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24
jan
2013

Nosso hotel em Paris: Adagio Paris Opera

Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, os nossos blogueiros fazem relatos de suas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino.

Adagio Paris Opera

Eu não poderia terminar a série “Rotas na Europa” sem falar do hotel que a gente ficou em Paris: o Adagio Paris Opera. Eu preciso falar dele, não só para manter o padrão que eu observei para as outras 3 cidades, mas também porque, sem dúvida alguma, o Adagio foi a nossa melhor escolha em termos de hospedagem.

Em Paris, o meu receio na escolha do hotel era exatamente o mesmo de Roma: pagar caro por um hotel bem localizado, do ponto de vista turístico, e muito marromeno, do ponto de vista do conforto. Eu bem que tentei me ater à escolha de hotéis localizados nos 6 primeiros arrondissements da cidade, como sugere o Ricardo Freire nesse post, pela conveniência de estar na meiuca de tudo. Mas os preços nessa região sobem em proporção geométrica ao acréscimo mínimo do conforto. E eles ficam nada nada convidativos quando você se torna um pouquinho mais exigente.

Mas aí veio a luz para iluminar as minhas trevas. Por “luz” leia-se Rodrigo Purisch, autor do blog Aquela Passagem. Foi ele quem me alertou com esse post para a possibilidade de aproveitar os pontos do meu cartão de crédito em hospedagem nos hotéis da Rede Accor. Bastaria eu me cadastrar no programa de fidelidade da Accor, o Le Club, transferir os pontos do meu cartão para o Multiplus e, de lá, para o Le Club, assegurando a paridade de pontos anunciada em uma parceria dessas empresas que volta e meia vem à tona. Com isso, 2.000 pontos Multiplus se converteriam em 2.000 pontos Le Club e me garantiriam um voucher de 40 euros (ou 60 dólares) para usar em qualquer hotel da Rede no mundo. E sem qualquer limite no número de vouchers a serem utilizados por estada!

Do dia pra noite, os pontos acumulados no meu cartão de crédito se tornaram a azeitona preta da minha empada. Com a quantidade que eu tinha, dava pra garantir toda a nossa hospedagem em alguns hotéis da Rede Accor em Paris, sem que eu precisasse gastar um tostão sequer. E, cá pra nós, “gastar” pontos é bem menos doloroso que dinheiro, né?

Pois então. Com os pontos que eu conquistei com o suor do meu trabalho :-D , passei a analisar as opções de hospedagem que eles me permitiam bancar. Invariavelmente, as opções eram de hotéis Ibis, Ibis Style (antigo All Seasons) e Adagio, os apart-hotéis da rede. Que fique claro que minha “poupança” de milhagens não era essa Coca-Cola toda. Não dava pra a gente querer sonhar com um Mercure ou um Sofitel da vida em Paris.

De todas as possíveis opções, o que me pareceu mais bem recomendado no Trip Advisor foi o Adagio Paris Opera. E foi ele que a gente escolheu.

Bingo!

A escolha do Adagio Paris Opera foi certeira em todos os sentidos. Tanto em conforto, quanto em conveniência, em localização e naquela sensação de “estou praticamente em casa”, o Adagio valorizou incrivelmente nossa passagem por Paris.

Quando eu falo em “conforto”, eu falo especialmente do quarto. Dá uma olhada nas fotos do nosso quarto para você ver:

Adagio Paris Opera

Adagio Paris Opera

Agora, olha o banheiro:

Adagio Paris Opera

O banheiro nos hotéis da Europa era um dos maiores temores da Renata. Por incrível que pareça, esse “detalhe” era o que as pessoas mais realçavam na hora de criticar seus hotéis. Os banheiros pareciam sempre problemáticos.

O nosso, não. O nosso era espaçoso, limpinho e de aspecto bem moderno, adjetivos que a Renata costuma valorizar. E vocês não fazem ideia do quanto ela me agradeceu por essa escolha e, por tabela, do quanto eu agradeci ao Rodrigo Purisch pela dica! :-D

Quando eu falo em “conveniência”, eu quero frisar as comodidades que o Adagio oferece aos seus hóspedes: wi-fi gratuito, mini-cozinha no quarto e lavanderia self-service no subsolo. Ter um lugar para lavar suas roupas no próprio hotel sem precisar pagar mais caro por isso é algo que realmente faz diferença. Especialmente se você resolve experimentar, pela primeira vez, uma viagem de maior desapego em questão de vestuário. Bastou o dia da chegada para a gente revigorar boa parte das roupas que nós usamos durante a primeira parte da viagem. E sem precisar sair do hotel atrás de lavanderia.

Por sua vez, quando eu falo em “localização”, eu quero ressaltar duas coisas: a vizinhança nobre e a posição estratégica para quem se propõe a explorar o transporte público da cidade.

O Adagio Paris Opera fica no 9º arrondissement, bem pertinho da Opera Garnier e dos grandes magazines da Boulevard Haussman, como a Printemps e a Galerias Lafayette. A maior distância em relação ao eixo central do Rio Sena traz a nítida vantagem de diversificar o comércio e de desconcentrar a zona turística. Sabe aquela história de me sentir um “parisiense paraguaio”, dando bonjour com um biquinho meio atravessado ao atendente do caixa de um supermercado, que eu contei aqui? Pois então. Isso aconteceu várias vezes no caixa do supermercado que fica atrás do hotel e que eu visitei praticamente todos os dias da nossa estada na cidade para comprar os ingredientes para o nosso café da manhã ou jantar. Só assim eu poderia fazê-lo acreditar que eu não era o único “turista bobo-alegre em sua primeira viagem a Paris” do local.

Agora, se ele realmente acreditou na originalidade daquele bonjour, já são outros 500.

Por outro lado, com disposição é possível ir flanando do hotel até vários pontos da cidade, como a Igreja Madeleine, o Jardim das Tulheries, o Museu L’Orangerie, a Place dês Vogues, entre outros. Com um pouco mais de pressa, dá pra ir de bike, usando a estação de aluguel de bicicletas que fica bem na esquina da rua do hotel. Mas se a pressa for ainda maior, a grande pedida é pegar o metrô na Estação Havre Caumartin ou o trem na Estação RER Auber, que ficam um quarteirão à frente.

Mas o melhor de tudo é que a “localização” se une à “conveniência” na hora em que você mais precisa delas: na chegada e na saída para o aeroporto. O Adagio Paris Opera fica a dois quarteirões do ponto de parada do Roissy Bus, que vem e vai para o Aeroporto Charles de Gaulle. Todas as informações sobre essa alternativa de transfer do e para o Aeroporto Charles de Gaulle você pode obter nesse post da Silvia Oliveira, do Matraqueando, e nesse aqui da Patricia Camargo, do Turomaquia. Mais fácil, cômodo e barato para um marinheiro de primeira viagem em Paris, impossível. Você paga 10 euros pela passagem e nem precisa se preocupar em qual estação saltar ou qual baldeação fazer no fragmentadíssimo metrô de Paris. Você só precisa esperar pela única parada do ônibus (ao lado da Opera), saltar e andar por dois quarteirões até chegar ao Adagio. Simples assim.

Adagio Paris Opera

Por fim, quando eu falo naquela sensação de “estou praticamente em casa”, é por tudo isso que eu já falei e mais um pouco: estando num apart-hotel, você não tem todas as regalias de um hotel, como café da manhã e faxineira todos os dias (o que, para alguns, pode ser uma desvantagem insuperável); em compensação, você ganha uma incrível liberdade para conhecer Paris com outros olhos. Com os olhos de quem se sente praticamente em casa.

Nós, por exemplo, tomamos café da manhã e jantamos praticamente todos os dias no hotel, explorando as opções que a gente encontrava nas gôndolas do tal supermercadinho de trás. Eu mesmo os preparava, no maior estilo gourmet. Minha especialidade na gastronomia francesa? Macarrão a pomodoro, vulgo, “macarrão com molho de tomate semi-pronto”!!! O.O

Adagio Paris Opera

Ok. Não vou dizer que deu pra gente experimentar as maravilhas da cozinha francesa. Definitivamente, a gente não foi lá pra isso. Eu só sei que, por essa opção de economia e liberdade, a gente se sentiu praticamente em casa… só que em Paris.

Na época, a tarifa internet do Adagio Paris Opera estava em torno de 120 euros. Para pagamento com vouchers do Le Club (que exigem uma forma específica de reserva), esse valor subia para 159 euros. Com 8.000 pontos Multiplus eu banquei cada dia da nossa hospedagem por lá. E não me arrependo nem um pouco desse investimento!

Obs. 1: eu recomendo fortemente o programa de fidelidade da Accor, o Le Club. Eles são uma ótima forma de “gastar” os seus pontos do cartão de crédito, especialmente quando há essa promoção de paridade com os pontos Multiplus.

Obs. 2: esse post NÃO é patrocinado, ok?

Obs. 3: com esse post, eu encerro a série “Rotas na Europa”.

Leia todos os posts da série “Outras Rotas” clicando aqui.

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15
jan
2013

Enfim, Paris!

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Paris

“Nada mais me interessa senão Paris. Paisagens, detalhes, comentários sobre este trecho da viagem não merecem registro ante a expectativa de que todos estão possuídos de chegar a Paris.”

O trecho acima foi escrito pelo meu avô em 23 de agosto de 1966 no seu famoso diário de viagem que eu lhes apresentei aqui. Incrivelmente, a sensação que meu avô descreveu há 46 anos foi exatamente a mesma que eu e a Renata sentimos no dia 19 de abril de 2012, dia em que finalmente chegamos em Paris.

10
jan
2013

Hotel Review: Hotel Becher (Veneza)

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Hotel Becher

Escolher hotel em Veneza não foi tarefa fácil. De todas as nossas escolhas pré-viagem, essa foi a que mais gerou conflito entre os meus lados muquirana e romântico. Eu realmente não contava que os preços dos hotéis por lá estivessem tão salgados e tão fora da curva das outras cidades. Mas eu também não queria abrir mão de proporcionar à Rê a sonhada experiência veneziana, daquela que começa pela decoração palaciana do quarto do hotel.

Por um momento, eu cheguei a cogitar excluir Veneza do nosso roteiro. Eu receava que, pelos preços dos hotéis, a cidade fosse cara demais para o nosso orçamento. Mas nenhuma viagem de lua-de-mel à Itália fica completa sem uma passada – breve que seja – pela mais romântica das cidades italianas: Veneza. Eu inflei as expectativas da Renata falando isso. E, na hora H, não dava para privá-la disso.

Daí que eu precisei fazer uma pequena adaptação nos nossos planos para “encarar” Veneza. Convenci a Renata a excluir alguns bate-voltas clássicos, como Siena e San Gimigniano (a partir de Florença) e Bruges (a partir de Paris), e a diminuir o nosso tempo de permanência em Veneza para suavizar o rombo. No final das contas, reduzimos nossas noites por lá de 4 para 3, como eu contei aqui. E, mesmo assim, a conta do hotel em Veneza foi a mais cara de toda a viagem.

Pelo menos, nós não temos do que reclamar. O Hotel Becher, nosso escolhido, não nos decepcionou em nada.

Hotel Becher

Optei pelo Becher depois de ler os comentários mais que elogiosos do Marcio Nel Cimatti (do blog A Janela Laranja), do JP Soares e da Mariângela nesse post do Viaje na Viagem. Os adjetivos que eles usaram para descrever o hotel – “limpo”, “impecável”, “romântico”, “bem decorado”, “amplo”, “acolhedor” – foram suficientes para convencer a mim e a Renata de que o investimento poderia valer a pena.

O “investimento” foi de 208 euros por noite pela suíte superior.

Hotel Becher

Localizada no segundo andar, a suíte superior é ampla e vem com uma amenidade insuperável: vista para o canal. De tempos em tempos sua permanência vai ser brindada com a trilha sonora de um gondoleiro passando à beira da sua janela.

Hotel Becher

Ainda no segundo andar há uma antessala com mesinhas e cadeiras, onde os hóspedes podem se servir à vontade de biscoitos, chocolates e café espresso.

Hotel Becher

Hotel Becher

As instalações do hotel não são grandes, o que o faz intimista e acolhedor. Uma pequena varandinha faz as vezes de deck privado para recepcionar os hóspedes que vem de barco (táxi aquático) ou que querem passear de gôndola.

Hotel Becher

O Becher está localizado no entorno do eixo mais turístico de Veneza: aquele que fica entre os bairros de Rialto e San Marco. Você vai sofrer um pouquinho carregando a sua mala de rodinha pelas ruelas de Veneza se vier de vaporetto da Estação Santa Lucia ou do Aeroporto (confira as orientações de “como chegar” aqui). Mas, em compensação, você estará a 10 minutos a pé dos principais lerês de Veneza.

Eu poderia resumir o Hotel Becher dizendo que ele foi a nossa maior extravagância em toda a viagem. Mas sabe como é, né? Em Veneza toda extravagância lhe será recompensada!

07
jan
2013

La bella Venezia

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(8 meses se passaram desde a nossa viagem à Europa e eu ainda não terminei o relato!!!! O.O)

“Como definir Veneza?” 

Era só isso que a gente pensava quando nós chegamos à Estação Santa Lucia às 14h do dia 16 de abril. A viagem e a nossa energia estavam chegando à metade, mas foi só pisar em Veneza para a emoção se renovar como no primeiro dia. Veneza, você sabe bem, inspira qualquer um. Agora imagina um casal em segunda lua de mel. :-D

31
jul
2012

Hotel Review: Florence Room Bed & Breakfast (Florença)

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Nossa hospedagem em Florença foi a mais econômica de todas. E nem por isso menos agradável. Optamos por reservar um quarto no Florence Room Bed & Breakfast, seguindo a dica que a Mari Campos, do Pelo Mundo, deu aqui e não tivemos do que reclamar.

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