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16
jan
2014

O que fazer em Vitória? Um roteiro (mastigadinho) de 3 dias na Ilha do Mel

Foto: Robert Blackie (CC BY-NC-ND 2.0)

Essa é uma das perguntas que eu mais recebo via e-mail aqui no Rotas: “tô indo pra Vitória no próximo final de semana. Qual roteiro você me sugere?” Por mais que esse blog seja todinho dedicado a te sugerir roteiros pelo Espírito Santo afora, tem gente que sente falta de um post mastigadinho e mais direto ao ponto. :-D

Até então eu me socorria nesse post que o Fred Marvila escreveu lá no Sundaycooks. Nele o Fred destacou lugares que agradam em cheio o marinheiro de primeira viagem que vem passar um final de semana na ilha.

Mas como morador da cidade eu não poderia deixar de dar o meu pitaco sobre esse assunto e sugerir o meu próprio roteiro.

Assim eu preencho essa grande lacuna aqui do Rotas. Para você que quer aproveitar aquela mega promoção de passagem aérea para curtir um final de semana em Vitória, aí vai a minha sugestão de roteiro para 3 dias (chegando na sexta e voltando no domingo).

Só devo alertar que ele não é personalizado. Tentei ser o mais genérico possível para agradar todo tipo de viajante.

1º DIA:

Dependendo da hora de chegada do seu vôo e da região em que você ficará hospedado (veja as minhas sugestões de hospedagem aqui), dá pra deixar as malas no hotel e ir direto pra praia.

Praias de Vitória

As mais freqüentadas pelos locais são três: Camburi (A), Curva da Jurema (B) e Ilha do Boi (C). Nas duas primeiras você tem boas opções de quiosques para almoçar. Em Camburi aposte nas porções de pescados do Quiosque nº 2, o Peccato di Gola Beach, ou nos sanduíches naturais e sucos do Quiosque nº 6; na Curva, no Quiosque do Alemão ou no Spetacollo Praia. Na Ilha do Boi, o jeito é petiscar com os ambulantes.

Depois da praia, se ainda houver tempo, inclua uma visita ao Galpão das Paneleiras de Goiabeiras para conhecer o modo de fabricação das famosas panelas de barro capixabas (isso vale também para aqueles que chegaram tarde e não tiveram tempo de ir à praia).

Paneleiras

Panelas de Barro no Galpão das Paneleiras de Goiabeiras

A visita é bem rápida, mas rende belas fotos e você já pode garantir alguns souvenirs para o seu retorno.

As Paneleiras de Goiabeiras, no Pé na Estrada

À noite o destino mais óbvio para quem quer petiscar e curtir a noite capixaba é a região do Triângulo das Bermudas (A), na Praia do Canto.

Triângulo

Ai está a maior concentração de bares e botecos por metro quadrado da cidade. Dos tradicionais Bilac e Abertura aos novos Bierdorf e Di DomDom, opções não faltam para uma noite de agito e descontração.

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Mas agito e descontração você também encontra na Rua da Lama (B), em Jardim da Penha, onde nasceu o império do Bar Abertura (e seu famoso kieber) e onde os universitários e o público GLS preferem se reunir.

Restaurantes

Os mais sossegados vão encontrar refúgio em bons restaurantes da capital. A Praia do Canto está recheada deles. Procurando um restaurante estrelado de cozinha internacional? Vá ao Soeta (A), dos chefs Bárbara Verzola e Pablo Pavón. Uma casa especializada em carnes? Vá ao Taurus (B). Uma pizzaria descontraída? Aposte na Forneria Don Camaleone (C) ou na Salsa Pizza (D). Um hambúrguer premium? O Rock Burguer (E) será uma ótima escolha.

Soeta, no Destemperados

Don Camaleone, no Destemperados

Mas se o que você quer é conhecer o melhor da gastronomia capixaba, vá ao Pirão (F), que serve uma das moquecas mais famosas da cidade.

2º DIA:

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Fachada do Convento de São Francisco, Centro de Vitória (Foto Acervo Setur-ES)

No segundo dia cai muito bem a dobradinha Centro Histórico/Ilha das Caieiras.

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Acorde cedo e vá ao Centro de Vitória para conhecer os monumentos históricos da cidade. Você pode seguir o trajeto que eu sugeri nesse post e que eu reproduzo no mapa abaixo.

Centro

As marcações vermelhas compreendem os monumentos a serem visitados. Mais informações sobre eles você pode ler aqui. A Catedral, a Igreja do Carmo, a Igreja do Rosário, o Convento de São Francisco, a Igreja de São Gonçalo, o Theatro Carlos Gomes e a Capela de Santa Luzia possuem monitores do Projeto Visitar sempre a postos para te contar a história do monumento.

Comece o passeio pelo Palácio Anchieta que, além de oferecer uma visita guiada às suas instalações, recebe exposições temporárias de arte ao longo do ano. Fique de olho no calendário de exposições na página oficial do Palácio no Facebook.

As marcações em azul representam as sugestões de restaurantes caso você prefira comer no Centro (mas eu sugiro fortemente guardar a fome para a segunda parte do passeio, na Ilha das Caieiras). São 2 opções de vegetariano, o Verde Perene (não abre aos domingos) e o Sabor Natura (não abre aos domingos) e um com cardápio de lanches e comidinhas, o Doca 183 (não abre aos domingos).

Centro Histórico de Vitória, no Catálogo de Viagens

Centro Histórico de Vitória, no Pé na Estrada

Centro Histórico de Vitória, no Descortinando Horizontes

Se a sua visita ocorrer no sábado, talvez você vá gostar de saber que, a partir das 10h, tem início o famoso Samba da Xepa na feira livre da Rua Sete de Setembro, no Centro (leia aqui). A localização está marcada com uma estrela ali no mapa. Além dos quitutes que são servidos na feira, você vai se divertir com a animação dos sambistas e moradores.

Terminando a visita, dirija-se à estonteante Ilha das Caieiras (B), reduto das famosas desfiadeiras de siri.

Ilha das Caieiras

Aí você pode conhecer uma das paisagens mais bonitas da ilha, experimentar os pratos da gastronomia capixaba nos inúmeros restaurantes da região e terminar com um pôr-do-sol de cair o queixo.

Foto: Yuri Barichivich (CC BY-NC-ND 2.0)

Ilha das Caieiras, no Catálogo de Viagens

Prepare os chips da máquina! ;-)

Para o jantar da noite valem as mesmas recomendações do primeiro dia.

3º DIA:

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Foto: Crystian Cruz (CC BY-NC-ND 2.0)

Reserve o terceiro e último dia para conhecer Vila Velha e suas principais atrações.

Mapa atrações Vila Velha

Comece bem cedo no Convento da Penha (A), o ponto turístico mais visitado do Espírito Santo. Os católicos podem aproveitar para assistir as missas nos horários programados. Os não-católicos devem fugir desses horários se quiserem menos tumulto.

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É no Convento que você vai bombar o seu Instagram! ;-)

Convento da Penha

Foto: Blude (CC BY-NC-ND 2.0)

Daí sairá a sua foto-cartão-postal oficial da viagem. A vista de lá é de encher os olhos.

Convento da Penha, no Catálogo de Viagens

Convento da Penha, no Viagem Massa

Convento da Penha, no Pé na Estrada

Convento da Penha, no Descortinando Horizontes

Ainda no sítio histórico da Prainha, não deixe de conhecer: a) o Centro Cultural do Forte São Francisco Xavier da Barra (B), onde você também terá uma bela vista para a 3ª Ponte e a Baía de Vitória; b) o Museu Homero Massena (C), localizado na casa onde viveu um dos mais famosos artistas capixabas (só não abre aos domingos!!!); e c) a simpática Igreja do Rosário (D), a mais antiga do Estado, com início de sua construção datado de 1535.

Se a fome apertar vá ao Spetacollo da Prainha (A) ou ao tradicional Stragalar (B), que fica bem na pracinha da Igreja.

Mapa restaurantes Prainha

A tarde pode ser preenchida de acordo com o seu perfil.

Mapa regiões Vila Velha

Os praianos não terão do que reclamar. As melhores praias de Vitória ficam em… Vila Velha.

Praia da Costa

Praia da Costa (Foto: Acervo Setur-ES)

Os trechos conhecidos como Posto 9, na Praia da Costa, e Bervelly Hills (A), na divisa entre a Praia da Costa e Itapoã, costumam ser bem badalados.

Praia da Costa, no Descortinando Horizontes

As praias de Vila Velha, no Catálogo de Viagens

Crianças vão adorar a visita à Fábrica da Chocolates Garoto (B), que eu contei nesse post. Só não se esqueça de consultar o site oficial para saber se ela estará aberta no dia da sua visita.

Fábrica de Chocolates Garoto, no Descortinando Horizontes

Os que gostam de museu podem cogitar uma visita ao Museu da Vale (C). Mas, sendo bem sincero, o lugar vale mais pela vista da Baía de Vitória e pelas exposições temporárias que volta e meia aparecem por lá. A exposição permanente – que conta a história da Estrada de Ferro Vitória a Minas – agrada mais às crianças, especialmente pelo ferrorama gigante montado no terceiro andar.

Museu da Vale

Museu da Vale, no Descortinando Horizontes

Por fim, se você gosta de um passeio inusitado e fora do mainstream, não deixe de visitar a Barra do Jucu (D), às margens da Rodosol no caminho para Guarapari. O local é uma antiga vila de pescadores que, por enquanto, passou ileso à especulação imobiliária que varreu o litoral da cidade. E o motivo é um só: a vizinhança da Reserva Municipal de Jacarenema, um santuário ecológico de preservação da vegetação de restinga, às margens da foz do Rio Jucu.

Você pode visitar a Reserva atravessando a famosa Ponte da Madalena, aquela moça homenageada pela letra de um congo adaptado por Martinho da Vila.

Barra do Jucu

Foto: Acervo Barra do Jucu Culturas

E por falar em congo, a Barra do Jucu é o berço do congo em Vila Velha. Se você der sorte poderá presenciar o ensaio de algumas das bandas da região: Mestre Honório, Mestre Alcides e Tambores da Barra.

A Barra do Jucu e o congo capixaba, no Catálogo de Viagens

A Barra é também um celeiro de artistas, como você já poderá perceber nos muros de suas casas (a Melissa, do blog Descortinando Horizontes, mostra algumas delas nesse post). O mais famoso deles, Kleber Galveas, tem um ateliê que é aberto ao público.

Mapa restaurantes Jucu

Por fim, não hesite em experimentar as opções gastronômicas da Barra. Seja no Taberna da Madalena (A) ou no Espera Maré (B), a moqueca capixaba virá com uma guarnição insuperável: a vista.

OUTRAS DICAS:

1) A melhor forma de se locomover numa viagem a passeio aqui na Grande Vitória é de carro alugado. Economiza-se o dinheiro do táxi e o tempo do transporte público.

2) Para sair do aeroporto de taxi, siga as dicas que eu dei nesse post.

3) As dicas de hospedagem que eu dei nesse post continuam válidas. Devo acrescentar apenas 2 novidades: o Ibis Praia de  Camburi e o Onça da Praia Hostel, o primeiro albergue da cidade. Os 2 ficam em Jardim da Penha, mas a uma distância incrivelmente próxima da zona boêmia da Praia do Canto.

4) Com mais 1 dia na cidade, você teria 2 opções de bate-volta: 1 dia de praia no balneário mais famoso do Estado, Guarapari, ou às Montanhas Capixabas, exatamente como fez o Fred Marvila, do Sundaycooks, nesse post. Em um ou outro caso, tenho certeza que você vai querer voltar para conhecer mais a fundo as belezas do Espírito Santo.

Guarapari, no 360 Meridianos

Guarapari, no Catálogo de Viagens

Guarapari, no Pé na Estrada

Guarapari, no Descortinando Horizontes

Guarapari, no Viagem Massa

Montanhas Capixabas, no Pé na Estrada

Montanhas Capixabas, no Descortinando Horizontes

Montanhas Capixabas, no Viagem Massa

Reserve o seu hotel em Vitória pelo Booking.com.

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22
dez
2012

Descubra o Espírito Santo você também!

Sei que a casa aqui anda meio abandonada com o sumiço do dono. Quem me acompanha pelas redes sociais sabe que, nos últimos meses, andei bastante envolvido com a reforma do apartamento novo, com a mudança, com os preparativos para a chegada da Maria (\o/) e com o acúmulo de trabalho nesse final de ano. A coisa ainda não voltou ao normal. Mas eu resolvi dar uma pausa nesse período… digamos assim… sabático para anunciar a (nem tão) nova campanha de divulgação do Espírito Santo feita pela Secretaria de Turismo do Governo do Estado.

24
abr
2011

Festa da Penha 2011

Foto: Gabriel Lordêllo

Hoje, domingo de Páscoa, se encerram as comemorações da semana santa. Mas, no Espírito Santo, o fim da maior festa cristã é também o início das celebrações da maior festa religiosa do Estado – e terceira maior do país: a Festa da Penha. Milhares de fiéis vão mostrar toda a sua adoração devoção à padroeira do Espírito Santo, Nossa Senhora da Penha, em uma intensa programação de atividades religiosas, que inclui, entre outras coisas, a famosa Romaria dos Homens.

Foto: Gabriel Lordêllo

A Festa da Penha é, sem dúvida, a maior prova da religiosidade do povo capixaba!

Confira a programação completa da Festa da Penha deste ano no link: http://www.aves.org.br/noticias,1,3094,festa_da_penha_2011.html.

E se você quiser saber um pouco mais sobre a história do principal palco da festa, o Convento da Penha, acesse aqui.

P.S.: deixo aqui um agradecimento especial ao fotógrafo Gabriel Lordêllo que, gentilmente, me cedeu o direito de uso de suas fotos da Festa da Penha de 2010. Para mais fotos, acesse o blog do Gabriel: http://gabriellordello.wordpress.com/2010/04/12/romaria-dos-homens-festa-da-penha-2010/.

11
abr
2011

E aí? Vamos entrar para a ONG PCECPP?


Em Marataízes é assim...

Não me consta que ela já tenha sido fundada pelo seu idealizador, o Ricardo Freire, autor do maior blog site de viagens do Brasil (o Viaje na Viagem). Mas isso não nos impede de incorporar, pra já, a filosofia principal da sua ONG PCECPP – Primeiro Comando de Extermínio das Cadeiras de Plástico na Praia (leia aqui): “salvar as praias do planeta da invasão das cadeiras e das mesas de plástico”.

Aliás, nós, “capixabas da penha”, precisamos urgentemente aderir a essa idéia!

03
abr
2011

Visita à Fábrica de Chocolates Garoto

Ok, ok… a Fábrica de Chocolates Garoto já não é mais uma empresa genuinamente capixaba desde que foi comprada pela suíça Nestlé há alguns anos (na verdade, o negócio ainda se arrasta na justiça e no CADE). Mas essa aparente mudança na nacionalidade não impede que os chocolates Garoto ainda sejam reconhecidos pelo Brasil afora – ao lado da panela de barro – como o ícone mais famoso do nosso patrimônio imaterial. Basta ver que, por aqui, os souvenirs mais procurados são as panelinhas de barro recheadas de bombom Garoto!

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