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13
jul.
2015

BN Apartments e The Lisbonaire Apartments: nossa hospedagem em Porto e Lisboa

Eu tenho muito ainda para falar sobre a nossa última viagem à Europa e, especialmente sobre Portugal, tema de um único post até agora. Mas o tempo dedicado ao blog tem sido escasso por essas bandas desde que um antigo projeto pessoal meu foi resgatado. Por isso, eu resolvi inverter a ordem das coisas e começar logo do final para tornar público de uma vez algo que fez toda a diferença em nossa passagem pela terrinha: os nossos “hotéis”.

Pra falar a verdade, não foram bem “hotéis”. Tanto em Porto, quanto em Lisboa, a gente optou por alugar apartamentos, apostando no menor preço e na comodidade de ter uma cozinha para fazer comida para a Maria. E nossas duas escolhas foram bem felizes!

Porto

BN Apartments

No Porto o escolhido foi o BN Apartments Palacio, um dos 4 edifícios de apartamentos para temporada que o grupo BN mantem na cidade. Todos eles possuem ótima qualificação no Trip Advisor. Mas o que foi preponderante na minha escolha pelo Palácio foram 2 fatores: o preço mais em conta e o aval da Camila Navarro, do Viaggiando, quanto à conveniência da localização. O prédio fica bem pertinho do Jardim do Palácio de Cristal, o lugar preferido dela no Porto (veja aqui).

O prédio não tem portaria. A entrega das chaves é combinada previamente por email. Na hora prevista da sua chegada, um funcionário estará a sua espera para entregar o cartão que dá acesso ao edifício e ao apartamento e explicar as regras da casa.

No check-out o esquema é o mesmo. Na hora marcada, alguém vem para fazer os procedimentos de praxe.

BN Apartments

Pagamos 100 euros por 2 noites em um apartamento do tipo estúdio. O quarto não poderia ser mais apropriado para as nossas necessidades: espaçoso e com cozinha equipada.

BN Apartments

Além do mais, a decoração é bem moderninha, do jeito que a Renata gosta.

BN Apartments

Por óbvio, o café da manhã fica por conta dos hóspedes. Uma padaria a duas quadras do prédio e um supermercado a três serão suficientes para lhe prover de tudo o que for necessário para sua alimentação.

Só há serviço de limpeza dos quartos e substituição de lençóis e toalhas para hospedagens acima de 4 noites, o que não foi o nosso caso.

BN Apartments

Sobre a conveniência da localização eu já disse. Descendo 2 quadras abaixo você estará no Jardim do Palácio de Cristal. Virando na primeira esquina à esquerda começa a famosa Rua Miguel Bombarda, cheia de galerias de arte. Com 15 minutos de caminhada você chega no centro histórico da cidade.

E o melhor de tudo: você vai poder seguir à risca o roteiro de 1 dia na cidade que a Camila indicou nesse post.

Lisboa

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Já em Lisboa nossa escolha foi o The Lisbonaire Apartments.

A recomendação desse “hotel” veio da Silvia Oliveira, do Matraqueando, nesse post. O título não poderia ser mais chamativo: “hospedagem novíssima, barata, bem localizada e que, ainda por cima, adora criança“. Pronto! Nem pensei duas vezes.

Sem dúvida alguma, a dica da Silvia foi certeira. O Lisbonaire oferece estilo, sofisticação e conveniência a um preço justo e para um público variado, inclusive famílias com bebês. Nem precisava de tudo isso se o “hotel” fosse apenas baby-friendly do jeitinho que ele é: mediante solicitação prévia, eles disponibilizam gratuitamente berço, carrinho de bebê, cadeirinha de alimentação, trocador, banheira e caixa de brinquedos.

Lisbonaire Apartments

Quer coisa mais gentil e acolhedora do que essa para nós, pais?

Como se precisasse de mais coisa para agradar, os apartamentos são super espaçosos, bem decorados e com cozinha equipada.

Lisbonaire Apartments

O nosso tinha 60 m2, o que, para o padrão de hotelaria a que estamos acostumados, é quase um latifúndio. 😉

Lisbonaire Apartments

A localização também não poderia ser melhor: a 50 metros do Elevador da Glória, que te leva ao agito do bairro Chiado; a 100 metros da estação do metrô Restauradores, por onde passa a linha azul que te leva ao Terreiro do Paço e à estação Santa Apolônia; a 250 metros da estação do Rossio, de onde sai o trem que te leva a Sintra; e a 500 metros da Praça Figueira, ponto de partida do Elétrico 15E, com destino a Belém.

Como se vê, de lá até a Baixa Pombalina é um pulo. Nós percorremos quase todo o centro histórico de Lisboa à pé.

Para ter tudo isso à nossa disposição nós pagamos 130 euros por noite. Pode não ser barato, mas foi absolutamente justo.

* Em parceria com o Booking.com, todas as reservas feitas através dos links citados neste post geram comissão para o blog, sem que você pague nada a mais por isso. É uma forma de ajudar a manter o blog sem qualquer custo para você!

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06
jul.
2015

Fjordland: passeios a cavalo em Pedra Azul

Cavalgada Ecológica Fjordland

Eu já contei todos os detalhes sobre a cavalgada ecológica no Fjordland de Pedra Azul nesse post bem antigo. Na época, eu não cheguei a fazer o passeio de cavalo porque meu nível de caretisse costumava andar no grau máximo.

Mas os tempos mudaram. 5 anos depois, com 1 filha e 2 sobrinhas pequenas a tiracolo, a cavalgada se torna uma das opções mais interessantes de passeio em Pedra Azul. Por isso, aproveitando um final de semana para um compromisso familiar em Venda Nova no último mês de maio, lá fomos nós vivenciar na prática a experiência que eu sempre recomendei aqui no Rotas.

Cavalgada Ecológica Fjordland

As opções de passeio continuam as mesmas: a) a trilha longa, com duração de 1h40 e duas saídas diárias (às 09:30 e às 13:30); e b) a trilha curta, com duração de 20 minutos e saídas mais frequentes (conferir nesse link). A diferença é o valor: R$90,00 por pessoa, a trilha longa; R$40,00, a curta, ou R$60,00 com adulto e criança de 2 a 7 anos no mesmo cavalo.

Cavalgada Ecológica Fjordland

As trilhas longas exigem idade mínima de 10 anos e só saem com um número mínimo de pessoas. De manhã, o destino final é o Mirante do Lagarto. À tarde, as piscinas naturais da fazenda.

Para quem vai com crianças pequenas (nosso caso) a única opção possível é a trilha curta. Nela, a gente pega uma pequena trilha atrás do prédio da administração do Fjordland e segue subindo até a plantação de café orgânico da propriedade.

Cavalgada Ecológica Fjordland

Para os pequenos a diversão é certa na garupa dos “cavalinhos” que são incrivelmente dóceis. Guias acompanham o grupo por toda a caminhada, garantindo o ritmo das passadas e a organização da fila.

Cavalgada Ecológica Fjordland

Cavalgada Ecológica Fjordland

Para os adultos, a diversão é complementada pela beleza do cenário que se tem ao longo do trajeto.

Cavalgada Ecológica Fjordland

Cavalgada Ecológica Fjordland

Pena que os 20 minutos passam tão rápido!

Cavalgada Ecológica Fjordland

Ao final do passeio, você ainda pode visitar o estábulo para conhecer o sistema de manejo dos cavalos e a fazendinha, onde ficam outros tipos de animais domésticos.

Cavalgada Ecológica Fjordland

Nos finais de semana, especialmente na alta temporada (inverno), é recomendado agendar o passeio por telefone (27 3248 0076) para não ser pego de surpresa com a falta de vagas. Durante a semana o agendamento com antecedência mínima de 24 horas é obrigatório.

Enquanto espera a sua vez chegar – ou ao final do passeio – você pode passar o tempo na Cafeteria Heimen, que fica dentro do Fjordland, apreciando a vista privilegiada da Pedra Azul.

Cavalgada Ecológica Fjordland

Só não espere muita eficiência no atendimento. Em todas as vezes que fomos até lá, sofremos com o amadorismo e a demora dos pedidos.

Anexa à cafeteria, há uma lojinha de souvenirs com produtos do artesanato local. É aí também que você paga a conta do seu consumo no complexo (com exceção do passeio à cavalo, que é pago na hora).

Cavalgada Ecológica Fjordland

Vale lembrar que, aos sábados, domingos e feriados, a entrada no Fjordland é paga e custa R$5,00 por pessoa (crianças até 12 anos não pagam). Ao entrar você recebe um cartão magnético que servirá de comanda durante a sua permanência no local. Você só precisará desembolsar dinheiro ou passar cartão de crédito ao final.

Há um estacionamento anexo à portaria principal.

Informações úteis:

Fjordland Ecologia e Turismo

Endereço: Rota do Lagarto, km 2,2, Pedra Azul do Aracê, Domingos Martins

Telefones: (27) 3248 0076 e 99836 3530

Horários de Funcionamento: segunda a sexta, das 08h às 17h; sábado, das 08h às 19h; e domingo, das 08h às 18h. A exceção é o estábulo que fecha às 17h todos os dias.

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02
jul.
2015

Altezza: cervejaria artesanal em Pedra Azul

Eu sei que, do ponto de vista térmico, Pedra Azul combina mais com um vinhozinho do que com cerveja. Mas essa associação óbvia não impediu que, na falta de vinícolas, uma cervejaria ganhasse destaque no cenário turístico da região.

Cervejaria Altezza

Tô falando da Cervejaria Altezza, que abriu as portas de sua propriedade no ano passado, em São José do Alto Viçosa, área rural de Venda Nova do Imigrante. Num pequeno sítio com uma vista privilegiada da Pedra Azul, o capixaba Gino e sua família resolveram se dedicar à fabricação de cervejas artesanais, investindo na qualidade da matéria-prima e, principalmente, na pureza da água que brota na região.

Cervejaria Altezza

Foi o próprio Gino quem me atendeu no dia em que estive lá. Por um lapso, eu não liguei para agendar a visita guiada. Mesmo assim, embora estivesse de saída para um compromisso marcado em Cachoeiro de Itapemirim, ele fez questão de contar a história da cervejaria, de mostrar as instalações, de compartilhar sua experiência como cervejeiro e de apresentar em detalhes o processo de fabricação das cervejas que ele vende ali.

Cervejaria Altezza

Cervejaria Altezza

Atualmente são 10 rótulos de cervejas baseados em diferentes estilos de fabricação: da tradicional lager a um sem-número de ale, com destaque para a versão capixaba da famosa Tripel belga. A garrafa custa em média R$20,00.

Cervejaria Altezza

Todas podem ser degustadas no local, pagando-se uma pequena taxa (na época em que fui, paguei R$12,00 por 3 copos de cerveja).

Cervejaria Altezza

Não esqueça do brinde! Na falta de motivos, segue um:

Cervejaria Altezza

Dependendo do dia e da hora da sua visita, o momento do brinde pode ser ainda mais especial.

Cervejaria Altezza

Foto: Nathália Fregonassi

A sorte de ver essa lua cheia redondinha aí quem deu foram meus cunhados que estiveram por lá no início de maio deste ano.

O único problema na visita à Cervejaria Altezza é definir o motorista da rodada. 😀

Cervejaria Altezza

Chegar lá é relativamente fácil. Seguindo na BR 262 em direção à Venda Nova é só ficar atento ao pequeno trevo que dá acesso ao Alto Caxixe, um pouco antes da sede de VNI. Nele você já verá placas indicando o caminho até a Cervejaria.

Aliás, não fosse pela inteligente iniciativa dos donos de colocar placas ao longo de todo o trajeto, haveria um grande risco de você se perder pelo caminho. Ele é quase todo em estrada de chão, passando por propriedades rurais.

Cervejaria Altezza

Se bem que, com um visual desses, perder-se nas estradas das montanhas capixabas não seria assim uma má ideia.

A Cervejaria Altezza funciona de segunda a sábado, das 09:00 às 17:00. Mas não se esqueça. Se quiser uma visita guiada para conhecer os processos de fabricação das cervejas é necessário agendar pelo telefone: (28) 9 9989 3311.

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28
jun.
2015

(Re)visitando Santa Teresa: entre clássicos e novidades

Em meados de maio desse ano a gente resolveu (re)visitar um lugarzinho que, vocês sabem bem, se tornou um dos meus recantos favoritos aqui no Espírito Santo: Santa Teresa. A gente aproveitou as festividades do mês de maio – que, aqui em casa, são três: dia das mães, aniversário da Renata e meu aniversário – para nos dar de presente isso: um final de semana na doce terra dos colibris.

Foi uma visita bem rápida. Fomos no sábado de manhã e voltamos no domingo na hora do almoço. Mas ainda assim deu para revisitar os clássicos e conhecer algumas novidades da terrinha (pelo menos pra mim).

Pousada Villa Theodora

Quanto às novidades eu destaco a Pousada Villa Theodora e o restaurante A Dona da Casa.

A primeira nem é tão novidade assim porque eu já falei sobre ela nesse post. Mas, ao contrário da visita anterior, dessa vez a gente se hospedou lá e teve a oportunidade de conhecê-la em funcionamento.

Villa Theodora

No geral, eu mantenho a recomendação dada no post que eu citei acima e continuo achando a Villa Theodora a melhor opção custo X benefício para famílias na cidade. Como ela fica afastada do centro, hospedar-se ali tem uma grande vantagem para quem procura sossego: o silêncio absoluto dos quartos à noite. Junte isso com o frio que faz por lá nessa época e pronto: você tem toda a desculpa do mundo para dormir o dia todo! 😉

Meu único porém nessa experiência foi o café da manhã: sem nenhum atrativo para encher nossos olhos. Talvez na alta temporada a situação seja diferente. Mas eu confesso que esperava uma mesa mais recheada de produtos do riquíssimo agroturismo capixaba.

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Restaurante A Dona da Casa

Já a segunda novidade foi mais uma indicação certeira que o Murilo Vago, Secretário de Turismo da cidade, me deu: A Dona da Casa, um restaurante de comida mineira que, se nega a origem dos imigrantes que fundaram a região, homenageia – e muito bem – o povo que faz da roça o seu lar afetivo.

A Dona da Casa

Pra começar, o restaurante é a própria “roça”. Ele está localizado numa fazenda à beira de um lago e de um curral com bois e cavalos. Aproveitando-se disso, eles disponibilizam passeios de pôneis e charrete gratuitamente para as crianças nos finais de semana.

A Dona da Casa

Maria foi à loucura, per supuesto.

A Dona da Casa

Além disso, a ambientação do salão remete às típicas casas de fazenda, com um big fogão à lenha aos fundos onde fumegam alguns dos pratos que eles preparam.

A Dona da Casa

No cardápio, as estrelas da cozinha mineira: costelinha de porco, tutu, frango caipira com angu e torresmo, todos em porções muito bem servidas e preços justos.

A Dona da Casa

Pra finalizar o dia de roça, doces caseiros, bolos e cafezinho de cortesia.

Mas, novidades à parte, o que nos levou de volta a Santa Teresa foram mesmo os clássicos. Mais exatamente, três clássicos: o Fabrício, o Museu Mello Leitão e os colibris.

Fabricio Bar e Restaurante

No Fabrício a gente foi para o nosso jantar-comemoração. Foi lá que eu, Renata e Maria cantamos parabéns para mim e para a Renata a três e à luz de velas. :-)

Fabricio Bar e Restaurante

De tabela, a gente pode ver a transformação da Rua do Lazer, a ruazinha histórica da cidade. De 1 ano pra cá, a rua está ainda mais movimentada e com novos empreendimentos e restaurantes.

O turismo definitivamente parece estar fazendo bem para Santa Teresa.

Já na manhã de domingo nosso destino era certo: o Museu Mello Leitão. Lá a gente tinha um encontro marcado com o maior dos clássicos de Santa Teresa: a varanda dos colibris de Augusto Ruschi.

Varanda dos Colibris

Taí um lugar que eu nunca vou cansar de visitar.

Varanda dos Colibris

E foi assim, entre clássicos e novidades, que a gente (re)visitou Santa Teresa. E se apaixonou ainda mais pela cidade.

P.S: Tudo o que você precisa saber para conhecer Santa Teresa está nesse post. Se faltar tempo para um final de semana (o ideal para conhecê-la por inteiro), vale um bate-volta a partir de Vitória, como eu recomendei nesse outro post.

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25
fev.
2015

Inhotim com crianças: roteiro sugerido com dicas para aproveitar ao máximo o passeio

Galeria Marilá Dardot

Planejar a visita ao Inhotim não é tarefa fácil. A área do museu/parque é gigantesca (são 110 hectares abertos à visitação) e são mais de 100 obras de arte em exposição para você escolher qual visitar. Por isso que ninguém exagera quando diz que não dá para conhecer o Inhotim em um único dia. Não dá mesmo. Principalmente se você estiver com criança. Além da grande extensão, os caminhos entre uma galeria e outra são acidentados e cheios de sobe-desce, tornando o ritmo da visita lento.

Foi assim com a gente. Ao final do primeiro dia de passeio, não conseguimos cumprir nem metade do programado e isso só aumentou a vontade de voltar no dia seguinte. E olha que a minha seleção de obras era bem realista e contida. Eram apenas 5 obras/galerias de visita obrigatória, como vocês verão mais abaixo. Eu só não contava que, mesmo tendo estudado o parque anteriormente e estando com o mapa na mão, poderia me perder em alguns caminhos e rotas, gastando um tempo precioso.

Daí que eu reafirmo o que todo mundo diz por aí: 2 dias é o tempo mínimo para se dedicar ao Inhotim. Não que isso seja suficiente para conhecê-lo por inteiro. Não é. Mas, pelo menos, você vai se sentir um pouco mais familiarizado e à vontade para percorrer as rotas e selecionar melhor as obras e galerias que mais te interessam (e até voltar naquelas que você mais gostou).

Inhotim

Eu sei que uma das melhores formas de explorar o Inhotim é não ter um roteiro pré-definido para percorrê-lo (é o que o Riq Freire chama de estratégia aleatória nesse post). Deixar-se surpreender com o inesperado talvez seja o próprio objetivo do Inhotim. Mas, para quem viaja com crianças, pode ser mais proveitoso se você estudar um pouquinho as obras e o mapa para conhecer as rotas a serem percorridas. Caso contrário, você pode acabar deixando de lado aquelas que são mais indicadas para os menores e perder mais tempo do que o necessário em deslocamentos.

Por isso, eu resolvi compartilhar aqui o roteiro que nós seguimos aproveitando uma sugestão do próprio Instituto para quem pretende visitá-lo com crianças. Se seguido à risca e com o relógio sempre à vista, ele até poderá ser percorrido em 1 dia. Mas, com 2, o passeio será bem mais prazeroso e aberto ao inesperado. Você vai poder, inclusive, se dar ao luxo de fugir do script.

Troca-troca

As obras

Quando a gente definiu a ida para o Inhotim, eu procurei me informar sobre as obras que seriam mais indicadas para crianças na tentativa de agradar ao máximo a Maria. Mas é óbvio que o conceito de “obras mais indicadas para crianças” é altamente relativo e falível. Por ser um museu de arte contemporânea, e por serem as crianças tão imprevisíveis, qualquer uma das obras pode se revelar incrivelmente encantadora para elas, como eu disse nesse post.

Eis que o meu trabalho foi incrivelmente facilitado quando, uma semana antes da nossa viagem, o Inhotim publicou um post com uma sugestão de 5 obras para curtir com crianças (leia aqui). Eu não titubeei nem um pouco em seguir as indicações. E, com isso, as obras/galerias que se tornaram obrigatórias para nós foram:

1) Galeria Cildo Meireles;

2) Continente/Nuvem, de Rivane Neuenschwander;

3) Galeria Cosmococa, de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida;

4) Piscina, de Jorge Macchi;

5) A origem da obra de arte, de Marilá Dardot.

A única que a gente acabou não aproveitando foi a Piscina, de Jorge Macchi, por pura falta de animação minha e da Renata de entrar na água.

Jardim Botânico

O percurso

Meu único “porém” em relação ao roteiro sugerido pelo post do Inhotim é o percurso. Depois de tentar segui-lo no primeiro dia, eu estudei melhor a seleção de obras no mapa e conclui que é possível visitar as mesmas obras gastando menos tempo com deslocamento. Basta uma pequena alteração no sentido do roteiro para encaixar algumas das 5 rotas pré-estabelecidas feitas pelos carrinhos elétricos do parque. Pronto! Você vai otimizar seu tempo e diminuir drasticamente seu esforço nas caminhadas.

Inhotim

Para isso, você vai precisar pagar pelo ticket de transporte: custa R$20,00 por pessoa (crianças até 5 anos não pagam). Você pode embarcar e desembarcar quantas vezes quiser. Não há limite de utilização. E quando você perceber o quanto de chão e ladeira você percorreu de carro, você vai concluir que aqueles R$20,00 foram um ótimo investimento (principalmente se for um dia de muito sol e calor). 😉

Olho no mapa do parque que você pode baixar nesse link:

mapa inhotim

O percurso que eu sugiro é o seguinte:

1) a partir da recepção, siga o eixo laranja em direção ao ponto de embarque da Rota 1. Seguindo pelo caminho da esquerda, você já pode dar início ao seu deslumbramento com o lago e, principalmente, com o Vandário;

Vandário

2) Embarque no carrinho e desça no ponto final. Você estará na porta da Galeria Cardiff & Miller, também conhecido como galpão sonoro. Atravesse-o para saber o porquê da alcunha. Se tiver oportunidade, sente-se em uma cadeira para entender porque todo mundo que vai volta falando maravilhas dessa obra (para a Maria, isso seria exigir muito). Dependendo da hora que você chegar, pode aproveitar para comer na pizzaria que fica atrás do galpão;

Inhotim

3) Saia pelo lado oposto ao que você entrou e embarque no carrinho da Rota 3. Ao final da subida, ele vai te deixar bem ao lado de 2 obras selecionadas nesse roteiro: a Piscina, de Jorge Macchi, e a Origem da obra de arte, de Marilá Dardot. Conte em gastar um bom tempo nelas, principalmente se vocês toparem entrar na água. O Inhotim disponibiliza toalhas num vestiário que fica pertinho da piscina. Se a fome bater, há também uma lanchonete no local (que vende apenas industrializados);

Galeria Marilá Dardot

4) Suba em direção ao ponto de embarque da Rota 4. No caminho você ainda terá à disposição o Palm Pavilion, de Rirkrit Tiravanija, e as galerias de Carlos Garaicoa e Carroll Dunham;

5) Pegue o carrinho e peça para descer em frente à Galeria Cosmococa, de Hélio Oiticica e Neville D’Almeida. As crianças vão adorar corresponder às interações que os artistas propõem. Depois disso, desça caminhando para encontrar, logo abaixo, um dos maiores ícones do Inhotim: a obra Troca-troca, de Jarbas Lopes (os famosos “fusquinhas coloridos”);

Troca-Troca

6) Continue a caminhada em direção à Galeria Fonte, no eixo amarelo, e não deixe de reparar no lindo paisagismo dos jardins dessa área do parque. Uma lanchonete fica anexa à galeria, caso vocês precisem recarregar as energias;

Fontes do Inhotim

7) Desça pela direita até chegar na Galeria Cildo Meirelles. As obras Através e Desvio para o Vermelho também propõem experiências que as crianças costumam curtir: a) na primeira, você caminha em um chão de cacos de vidro, contornando obstáculos; b) na segunda, brinca de identificar os objetos igualados pela cor;

8) Voltando à porta por onde você entrou, continue descendo até chegar a uma casinha branca, onde está situada a obra Continente/Nuvem, de Rivane Neuenschwander. Você só vai encontrar a obra se olhar pro teto. Nele, pequenas bolinhas de isopor ficam em constante movimento e mexem com a imaginação das crianças.

Rivane Neuenschwander

Pronto! Se você seguiu esse roteiro, você terá visitado todas as obras sugeridas pelo próprio Inhotim aproveitando ao máximo o conforto dos carrinhos elétricos.

No caminho até a recepção, você poderá ainda visitar a Galeria Praça e a obra Abre a porta, Rodoviária de Brumadinho, de Joh Ahearn e Rigoberto Torres. Com um pouquinho mais de tempo, eu recomendaria voltar pelo caminho da Cildo Meirelles e virar à direita na encruzilhada para conhecer o belíssimo paisagismo dessa parte do parque. É difícil não se encantar com esse tamboril centenário que ali está:

Tamboril

Se calhar, você pode aproveitar esta esticadinha para finalizar o passeio com um almoço tardio no Restaurante Tamboril, que funciona no esquema buffet (R$58,00 por pessoa; crianças até 5 anos não pagam).

Restaurante Tamboril

Observações finais

Analisando bem o mapa do parque, você vai perceber que o eixo rosa não entrou no roteiro. Por causa disso, almoçar no Restaurante Oiticica – que funciona no esquema self-service e sai bem mais em conta do que o Tamboril – se torna pouco conveniente. Ele implica em um desvio de rota à pé (não há rotas de carro disponíveis) que vai prejudicar o cumprimento do roteiro. Sem falar que, dependendo do movimento, você pode perder um bom tempo na fila para entrar, se servir, pesar e pagar. O melhor mesmo é deixá-lo para o segundo dia de passeio, que você pode dedicar para conhecer as atrações do eixo rosa.

Mas se o Tamboril não for uma opção viável (por ser caro), opte por fazer lanches na pizzaria do galpão sonoro, na lanchonete da Galeria Fonte (que vende hambúrgueres) ou naquela que fica bem perto da casinha da Rivane Neuenschwander (que vende um cachorro-quente bem vistoso).

Lanchonete Inhotim

O Inhotim não permite a entrada de comidas ou bebidas. Talvez, o maior propósito dessa proibição seja evitar piqueniques no parque. Mas é fato que ninguém revista seus pertences para conferir isso. Veja bem. Não tô querendo fazer nenhuma apologia à violação da regra estabelecida pelo parque e estimulá-lo a levar comida suficiente para fazer seu almoço por lá. Não mesmo. Essa observação é só para tranquilizar os pais de crianças pequenas (principalmente, as alérgicas), que preferem levar comida para seus filhos. Em quase todos os restaurantes/lanchonetes, eu vi gente pedindo para descongelar comida de bebê/criança.

Se você reparar bem, em todo o roteiro sugerido, você vai encontrar 1 único banheiro com fraldário (além da recepção): no vestiário da piscina. Essa é a maior crítica que eu faço ao Inhotim: a escassez de fraldários pelo parque. Não custava aumentar esse número para atender à demanda dos pais com bebês. Em alguns momentos, nós tivemos que improvisar nos bancos espalhados pelos jardins.

Inhotim

Não custa lembrar: o Inhotim é um museu/parque ao ar livre, o que quer dizer que você estará sujeito às variações climáticas. É bom se prevenir levando na mochila filtro solar e capas de chuva (se necessário, a lojinha que fica na recepção vende capa por R$8,00). Garrafinha de água também é item de primeira necessidade: você pode enchê-las nos bebedouros que ficam espalhados pelo parque. E atenção: use roupas leves e calçados confortáveis para caminhada. Não esqueça que você vai andar – e muito!

Por fim, se você quer aproveitar ao máximo o seu tempo no Inhotim, garanta o seu ingresso pela Internet e evite as filas na entrada (compre aqui). Você paga uma pequena taxa e retira o ingresso na hora, num balcão que fica dentro do estacionamento.

Tudo o mais que você precisa para planejar sua visita para o Inhotim (quando ir, como chegar, onde ficar) você pode conferir no Guia do Inhotim do Viaje na Viagem ou na série especial sobre o museu da Silvia Oliveira, do Matraqueando.

Informações úteis

Centro de Arte Contemporânea Inhotim

Endereço: Rua B, 20 – Brumadinho, MG

Telefone: (31) 3571 – 9700

Horário de funcionamento: Terça a sexta-feira: 9h30 às 16h30; Sábado, domingo e feriado: 9h30 às 17h30

Ingresso: Terça e quinta-feira: R$ 25,00; Quarta-feira (exceto feriado): entrada gratuita; Sexta, sábado, domingo e feriado: R$ 40,00; Fechado às segundas-feiras. Crianças até 5 anos não pagam.

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