A Cremino Gelato e Caffè é uma das mais recentes “unanimidades” da cena gastronômica capixaba. Desde que foi inaugurada, há quase 4 meses, a Cremino conquistou a glória de identificar como gelato o sorvete que ela faz. Veja bem, meus caros. Isso não é pouca coisa. Para um povo que carrega uma dose cavalar de italianidade na veia reconhecer o verdadeiro sabor de um gelato numa sorveteria da nossa capital é mais que um elogio. É um retorno às origens.
Sei que a casa aqui anda meio abandonada com o sumiço do dono. Quem me acompanha pelas redes sociais sabe que, nos últimos meses, andei bastante envolvido com a reforma do apartamento novo, com a mudança, com os preparativos para a chegada da Maria (\o/) e com o acúmulo de trabalho nesse final de ano. A coisa ainda não voltou ao normal. Mas eu resolvi dar uma pausa nesse período… digamos assim… sabático para anunciar a (nem tão) nova campanha de divulgação do Espírito Santo feita pela Secretaria de Turismo do Governo do Estado.
Revelo toda a minha sofisticação gastronômica quando eu falo que sou fã de um mexido. Não tinha como ser diferente. Eu fui criado comendo mexido. Minha infância em Minas Gerais tem sabor e cheiro de mexido. Culpa da minha mãe, a maior de todas as cozinheiras que eu conheço, exímia conhecedora da arte de fazer um bom mexido com a comida que sobrou do almoço.
Como eu já disse aqui, o passeio do Trem das Montanhas Capixabas refaz uma pequena parte do trajeto percorrido pelos imigrantes europeus no Espírito Santo. Ele começa na cidade de Viana, ocupada por portugueses (açorianos); passa pelo Distrito de Vale da Estação, no município de Domingos Martins, fundado por alemães; e segue para Marechal Floriano e Araguaia, região formada predominantemente por imigrantes italianos.
Por aí você vê que tradição e história não faltam nesse passeio. Na arquitetura, no artesanato, nos mini-museus, na culinária e, principalmente, nas pessoas, você vai conhecer um pouco do legado que os imigrantes europeus deixaram na rica história da formação do povo capixaba. E que legado!
Não vou negar que a logística do Trem das Montanhas Capixabas não é nada fácil, especialmente para quem é de fora. Isso é algo que me incomoda um pouco na hora de propagar o passeio.
Primeiro porque, fora dos pacotes que a operadora oficial do passeio oferece, a Serra Verde, não há alternativa regular de traslado para a Estação Ferroviária de Viana, de onde o trem parte. Você precisa ir até lá por conta própria, de carro ou de taxi.