforçado com sopa de quinoa, arroz, salada e carne ensopada.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/Hotel-de-Sal-35-h.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2627" title="Hotel de Sal" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/Hotel-de-Sal-35-h-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Mais uma vez, para a tristeza de nós, brasileiros, nada de feijão!!! <img src="http://www.rotascapixabas.com/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif?9d7bd4" alt=':-(' class='wp-smiley' /></p><p style="text-align: justify;">Continua&#8230;</p><p style="text-align: justify;"><span style="color: #008000;"><em>Leia todos os posts da série “Outras Rotas” clicando <a href="http://rotascapixabas.com/outras-rotas/" target="_blank"><span style="color: #008000;">aqui</span></a>.</em></span></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.rotascapixabas.com/2011/11/21/2%c2%ba-dia-no-salar-de-uyuni-enfim-o-salar/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>11</slash:comments> </item> <item><title>1º dia no Salar de Uyuni: o Balé dos Flamingos</title><link>http://www.rotascapixabas.com/2011/11/18/1%c2%ba-dia-no-salar-de-uyuni-o-bale-dos-flamingos/</link> <comments>http://www.rotascapixabas.com/2011/11/18/1%c2%ba-dia-no-salar-de-uyuni-o-bale-dos-flamingos/#comments</comments> <pubDate>Fri, 18 Nov 2011 02:24:37 +0000</pubDate> <dc:creator>Tiago dos Reis</dc:creator> <category><![CDATA[Outras rotas]]></category> <category><![CDATA[canion de la cascada]]></category> <category><![CDATA[ciudad de piedra]]></category> <category><![CDATA[deserto do atacama]]></category> <category><![CDATA[flamingos]]></category> <category><![CDATA[hito cajón]]></category> <category><![CDATA[hotel de piedra]]></category> <category><![CDATA[laguna colorada]]></category> <category><![CDATA[rede tayka]]></category> <category><![CDATA[Salar de Uyuni]]></category> <category><![CDATA[san pedro de quemez]]></category> <category><![CDATA[termas del polques]]></category> <category><![CDATA[vale das rocas]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.rotascapixabas.com/?p=2560</guid> <description><![CDATA[Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino. Partimos para o passeio ao [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><span style="color: #008000;"><em>Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino.</em></span><br /> </em></p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/1.-Fronteira-6.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2561" title="Fronteira" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/1.-Fronteira-6-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Partimos para o passeio ao Salar de Uyuni às 09:00h numa van que nos levaria até a fronteira da Bolívia. As agências chilenas não podem prestar seus serviços em solo boliviano, por isso elas firmam parcerias com as de lá. Em geral, você vai até a fronteira levado por uma agência chilena e, na Bolívia, pega um carro enviado por uma agência boliviana.</p><p style="text-align: justify;"><span id="more-2560"></span></p><p style="text-align: justify;">Antes de pegar a estrada para a Bolívia, uma parada no posto da imigração chilena que fica na cidade de San Pedro para os procedimentos de praxe: devolução do ticket de entrada no Chile e carimbo no passaporte. Uma pequena fila se forma porque todos os tours – privados ou coletivos – se encontram ali. Mas, nessa hora, estar num tour privado fez diferença. Nosso motorista, com a condescendência do funcionário da aduana, nos convidou a “furar” a fila para agilizar a nossa partida.</p><p style="text-align: justify;">O trajeto de San Pedro até Hito Cajón, fronteira boliviana, dura aproximadamente 1 hora. O início do caminho é o mesmo que se pega para ir ao <a href="http://www.rotascapixabas.com/2011/11/01/o-salar-de-tara/" target="_blank">Salar de Tara</a>. Mas, dessa vez, a gente vai ao encontro do Vulcão Licancabur, que divide os dois países.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/1.-Fronteira-6-a.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2562" title="Hito Cajón" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/1.-Fronteira-6-a-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Em Hito Cajón, conhecemos o motorista que nos acompanharia por todo o tour, o Elizardo. Ele era o típico boliviano: sorridente, simpático e, de certa forma, ordeiro. Aliás, eu fiquei surpreso – e triste – por constatar que os trabalhadores bolivianos dessa região se comportavam como se fossem inferiores. Deve haver alguma explicação antropológica para isso.</p><p style="text-align: justify;">Não tivemos nenhum “contratempo” na imigração boliviana, se é que você me entende. Eu li em vários relatos que a passagem por Hito Cajón pode ser conturbada, a depender do humor dos funcionários. Mas isso não aconteceu conosco.</p><p style="text-align: justify;">15 minutos depois e já estávamos iniciando o tour.</p><p style="text-align: justify;">De cara, a gente se depara com a primeira de uma série de lagunas que se espalham pelo altiplano boliviano: a Laguna Verde. Mas, embora essa laguna estivesse no nosso itinerário do primeiro dia, junto com a Colorada, o Elizardo nos convenceu a deixá-la para a volta, no quarto dia, quando retornaríamos a Hito Cajón. Segundo ele, haveria tempo de sobra para isso no último dia.</p><p style="text-align: justify;">Prosseguimos viagem cortando as paisagens impressionantes do Deserto de Dali. A alusão ao pintor espanhol se deve à presença de algumas formações rochosas que lembram as suas pinturas, como a famosa Árvore de Pedra. Mas, tal como a Laguna Verde, nós só as conheceríamos no último dia.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/Deserto-de-Dali.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2594" title="Deserto de Dali" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/Deserto-de-Dali-1024x681.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="409" /></a><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Termas-del-Polques-51-a.jpg?9d7bd4"><br /> </a></p><p style="text-align: justify;">A primeira parada ocorreu no chamado Termas de Polques, onde há uma piscina natural de água quente aos pés de uma bela lagoa, a Chailiqui.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Termas-del-Polques-51.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2563" title="Termas del Polques" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Termas-del-Polques-51-1024x761.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="457" /></a></p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/Termas-del-Polques.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2595" title="Termas del Polques" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/Termas-del-Polques-1024x767.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="460" /></a></p><p style="text-align: justify;">Originalmente, esse lugar estava programado para ser visitado no último dia do tour. Mas, por alguma razão, o Elizardo resolveu inverter a ordem das coisas. Nós não nos importamos muito com isso porque, de fato, o passeio começa e termina no mesmo lugar. Dessa forma, pelo menos em tese, não haveria prejuízo nessa troca. A gente só não contava que o imprevisto do terceiro dia atrapalharia toda a nossa programação.</p><p><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Termas-del-Polques-51-a.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter" title="Termas del Polques" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/4.Termas-del-Polques-51-a-1024x762.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="457" /></a></p><p style="text-align: justify;">Do termas, seguimos viagem até a Laguna Colorada, próxima atração do tour.</p><p style="text-align: justify;">De longe e do alto, a gente consegue entender o porquê do nome “Colorada”. A água da lagoa possui uma coloração vermelha devido à presença de micro-algas.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/5.Laguna-Colorada-1011.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2565" title="Laguna Colorada" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/5.Laguna-Colorada-1011-1024x767.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="460" /></a></p><p style="text-align: justify;">Mas só quando chegamos pertinho dela é que tivemos a real noção da beleza daquilo lá. A lagoa é habitada por milhares&#8230; milhões&#8230; zilhões&#8230; de flamingos!!! Dá uma olhada:</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/5.Laguna-Colorada-101-b.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2567" title="Laguna Colorada" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/5.Laguna-Colorada-101-b-1024x756.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="454" /></a></p><p style="text-align: justify;">Fala que não é pra se emocionar com um negócio desse?</p><p style="text-align: justify;">Para quem já havia se encantado com essas aves lá no Chile, na Laguna Chaxa (veja <a href="http://www.rotascapixabas.com/2011/10/15/as-lagunas-altiplanicas-e-o-salar-do-atacama/" target="_blank">aqui</a>), quando elas apareceram numa quantidade beeeeeem menor, imagina agora vendo esse multidão humilhante de flamingos na Bolívia!</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/2011-09-25-101-2.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2572" title="Laguna Colorada" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/2011-09-25-101-2-1024x684.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="410" /></a></p><p style="text-align: justify;">A Renata ficou maravilhada com aquela visão.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/5.Laguna-Colorada-101-a.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2566" title="Laguna Colorada" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/5.Laguna-Colorada-101-a-1024x767.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="460" /></a></p><p style="text-align: justify;">Era até difícil decidir para onde olhar. Os flamingos costumam andar em bandos e numa sincronia impressionante.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/2011-09-25-080-2-f.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2571" title="Laguna Colorada" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/2011-09-25-080-2-f-1024x681.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="409" /></a></p><p style="text-align: justify;">A uma certa distância eles pareciam flutuar sobre as águas da lagoa!</p><p><img class="aligncenter size-large wp-image-2570" title="Laguna Colorada" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/5.Laguna-Colorada-101-e-1024x682.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="409" /></p><p style="text-align: justify;">Naquele momento, eu já tinha bem claro o título desse post: “O Balé dos Flamingos”. Era só nisso que eu pensava quando observava a leveza e a sincronia dos seus movimentos!</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/2011-09-25-104-2.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2573" title="Laguna Colorada" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/2011-09-25-104-2-1024x683.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="410" /></a></p><p style="text-align: justify;">Para completar a indecência do cenário, o branco do sal das margens à frente e da neve dos vulcões ao fundo contrastava com as águas vermelhas da lagoa e causava ainda mais impacto.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/5.Laguna-Colorada-101-d.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2569" title="Laguna Colorada" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/5.Laguna-Colorada-101-d-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/5.Laguna-Colorada-101-c.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2568" title="Laguna Colorada" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/5.Laguna-Colorada-101-c-1024x767.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="460" /></a></p><p style="text-align: justify;">Com alguma relutância, partimos depois de 20 minutos.</p><p style="text-align: justify;">A paisagem continua impressionando pela janela do carro.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/6.Paisagens-estrada-30-a.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2575" title="Paisagens estrada" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/6.Paisagens-estrada-30-a-1024x765.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="459" /></a></p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/6.Paisagens-estrada-30.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2574" title="Paisagens estrada" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/6.Paisagens-estrada-30-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Quando passávamos próximo a esse salar aí de cima, um baita susto. O Elizardo perdeu o controle do carro e, por um triz, não houve um desastre maior. O carro derrapou na estrada por um bom tempo, fazendo um zigue-zague de um lado ao outro da pista. Por sorte, ele retomou o controle do veículo e conseguiu evitar o pior.</p><p style="text-align: justify;">Tirando a mudança do itinerário que eu contei acima, esse foi o nosso primeiro incidente real com o Elizardo. Ali o sinal amarelou. Vimos que, apesar de estarmos em um tour privado, também teríamos preocupação com o motorista.</p><p style="text-align: justify;">Pouco depois, uma parada para o almoço. Quer dizer, lanche. Nosso almoço nesse dia foi um sanduíche meio improvisado de presunto, queijo, atum e milho verde, acompanhado de Coca-Cola.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/6.Paisagens-estrada-30-b.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2576" title="Lanche" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/6.Paisagens-estrada-30-b-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Com a barriga cheia, partimos para completar as atrações da tarde.</p><p style="text-align: justify;">Em primeiro lugar, uma breve visita ao povoado de Villamar, onde ficam os refúgios utilizados pelos turistas que viajam em tours coletivos.</p><p style="text-align: justify;">Pouco mais à frente, a chamada Cidade de Pedra, um amontoado de rochas esculpidas pela ação dos ventos.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/9.Ciudad-de-Pedra-8.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2578" title="Ciudad de Pedra" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/9.Ciudad-de-Pedra-8-1024x765.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="459" /></a></p><p style="text-align: justify;">Avistando de longe, o nome faz algum sentido.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/10.Paisagens-estrada-201.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2579" title="Ciudad de Pedra" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/10.Paisagens-estrada-201-1024x754.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="452" /></a></p><p style="text-align: justify;">O mar de pedras continuou no Vale das Rocas, próxima parada.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/11-23.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2580" title="Vale das Rocas" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/11-23-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Em seguida, uma breve visita ao Canion de la Cascada. O nome já diz tudo. Uma enorme garganta se abriu no meio das rochas. Lá embaixo, um rio fez o seu curso.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/13.Canion-de-la-Cascada-20.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2581" title="Canion de la Cascada" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/13.Canion-de-la-Cascada-20-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/13.Canion-de-la-Cascada-20-a.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2582" title="Canion de la Cascada" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/13.Canion-de-la-Cascada-20-a-1024x766.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="460" /></a></p><p style="text-align: justify;">No percurso seguinte, avistamos algumas propriedades rurais onde pudemos conhecer uma plantação de quinoa, a famosa semente andina.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/14.Paisagens-estrada-20-d.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2585" title="Quinoa" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/14.Paisagens-estrada-20-d-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">Antes de cruzar a linha de trem que liga Calama a Uyuni, um grupo de lhamas atravessou o nosso caminho. Entre elas, uma lhamazinha simpática parecia interagir com a minha máquina. Fez altas poses para foto!</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/14.Paisagens-estrada-20-b.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2583" title="Paisagens da estrada" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/14.Paisagens-estrada-20-b-1024x766.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="460" /></a></p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/14.Paisagens-estrada-20-c.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2584" title="Paisagens da estrada" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/14.Paisagens-estrada-20-c-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">A partir daí, seguimos direto para San Pedro de Quemez, onde passaríamos a noite no Hotel de Pedra, um dos hotéis da Rede Tayka.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/Hotel-de-Pedra_25.09-45.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2586" title="Hotel de Pedra" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/Hotel-de-Pedra_25.09-45-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p style="text-align: justify;">A <a href="http://www.taykahoteles.com/es/">Rede Tayka de Hotéis</a> é uma associação entre algumas comunidades do altiplano boliviano e da operadora de turismo <a href="http://www.frementours.com/">Fremen Tours</a> para oferecer alternativas mais confortáveis de hospedagem na rota do tour de Uyuni e, ao mesmo tempo, contribuir para o desenvolvimento econômico e social dessas comunidades. Juntas, elas construíram quatro hotéis sob bases sustentáveis – do Deserto, de Pedra, de Sal e dos Vulcões – em diferentes lugares do altiplano no intuito de fomentar o turismo e a economia local.</p><p style="text-align: justify;">Em nossa primeira noite na Bolívia, nos hospedamos no Hotel de Pedra. Para quem leu horrores dos refúgios coletivos, esse hotel é quase um resort. Basta dizer que todos os quartos tem banheiro privativo com água quente, camas confortáveis e calefação. <img src="http://www.rotascapixabas.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif?9d7bd4" alt=':-)' class='wp-smiley' /></p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/Hotel-de-Pedra_25.09-45-b.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2588" title="Hotel de Pedra" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/Hotel-de-Pedra_25.09-45-b-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></a></p><p><img class="aligncenter size-large wp-image-2587" title="Hotel de Pedra" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/Hotel-de-Pedra_25.09-45-a-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></p><p style="text-align: justify;">O hotel foi todo construído com pedra e areia vulcânica, materiais característicos da região. A energia é de origem solar e provê suficientemente a calefação dos quartos e o aquecimento da água do chuveiro.</p><p style="text-align: center;"><a href="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/Hotel-de-Pedra_25.09-45-c.jpg?9d7bd4"><img class="aligncenter size-large wp-image-2589" title="Hotel de Pedra" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/Hotel-de-Pedra_25.09-45-c-1024x680.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="408" /></a></p><p style="text-align: justify;">Foi aí que tivemos a nossa primeira refeição de verdade. No jantar, nos serviram sopa de sêmola, arroz, frango e legumes.</p><p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-2590" title="Hotel de Pedra" src="http://www.rotascapixabas.com/wp-content/uploads/2011/11/Hotel-de-Pedra_25.09-45-d-1024x768.jpg?9d7bd4" alt="" width="614" height="461" /></p><p style="text-align: justify;">De sobremesa, panqueca com chocolate.</p><p style="text-align: justify;">Não vou dizer que tudo era uma delícia, porque o tempero boliviano não agradou muito o meu paladar. Mas a refeição era farta e equilibrada nutricionalmente. Naquela altura, era isso o que importava.</p><p style="text-align: justify;">Continua&#8230;</p><p style="text-align: justify;"><span style="color: #008000;"><em>Leia todos os posts da série “Outras Rotas” clicando <a href="http://rotascapixabas.com/outras-rotas/" target="_blank"><span style="color: #008000;">aqui</span></a>.</em></span></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.rotascapixabas.com/2011/11/18/1%c2%ba-dia-no-salar-de-uyuni-o-bale-dos-flamingos/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>4</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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