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14
nov
2016

Sevilha: razões para amar

Sevilha

Confesso que Sevilha não estava nos planos iniciais da viagem que fizemos à Espanha nas nossas férias desse ano. Depois de uma pesquisa superficial sobre o país, eu tinha chegado a 2 conclusões: a) a Andaluzia merecia uma viagem específica, inteiramente dedicada à região; e b) para diminuir o nosso deslocamento e o troca-troca de hotel, nossas bases se limitariam a Madri e Barcelona.

Por isso, Sevilha quase foi descartada.

“Quase” porque, aos 45 minutos do 2º tempo do planejamento da viagem, uma conversa que tive com a Poliana Cardoso, do blog Comendo Chucrute e Salsicha, num providencial almoço de blogueiros aqui em Vitória me fez reavaliar definitivamente aquela decisão. Com a autoridade de quem morou por um tempo na cidade, ela fez tantos elogios e recomendou tanto a inclusão de Sevilha no meu roteiro que eu me convenci. Refiz os cálculos e considerei viável dedicar 3 noites – das 18 que nós teríamos na Espanha – a Sevilha. Tal qual fizemos com Florença em nossa viagem à Itália, Sevilha seria uma espécie de aperitivo da Andaluzia, só para deixar aquele gostinho de quero mais.

Sevilha

E como eu agradeci à Poliana por esse empurrãozinho!

Por tudo o que eu já havia lido sobre a Andaluzia e, especialmente, sobre Sevilha, eu já sabia que ia gostar da cidade. Eu só não sabia que ia gostar com a intensidade que eu verdadeiramente gostei. Mesmo com a expectativa devidamente ajustada para conhecer uma cidade que tem todos os atrativos turísticos que me agradam, Sevilha foi capaz de me arrebatar com um conjunto de circunstâncias aleatórias que, definitivamente, fizeram toda a diferença.

Em primeiro lugar, o clima.

Sevilha

Para quem vinha de um tempo bem instável em Madri, chegar sob o céu azul de Sevilha foi reconfortante. O calor – nem tão escaldante – de 30º foi suficiente para derreter os nossos corações. Como foi bom dispensar as camadas de roupa e andar de blusa de malha e bermuda em pleno outono europeu!

A gente reclama do sol e do calor tropical, mas não tem nem ideia de como eles fazem toda a diferença na nossa disposição e no nosso humor cotidiano. Passar pelo calor de Sevilha foi uma espécie de paradinha estratégica para repor as doses de vitamina D no corpo pós-Madri e antes de seguir para Barcelona. 😉

E o calor de Sevilha veio no encalço de uma luminosidade diurna que fazia a cidade brilhar feito ouro, especialmente ao entardecer. Eu entendi imediatamente porque Sevilha também é conhecida como cidade dourada!

Sevilha

Em segundo lugar, a beleza do centro histórico.

Sevilha

Sevilha não é propriamente uma cidade pequena. Na verdade, ela é a quarta maior cidade da Espanha. Mas, para fins turísticos, o centro histórico da cidade, junto com os bairros de Santa Cruz e Triana, costumam ser mais do que suficientes para uma experiência de introdução aos cenários encantadores da Andaluzia.

Sevilha

A região turística da cidade é facilmente percorrida a pé. Isso é uma grande vantagem de Sevilha porque boa parte do seu encanto está nas ruelas quase escondidas, nas fachadas, pátios e jardins dos casarios antigos e nas praças. Ficamos 2 dias inteiros na cidade e, confesso, nem a Triana eu fui. Fiquei tão encantado com a arquitetura singular da região central da cidade, que rodei praticamente em círculo, percorrendo quase sempre as mesmas ruas e quarteirões.

Sevilha

Quando eu falo em arquitetura singular, eu me refiro àquele elemento absolutamente inusitado que fez a fama da Andaluzia: a arte mudéjar e sua influência islâmica, principal legado dos tempos em que os mouros dominavam a região. Em alguns lugares, o cenário é tão incrivelmente “muçulmano” que você chega a duvidar que está na Europa.

Nesse ponto, nada se compara às paredes e os tetos tipicamente islâmicos dos ~ incríveis ~ aposentos do ~ impressionante ~ Palácio de Don Pedro, parte integrante do ~ magnífico ~ Real Alcázar de Sevilha, um lugar em que todo e qualquer superlativo se faz necessário. Não por acaso, o lugar é um dos 3 patrimônios da humanidade que a Unesco declarou em Sevilha (os outros 2 são a Catedral e o Arquivo das Índias).

Sevilha

Sevilha

Você também vai se sentir num pedacinho da África moura ou da Arábia quando se deparar com um pátio ou jardim tipicamente sevilhano (ou andaluz), como esse do Restaurante e Hotel El Jardin de las Tapas:

Sevilha

A arte mudéjar é só o aspecto mais exótico – pelo menos pra nós, ocidentais – de uma cultura que também conta com influência do cristianismo e do judaísmo. Do primeiro, Sevilha herdou suas belas igrejas, com destaque para a suntuosa Catedral, considerada a maior igreja gótica do mundo.

Sevilha

Da cultura judaica, no entanto, pouco se vê. A maioria das sinagogas e edifícios judaicos foram demolidos após a expulsão dos judeus da Espanha, no final do século XV. A expressão mais visível da antiga judería – localizada onde hoje é o bairro de Santa Cruz – é a estética urbana de ruelas e praças.

Sevilha

Andar por ali, aliás, foi uma das coisas mais prazerosas que fiz na cidade. Descobrir que o Google Maps estava certo e que o caminho prosseguia por um beco estreito e quase invisível era bem divertido.

Sevilha

Em terceiro lugar, o jeito kids-friendly de ser. 

Sevilha

A verdade é que a gente não precisou se esforçar nadinha para que Sevilha caísse nas graças da Maria. Bastou ela avistar o primeiro cavalo puxando uma charrete pelas ruas da cidade e pronto! A pessoinha não falava em outra coisa. 😉

Mais kids-friendly do que um city-tour em cima de uma charrete, impossível.

Sevilha

 Mas isso é só uma pequena amostra do quão acolhedora a cidade é para as crianças. Pra começar, Sevilha se transforma facilmente num reino encantado quando a criança se dá conta de que há um castelo medieval bem no meio da cidade (o Alcázar).

Sevilha

Foi bem fácil convencer a Maria a explorar aquele reino logo no dia da nossa chegada. Eu nunca vou me esquecer dessa tarde, em que andamos sem rumo pelas ruelas do bairro Santa Cruz.

Sevilha

O entusiasmo com Sevilha era tão grande que, no dia seguinte, até banho de fonte a gente tomou. 😉

Sevilha

O passeio de barco na Praça Espanha foi outro programa que a Maria adorou e que nos proporcionou um ótimo programa em família.

Sevilha

Bem pertinho da praça, o Parque Maria Luísa, o Aquário de Sevilha e a roda-gigante La Noria são outros lugares sempre recomendados para crianças, mas que nós não tivemos tempo de conhecer.

Mas, se tem uma coisa capaz de provocar um encantamento inesperado nas crianças, essa coisa é o flamenco. Pelo menos, foi assim com a Maria. Não sei se foi o figurino, a elegância dos passos ou o barulho do sapateado, mas alguma coisa atiçou a curiosidade dela desde o seu primeiro contato com a dança. Ela ficou paralisada, por vários minutos, dentro do Museu do Baile Flamenco assistindo a uma aula de flamenco.

Sevilha

Lá dentro, numa sala que simulava um show virtual de flamenco, com projeções de cenas contínuas da dança na parede, não demorou muito para Maria deixar a timidez de lado e se render à música. Ela ficou alguns bons minutos improvisando passos de flamenco como se fizesse parte do elenco de bailarinas que se revezavam na parede.

Sevilha

Enquanto eu e Renata assistíamos calados, com aquele olhar abobado, ao show da Maria, a gente intuitivamente agradecia Sevilha por nos proporcionar a melhor lembrança de toda a viagem.

Sevilha

À noite, durante a apresentação do tradicional show de flamenco, o receio inicial do escuro e do ambiente nada familiar logo deram espaço ao olho arregalado, à inquietação do corpo e àquele monte de perguntas que uma criança faz quando a curiosidade lhe invade.

Sevilha

Em quarto e último lugar, o nosso hotel.

Sevilha

Aquele conjunto de circunstâncias aleatórias que favoreceram o nosso encantamento por Sevilha também inclui o nosso hotel. Isso eu não posso negar. Ficar no Murillo Suites fez toda a diferença na nossa experiência de viagem.

Na verdade, o Murillo Suites é um prédio de apartamentos pertencente ao Hotel Murillo. Não há recepção no local, mas todo o suporte é dado pelos funcionários do hotel, que fica bem próximo.

A suíte é incrivelmente espaçosa, com 4 ambientes: cozinha, sala, quarto e banheiro. Tudo decorado com bom gosto e extremo conforto.

Sevilha

Embora você tenha tudo à disposição para preparar sua própria comida, o café da manhã está incluído na diária (assim como as bebidas do frigobar). Você tem 2 opções: ir até o hotel para tomar o café da manhã no restaurante ou pedir um café continental no próprio quarto. Mais uma vez, Sevilha foi gentil comigo. Me livrou da preocupação com o desjejum e me permitiu dormir até mais tarde.

Olha que mordomia! 😉

Mas incrível, incrível mesmo é a localização do hotel: bem em frente ao Real Alcázar de Sevilha. A visão da nossa suíte era essa:

Sevilha

Era abrir a janela para interromper o silêncio que reinava no quarto com a vista dos 2 maiores símbolos de Sevilha: o Alcázar e a Catedral.

Talvez, essa reunião de circunstâncias aleatórias tenha favorecido fortuitamente a avaliação de Sevilha na nossa viagem. Nunca se sabe. Mas eu não poderia deixar de retribuir com muito afeto uma cidade que, recorrentemente ou não, me deu tantas razões para amar.

28
jul
2015

Um dia no Porto

Esse post pertence à série “Outras Rotas” do “Rotas”. Nela, eu faço relato das minhas viagens fora do Espírito Santo. Se quiser conhecer mais sobre esses relatos, basta clicar na aba “Outras Rotas” ali no topo do site para ter acesso a todos os posts separados por destino.

Porto

Chegamos ao Porto vindo de Paris num vôo operado pela TAP. Era a nossa primeira vez na terrinha e as boas impressões começaram já no ar, com o serviço super simpático da companhia aérea portuguesa. Além do kit de entretenimento infantil, as comissárias ainda se preocuparam em realocar os passageiros sentados ao lado de famílias com bebês para liberar o assento e aumentar o conforto, já que o avião não estava lotado.

Porto

Um gesto de pura consideração e gentileza que não custou nada a elas, mas fez amolecer os nossos corações.

A verdade é que, para nós, essa receptividade das comissárias da TAP com a Maria foi apenas um prenúncio da boa receptividade que os próprios portugueses tiveram com ela. Talvez a gente estivesse mal-acostumado com a frieza dos parisienses. Mas ver o sorriso, a simpatia e a preocupação dos portugueses – em especial, dos mais idosos – com a Maria ao longo da nossa viagem fez mais do que amolecer… fez derreter os nossos corações de amores por Portugal.

O aeroporto tem fraldário no banheiro masculino!

Pais que trocam fraldas. No aeroporto do Porto tem!

Do aeroporto a gente foi direto para o apartamento, de taxi. Chegamos no final da tarde e, por isso, o nosso primeiro dia no Porto foi inteiramente dedicado a descansar e a suprir o apartamento (sobre o qual eu falei aqui) dos itens necessários à nossa alimentação. A única atração do dia ficou por conta do jantar pedido no bar da esquina: o primeiro bacalhau da viagem!

Nossa passagem por Porto – e por Portugal, de maneira geral – foi incrivelmente facilitada pelos posts mastigadinhos da Camila Navarro sobre o país. Seguindo as dicas que ela deu nesse post, eu tracei o nosso roteiro para o único dia livre que teríamos na cidade, já que reservamos apenas 2 noites por lá. (fuen fuen fuen… pula pra não bater arrependimento…)

Porto

Fizemos apenas uma adaptação no roteiro da Camila: como a gente estava hospedado bem ao lado dos Jardins do Palácio de Cristal e eu desconfiava que a Maria (e nós também) gostaria de lá por tudo o que a Camila disse nesse post, eu o inclui bem no início do passeio e continuei seguindo na direção contrária da Camila.

Porto

Minha desconfiança não foi à toa. Tem vários “bichinhos” andando soltos pelos jardins que fizeram a festa da Maria. A interação foi tanta que a gente ficou um bom tempo por lá. 😉

Porto

Porto

“Bichinhos” à parte, os Jardins do Palácio de Cristal são lindos e muito bem preservados. Mas, apesar de permanecer no nome, o Palácio de Cristal já não existe mais. Ele foi demolido em 1951 e, no seu lugar, foi erguido um grande pavilhão, onde acontecem exposições e feiras.

Porto

Como se vê no post da Camila, dos fundos do jardim você tem uma bela vista da cidade. Mas, devido ao adiantado da hora, a gente resolveu continuar o roteiro, seguindo a pé até o Cais da Ribeira. Foram 20 minutos de caminhada passando por ruelas cinematográficas.

Porto

Porto

O dia, que amanhecera nublado, começava a se abrir para nós.

Porto

No caminho, pausa para registrar um clássico da cidade: o Eléctrico 1, que faz o trajeto da Ribeira à Foz do Douro.

Porto

A Camila contou sobre esse passeio aqui. A nossa falta de tempo, porém, só nos permitiu ver o bondinho de longe, caminhando às margens do Douro.

Porto

Chegamos na Ribeira bem na hora de nos fartar com a primeira experiência gastronômica em um restaurante turisticamente português: sardinhas fritas, vinho do porto e arroz de bacalhau era tudo o que eu mais precisava para trazer à tona as lembranças dos almoços de domingo com o meu amado e saudoso Vô Reis.

Porto

A gente poderia ter ficado a tarde toda por ali, curtindo o vai-e-vém de turistas, os artistas de rua e as mil e uma lojinhas de souvenirs. Mas a essa hora o arrependimento por não ter destinado mais dias ao Porto já era grande e a tristeza por deixar a cidade no dia seguinte nos fez querer render ao máximo aquele meio de tarde.

Porto

Porto

Fomos subindo a Rua dos Mercadores até a Rua das Flores, onde, mais uma vez, as lembranças da infância tomaram conta de mim. Dei de cara com uma papelaria homônima à que meu avô fundou aqui no Brasil e não contive a emoção de reencontrá-lo em pensamento.

Porto

Ao final da Rua das Flores, a visão daquela que, pra mim, foi a maior atração do Porto: a Estação São Bento, com suas paredes azulejadas que são uma indecência.

Porto

O Porto foi a última residência de meu avô em Portugal. Ele viveu ali dos 12 aos 16 anos de idade. E foi na Estação São Bento que ele embarcou num trem para Lisboa a tempo de pegar o navio que o levaria ao Brasil em 1926.

Sei que a ida dele ao Brasil não foi assim tão espontânea. Ele estava atrás de condições de vida melhores do que aquelas que o destino havia lhe reservado em sua terra natal. Mas não foi difícil pra mim imaginar o encantamento nos olhos ainda pueris de meu avô ao entrar naquela estação. Deveria ser o mesmo encantamento que eu tive ao entrar lá. Pode ser só coisa da minha cabeça… mas, em nenhum outro momento da minha vida, aquela fala batida de familiares quanto à minha semelhança com o meu avô me pareceu tão verdadeira!

Da Estação São Bento à Praça da Liberdade foi um pulo. A essa altura nossas pilhas começavam a descarregar e o pique já não era o mesmo. Aproveitamos para improvisar um lanche aos pés do belíssimo prédio da Câmara Municipal, que domina o cenário da praça.

Porto

Porto

Seguimos pela Rua dos Clérigos em direção à Rua das Carmelitas, onde se situa outra grande atração do Porto: a Livraria Lello & Irmão. A fila para entrar e o cansaço, porém, falaram mais alto e a gente acabou abrindo mão da visita.

Porto

O que a gente não abriu mão foi de sentar à mesa de uma pequena confeitaria para começar a nossa dolorosa imersão nos famosos doces de Portugal. 😉

Porto

Já satisfeitos com o rendimento do nosso primeiro (e único) dia livre no Porto, atravessamos a Praça Gomes Teixeira para, com a ajuda de um local, pegar o primeiro “autocarro” rumo ao nosso apartamento num ponto no início da Rua do Carmo.

Porto

Se você parar para comparar o nosso roteiro com o da Camila, vai perceber que, no final das contas, nós não conhecemos nem metade dos lugares que ela conheceu na cidade. Fuen fuen fuen… É claro que, com a Maria a tiracolo, eu já imaginava que não daria para ver tudo. Mas ver o tanto de Porto que ainda havia por explorar fez bater definitivamente aquele arrependimento por não dedicar mais tempo à cidade. Bem que a Camila tentou me convencer a deixar Paris de lado e esticar nossa estada em Portugal. Mas eu não a ouvi. E me arrependi.

Porto

Porto, minha cara, guenta aí! Um dia a gente volta. 😀

Leia todos os posts da série “Outras Rotas” clicando aqui.

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13
jul
2015

BN Apartments e The Lisbonaire Apartments: nossa hospedagem em Porto e Lisboa

Eu tenho muito ainda para falar sobre a nossa última viagem à Europa e, especialmente sobre Portugal, tema de um único post até agora. Mas o tempo dedicado ao blog tem sido escasso por essas bandas desde que um antigo projeto pessoal meu foi resgatado. Por isso, eu resolvi inverter a ordem das coisas e começar logo do final para tornar público de uma vez algo que fez toda a diferença em nossa passagem pela terrinha: os nossos “hotéis”.

Pra falar a verdade, não foram bem “hotéis”. Tanto em Porto, quanto em Lisboa, a gente optou por alugar apartamentos, apostando no menor preço e na comodidade de ter uma cozinha para fazer comida para a Maria. E nossas duas escolhas foram bem felizes!

Porto

BN Apartments

No Porto o escolhido foi o BN Apartments Palacio, um dos 4 edifícios de apartamentos para temporada que o grupo BN mantem na cidade. Todos eles possuem ótima qualificação no Trip Advisor. Mas o que foi preponderante na minha escolha pelo Palácio foram 2 fatores: o preço mais em conta e o aval da Camila Navarro, do Viaggiando, quanto à conveniência da localização. O prédio fica bem pertinho do Jardim do Palácio de Cristal, o lugar preferido dela no Porto (veja aqui).

O prédio não tem portaria. A entrega das chaves é combinada previamente por email. Na hora prevista da sua chegada, um funcionário estará a sua espera para entregar o cartão que dá acesso ao edifício e ao apartamento e explicar as regras da casa.

No check-out o esquema é o mesmo. Na hora marcada, alguém vem para fazer os procedimentos de praxe.

BN Apartments

Pagamos 100 euros por 2 noites em um apartamento do tipo estúdio. O quarto não poderia ser mais apropriado para as nossas necessidades: espaçoso e com cozinha equipada.

BN Apartments

Além do mais, a decoração é bem moderninha, do jeito que a Renata gosta.

BN Apartments

Por óbvio, o café da manhã fica por conta dos hóspedes. Uma padaria a duas quadras do prédio e um supermercado a três serão suficientes para lhe prover de tudo o que for necessário para sua alimentação.

Só há serviço de limpeza dos quartos e substituição de lençóis e toalhas para hospedagens acima de 4 noites, o que não foi o nosso caso.

BN Apartments

Sobre a conveniência da localização eu já disse. Descendo 2 quadras abaixo você estará no Jardim do Palácio de Cristal. Virando na primeira esquina à esquerda começa a famosa Rua Miguel Bombarda, cheia de galerias de arte. Com 15 minutos de caminhada você chega no centro histórico da cidade.

E o melhor de tudo: você vai poder seguir à risca o roteiro de 1 dia na cidade que a Camila indicou nesse post.

Lisboa

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Já em Lisboa nossa escolha foi o The Lisbonaire Apartments.

A recomendação desse “hotel” veio da Silvia Oliveira, do Matraqueando, nesse post. O título não poderia ser mais chamativo: “hospedagem novíssima, barata, bem localizada e que, ainda por cima, adora criança“. Pronto! Nem pensei duas vezes.

Sem dúvida alguma, a dica da Silvia foi certeira. O Lisbonaire oferece estilo, sofisticação e conveniência a um preço justo e para um público variado, inclusive famílias com bebês. Nem precisava de tudo isso se o “hotel” fosse apenas baby-friendly do jeitinho que ele é: mediante solicitação prévia, eles disponibilizam gratuitamente berço, carrinho de bebê, cadeirinha de alimentação, trocador, banheira e caixa de brinquedos.

Lisbonaire Apartments

Quer coisa mais gentil e acolhedora do que essa para nós, pais?

Como se precisasse de mais coisa para agradar, os apartamentos são super espaçosos, bem decorados e com cozinha equipada.

Lisbonaire Apartments

O nosso tinha 60 m2, o que, para o padrão de hotelaria a que estamos acostumados, é quase um latifúndio. 😉

Lisbonaire Apartments

A localização também não poderia ser melhor: a 50 metros do Elevador da Glória, que te leva ao agito do bairro Chiado; a 100 metros da estação do metrô Restauradores, por onde passa a linha azul que te leva ao Terreiro do Paço e à estação Santa Apolônia; a 250 metros da estação do Rossio, de onde sai o trem que te leva a Sintra; e a 500 metros da Praça Figueira, ponto de partida do Elétrico 15E, com destino a Belém.

Como se vê, de lá até a Baixa Pombalina é um pulo. Nós percorremos quase todo o centro histórico de Lisboa à pé.

Para ter tudo isso à nossa disposição nós pagamos 130 euros por noite. Pode não ser barato, mas foi absolutamente justo.

* Em parceria com o Booking.com, todas as reservas feitas através dos links citados neste post geram comissão para o blog, sem que você pague nada a mais por isso. É uma forma de ajudar a manter o blog sem qualquer custo para você!

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19
jan
2015

Concerto para bebês no Oceanário de Lisboa: música e emoção no fundo do mar.

Concerto para Bebês

Eu poderia vir aqui falar maravilhas sobre o Oceanário de Lisboa. O Oceanário é daquelas atrações incríveis que poderia, ele mesmo, fazer valer a sua viagem a Lisboa. Eu só não farei isso porque alguém, com muito mais propriedade e conhecimento do assunto, já o fez num post belíssimo sobre o lugar. Pra mim, esse post da querida Lucia Malla é o que melhor retrata a emoção da visita ao Oceanário e é por isso que só me resta recomendar fortemente a leitura dele para quem deseja conhecê-lo.

Na verdade, o meu propósito aqui é falar “maravilhas” de uma atração especial do Oceanário que tornou ainda mais encantadora a nossa viagem à Portugal: o Concerto para bebês.

10
dez
2014

Parc Zoologique de Paris: um programa animal

zoo parc de paris

Quem tem filhos pequenos sabe que animais – seja ele de que espécie for – são uma atração turística em qualquer lugar do mundo. Não há Torre Eiffel nenhuma que resista a um simples “au au” no trajeto do passeio. E a concorrência fica cada vez mais desleal dependendo de quão exótico o bicho é.

Por isso, a gente faz questão de incluir em nosso roteiro uma visita a espaços de contemplação da fauna, como museus, zoológicos e aquários. E em Paris isso não poderia ser diferente. A visita ao Zoológico de Paris se tornou uma das prioridades na nossa programação desde que eu soube de sua reabertura após 4 anos de reforma e ampliação.

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