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25
mar
2012

A comida – e o visual – do Bigode!

Isso eu jamais vou me perdoar. Moro em Vitória há 14 anos e, há pelo menos 6, passo pela Av. Marechal Mascarenhas de Morais, em Bento Ferreira, quase todo santo dia. Mesmo assim, eu nunca tinha me dado conta de que ali, bem pertinho da avenida, com acesso à direita do Instituto Braille, se escondia um dos restaurantes mais tradicionais da ilha de Vitória: o Bar do Bigode.

O Bar do Bigode fica embrenhado no meio das ruelas do bairro de Jesus de Nazaré. Pra quem não sabe, Jesus de Nazaré fica praticamente todo em cima de um morro que está à beira da baía de Vitória. Por aí já dá para imaginar a visão que você tem de lá, né?

Pois então. Essa visão é o principal atrativo do Bar do Bigode. É ela quem fez – e continua fazendo – a fama do bar. O Bigode é daqueles estabelecimentos que a gente incluiria entre os concorrentes da categoria “pra comer com os olhos” se fôssemos incumbidos da tarefa de organizar um concurso de gastronomia. E ele seria um candidato fortíssimo ao título!

É impossível não se deslumbrar com o conjunto da paisagem que se avista das janelas do restaurante: o deck, o mar, a vegetação costeira, os barquinhos, os navios, as casas humildes da comunidade de Jesus de Nazaré, os prédios modernos da Enseada do Suá, a Terceira Ponte e, claro, o Convento da Penha. Temos ali uma expressão quase perfeita do cenário que marca a beleza da nossa ilha.

Esse cenário de Jesus de Nazaré tem um quê de Ilha das Caieiras. Os dois bairros se formaram por uma comunidade que viveu – ou vive – praticamente em função do mar, tem casinhas enfileiradas e de aparência simples e ruas pra lá de estreitas. Até por isso, o acesso de carro aos dois é igualmente difícil. São poucas vagas para estacionamento e, em alguns trechos, é preciso se esmerar para não esbarrar em algum obstáculo. Mas Jesus de Nazaré tem uma incrível vantagem sobre as Caieiras: você não precisa se deslocar tanto para chegar até lá e nem corre o risco de se perder no meio de um caminho mal sinalizado.

Aliás, o próprio Bar do Bigode segue o mesmo padrão estético dos restaurantes da Ilha das Caieiras. Tudo é muuuuuito simples e sem frescura. Dá só uma olhada no ambiente interno do bar:

E no externo:

Essa simplicidade que se vê no Bigode está por toda a parte no bairro Jesus de Nazaré. Não poderia ser diferente. Jesus de Nazaré é uma comunidade simples. E isso faz do almoço no Bigode uma experiência pra lá de singular e inspiradora. Ao passar pelas casinhas do bairro e descer a escadaria que dá acesso ao Bigode e à praia, eu só pensava numa coisa: ahhhh se Dorival Caymmi fosse capixaba!

Se Dorival Caymmi fosse capixaba, uma cena como essa já teria estampado o refrão de alguma música:

(Depois que eu subi o post, uma leitora do blog, a Janaina Lima me informou, pelo Facebook, que Jesus de Nazaré já tem o seu Dorival Caymmi. Trata-se do compositor capixaba Chico Lessa, que mora no morro e fez uma música em sua homenagem: Morro de Nazaré. Pena que não achei nenhum video com a música para eu colocá-lo aqui no Rotas.)

Voltando ao que interessa… consciente do tesouro que tem ao seu redor, o Bigode exagerou no tamanho e na quantidade de janelas em seu restaurante. Elas atravessam as paredes de ponta a ponta. Assim, a gente não tem nenhuma dificuldade de apreciar o visual de onde quer que a gente esteja.

Tá, mas o Bigode não é paisagem. O Bigode é COMIDA BOA COM PAISAGEM! Ele é especializado em culinária capixaba. Você encontra frutos do mar em tudo quanto é tipo de prato, de moqueca a risoto.

Mas o carro-chefe do Bigode é esse aí ó:

Quer dizer… esse aí de cima é uma pequena adaptação do carro-chefe do Bigode, o arroz de mariscos. Esse é um arroz com polvo, camarão e lagosta (R$96,20 para 4 pessoas). Porque nem todo mundo é fã de sururu, sabe?

Mas antes do arroz nós comemos essa casquinha de siri aqui ó:

Eu não poderia deixar de mencionar essa casquinha de siri (R$10,20). Por mais paradoxal que seja, eu preciso valorizar uma casquinha de siri feita com a mais pura carne de siri desfiada!

Agora fala sério? Com um visual desses e uma comida dessas, é ou não é para eu sentir remorso por não ter conhecido o Bar do Bigode antes?

P.S.: em tempo, agradeço ao casal de amigos Fernando e Gisele por terem nos apresentado ao Bar do Bigode.

Informações úteis:

Bar do Bigode

Endereço: Rua Helena Muller, 30 – Escadaria Clemente Veiga da Costa, Jesus de Nazaré, Vitória-ES

Tel: 3345-6334

Horário de funcionamento11h/17h (fecha seg.)

Como chegar: para quem vem na direção centro-praia pela Av. Marechal Mascarenhas de Morais, basta virar à direita no primeiro sinal após o Instituto Braille. Siga reto toda vida. Pergunte ao primeiro transeunte sobre o Bar do Bigode. Ele vai saber te explicar melhor do que eu!

Nível de contaminação pelo PACVacinado.

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23
ago
2011

Alecrim dourado!

Antes de mais nada, eu preciso te pedir um favor: em nenhuma hipótese, mas em nenhuma mesmo, cante ou simplesmente mencione a música que virá a sua cabeça quando eu falar o nome do restaurante que será objeto desse post, ok? Não que eu não goste da música. Absolutamente! Eu não só gosto dessa música como ela me remete a boas recordações da minha infância. Mas é que a Renata cantarolou tanto essa música a cada vez que eu ameaçava dizer o nome do restaurante que, hoje, eu preciso me controlar muito para não ficar com ela na cabeça o dia inteiro!!!

Fechado? Então vamos lá.

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25
mai
2011

A moqueca do outro Geraldo (com upgrade)

Se eu fosse um pouquinho menos modesto, eu diria que o Geraldo, dono de um famoso restaurante de frutos do mar em Manguinhos (o Enseada de Manguinhos), leu o “Rotas”. Pelo menos para mim, essa parece uma conclusão bem plausível porque, quatro meses depois de eu fazer algumas críticas à aparência do restaurante de um outro Geraldo – o Rodrigues, dono de um restaurante de cozinha capixaba em Jardim da Penha -, ele resolveu se fixar em Vitória com uma casa de aspecto bem mais agradável que a de seu concorrente, na Praia do Canto: o Enseada Geraldinho.

Não é muita coincidência?

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10
mai
2011

Delícias de Nova Almeida

Por estar às vésperas de dar à luz, este post veio com bastante atraso, mas meu amigo Tiaguinho vai me dar um desconto, né? Vamos a ele:

Quem já passou por Nova Almeida e não parou na Sorveteria Domingos não sabe o que está perdendo. Segundo a resenha da Veja ES: “Os gelados são produzidos da mesma maneira há 25 anos por Domingos Vescovi, sem corantes nem gordura vegetal”. Seu picolé ituzinho é indiscutivelmente o carro-chefe e campeão de vendas. Pelo preço módico de R$ 1,00 (R$1,25, se optar pela cobertura de chocolate), o picolé é muito gostoso e conta com uma gama variada de sabores. Os funcionários são extremamente simpáticos e atenciosos e o ambiente bastante limpo e claro. Não raro é possível ver turistas saindo com o isopor carregado. Para os menos tradicionais, há opções de sorvetes a kilo.

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10
mai
2011

Almoço exótico no Ninho da Roxinha

Sabe aqueles dias em que você busca algo além de uma boa comida para o momento sagrado da sua refeição? Aqueles dias em que você se dá o direito de sair um pouco da rotina e de não almoçar naquele self-service da esquina da sua rua? Aqueles dias em que os olhos contam tanto quanto o estômago na escolha do lugar onde você vai comer? Aqueles dias em que você decide que o valor da conta não será um fator tão preponderante assim na sua decisão final?

Pois então.

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