Como eu já disse aqui, o passeio do Trem das Montanhas Capixabas refaz uma pequena parte do trajeto percorrido pelos imigrantes europeus no Espírito Santo. Ele começa na cidade de Viana, ocupada por portugueses (açorianos); passa pelo Distrito de Vale da Estação, no município de Domingos Martins, fundado por alemães; e segue para Marechal Floriano e Araguaia, região formada predominantemente por imigrantes italianos.
Por aí você vê que tradição e história não faltam nesse passeio. Na arquitetura, no artesanato, nos mini-museus, na culinária e, principalmente, nas pessoas, você vai conhecer um pouco do legado que os imigrantes europeus deixaram na rica história da formação do povo capixaba. E que legado!
Não vou negar que a logística do Trem das Montanhas Capixabas não é nada fácil, especialmente para quem é de fora. Isso é algo que me incomoda um pouco na hora de propagar o passeio.
Primeiro porque, fora dos pacotes que a operadora oficial do passeio oferece, a Serra Verde, não há alternativa regular de traslado para a Estação Ferroviária de Viana, de onde o trem parte. Você precisa ir até lá por conta própria, de carro ou de taxi.
Já faz um tempinho que eu procurava uma folga na agenda para experimentar – e relatar, obviamente – o passeio do Trem das Montanhas Capixabas, inaugurado em janeiro de 2010. Essa era uma ausência injustificável do Rotas que eu precisava preencher para o bem do meu capixabismo. Como assim um blogueiro de turismo capixaba não tem um post sobre a maior novidade das nossas montanhas nos últimos tempos?, eu – e muita gente – me perguntava.
O Valsugana é um dos mais antigos, famosos e premiados restaurantes de Pedra Azul, em Domingos Martins. Ele é quase uma unanimidade entre os freqüentadores da região e, por isso, está sempre lotado. São só 15 mesas disponíveis para receber clientes que, por óbvio, em dias de grande movimento, não dão conta do fluxo.
Antes de mais nada, eu preciso te pedir um favor: em nenhuma hipótese, mas em nenhuma mesmo, cante ou simplesmente mencione a música que virá a sua cabeça quando eu falar o nome do restaurante que será objeto desse post, ok? Não que eu não goste da música. Absolutamente! Eu não só gosto dessa música como ela me remete a boas recordações da minha infância. Mas é que a Renata cantarolou tanto essa música a cada vez que eu ameaçava dizer o nome do restaurante que, hoje, eu preciso me controlar muito para não ficar com ela na cabeça o dia inteiro!!!
Fechado? Então vamos lá.