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Tag Archive 'Blog de Viagens'

Tudo aconteceu meio que sem querer e sem muitas pretensões. Quando o fim do ano se anunciou, eu e a Renata nos demos conta que o feriado da proclamação da República, em 15 de novembro, seria a última oportunidade de improvisar uma viagem curta pelo Espírito Santo para criar novas pautas para o blog. Você sabe bem que, ultimamente, o “Rotas” tem andado bastante por “Outras Rotas” e deixado de lado a sua origem, o “Capixabas”. Por isso, eu precisava sair a campo para resgatar a sua verdadeira identidade antes que alguém começasse a pensar que eu sou daqueles que nega as próprias raízes! :-D

Não foi difícil escolher a rota do Caparaó Capixaba como destino da nossa viagem. Em primeiro lugar, eu queria falar sobre algo inédito aqui no blog para sair um pouco da mesmice. Até ontem não havia um único post sobre as cidades que integram essa rota. Em segundo lugar, a rota do Caparaó engloba os municípios capixabas sobre os quais se espalha o Parque Nacional do Caparaó, o único parque nacional com extensão sobre o Espírito Santo. Só isso já seria mais que suficiente para despertar a minha curiosidade bloguística. E, em terceiro lugar, o Pico da Bandeira, atração máxima da rota, era uma ausência imperdoável no currículo da Renata, que é nascida e criada em Cachoeiro de Itapemirim, cidade vizinha à rota. Eu já havia subido o pico pelo lado mineiro.

Só depois que a gente decidiu o nosso rumo é que eu me dei conta que não conhecer o lado capixaba do Parque Nacional do Caparaó ou, ainda, não ter subido o Pico da Bandeira, não é (ou era) uma falha única e exclusiva da Renata. Essa é uma falha de muitos capixabas. Da maioria, eu diria. Tem capixaba que nem sabe que tem um parque nacional no Espírito Santo. E o que é mais grave: tem capixaba que nem imagina que o Pico da Bandeira, o terceiro pico mais alto do país, explorado turisticamente por Minas Gerais há 50 anos, fica em solo capixaba!!!

Alô, capixaba! Onde é que você estava nas suas aulas de geografia, hein?

Foi, então, que eu percebi que tamanha desinformação ou desinteresse do capixaba a respeito do Caparaó leva-o a viver um triste ocaso dentro do nosso Estado. Um ocaso que, para mim, é emblemático do nosso amadorismo turístico. Eu realmente não conheço nenhum outro exemplo de parque nacional brasileiro que tenha sido tão subutilizado turisticamente pelo Estado que o abriga. E isso porque mais de 70% de toda a extensão do Parque, incluindo o próprio Pico da Bandeira, estão no Espírito Santo!

A verdade é que o Caparaó nunca foi um produto turístico de primeira linha do nosso Estado. Ele sempre esteve em segundo plano nesse quesito. Por algum motivo, que eu não sei explicar, nós nunca nos empenhamos em fazer do Pico da Bandeira uma referência turística tipicamente capixaba.

Não é por outro motivo que, até bem pouco tempo atrás, a única forma de acesso para as trilhas do parque se dava por Minas Gerais, na cidade de Alto Caparaó. A portaria capixaba só foi inaugurada em 1998 e o caminho que leva até ela está em obras até hoje! Por outro lado, as informações oficiais na internet sobre os atrativos da rota são esparsas e praticamente inúteis. A exceção fica por conta do recentíssimo site criado pelo chamado Circuito Caparaó Capixaba, uma iniciativa levada a frente por 25 empreendimentos turísticos privados da região com o apoio do Sebrae e da Setur.

É por isso que eu não me espanto em constatar que os mais rentáveis frutos da exploração turística do Parque Nacional do Caparaó sejam colhidos por Minas, e não pelo Espírito Santo. É de Minas que as pessoas geralmente se lembram quando se fala no Parque e no Pico da Bandeira. É para Minas que as pessoas vão quando desejam conhecer as atrações do Parque ou subir o Pico. E é a Minas que as pessoas rendem escancarados elogios quando assistem a beleza do nascer do sol lá no topo do Pico. E sabe o que é pior? Elas fazem tudo isso olhando para o horizonte capixaba e plantadas sob o solo do município de Ibitirama, no Espírito Santo.

Daí que essa viagem improvisada aos 45 minutos do segundo tempo se mostrou grandiosa em seus propósitos estratégicos. Muito mais que apresentar um roteiro turístico cheio de atrações e belezas, ela vai me permitir convocar os capixabas para um dever cívico: o de reivindicar, de vez, a naturalidade do Pico da Bandeira!

Sim, porque os mineiros (eu, inclusive) que me desculpem, mas o Pico da Bandeira é nosso!

Nos próximos posts, eu convido você, capixaba, a conhecer um pouco mais sobre a Rota do Caparaó e seus segredos escondidos.

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Antes de mais nada, eu preciso te pedir um favor: em nenhuma hipótese, mas em nenhuma mesmo, cante ou simplesmente mencione a música que virá a sua cabeça quando eu falar o nome do restaurante que será objeto desse post, ok? Não que eu não goste da música. Absolutamente! Eu não só gosto dessa música como ela me remete a boas recordações da minha infância. Mas é que a Renata cantarolou tanto essa música a cada vez que eu ameaçava dizer o nome do restaurante que, hoje, eu preciso me controlar muito para não ficar com ela na cabeça o dia inteiro!!!

Fechado? Então vamos lá.

Click to continue reading “Alecrim dourado!”

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Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino.

Você, que tem acompanhado o meu relato da viagem à Chapada Diamantina, já deve estar careca de saber que a Chapada é um lugar de superlativos. Ali você encontra cenários que, de tão fascinantes, te convidam a um exercício de autoconhecimento e reflexão. Mas se há um lugar que faça desse “exercício de autoconhecimento e reflexão” um verdadeiro modo de vida e um mote de campanha, esse lugar é o Vale do Capão.

Click to continue reading “Vale do Capão: hippie, pero no mucho!”

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Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino.

O Fruta Café é o melhor lugar para você terminar seus passeios em Lençóis. A lanchonete fica na rua principal da cidade e traz ótimas opções de lanches para você recarregar as energias após as trilhas e caminhadas.

Click to continue reading “Fruta Café: recarregando as energias em Lençóis!”

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Arte na massa

Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino.

De todos os restaurantes que visitamos em Lençóis, o “Os Artistas da Massa” foi o que mais nos agradou. E o motivo é bem simples: o restaurante tem um ambiente bem agradável, preços honestíssimos e pratos tão saborosos que você come rezando!!!

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