A Cremino Gelato e Caffè é uma das mais recentes “unanimidades” da cena gastronômica capixaba. Desde que foi inaugurada, há quase 4 meses, a Cremino conquistou a glória de identificar como gelato o sorvete que ela faz. Veja bem, meus caros. Isso não é pouca coisa. Para um povo que carrega uma dose cavalar de italianidade na veia reconhecer o verdadeiro sabor de um gelato numa sorveteria da nossa capital é mais que um elogio. É um retorno às origens.
Quando a Associação dos Supermercadistas do Estado do Espírito Santo firmou aquele polêmico acordo com o Sindicato dos Comerciários para proibir a abertura dos supermercados da Grande Vitória aos domingos (veja aqui), muita gente reclamou. “Vitória é uma província mesmo!”, gritava um de cá. “Em nenhum outro lugar do universo uma coisa dessas acontece”, respondia outro de lá.
Pausa na série “Rotas na Europa” para um resgate à origem capixaba do blog. E nada melhor do que resgatar as origens falando de um dos maiores ícones da cultura capixaba: as paneleiras de Goiabeiras.
Na verdade, eu já falei sobre o trabalho das paneleiras nesse post. Nele, eu conto um pouco sobre a história desse ofício secular, responsável pela fabricação de um dos nossos símbolos mais conhecidos pelo Brasil afora: a panela de barro.
Se eu fosse um pouquinho menos modesto, eu diria que o Geraldo, dono de um famoso restaurante de frutos do mar em Manguinhos (o Enseada de Manguinhos), leu o “Rotas”. Pelo menos para mim, essa parece uma conclusão bem plausível porque, quatro meses depois de eu fazer algumas críticas à aparência do restaurante de um outro Geraldo – o Rodrigues, dono de um restaurante de cozinha capixaba em Jardim da Penha -, ele resolveu se fixar em Vitória com uma casa de aspecto bem mais agradável que a de seu concorrente, na Praia do Canto: o Enseada Geraldinho.
Não é muita coincidência?
Por estar às vésperas de dar à luz, este post veio com bastante atraso, mas meu amigo Tiaguinho vai me dar um desconto, né? Vamos a ele:
Quem já passou por Nova Almeida e não parou na Sorveteria Domingos não sabe o que está perdendo. Segundo a resenha da Veja ES: “Os gelados são produzidos da mesma maneira há 25 anos por Domingos Vescovi, sem corantes nem gordura vegetal”. Seu picolé ituzinho é indiscutivelmente o carro-chefe e campeão de vendas. Pelo preço módico de R$ 1,00 (R$1,25, se optar pela cobertura de chocolate), o picolé é muito gostoso e conta com uma gama variada de sabores. Os funcionários são extremamente simpáticos e atenciosos e o ambiente bastante limpo e claro. Não raro é possível ver turistas saindo com o isopor carregado. Para os menos tradicionais, há opções de sorvetes a kilo.